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4. Estructura i desenvolupament dels continguts: Projecte Clack

4.2. Diagnòstic

4.2.1. Fonamentació del projecte

4.2.1.1. Característiques de les víctimes de violència de gènere en

Aeronave/Tipo (1) Código de Chamada Piloto

MiG-23 121 Tarasov I MiG-23 163 Litvinov Su-15TM 804 Kazmin Su-15TM 805 Osipovich Su-15TM 808 Tarasov II MiG-31 464 Desconhecido MiG-31 731 Desconhecido MiG-31 6*05 Desconhecido

A-50 Tanker Desconhecido

A-50 Suchogruz Desconhecido

(1) A especificação dos tipos de aeronaves não coincide com a de Brun.

Fonte: BRUN, 1995

Autor: MARTINS, José Miguel Quedi

A ação iniciou às 4h00min, horário da Sacalina, e continuou interrupta até em torno das 6h30min, quando foi derrubado o Boeing 747 sul-coreano; o KAL-007100. Tudo começou quando, às 3h30 min e às 3h33min, foram registradas intrusões no espaço aéreo soviético. Como havia dois MiG-23 em patrulha desde às 2h45min, aguardou-se que fizessem o reconhecimento. Entretanto, às 4h em ponto soou o alarma em toda ilha. Petropavlovsk (em Kamchatka) havia sido sobrevoada; soou alerta lá também. Por isso é que o horário soviético oficial, hora local, do início da ação foi às 4h00min.

O primeiro intruso foi identificado às 4h22 como sendo um RC-135 (Elint) e às 4h27min foi registrada sua posição próxima a Elizovo (Kamchatka), que foi comunicada também ao segundo regimento de caças. Como se pode constatar, até este momento as comunicações do GCI101 do VPVO de Sokol ainda funcionavam, mas então o RC-135 estava à 500 km da Sacalina. Os dois MiG-23 foram vetorados para o RC-135 (“chegaremos em 20 minutos”). Ainda assim, às 4h30min os Su-15TM receberam ordens de prepara-se para decolar (804 Kazmin e 805 Osipovich).

100 O avião foi atingido às 6h24 min. Mas só acabou caindo às ~ 6h30 min. Cf. BRUN: 1995: 219. 101 GCI — Ground Control Interception. Controle de Interceptação de Terra.

Às 4h42 os MiG-23 estabelecem contato com o intruso que evade para o Japão; o que é confirmado pelo registro do radar japonês. Entretanto, o avião muda de rumo e entra no espaço aéreo da Sacalina. Já sem combustível, um dos MiG-23 (presume-se o 163) pede permissão para atirar, mas não obtém resposta, as comunicações são interrompidas. O RC-135 mostrou a que veio.

O RC-135 foi o primeiro avião Elint capaz de transmitir em todas as freqüências usadas pelos russos; de conseguir interferir em freqüências de radar e rádio, militar ou civil. Além de mera interrupção de comunicações ou de produzir imagens fantasmas, ele é capaz de colocar a seu serviço porções do sistema de comunicação inimigo.

Um exemplo disto é dado no diálogo, ocorrido após a ação Elint iniciar: • 6*05102, é você quem está chamando?

• Quem está chamando o 805?

O trecho transcrito acima, foi mostrado em entrevista ao piloto Osipovich, que comentou:103

Sim, isto era eu fazendo as perguntas. A voz parecia estranha, contudo. Como se alguém tivesse invadido nossas comunicações. Um estrangeiro que falava russo, que tinha entrado na nossa freqüência para criar confusões e dar ordens contraditórias. Antes disto Osipovich havia recebido ordens para decolar em seu Su-15TM e identificar o intruso. Depois o GCI emite ordem de abatê-lo, mas que não foi recebida, pois as comunicações do Su-15TM também ficaram inoperantes. Às 4h44min o radar das Curilas comunica Sokol de contato de intruso, presumiu-se ser o RC-135, mas provavelmente já era o KAL-007. Então (4h45min) Osipovich recebeu novas instruções, do outro GCI (presume-se Elizovo) e emite aviso à base de Sokol que irá interceptar a intrusão mais próxima (~18 km). A esta altura já existem três intrusos e as comunicações e radares russo estão nitidamente sob interferência.

