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CHAPTER 5 - Kafka plugin for OpenTSDB

5.2 Kafka plugin for OpenTSDB

5.2.3 Build and Deploy

Fonte: Elaboração da autora a partir de dados do INCRA.

De acordo com gráfico os primeiros assentamentos no município surgiram no final do anos 80, todavia o momento de maior expansão foi na segunda metade da

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década de 90. Registra-se no ano de 2003 a criação do PA Maísa o maior do estado, com 1.150 famílias. Dentre os 34 projetos de assentamentos de Mossoró foram selecionados para o presente estudo o assentamento Hipólito e o assentamento Barreira Vermelha, com 137 e 20 famílias respectivamente.

O projeto de assentamento Hipólito localiza-se as margens da BR 304, a uma distância de 28 km de Mossoró e 242 km de Natal. No que se refere à circulação e deslocamento não há dificuldades, uma vez que o assentamento localiza-se as margens da BR 304, tendo diariamente disponível ônibus e alternativos diversos, conforme depoimento abaixo:

“Pra gente se deslocar aqui é muito fácil. A gente tem moto, muita gente também tem carro. E ônibus é toda hora aqui na porta, pra Assu, pra Mossoró, pra Natal e até pra Fortaleza” (Grupo Focal – PA Hipólito/Mossoró)

A realidade do assentamento Barreira Vermelha, não difere muito do Hipólito. Um pouco mais próximo da sede do município, à cerca de 19 km de Mossoró, o assentamento é fruto da desapropriação do imóvel denominado Fazenda Barreira Vermelha e ocupa uma área de 167,4803ha cujo acesso é realizado através da BR-405 que liga Mossoró a Apodi, sendo 14 km de estrada asfaltada ligando Mossoró à comunidade do Jucuri e 5 km de estrada carroçável até a sede do assentamento.

No que se refere à moradia os dois assentamentos contam com casas de alvenaria com no mínimo dois quartos, sala, banheiro e cozinha, construídas pelo INCRA. O assentamento é bem arborizado, com produção de frutas e hortaliças nos quintais, além da criação de pequenos animais. Todos os lotes residenciais cercados, conforme se visualiza na fotografia a seguir:

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Foto 24 : Vista do Assentamento Barreira Vermelha – Mossoró/RN.

Foto: Vlademir Alexandre

No PA Hipólito todas as residências tem água encanada, enquanto que no Barreira Vermelha há um reservatório de água com um sistema de adução para todas as casas que ainda não está funcionando, de modo que as famílias transportam a água do reservatório até as residências através de carroças ou carros de mão. Segundo informações do INCRA os serviços referentes ao sistema de adução está sob responsabilidade da CPRM que possui um Termo de Cooperação com o órgão no qual está incluso este serviço.

FOTOS 25 e 26 – Vista do reservatório de água do assentamento Barreira Vermelha e de assentado transportando água para residência. – Mossoró/RN

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Crédito: Vlademir Alexandre

Nas questões referentes à infraestrutura social e produtiva o assentamento Hipólito conta com mais equipamentos. Tanto pela infraestrutura obtida quando da desapropriação da antiga fazenda quanto pelo fato de ser um assentamento mais antigo, com um número maior de famílias, tendo recebido um maior volume de investimentos. Nesse sentido o Hipólito dispõe de 04 poços tubulares (no total com uma vazão de 200 m³/h), 1,3 km de rede elétrica, 2 cisternas (1 com 60 mil litros e outra com 1.100 litros), cercas perimetrais, 2 praças, 1 posto telefônico, 1 igreja, 2 armazéns, 2 galpões (com depósitos conjugados), 1 almoxarifado, 2 chafarizes, 4.64 km de adutora, 1 trator com implementos, equipamentos de irrigação (gotejadores), 1 estábulo e 2 caixas d’água (62 mil litros). Já o PA Barreira Vermelha possui apenas 01 trator com arado, 01 debulhadeira de milho e outra de feijão que são de uso coletivo e alguns equipamentos de uso individual tais como capinadeira, triturador entre outros.

