2. THE MARKETPLACE
2.1 E MERGENCE OF EMISSIONS MARKETS
2.1.3 Carbon emissions and energy sources
Pesquisador
– Em primeiro lugar gostaria que você falasse livremente sobre suas impressões do livro didático de basquetebol, o que achou, o que lhe trouxe de lembrança, o que trouxe de indagação?
Participante
– Em um primeiro momento, quando você me passou o material eu gostei muito, porque um material didático seja ele uma apostila, um caderno ou orientações, dentro da rede estadual é muito importante para os professores. Pois nos temos alguns professores que estão contextualizados e atualizados e professores que estão muito defasados, então dentro dessa barca tem gente de todo tipo.
- Nesse sentido, quando surge um material seja ele de qualquer espécie, acho muito válido para ser analisado. E foi isso que veio na minha cabeça, achei muito rico e pensei que tem muito coisa legal que pode ser trabalhado, que pode ser implementado e pode até ser melhorado, que pode ser aproveitado pelos professores.
- Então assim, acho que é uma proposta diferente, é coisa diferente, é disso que a rede está precisando, a própria rede particular, a Educação Física como um todo está precisando. O ponto de partida para mim é excepcional, ele é muito positivo.
- Agora vou iniciar fazendo algumas perguntas que não são tão específicas do livro didático de basquetebol, para em seguida aprofundar em questões mais pontuais.
- Quando você vai ministrar aulas de esporte na escola, você utiliza algum livro?
Participante
- Uso alguns livros de apoio que dão base para montar minha aula, por exemplo, alguns livros que trabalham fundamentos esportivos, livros de regras, livros de atualidades, muito material jornalístico. Algo em cima disso, não que eu vou repetir algum conceito que tem no livro com eles, mas eu preciso desse alicerce para montar minhas aulas.
Pesquisador
- Dentre esses livros que você utiliza algum deles é livro didático?
Participante
- Não conheço nenhum para o ensino da Educação Física. Eu na verdade desconheço livro didático na Educação Física, como os que a gente encontra em outras disciplinas. Tem o material da nova proposta do governo do Estado de São Paulo, mas tem mais cara de apostila do que livro didático.
Pesquisador
- Você sente a necessidade de algum material prévio para planejar, aplicar e avaliar suas aulas?
Participante
- Então, depende do que seja sentir necessidade. Porque assim, eu vejo que é muito importante você ter um material de apoio, livro didático, uma reportagem, um livro de regras, vejo isso como necessário. Mas é vital? Não acredito que seja vital, mas ajudaria, mas ajudaria muito. Como disse em minha fala inicial muitos professores dependem disso hoje.
Pesquisador
- Em sua opinião o livro didático de basquetebol poderia dificultar o seu trabalho?
Participante
- Depende do que a gente acha dificuldade. Quando recebo um material desse para trabalhar o mínino que tenho que fazer é ler, é estudar, é repensar minhas aulas. Então para muitos isso seria uma dificuldade, para mim não é dificuldade nenhuma, para mim seria muito bem vindo, pois eu aprimoraria minhas aulas.
Pesquisador
- Você fala que dificultaria o trabalho de outros professores, pois seria uma concepção diferente?
- Sim, porque para muitos professores a aula se restringe em pegar a bola e vamos jogar. Traria uma dificuldade, já que ele precisaria ler. Além disso, tem o livro do aluno e ele vai começar a questionar, vai começar a ler, se interessar. E o professor tira essas respostas da onde? Da onde ele tira esse conhecimento? Então desse ponto de vista seria uma dificuldade, por outro lado seria um benefício.
Pesquisador
- Você acha que o livro didático poderia colaborar com seu trabalho?
Participante
- Poderia, poderia muito. Porque dentro do nosso componente curricular nós temos uma abrangência muito grande e a gente não consegue dar conta de tudo isso. Todas as manifestações esportivas e culturais não daríamos conta de tudo isso.
- De repente um livro didático vai me trazer algumas informações que eu não estou habituado, isso vai ficar mais fácil para mim. Segunda maneira, mesmo dentro do universo que eu já conheça ou domine, eu posso ter idéias novas, coisas ruins que posso perceber que não dariam certo. Mas assim, eu tenho idéias e trabalhar com idéias é importantíssimo, para você julgar, para você avaliar, para você testar.
Pesquisador
- Como você utilizaria o livro didático de basquetebol?
Participante
- Primeiro analisaria para ver se este livro está de acordo co nossa proposta, é isso que a gente fala na escola, é isso que a escola definiu como parâmetro. Se ele não eu procuraria um outro material, se ele é eu analisaria com mais calma, mais a fundo para verificar quando estou trabalhando o basquetebol. Em que ano? Em qual bimestre? Quanto tempo tenho para trabalhar? Do livro trabalho com tudo ou não trabalho com tudo? Aprofundo mais ou fico só superficial?