102 Este código de chamada incompleto, não foi fornecido pelos russos ao ICAO, nem em 1993. Para o

controle, as chamadas das aeronaves são baseadas em chaves alfanuméricas. Neste caso a 6*05 parece ter quatro ou mais dígitos, o que sugere função diferente, neste caso, de EW. Provavelmente é do MiG-31 mini-AWACS, responsável por triangular os demais. Além disto, há registro da presença de aeronaves de guerra eletrônica (EW) da URSS (Tu-16 e Tu-95). Ambas são referidas nas transcrições; o Tu-95 teve apenas seu sinal captado por radar, mas o Tu-16 chegou a ser abatido. Prova que as comunicações entre estas aeronaves e os caças eram rigorosamente proibidas. O mais provável é que o prefixo 6*05 refira-se mesmo à um MiG-31 EW. Colabora, o fato de que Osipovich demonstrar que o código pertencia a uma voz estranha, afinal, os MiG-31 haviam vindo de Postovaya.

Às 4h55min a base de Postovaya foi colocada em alerta, de lá devem ter vindo três MiG-31. Neste horário Osipovich diz ter localizado ao alvo, presume-se que o mesmo está fora da fronteira e que a comunicação foi restabelecida, pois recebe ordens do GCI de só atirar “caso o intruso viole a fronteira”104. Caso houvesse interceptado o KAL-007 nesta altura então Osipovich teria de ter atirado neste horário; pois o avião coreano já estava no espaço aéreo soviético105. Ao que tudo indica, nesta primeira abordagem, o 805 teve o RC-135 sob sua mira.

Cinco minutos depois (5h00min) o GCI solicita o apoio de dois A-50106, indício de que os GCI’s não tinham capacidade de controle e que as comunicações eram intermitentes. O VPVO é autárquico e não solicitaria apoio à unidade vizinha se acreditasse poder lidar com o problema. A menção expressa de dois A-50 indica um colapso generalizado nos GCI’s, pois a área de cobertura das aeronaves é enorme. Estranhamente é Vanino107 que responde ao GCI de Sokol, ainda hoje a cidade não consta como base aérea ou instalação VPVO no inventário Russo. Entretanto, foi de lá que partiram dois A-50 com códigos de chamada Tanker e

Suchogruz.

Às 5h05min o satélite Ferret-D estadunidense (espião) entrou em órbita sobre a ilha, conjugado com a detecção de um número indeterminado de novas intrusões. Foi primeira missão de combate combinada (joint) do comando do espaço. Os estadunidenses aumentavam seu grau de comando e controle (C2) na área. Se os soviéticos dependessem apenas dos GCI estariam em dificuldades incontornáveis. Os sistemas móveis, semelhantes aos A-50, foram

104 Cf.: BRUN, 1995: 202. Brun interpreta este comunicado como sinal de que o GCI estava senhor da

situação, o que é absurdo. Parece não perceber o quanto a C2 soviética estava comprometida conforme, aliás, atesta a mensagem de cinco minutos depois solicitando os A-50.

105 Ficou mais de duas horas e centenas de quilômetros

106 Este dado é resultado de interpretação (e não de Brun). Como o A-50 existia desde 1973 e entrou

em serviço em 1983 (é o parceiro do MiG-31) considerou-se mais fácil que fossem estas aeronaves os “AWACS” mencionados por Brun. Até hoje a Rússia não tem AWACS na acepção exata do termo. O A-50 é simplesmente diferente; além do radar de arranjo fásico e de ESM (medidas passivas) para detectar mísseis cruzadores e aviões voando à baixa altitude. Nisto pode ser melhor que o AWACS, mas não é um AWACS. A hipótese alternativa é o Tu-126, o antecessor do A-50, que sempre um avião provisório. GUNSTON, Bill. Aviões de Espionagem. São Paulo, Nova Cultural, 1986, p. 136- 138.