Na agrovila do assentamento Barreira Vermelha as 20 casas estão dispostas em duas fileiras distando aproximadamente 2 Km dos lotes de trabalho. Nas proximidades da agrovila, a aproximadamente 1km, existe uma capela, 01 posto de saúde e 01 escola de ensino fundamental I que atende as crianças do assentamento. Para as demais séries os alunos se deslocam até o povoado de Jucuri, no qual há 01 escola de Ensino Fundamental II e a Mossoró no caso do ensino médio e ensino superior. No assentamento Hipólito a comunidade conta com 02 creches e 01 escola de ensino fundamental. Para cursar as demais séries os alunos também necessitam se deslocar até Mossoró, por meio de um ônibus escolar sob a responsabilidade da prefeitura daquele município.

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No quesito saúde as famílias contam com visitas domiciliares realizadas por agentes de saúde que prestam orientações acerca do tratamento de água e das necessidades básicas de higiene e controle da desnutrição das crianças. Ressalta-se que no Hipólito a Unidade Médica Volante do município faz atendimentos quinzenais a comunidade.

Os sistemas de produção dos dois assentamentos baseiam-se na agricultura de sequeiro, desenvolvida nos lotes individuais e na pecuária, com predomínio da caprinocultura e bovinocultura mista em regime extensivo, sendo que no PA Hipólito, estas se encontram mais consolidadas, com um rebanho caprino por família bem mais expressivo.

No que se refere à aplicação dos recursos do PRONAF nesses assentamentos registra-se que o Hipólito teve acesso no ano 2000, enquanto que o Barreira Vermelha acessou o programa no ano 2005. Os projetos em ambos os assentamentos foram elaborados pela COOPERMIX. No Hipólito os recursos foram aplicados na atividade de caprinocultura, enquanto que no Barreira Vermelha além de caprinos, o projeto envolveu também a aquisição de ovinos e bovinos.

A discussão nos grupos focais sobre a capacidade do programa de incentivar ou contribuir com a formação de grupos nos assentamentos, estimulando à participação dos assentados nas questões de caráter coletivo revelou que o PRONAF pouco contribuiu com este fator. Em ambos os assentamentos os projetos foram todos individuais não havendo momentos em conjunto para reflexão em torno da atividade escolhida e de como melhorar as condições de produção ou implantação do projeto. Registra-se todavia que os problemas na implantação do projeto no PA Barreira Vermelha resultaram na paralização do mesmo o que sugere que as famílias devem ter se reunido, discutido e então optado por paralisar, buscando redefinir o projeto em busca de melhores resultados. Esta paralização é extremamente positiva, pois sinaliza que neste assentamento os agricultores estão assumindo um papel mais ativo na execução do programa.

Nas discussões no grupo focal sobre o papel exercido pelos agricultores assentados na definição, elaboração e execução dos projetos a serem financiados pelo programa as famílias apontaram para uma ausência de autonomia na

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definição desses projetos em ambos os assentamentos. Sendo que no PA Barreira Vermelha os agricultores começam a questionar o técnico, o próprio banco, assumindo uma postura mais ativa no momento da implantação.

Registra-se que embora as equipes de assistência técnica tenham realizado diversas reuniões nos assentamentos as regras estabelecidas pelo programa e pelos agentes responsáveis por sua execução não possibilitaram uma participação mais ativa dos agricultores durante a elaboração, conforme se evidencia nos registros abaixo:

“Eu que falei a proposta do que eu via que era preciso pras melhorias das condições aqui dentro. Mas aí o técnico dizia: Não tem dinheiro pra isso não. Vai sair dinheiro é pra criação, pra cerca, pra isso e aquilo outro. Eu disse, Gilvan então você não me pergunta o que eu quero. Você faz a sua proposta. Você diga: Vai sair dinheiro pra isso e isso, se eu tiver interessado. Por que desse jeito não é a minha proposta. Eu ia querer criação, ia querer bovino né... então você diga, vai sair um dinheiro pra isso, isso e isso. Você tá interessado? Na verdade a gente não dava proposta, a gente aceitava aquela proposta.” (Grupo Focal – PA Hipólito/Mossoró)