- Na implementação das aulas utilizaria sem dúvida alguma, já que ele faz parte, já que nós aprovamos. O que do livro eu aproveitaria? Quais atividades eu trabalharia? Coisa muito interessante do livro didático de basquetebol é que ele traz textos não apenas aos alunos, mas também ao professor, que é a questão da atualização, eu acho isso importantíssimo.
Pesquisador
- Qual das atividades você considerou mais interessante?
Participante
- Bom, eu gosto muito de trabalhar com o jogo e desde o começo a proposta traz muitas idéias de jogo, não fica presa aos fundamentos. Então todas essas propostas que
trabalhamos com o jogo, por exemplo, temos jogos dos passes, isso são formas de ensinar o basquetebol sem ficar preso aos fundamentos. Para o professor isso é primordial, pois você não tem que ficar preso à técnica correta do movimento. Inclusive isso de executar a técnica as vezes é muito desmotivante ao aluno. Na minha opinião o jogo traz informações, traz situações que a gente pode aproveitar, da mesma maneira que esteja aprendendo um fundamento, mas sendo possível discutir outras coisas. Discutir a violação às regras, a altura dos participantes, discutir a mulher no esporte, são situações que vão aparecer ao longo do jogo e a gente pode aproveitar. Porque você jogar menino e menina junto é complicado, os meninos são mais agressivos, as meninas são mais recatadas, são mais tímidas dentro do jogo. Por isso, toda atividade que traz o jogo em eu gostei muito.
- Outra atividade que me chamou a atenção foi a construção da quadra, em uma fase inicial acho isso primordial, olha como podemos construir a quadra. Estou dando aulas de tênis, como posso construir uma raquete. Toda construção é muito rica para o aluno, ele participa do processo, não assim, olha pessoal a quadra está pronta vamos jogar, não vamos pintar a quadra, acho que o aluno pega muito isso.
Pesquisador
- Qual das atividades você não usaria? Participante
- Agora não me lembro de cabeça o que não utilizaria, Acho que todas estão aptas a serem utilizadas, talvez adaptaria alguma coisa, mas vejo que tranquilamente poderia usar todas.
Pesquisador
- O que você achou do encadeamento dos temas e das atividades dentro dos temas?
Participante
- Eu gostei muito da sequência, gostei mesmo. A única coisa que incomoda um pouco, é que dentro de uma rede estadual ou mesmo particular, talvez caberia uma apresentação do trabalho. Trabalharemos de tal maneira, por exemplo, o aspecto do jogo pensamos de tal maneira que no jogo acontece isso e isso. Por que? Porque tem professores que sentem necessidade disso. De repente alguns teriam dificuldade de ensinar o basquetebol a partir de um jogo de passes, alguns teriam grande de ensinar um jogo sem pensar em regras, vamos jogar o basquetebol a partir do conhecimento deles, alguns teriam dificuldades. Então uma apresentação no começo seria interessante, da proposta como ela está estruturada.
- Um outro aspecto que pode ser mal interpretado é que você deixa para o final para discutir a mulher e os deficientes. Acho que eu traria isso no meio, mais mesclado, não
deixaria para o final. De repente na cabeça de um professor até aqui é o basquetebol, depois estarei trabalhando com a diversidade. Então tenho que dar prioridade ao que vem antes, que é o conteúdo, cadeira de rodas vem depois. Ou seja, até aqui é o básico o resto é algo a mais que tenho que trabalhar. Se der tempo eu trabalho, por isso que colocaria no meio do texto.
Pesquisador
- Como podem ser as respostas dos alunos frente ao livro didático de basquetebol?
Participante
- Olha vou dar uma resposta a partir da minha realidade, depois vou a uma suposição. - Em minha realidade que é uma escola estadual muito boa, que os alunos já estão acostumados com esse tipo de proposta, tem aula teórica, tem produção de conhecimento, não é somente aula prática seria muito bem vindo e eles gostariam muito.
- Agora, eu acredito que também na rede como já ouvi relatos de colegas meus, muitos alunos ainda estão acostumados que a Educação Física é a prática pela prática então teria uma certa resistência a isso, mas não é uma resistência a esse livro em específico, é resistência a qualquer material que vai chegar, eles estão acostumados desde de pequenos a estarem com uma bola, correndo pra lá e pra cá achando que isso era aula. Do ponto de vista do livro que chega ao local, em que os professores estão a fim de trabalhar e o aluno já está acostumado a trabalhar será bem vindo. O problema não seria o livro de maneira alguma.