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5.2 Experiments and Results

5.2.3 Case 3: Change in Dependency Rate Test

As entrevistas semiestruturadas, foram utilizadas como técnica para conhecer as dimensões do estudo: Representação Afetivossocial da Dança e Transformação Pessoal e Social na Dança. Para Bauer & Gaskell (2008) a pesquisa qualitativa se refere à entrevista do tipo semiestruturado com um único respondente, conhecida por entrevista em profundidade, “para descobrir que existem perspectivas, ou pontos de vista sobre os fatos (…) aplicando para mapear e compreender como os sujeitos interpretam as dimensões do mundo” (p. 65).

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Com vista a atender aos objetivos da pesquisa qualitativa, elaborou-se o guião de entrevista para praticantes (v. Anexo 13), ex-praticantes (v. Anexo 14), professoras de Dança (v. Anexo 15), diretores (v. Anexo 16) e coordenador da E/SUBE/CED/Extensividade (v. Anexo 17).

O modelo de entrevista adotado foi semiestruturado (Bauer & Gaskell, 2008) com um único respondente, pelo que em complementaridade as questões acima e pela experiência de cada pesquisado, foram colocadas variantes dessas mesmas perguntas ou outras distintas, sempre que, no decurso da entrevista, tal se considerou necessário à consecução dos objetivos do estudo.

3.1. Protocolo das Entrevistas

Com o intuito de estabelecer uma relação intersubjetiva entre entrevistador e entrevistado, é fundamental conceder acesso aos significados atribuídos pelos sujeitos pesquisados aos eventos do mundo, por meio do processo de interação na entrevista e feedback das gravações transcritas.

Antes de iniciar as entrevistas, teve-se a preocupação de informar os sujeitos a respeito do objetivo do estudo, garantindo-lhes que as informações que viessem a ser transmitidas seriam consideradas confidencialmente.

Nesse contexto foram estabelecidos alguns procedimentos para melhor desenvolvimento das entrevistas, tais como: 1. Entrega dos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) aos pais e responsáveis; 2. Marcação das entrevistas; 3. Organização de espaço adequado com a direção do NAPRJ para realização da entrevista. 4. Gravação da entrevista; 5. Transcrição das entrevistas 6. Envio das entrevistas transcritas aos entrevistados para validação do conteúdo.

Com o aceite institucional viabilizado à pesquisadora seguiram-se as reuniões com cada diretor dos CPFEEAE – NAPRJ informando sobre objetivos gerais da pesquisa e os procedimentos para melhor desenvoltura do estudo. A seguir, foram consultados quanto ao desejo de participação na pesquisa e a partir do parecer positivo, as entrevistas foram agendadas e realizadas com os oitos diretores. Essas entrevistas aconteceram na sala da direção e transcorreram na maior tranquilidade.

Nos contatos individuais com as 15 professoras de Dança (de Dezembro de 2012 a Novembro de 2013), esclareceram os propósitos do estudo e quais os praticantes se disponibilizaram a participar do estudo. Em seguida, a pesquisadora sabendo desse quantitativo entregou a cada professora uma pasta com os TCLE (entrevistas e questionário) para os praticantes menores de 18 para autorização prévia dos pais e responsáveis.

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É relevante apontar que as professoras de Dança também tiveram papel fundamental na indicação, convite e participação dos estudantes de Dança e ex- praticantes que seguiram à carreira amadora ou profissional, além de tirar dúvidas dos responsáveis sobre o teor do estudo e do TCLE. Nesses encontros, foram esclarecidos os propósitos do estudo e a possibilidade de pausa nas entrevistas no caso de dúvidas durante a apresentação das questões. As autorizações foram entregues antes das entrevistas.

A concordância e formalização das professoras no estudo foram vinculadas por meio da assinatura do TCLE, antes de começar a entrevista e que ocorreram na própria sala de Dança ou na sala da direção, no final da manhã ou tarde.

O envolvimento dos ex-praticantes no estudo, aconteceu pela manutenção de contato entre a direção e a professora de Dança que se disponibilizaram prontamente. Os TCLE (maiores de 18 anos) foram assinados no ato da entrevista e os TCLE (menores de 18 anos) foram distribuídos antecipadamente para assinatura dos responsáveis e entregues no ato da entrevista que foram realizadas nas salas desocupadas dos CPFEEAE - NAPRJ.

A entrevista com a coordenadora da E/SUBE/CED/Extensividade foi agendada em Dezembro de 2013, no setor Técnico da E/SUBE/CED/Extensividade da SME/RJ, prédio da Prefeitura (Centro do Rio de Janeiro - Cidade Nova). No ato da entrevista foi assinado o TCLE autorizando a realização da entrevista. Durante as transcrições identificou-se que a gravação estava interrompida e precisavam ser complementadas em nova entrevista. Com a colaboração da coordenadora, foi realizado o restante da entrevista, marcada no mesmo local no dia 20 de Outubro de 2014.

Considerando a realidade desses espaços, salvo raras exceções, as entrevistas com os integrantes do estudo decorreram conforme o programado, garantindo gravações de qualidade para que o transcritor dos dados não tivesse problemas na interpretação ao longo da transcrição. Todas as 52 transcrições38 foram realizadas ao longo de 3 meses por um transcritor profissional e a seguir revisadas pela pesquisadora. Em uma segunda fase, com o intuito de garantir a confiabilidade das entrevistas, por meio da legitimação dos dados, as transcrições foram enviadas por correio eletrônico, às professoras de Dança, coordenadora e diretores dos CPFEEAE – NAPRJ.

