3 RENTER OG OVER-/UNDERKURSOBLIGASJONER
3.4 Burde renteelementet anses som en gevinst?
A pesquisa teve como amostra 12 orientadoras educacionais, sendo 6 de escolas públicas e 6 de escolas particulares. Foi solicitado aos participantes que relatassem um episódio com teor negativo e outro com teor positivo que marcaram sua atuação como orientador educacional. Após os relatos, os participantes eram indagados sobre quais atribuições foram realizadas durante os incidentes; para isso foi utilizado o decreto nº 72.846/73, pois alguns orientadores educacionais não se recordavam das atribuições ou não conheciam o referido decreto.
Ao se analisar cada atribuição foi realizada a categorização das escolas e dos episódios. Além disso, considerando-se que as atribuições se agrupam em coordenativas e participativas, os dados alusivos a cada categoria serão agrupados sob as respectivas legendas. Assim ficam dispostos os dados a seguir.
4.2.1 Análise das atribuições coordenativas
São 12 as atribuições de natureza coordenativa. Ou seja, nelas o orientador desempenha a função principal da atribuição.
Análise dos incidentes críticos relativos às atribuições (A) e (B)
No que se refere ao planejamento e implantação do Serviço de Orientação Educacional
Atribuição Escolas Positivo Negativo Total
Escola Pública 0 0 0 Planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de Orientação Educacional em nível de: 1.Escola;
2.Comunidade.
Escola Particular
4 2 6
Quadro 8: Freqüência dos incidentes críticos relativos à atribuição Planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de Orientação Educacional em nível de:escola e comunidade.
A atribuição de planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de Orientação Educacional em nível de escola e comunidade foi apresentada somente pelos orientadores educacionais de escola particular. Segundo a participante 2, “ o plano de ação dos orientadores da escola pública é estabelecido pela Secretaria de Educação após reunião com os orientadores”. De acordo FEDF/UNB (1994, p. ), “o orientador ao participar do planejamento, acompanhamento e avaliação do plano de ação da escola deve promover a integração e análise crítica dessas ações no sentido de eliminar os fatores de discriminação e seletividade”.
O trabalho realizado pelo Or.E. deve ser embasado em um planejamento bem elaborado com vistas a desenvolver no educando uma atitude reflexiva e consciente do momento social que vivencia. O plano de ação exige do orientador o conhecimento sobre a realidade na qual está inserido, uma visão crítica do que se pretende alcançar e ações que envolvam todos os agentes educativos. O orientador deve conquistar e estimular a participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar: alunos, direção, coordenação, professores, funcionários, família e comunidade.
Ainda no que tange ao planejamento, uma fala contradiz os dados que aparecem sobre a atuação do Or.E. na elaboração do planejamento. A participante 7, que é orientadora de uma escola particular, relatou que “ ...eu não participo da elaboração do plano geral da escola, só participo da elaboração do calendário...” Essa posição da escola em não envolver todos no processo de participação do plano geral tem como conseqüência uma escola fragmentada em suas ações.
É condição essencial para o início de qualquer planejamento que todos os participantes sejam bem informados sobre as atividades a serem desenvolvidas, bem como os princípios filosóficos e a política da educação que norteiam o sistema educacional brasileiro. Assim os participantes podem contribuir significativamente, para as decisões que se referem ao processo educativo como um todo. (GIACAGLIA ; PENTEADO, 2000, p. 15)
Assim, fica evidente que tanto nas escolas públicas quanto nas escolas particulares a participação do orientador educacional na elaboração do plano geral da escola ainda é escassa.
Análise dos incidentes críticos relativos à atribuição ( C )
Atribuição Escolas Positiva Negativa Total
Escola Pública 1 1 2 Coordenar a orientação vocacional do educando, incorporando-o ao processo educativo global. Escola Particular 1 0 1
Quadro 9: Freqüência dos incidentes críticos relativos à atribuição “coordenar a orientação vocacional do educando, incorporando-o ao processo educativo global”.
Analisando o quadro 9 percebe-se que apenas 3 orientadoras educacionais relacionaram os incidentes à atribuição que faz referência à orientação vocacional. A participante 3 desenvolve um projeto de orientação vocacional a partir da 8ª série e acredita ser de extrema importância esse trabalho, pois ajuda o auto conhecimento dos alunos. “Quando meu aluno chegar no final do ensino médio, ele terá mais informações
sobre sua personalidade, então será mais fácil identificar qual profissão combina com seu jeito de ser!”
É oportuno lembrar que na década 20 devido ao objetivo de atender às necessidades da sociedade – formação de mão de obra qualificada - o teor da orientação educacional era voltado para a orientação profissional O trabalho do orientador era restrito à seleção, classificação e encaminhamento dos alunos que pretenderiam entrar no mercado de trabalho. (SANTIS, 2006) .
Vale ressaltar que na LDB (Lei nº 9.394/96) a orientação profissional é apresentada de forma explícita como um dos deveres da educação. A Orientação Vocacional também é uma das atribuições referidas no decreto nº. 72.846/73 e na orientação pedagógica nº. 10 – documento que descreve as atribuições dos orientadores educacionais das escolas públicas do DF.
Segundo Giacaglia e Penteado (2000), a tarefa da Orientação Vocacional é uma das atribuições privativas previstas na legislação que regulamenta a profissão. “É por meio desse trabalho sistemático, realizado durante todo o período de escolaridade do aluno que o SOE estará contribuindo para o desenvolvimento vocacional do orientando e construindo assim uma base mais segura para o momento da escolha” (p. 115)
Análise dos incidentes críticos relativos à atribuição ( D )
Atribuição Escolas Positiva Negativa Total
Escola Pública 3 1 4 Coordenar o processo de sondagem de interesses, aptidões e habilidades do educando. Escola Particular 3 3 6
Quadro 10: Freqüência dos incidentes críticos relativos à atribuição “coordenar o processo de sondagem de interesses, aptidões e habilidades do educando”.
No que se refere à sondagem de habilidades e interesses do educando (Quadro 10), registram-se quatro incidentes relatados por orientadores de escolas públicas e seis de escolas particulares. Nessa tabela evidencia-se o conhecimento do sujeito de forma integral como parte do cotidiano dos orientadores educacionais tanto de escolas públicas como de escolas particulares. Segundo Grinspun (2001) “ A orientação tem uma amplitude de ações na prática pedagógica, onde o certo e o errado, o bom e o mau, o desejável e o indesejável estão muito mais que uma visão de concepção interna do sujeito” (p. 48 ).
A participante 10 relata a importância do escutar, observar e dialogar para auxiliar o educando na descoberta de suas habilidades, aptidões e interesses: “Não tem como a gente trabalhar o aluno se não descobrirmos o que ele pensa dele mesmo; muitos alunos chegam ao SOE buscando alguém que realmente se importe com o que ele sente e pense para depois orientar sobre o que é correto. Infelizmente a família não consegue trabalhar a questão da auto-estima e da escuta; apoiando demais tudo que o filho diz ou não valorizando e nem sequer escutando suas necessidades.”
Análise dos incidentes críticos relativos à atribuição (E)
Atribuição Escolas Positiva Negativa Total
Escola Pública
1 1 2