No depoimento acima o agricultor revela como o seu poder decisório esbarrava nos limites estabelecidos pelas regras do programa. Semelhante ao ocorrido nos assentamentos do território Sertão do Apodi os agricultores sentiam-se amarrados a determinadas culturas e fornecedores como se pode observar no depoimento abaixo:

“O projeto que vinha só era pra caprino. Não era a região. Era o projeto que só era pra caprino. Aconteceu muito da gente aqui reclamar da compra dos animais e o banco dizia vocês compram onde quiserem. Mas na hora que ia comprar não era assim. Tinha pessoas especiais onde a gente devia comprar. Tinha que comprar naquela pessoa” (Grupo Focal – PA Hipólito/Mossoró)

A postura passiva e a ausência de problematizações acerca de como o processo foi conduzido é percebida por alguns como deficiência deles próprios e da assistência técnica conforme registrado na fala de um agricultor no PA Barreira Vermelha:

“Ninguém foi consultado não. Mas o erro foi da gente, dos assentados por que não discutiu, não debateu. O erro foi da gente porque todo mundo disse amém. Mas eu acho que o técnico não soube esclarecer pra gente.” (Grupo Focal – PA Barreira Vermelha/Mossoró)

A ausência de discussões é confirmada por outro assentado que explicita em sua fala a postura do técnico e a reação de alguns agricultores diante da impossibilidade de

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acessar recursos para investir na atividade que considera mais propícia e com maiores chances de ter um bom resultado:

“Não foi discutido, não. O técnico chegou e disse é isso. Mas teve quatro pessoas que não quiseram caprinos. Eu mesmo fui um que disse eu não quero e eu não recebi, não.” (Grupo Focal – PA Barreira Vermelha/Mossoró)

Refletindo sobre a fala acima outro agricultor afirma:

“A gente avaliou. A questão é que a gente foi quase obrigada a comprar. O técnico chegava aqui e dizia ou é isso ou nada. O projeto não tinha como mudar. O técnico dizia ou você comprava a João ou você não pode comprar a Manel” (Grupo Focal – PA Barreira Vermelha/Mossoró)

Os depoimentos acima revelam pouco espaço no momento da elaboração para que os assentados possam realmente opinar e ter um papel decisivo nesse processo.

No que se refere às alterações no processo produtivo decorrentes do acesso a novos conhecimentos e inovações tecnológicas voltadas a convivência com as características do território; foram constatadas algumas alterações na condução da produção que podem ser observadas no manejo dos animais e no aprendizado de novas técnicas utilizadas no rebanho. Tal conhecimento foi adquirido por meio da assistência técnica, viabilizada pelo PRONAF A, conforme relato a seguir:

Faz muita falta. Antes eu não conhecia manejo da criação. Depois da assistência técnica, o que era a vermifugação que eu só fazia oral, quando o técnico veterinário, que era aquele menino baixinho, como era o nome dele... Danilo. Danilo foi quem levantou o meu chiqueiro. Digo com todas as letras. (Grupo Focal – PA Hipólito -Açu/Mossoró)

A fala acima evidencia que mesmo não se tratando de uma atividade nova os agricultores puderam, através do PRONAF A, aprender novas formas de trabalhar com o rebanho aumentado as condições de sanidade animal e a produtividade. Tal fato só foi possível em função da presença da assistência técnica, responsável pelas orientações técnicas.

Na reflexão sobre à assessoria técnica para elaboração e implantação do projeto as discussões evidenciaram que esta se fez presente nos dois assentamentos.