Em consonância com Frauser & Gondin (2004): “O entrevistado tem um papel ativo na construção da interpretação do pesquisador (…) pois, ao invés de o pesquisador sustentar suas conclusões apenas na interpretação que faz do que o entrevistado diz, ele concede a este último a oportunidade de legitimá-la” (p.140).

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No que diz respeito às transcrições com praticantes e ex-praticantes, não se pode enviar porque a maioria não dispunha de computadores em casa. Então, a própria pesquisadora fez a revisão das transcrições.

Em prosseguimento, passou-se a exploração do material transcrito, de forma a tornar exequível o tratamento dos dados, bem como a sua interpretação, em termos de análise de conteúdo com Bardin (2013), que refere a análise como um conjunto de técnicas de análise das comunicações.

3.2. Autorizações e Procedimentos

A pesquisa desenvolveu-se após autorização do Comitê de Ética e Pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro – CEP SMSDC- RJ (v. Anexo 18), protocolo de Pesquisa nº 15/12 e autorização do Comitê de Pesquisa da Coordenadoria de Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (CED/SMERJ), processo nº 07/001507/2012 (v. Anexo 19). Após essa etapa, foi necessário entregar declarações entregues pela CED/SMERJ às CREs e das CREs aos NAPRJ, comunicando a respeito do estudo e autorizando a realização da pesquisa nos dez CPFEEAE – NAPRJ existentes na época (no início de 2013 com a resolução nº 1.222 aconteceu a desativação de alguns espaços).

Como procedimentos executados para a efetivação da investigação no campo, realizou-se uma visita prévia aos locais para conhecer o terreno estudado, incluindo instalações, sala de aulas, conversas com coordenadores, professores e funcionários dos respectivos espaços, com os quais a pesquisadora interagiu, por meio da observação direta e ou pela via inquirição, compreendendo o contexto de vivência e ocorrências dos espaços pesquisados (Bauer & Gaskell, 2008).

Na etapa seguinte, as entrevistas com as professoras de Dança e diretores dos espaços foram agendadas nos Centros de Estudos e repassadas à pesquisadora pelo diretor de cada espaço. A entrevista com a coordenadora do Setor da E/SUBE/CED/Extensividade foi combinada pessoalmente entre a pesquisadora e a respectiva coordenadora. As entrevistas com praticantes e ex-praticantes foram marcadas pela direção e, em alguns casos, pela professora de Dança. A entrega do TCLE (Questionário) aos praticantes menores de 18 anos (v. Anexo 20) e entrevistas (v. Anexo 21), foi mediada pelas professoras de Dança e diretoras que entregaram aos pais e responsáveis. A autorização do TCLE para maiores de 18 anos (v. Anexo 22) foi efetuadas antes das entrevistas. O Termo de Autorização de Uso de Imagem (v. Anexo 23) foi entregue àqueles que participaram da sessão de filmagem e fotografia.

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Após o agendamento, iniciaram-se as entrevistas gravadas com o consentimento dos pesquisados, em gravador digital, da marca da Sony, modelo ICD- P520. O cronograma das entrevistas decorreu no período de 29 de Novembro de 2012 a 29 de Novembro de 2013, com exceção da entrevista com a coordenadora da E/SUBE/CED/Extensividade, que por motivos técnicos (gravação cortada) necessitou ser complementada. A entrevista foi realizada em Outubro de 2014 no setor da E/SUBE/CED/Extensividade e teve a duração de 11 minutos.

As questões levantadas nesta investigação abrangem o âmbito dos benefícios afetivossociais da prática da Dança para uma população jovem, explicando o fato de centrar a análise sobre os estratos representativos desse espaços (praticantes, professoras de Dança, diretores, coordenadora e ex-praticantes dos CPFEEAE – NAPRJ), mantendo o anonimato dos pesquisados.

Nesse contexto, a entrevista mais curta durou 20 minutos e a mais longa rondou em torno dos 51 minutos. As 52 entrevistas foram transcritas na íntegra após a execução das transcrições, os diretores e professoras de Dança concordaram em rever as transcrições da entrevista (enviadas por correio eletrônico) que ocorreu entre os meses de Agosto a Dezembro de 2014.

É importante alertar que a pesquisadora solicitou ao comitê de pesquisa da SME/RJ autorização para prolongar o tempo em campo (v. Anexo 24). Esse pedido decorreu na tentativa de conseguir uma entrevista com a diretora da Escola de Formação Paulo Freire que se tornou gestora dos CPFEEAE – NAPRJ. Contudo, ocorreu nesse período uma mudança na gestão, impedindo a realização da entrevista, visto que o novo gestor não tinha domínio sobre os respectivos espaços.

Para autorização dos menores de 18 anos no estudo, foi enviado previamente ao responsável o TCLE e Autorização de imagem (no caso de participantes envolvidos na filmagem). Em relação aos ex-praticantes maiores de 18 anos foi entregue no ato da entrevista o TCLE e autorização de transcrição da entrevista com a finalidade da pesquisadora adquirir o consentimento antes da gravação.

Todas as entrevistas foram efetivadas nos CPFEEEA – NAPRJ (sala da direção, sala dos professores e sala de dança), a duração das entrevistas variou de 20 a 60 minutos.