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Camelot: from a romantic tragedy to an emphasis on violence, lack of unity and revenge among the knights of the Round Table

A posição de Angola no quadro internacional foi reforçada nos últimos anos, particularmente a nível económico, ou seja, pelo aumento substancial da produção de petróleo e da sua procura por parte não só de economias emergentes (como a China) mas também dos parceiros tradicionais, apostados em diversificar as fontes de fornecimento de energia (como é o caso dos Estados Unidos).

A nível político, a presença de Angola como membro não - permanente do Conselho de Segurança em 2003-2004 e a sua eleição em Junho de 2006 para presidir à Comissão de Consolidação da Paz (órgão subsidiário da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU dedicado às questões pós-conflito), são factos a assinalar em termos de posicionamento internacional.

Na África Austral, Angola vem desempenhando um papel activo na promoção da paz, da estabilidade e da resolução de conflitos, como sucede nos processos de estabilização na região dos Grandes Lagos e no Golfo da Guiné. “Durante o mandato

de Angola no Conselho de Segurança registaram-se progressos na solução de conflitos na Libéria, na Guiné-Bissau, no Burundi, no Sul do Sudão e na República Centro Africana, e a estabilidade da situação na Serra Leoa.”24

No contexto das relações com países da União Europeia, Portugal tem sido um interlocutor e parceiro privilegiado. Na verdade, para além das acções de cooperação, regista-se um aumento das importações de produtos portugueses e um crescimento da actividade e do investimento em vários sectores, com destaque para a banca e para a construção. Quanto a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, as relações políticas com Portugal e Brasil assumem uma importância significativa.

Os Estados Unidos continuam a ser um parceiro com grande influência interna e constituem uma prioridade da política externa angolana. As empresas norte-americanas ocupam uma posição cimeira em termos de concessões petrolíferas.

O reforço das relações com a China e com o Brasil tem permitido a disponibilização rápida de recursos para financiar os esforços de reconstrução do país. No caso da China, prevê-se a manutenção de uma posição privilegiada a curto e médio prazo, com a perspectiva de aprovação de novos créditos suportados pelo petróleo.

24 SILVA, José Paulino Cunha da; ANTÓNIO, Téte e GODINHO, Isabel (2006) – Angola no Conselho de Segurança da

ONU: experiência e contribuição prática na resolução de conflitos em África (2003-2004). Luanda: Imprensa Nacional, p. 70

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A política externa angolana na África rege-se por motivações de natureza geopolítica. Angola possui uma influência geoestratégica na África Austral, e por isso pretende tornar-se líder regional. Desde 2002, que “tem sobressaído como potência

regional, apenas equiparável à África do Sul, que excede o país apenas em economia e finanças”.25

O aprofundamento da integração na África Austral continua a ser uma das principais prioridades do país, nomeadamente pela oportunidade de aceder a um mercado mais alargado e beneficiar de economias de escala. A SADC26 é encarada como um ponto de entrada para diversificar a economia, tendo o petróleo como ponto de partida, uma vez que a procura de determinados produtos (como os petroquímicos) no seio da região é elevada, e pelo facto de esta ser uma das integrações regionais mais efectivas do continente Africano. A inclusão de Angola na organização consolida a sua defesa territorial e reforça o seu posicionamento internacional.

O facto de Angola ser membro da COMESA27 proporciona a entrada num vasto mercado sob tarifas preferenciais e outros benefícios de comércio integrado. O objectivo da organização consiste na promoção da integração económica regional através do comércio e investimento.

Desde 1999 que Angola faz parte do grupo de países que englobam a CEEAC28, uma organização regional cujo principal objectivo é estabelecer um Mercado Comum Centro – Africano.

A integração na SADC; COMESA e CEEAC constituem uma oportunidade para Angola se projectar como potência regional, pelo facto de as três organizações serem dominantes no continente Africano. Ressalvo que a localização geográfica do país no continente africano é uma mais-valia. Das três organizações referidas a África do Sul só é membro da SADC. Angola possui uma posição estratégica que permite aceder à quase totalidade dos países africanos, conforme ilustra a figura (1). E ainda, acontecimentos

25 ESTEVES, Dilma (2008) – Relação de Cooperação China – África: O caso de Angola. Coimbra: Almedina, p. 139 26 Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Este tipo de integração regional que se quer como uma etapa para

um multilateralismo pleno desenvolvido pelo NEPAD é das mais importantes em África, estabelecida em Agosto de 1992, em Windhoek (Namíbia). Os membros são: Angola, Botswana, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe, Maurícias, África do Sul, Lesoto, RD Congo, Suazilândia, Madagáscar, Namíbia, Malawi e Moçambique.

27 Mercado Comum da África Oriental e Austral que inclui os seguintes países: Angola, Egipto, Madagáscar, Sudão,

Burundi, Eritreia, Malawi, Suazilândia, Camarões, Etiópia, Maurícias, Uganda, RD Congo, Quénia, Ruanda, Zâmbia, Líbia, Zimbabwe, Seychelles e Djibuti.

28 Comunidade Económica dos Estados da África Central. Os membros são Burundi, Camarões, República Centro

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como o apoio militar concedido por Angola aos regimes da República Democrática do Congo e do Congo Brazaville ilustram a acção e a capacidade de influência na região. Angola continuará a procurar estabilidade na região dos Grandes Lagos a fim de proteger as suas fronteiras e evitar fontes regionais de instabilidade interna.

Figura 1. Integrações Regionais Africanas (SADC, COMESA e CEEAC)

SADC COMESA CEEAC

Fonte: Páginas oficiais das Integrações regionais