2. ROSA – et tiltak mot menneskehandel
2.4 Brukererfaringer
Países com experiência mais antiga em termos de política de inclusão escolar, como Estados Unidos, Canadá e Itália, vêm desenvolvendo propostas alternativas à escolarização dos alunos com deficiência baseado na atuação conjunta do professor de educação especial e o professor da sala de aula comum, esse modelo é baseado na colaboração entre esses dois profissionais (MENDES, et.al. 2009).
Na área da Educação Especial estudos nacionais e internacionais apontam a colaboração entre professores da educação comum e profissionais da área da educação especial como uma estratégia eficaz junto aos alunos público-alvo da educação especial. A parceria estabelecida entre esses dois profissionais pode se constituir, de acordo com French, (2002); Wess e Lloyd (2003); Mendes, (2006); Capellini e Mendes, (2008), por dois modelos:
Consultoria Colaborativa: “Eu colaboro e você faz” - O Professor de Educação Especial, Psicólogos, Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais, entre outros profissionais da área da Educação Especial, prestam assistência ao Professor do ensino comum ou comunidade escolar fora da sala de aula e acompanham as implementações das mudanças sugeridas na escola.
Coensino/Ensino Colaborativo: “Nós Fazemos” - O professor de Educação Especial trabalha junto com o professor do ensino comum, na maior parte do tempo dentro da sala de aula e nos momentos para planejamento e avaliações do processo fora da sala de aula, prestando apoio no trabalho a ser desenvolvido junto aos alunos com deficiência, especificamente no que diz respeito aos aspectos acadêmicos
O Coensino ou a Consultoria Colaborativa é um processo no qual o consultor, especializado em educação especial, trabalha numa relação igualitária com um consultado, professor da classe comum, e auxilia-o em seus esforços tanto para tomar decisões quanto para desenvolver atividades pedagógicas. Ocorrem voluntariamente entre dois ou mais profissionais capacitados que colaboram uns com os outros e em conjunto buscam estratégias que possam favorecer a inclusão escolar do aluno com deficiência na escola comum, especificamente dentro da sala de aula comum.
É uma estratégia que exige compromisso de ambas as partes, apoio mútuo e respeito, além de compartilhamento de saberes e recursos (KAMPWIRTH, 2003).
O trabalho colaborativo efetivo requer compromisso, apoio mútuo, respeito, flexibilidade e uma partilha dos saberes. Nenhum profissional deveria considerar-se melhor que os outros. Cada profissional envolvido pode aprender e pode beneficiar-se dos saberes dos demais e, com isso, o beneficiário maior será sempre o aluno. (CAPELLINI, 2004, P. 89)
O papel dos consultores escolares é promover a participação do aluno com deficiência na sala de aula comum por meio da parceria estabelecida com os educadores gerais. Com a colaboração entre os profissionais da educação especial e comum espera-se que os alunos com deficiência conquistem autonomia, desenvolvam suas potencialidades e, que os alunos considerados “normais” possam conviver com a diversidade, além de se beneficiarem com a inclusão social e escolar das pessoas com deficiência (FRIEND e COOK, 1995; MENDES e NUNES, 2008; LAGO e ALMEIDA, 2009).
Mendes (2006b) e Fontes (2009) corroboram com a filosofia da colaboração ao afirmarem que os professores não devem trabalhar sozinhos, pois necessitam de apoio mútuo, de compartilharem responsabilidades, de unir e desenvolver habilidades, de equipes que apresentem propostas para os alunos com deficiência, com objetivos que visam melhorar a escolarização de todos os alunos.
Neste estudo, o foco de análise e de investigação foi o Coensino como mais uma estratégia de apoio à escolarização dos alunos com deficiência intelectual inseridos nas salas de aula comuns das escolas regulares baseado na colaboração entre o professor do ensino comum e especial
3.1 Coensino/Ensino Colaborativo: definição e revisão da literatura
Pesquisas na área da Educação Especial que se debruçam sobre o Coensino vêm obtendo mais espaço no âmbito acadêmico, pois alguns estudos realizados até o momento, tanto no Brasil quanto em outros países, constataram que esta estratégia pode se tornar mais uma das alternativas de serviço de apoio à escolarização do aluno com deficiência nas salas de aula comum.