107 Atenção, não confundir Vanino e Verino, cidades próximas. Vanino é um porto, situado em uma

baía com instalações petrolíferas, no litoral continental russo. Fica de frente à Sacalina, em latitude próxima à Sokol. Possui apenas aeroporto civil. Para as condições da região Vanino é uma cidade de porte. Verino é uma base aérea (militar) fica na fronteira com a china. A cidade chinesa em latitude próxima, é Harbin; o lar dos ICBM’s chineses. Atualmente Verino é chamada de Pereyaslavka; lar do 42º Gv BAP de Su-24.

decisivos para restabelecer seu C2. Contudo, os MiG-31108 também cumpriram este papel; veremos como.

O Ferret-D foi concebido para espionar a DAA109 soviética e tinha datalink. É a primeira missão de que se têm notícia de ação do comando do espaço e de realização de inteligência tática espacial em tempo real. Até hoje a estréia em combate oficial do comando do espaço é tida como sendo a guerra do golfo de 1991110. Mas já em 1982 havia ficado claro

para os soviéticos que os estadunidenses podiam utilizar satélites para dirigir bombardeiros e mísseis cruzadores através do interior da URSS111 — era o princípio do JSTARS112. Foi exatamente isto que foi feito na madrugada de 01 de setembro nos céus da Sacalina. Isto é factual e não resultado de interpretação. O Marechal do Ar Kirsanov estabeleceu, ainda antes do evento, que os estadunidenses iriam coordenar o Ferret-D com a invasão de seu espaço aéreo113. Acredita-se que este dado co-valide plenamente a hipótese acerca do papel cumprido pela digitalização (computador e rede) na definição da guerra fria.

Indiretamente o Ferret-D condenou o KAL-007; a atitude soviética muda sensivelmente nesta segunda hora. Nestas circunstâncias não é difícil entender porque foi abandonada a rotina do demorado procedimento de aviso e as tentativas de comunicação que envolve violações rotineiras. Pode-se estabelecer que foi neste horário (~5h00min) que os comandantes soviéticos decidiram adotar procedimento de combate, ordenando atirar contra invasores que estivessem entrando no espaço aéreo soviético que eles já haviam identificado como “militares” e “possivelmente hostis”114.

Às 5h07min começam a surgir imagens fantasmas, indício de que o RC-135 está controlando os radares de terra russos. Os sinais falsos associados à interferência tornavam a tarefa do controle uma missão quase impossível. Cada aeronave não identificada demandava um interceptador; mas a comunicação intermitente e as imagens falsas faziam do esforço de identificação das aeronaves amigas também uma tarefa hercúlea.

108 Parece mais plausível que os MiG-31 tenham vindo do continente. A interpretação de Brun é a de

que os MiG-31 já estavam em Sokol (Ilha Sacalina) e que Osipovich pilotava um deles. Nem mesmo hoje Sokol têm algum MiG-31. E, atualmente, Rússia dispõe de 286 MiG-31 (+100 em depósito). Cf.: WARFARE.RU. MIG-31: Foxhound Interceptor. http://warfare.ru/?lang=&catid=255&linkid=1601.

109 DAA = Defesa Anti-Aérea. Conjunto de mísseis, canhões e aviões, usados para defesa do espaço

aéreo.

110 Diz o General Merrill McPeak, ao Air Space Power, vol. XIX, número I, p. 78B, (edição em

Português).

111 Cf.: BRUN, 1995: 252 e 253.

112 JSTARS – Joint Surveillance and Targeting Attack Radar System. Será abordado adiante. 113 Cf.: BRUN, 1995: 202.

Cada avião, mesmo que amigo, exigia a confirmação da identificação por rádio, o que, devido ao truncamento, muitas vezes demandava não apenas tentativas de contato com a aeronave mas com outras bases aéreas. A finalidade geral do processo Elint acabava se realizando: o controle ficava imerso com a produção da consciência de situação sem conseguir operacionalizá-la para o combate.