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Entretanto, no PA Hipólito evidenciou-se uma troca constante de técnicos e instituições, conforme registra o depoimento de um assentado deste PA:

“Tinha a assistência técnica, inclusive tinha a parte técnica pelo INCRA, e tinha a assistência técnica que começou da EMATER, num foi Mariano? Depois foi extinta a EMATER pra nós e ficou com a Terra Livre. (Grupo Focal – PA Hipólito/Mossoró)

A troca constante de técnicos prejudica o andamento dos projetos, uma vez que cada novo técnico inicia com um trabalho de reconhecimento da área e das próprias famílias. Todavia possibilita aos agricultores conhecerem diferentes empresas e profissionais de modo a escolher aquela que lhes parecer mais apropriada a desenvolver o tipo de trabalho que necessitam. Falando sobre essas diversas experiências um assentado afirma:

“No começo aqui, era vamos supor, a ditadura. Era impondo, sabe? Depois que mudou pra cooperativa Terra Livre melhorou muito, nós passamos a dialogar, combinar o que era melhor, sabe? Aí quando veio o PRONAF, melhorou mais ainda.” (Grupo Focal – PA Hipólito -Açu/Mossoró)

Mesmo com experiências ruins, autoritárias e com a troca de técnicos, os assentados do PA Hipólito tem a assistência técnica como uma experiência positiva para o desenvolvimento do assentamento, ressaltando inclusive o trabalho na dimensão ambiental e social:

“Outra coisa minha jovem, o que aguentou muito esse PRONAF aqui foi a assistência técnica. Isso eu digo com todas as letras. Depois que entrou a cooperativa, na cooperativa a gente tinha uma boa colheita e a gente não sabia. A cooperativa, ela era completa. Ela era técnico agronômico, era veterinário, assistente social. Trabalhava em todas as áreas. Trabalhava no assentamento, trabalhava meio ambiente, trabalhava completo, sabe? Inclusive quis até desenvolver um trabalho aqui sobre jovens, sobre idosos. Era completa.” (Grupo Focal – PA Hipólito -Açu/Mossoró)

Quando o agricultor afirma: “o que aguentou muito esse PRONAF aqui foi a assistência técnica” evidencia-se a relação entre a aplicação do crédito e o trabalho desenvolvido pelos técnicos dentro do assentamento, incluindo questões que vão além de orientações relativas aos tratos culturais.

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No tocante a elevação da renda verificou-se que o programa contribuiu com esse propósito no PA Hipólito, conforme registra a fala abaixo:

“Aumentou. A minha renda aumentou. Pra mim foi muito bom, porque eu não tinha nada e hoje tenho alguma coisa aqui no assentamento. Eu cheguei só com os filhos aqui, hoje to quase rico. Não posso dizer nada do lugar, nem do assentamento. No geral nós temos muita criação aqui, bovino e criação pequena, nós temos muita criação. (Grupo Focal – PA Hipólito – Açu/Mossoró)”

Já se passaram 12 anos que o PA Hipólito teve acesso ao PRONAF A, tempo suficiente que os agricultores possam para avaliar os resultados decorrentes de sua aplicação. Evidentemente que dentro de um mesmo assentamento encontram-se situações bem diferentes em termos de resultados. A fala acima, entretanto não é uma fala isolada. Há uma compreensão por parte dos agricultores de que o programa possibilitou aumentar a renda e melhorar a vida das pessoas, conforme o registro abaixo:

Tanto melhorou pra quem comprou e tá pelejando até agora, como melhorou que deu condições, deu ganho pra aqueles que não acessaram. Porque eu comprei 20 cabras e um reprodutor, depois acessei a segunda parcela e comprei mais um reprodutor, num instante meu rebanho chegou aos 98 animais. Então depois desse programa, foi bom pra todos.