Bauwens, Hourcade e Friend (1989) defenderam pela primeira vez o trabalho em conjunto entre professores do ensino comum e especial, e nomearam essa
parceria de Coensino. Friend e Cook (1990) propuseram o Coensino - termo utilizado na língua inglesa Co-teaching , pois também consideravam de grande importância para educação dos alunos com deficiência a atuação de dois ou mais professores dando instruções em um mesmo espaço físico.
Na visão de Mendes (2006b, p.32) o Coensino “É um modelo de prestação de serviços de educação especial no qual o educador comum e um educador especial dividem a responsabilidade de planejar, instruir e avaliar a instrução de um grupo heterogêneo de estudantes [...]”. Ou seja, é baseado na atuação de dois ou mais professores em um mesmo espaço, a sala de aula comum, com objetivo de favorecer a aprendizagem dos alunos, especificamente dos alunos com deficiência.
Para Rabelo (2012) o Coensino:
[...] se constitui mais como uma filosofia de trabalho entre profissionais da educação com conhecimentos e experiências diferenciadas, do que uma técnica metodológica de trabalho. É uma atitude filosófica e crítica de olhar para um colega de trabalho como parceiro e com ele construir uma experiência conjunta de trabalho pedagógico no contexto escolar e de sala de aula” (RABELO, 2012, p. 53).
Esse serviço de apoio pode beneficiar não só os alunos com deficiência, mas todos os alunos. Com relação ao professores, tanto os do ensino especial quanto do ensino comum, essa estratégia vem mostrando que suas posturas estão sendo modificadas, pois essa parceria diminui as distinções dos papéis exercidos por esses profissionais, que historicamente vêm atuando separadamente, além de definir tais papéis (ARGÜELES, HUGES e SHUMM, 2000, MENDES, 2006b; MENDES e MALHEIROS, 2012).
O professor especializado em educação especial atua numa relação igualitária com o professor da classe comum, auxiliando-o em seus esforços tanto para tomar decisões quanto para desenvolver atividades pedagógicas junto a esses alunos. Cabe ao professor de educação especial promover a participação do aluno com deficiência no currículo geral por meio da parceria estabelecida com os professores da educação comum, possibilitando a partir de estratégias de ensino diferenciadas que esses alunos conquistem autonomia e desenvolvam suas potencialidades (FRIEND e COOK, 1990; MENDES e NUNES, 2008; CAPELLINI e MENDES, 2008).
O Coensino é uma estratégia que visa atuar diretamente nas diversas necessidades educacionais dos alunos com deficiência com objetivo de melhorar e ampliar o suporte educacional para esses alunos. Isso é possível, graças à atuação entre professores de educação geral e especial que juntos fornecem instruções de forma colaborativa dentro da sala de aula comum, o que envolve também os alunos semdeficiência. Ambos os professores assumem a responsabilidade na educação de todos os alunos, bem como as responsabilidades de ensino(DIEKER , 2001; GATELY , 2005)
Wess e Lloyd (2003); Friend, Cook, Hurley-Chamberlain, e Shamberger (2008) relataram e delinearam seis tipos de abordagens comuns no Coensino: um ensina e o outro observa; um ensina e o outro apoia; ensino paralelo; estação de ensino; ensino alternativo e equipe de ensino. O conhecimento desses estágios pode acelerar o movimento em direção a uma parceria colaborativa. Conderman, Bresnahan e Pedersen (2009) abordam que esses seis tipos de abordagens se desenvolvem em três fases: inicial, intermediária e de comprometimento, conforme Quadro 1.
QUADRO 1 – Abordagens/Modelos comuns no Coensino/Ensino Colaborativo Fonte: Baseado nos estudos de Wess e Lloyd (2003);
ABORDAGENS/MODELOS COMUNS NO COENSINO/ENSINO COLABORATIVO