Exemplos referidos na transcrição dizem respeito ao surgimento de um Tu-95 e de um Tu-16. Depois de contatar todas as possíveis bases de onde eles poderiam ter decolado, o controle conclui que não são aeronaves russas. Entretanto, aqui dois aspectos chamam a atenção: (1) Sua velocidade é inferior à das iscas ou das sondas estadunidenses, que são usadas como elementos de suporte, para dar estatuto realidade aos sinais falsos transmitidos pelas aeronaves Elint e servir de relés de comunicação. (2) Pelo menos com o Tu-16, o interceptador estabeleceu contato visual, o que deixa apenas duas alternativas: ou revelou-se na Sacalina uma tecnologia até hoje inédita (simular imagens falsas); ou mais provavelmente, era mesmo um Tupolev 16 cumprindo missão secreta. São indícios de que a URSS preparou uma armadilha para os estadunidenses. Importa lembrar que os pilotos soviéticos envolvidos na interceptação não sabiam disto.

A esta altura o intruso detectado às 4h44min, presumido como RC-135, mas que já pode ser o KAL (ou ambos), cruzou Kamchatka, sobrevoou o norte das Curilas, e aproxima-se da Sacalina. Incluindo-se ele, são seis intrusos (ou sinais de) sobre a Sacalina. O radar japonês dá conta de um transponder emitindo no mesmo lugar, mas que os russo não copiaram (provavelmente devido à interferência), só que de uma altitude diferente.

Daí a hipótese de Gollin & Allardyce, do KAL ter sido usado como cobertura, para aeronave Elint (RC-135/EF-111). Também seria plausível que o Elint emitisse a freqüência do transponder para o radar japonês, tendo em vista a possibilidade que ocorresse o que se sucedeu; dos russos abaterem o avião115. De todo modo, os japoneses acreditavam estar monitorando um avião que julgavam ser o KAL-007116.

115 O que não era difícil, pois a URSS já havia abatido um avião sul-coreano em 1978 na Europa: o

KAL-902. Também estava voando sobre uma base militar, a de Murmansk, na península de Kola.

116 Mas notaram — e registraram — algo estranho: “Ela transmitia no código 1300 do transponder, o

qual é apropriado para uma aeronave deixando o espaço aéreo japonês, mas é impróprio para uma aeronave voando em direção ao espaço aéreo japonês, como era o caso do KAL-007.” Cf.: BRUN, 1995: 204.

A despeito das ilações de Brun sobre “abates”, que até podem ser corretas já que se dispõe apenas das transcrições das comunicações relacionadas ao GCI de Sokol, importa que o primeiro registro claro de “míssil no ar117” foi às 5h21min. Antes disto, qualquer coisa sobre

combate, é especulação sem apoio nas transcrições conhecidas.

Não fale pelo alto-falante. Prepare os esquadrões de resgate em Sokol e Khomutovo. Khomutovo via civil, via KGB. Deixe Khomutovo em estado de prontidão um. Uso de mísseis no ar ...não deixe. 118 (Grifos meus).

Quem está fazendo esta transmissão é Smirnykh119. Lá, como em Vanino, não constam

ainda hoje instalações do VPVO ou da força aérea. Avolumam-se os indícios de uma armadilha soviética: os A-50 no aeroporto civil de Vanino; presença secreta de Tu-95 e Tu-16 (aviões de guerra eletrônica); os MiG 31 aludidos por Brun, cuja presença é completamente convincente (ainda que não seja possível concordar com as quantias propostas pelo autor). Entretanto, é em Smirnykh que parece se encontrar a novidade principal: as ESM120.

A pergunta a ser feita é a seguinte: como uma cidade sem radar (Smirnykh) avisa o centro de controle aéreo (Sokol), onde fica o radar, de que existem mísseis no ar (para que isso seja retransmitido aos pilotos) e dá instrução de comando para o próprio centro de comando e controle? Note-se também a preocupação com o fogo amigo; alguém em Smirnykh sabe que existem R-33 ou R-98 no ar e que, em virtude destes dispositivos operarem com espoleta de aproximação121, poderiam se repetir episódios como o de 1960, quando Sukhoi foram abatidos junto com o U-2 de estadunidense de Francis Garry Powers. Este é o sentido da mobilização dos esquadrões de resgate, preparar-se para socorrer pilotos russos122.