Não obstante os diversos problemas enfrentados na execução do programa os agricultores do PA Hipólito fazem uma avaliação positiva do mesmo. Situação diferente do que ocorre no assentamento Barreira Vermelha onde o projeto foi paralisado em função de divergências das famílias com a condução do mesmo. Desse modo nesse assentamento não foi possível verificar aumento da renda, pois embora a parte do recurso liberada tenha sido aplicada, ela não foi suficiente para o desenvolvimento da atividade pretendida. Na avaliação dos agricultores desse assentamento foi bom ter acessado o programa, mas foi uma decisão acertada a paralização para que o projeto pudesse ser refeito, modificando os investimentos, conforme os depoimentos que seguem:

‘Foi bom porque a gente acessou o PRONAF. Mas cada um quando viu que não tava dando certo a gente parou. O PRONAF até hoje é parado porque a gente viu que não ia ter futuro.” (Grupo Focal – Barreira Vermelha – Açu/Mossoró)”

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O simples fato de acessar o programa é percebido e avaliado pelas famílias como algo positivo. As mudanças no projeto, entretanto têm sido realizadas muito lentamente, causando prejuízo as famílias que estão com dificuldades na manutenção do rebanho adquirido com a primeira parcela, cujo prazo de carência já expirou. O relato de um agricultor deste assentamento revela um pouco das dificuldades enfrentadas pelas famílias nesse processo:

“Os novos projetos inclusive tão no banco, mas as pessoas não podem receber porquê tão tudo no SPC.” (Grupo Focal- PA Barreira Vermelha – Açu/Mossoró)

Mesmo ciente das dificuldades decorrentes da paralização na liberação dos recursos para que se possa fazer as alterações desejadas, os assentados do Barreira Vermelha estão imbuídos dessa tarefa. Só após as ultimas liberações e a devida implementação do projeto se terá condições de avaliar o quão efetivo terá sido o PRONAF A na vida desses agricultores.

5.2 – O município de Baraúna e os assentamentos Poço Novo e Rancho Pereiro

Emancipado de Mossoró através da Lei nº 5.107, de 15 de dezembro de 1981, o município de Baraúna localiza-se na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião de Mossoró, limitando-se ao leste com o município de Mossoró, ao sul com Governador Dix Sept Rosado e ao norte com o estado do Ceará. Com 720Km2 de área e a uma distância de 312 Km da capital do estado, o acesso se dá através da BR 304.

Até os anos 70 a principal atividade econômica do município era o algodão herbáceo, cuja produção tinha como base a condição de parceria. Nos anos 80 Baraúna vivencia uma crise neste setor e a emergência de uma nova atividade produtiva: a produção de frutas irrigadas, com destaque para o melão. De acordo com Souza (2006, p: 11):

“A agricultura irrigada trouxe para o município não apenas uma ruptura com as práticas tradicionais de produção para subsistência, mas também o incremento da área irrigada, a elevação da base técnica da produção e a expansão do trabalho assalariado.”

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A descoberta de água em abundancia, a fertilidade do solo, o relevo plano e a facilidade de escoamento da produção foram fatores que contribuíram para a expansão dessa atividade no município e contribuiu para um crescimento econômico e populacional surpreendente nos anos 90. A tabela abaixo revela a dimensão desse crescimento:

TABELA 15 - CRESCIMENTO DO PIB/BARAÚNA

PERIODO PERCENTUAL DE CRESCIMENTO PIB

1985/90 0,7%

1990/96 2,7%

1999 e 2003 224,85%,

Fonte: IBGE/2011

No que se refere ao aumento populacional, o mesmo também foi bastante significativo, conforme podemos observar:

TABELA 16 – DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO/BARAÚNA-RN

Fonte: IBGE/2011

Além das atividades ligadas a cadeia produtiva da fruticultura os assentamentos de reforma agrária também contribuíram com o aumento populacional do município. De acordo com dados do INCRA os primeiros assentamentos do município foram implantados no final dos anos 80, todavia foi nos anos 90 que foram implantados o maior número deles. Atualmente, o município possui 11 projetos de assentamentos rurais. No gráfico 14 é possível visualizar a evolução dos assentamentos no município:

GRAFICO 14 – ASSENTAMENTOS POR ANO DE CRIAÇÃO – BARAÚNA