Portanto, as razoes das instruções são claras; permanece em aberto como Smirnykh pode saber antes do radar que havia mísseis no ar. A resposta mais fácil é que havia (há) uma estação ESM em Smirnykh poderosa o suficiente para captar um míssil supersônico o que permitiu à URSS manter um controle paralelo ao dos GCIs, que lhe forneceu consciência de situação. Mas, quais seriam os sensores ESM desta estação?

117 Cf.: BRUN, 1995: 208.

118 ICAO: Relatório de junho de 1993, Information Paper Nº 1, 100.

119 Devido ao relatório do ICAO, sabe-se que há uma instalação do VPVO em Smirnykh, uma cidade

situada no centro da Sacalina. Entretanto, ainda hoje, ela não consta em inventário de bases.

120 ESM — Electronic Warfare Support Measures. Medidas de suporte à guerra eletrônica. Adiante;

texto.

121 Detonação por Proximidade, uma prática russa comum, usada em quase todos os mísseis ar-ar. 122 E não, como ingenuamente supõe Brun, prestar socorro à alguma aeronave estadunidense já

abatida. Por maior que seja o humanismo soviético, eles não iram interromper a batalha para resgatar pilotos inimigos. Mas, mesmo errando, em algo Brun acerta. De fato, a instrução sugere que os russos julgavam estar no curso de uma batalha aérea de porte, que deveria envolver baixas de ambos os lados.

No princípio as ESM eram atividade de suporte (daí o nome), à EW123, à Sigint124 e, mais tarde, Elint125. Como se viu no Bekaa, tratava-se de identificar, coletar e armazenar as

assinaturas de radiação. O míssil anti-radiação (anti-radar) foi o primeiro uso de ESM com o propósito de alvejar e guiar uma arma até o alvo. Nestes dois casos a ESM é suporte a guerra eletrônica porque está subordinada ao propósito de interferência no radar ou a guiar um míssil para sua destruição. Note-se, guerra eletrônica se mantém como sinônimo de atividade contra radar.

Entretanto, não só os radares emitem radiação. Qualquer corpo, incluindo-se os seres humanos, são fontes de radiação e produzem assinaturas que, como as dos radares, são como impressões digitais; únicas e sem igual. A questão é como vê-las e, supondo esta possibilidade, como tirar proveito disto.

O ponto de inflexão vem com o computador. Graças à confluência tecnológica suscitada pela conversão dos sinais de diversos sensores em dígitos binários ele pode processá-los conjuntamente. É isto que dá centralidade ao computador e, não ao radar, na guerra digital. É o radar que se torna um instrumento acessório; o computador é quem fornece a função de controle ao comando.

Provavelmente o que permitiu à Smirnykh, uma cidade sem radar, ver o “míssil no ar” foi uma conjugação de dados de radares de arranjo fásico aerotransportados (A-50) com lasers, ou mais provavelmente; masers126. No centro da confluência: o computador digital.

O maser é baseado no princípio da emissão estimulada, proposto por Albert Einstein em 1917. Quando os átomos são colocados em um estado energético excitado, eles podem amplificar a radiação de sua própria freqüência. Mas, colocados em uma cavidade de ressonância de amplificação média, o retorno criado pode produzir uma fluxo coerente de radiação. Este é o princípio físico.

123 EW — Electronic Warfare. Guerra Eletrônica. 124 Sigint — Signals Intelligence. Inteligência de Sinais. 125 Elint —Electronic Intelligence. Inteligência Eletrônica.

126 MASER — Microwave Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Ampliação de

O que os russos provavelmente fizeram foi combinar masers e ESM de forma a produzir um sistema passivo amplificado. Quando algo interrompe o fluxo de radiação, as microondas estimuladas eram capazes de transmitir ao computador um sinal coerente. Possivelmente a presença do Tu-16 e do Tu-95 estavam relacionadas à produção de um triangulação para otimizar a leitura do feixe do maser127. Note-se a leitura não era da radiação do avião ou míssil, mas da oscilação de radiação do próprio feixe do maser projetado como um holofote. Por isso um sistema no essencial passivo, uma ESM ampliada. A matéria prima, além da energia, foram às microondas, as mesmas utilizadas pelo telefone, ou para enviar sinais de TV à distância.