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5.4 Metallurgiske spor og steder

5.4.2 Bronsegjenstander

Apesar das possibilidades levantadas por estudos que se utiliza de indicadores, há de se considerar que as demonstrações financeiras são o ponto de partida para se calcular qualquer indicador. Por este motivo alguns indicadores adquirem posteriormente ajustes mais analíticos, pois nem todos seus componentes são confiáveis ou estão incluídos em demonstrações financeiras.

Com respeito às limitações, dada a quantidade de informação financeira interna que a empresa produz, o método de transformá-las em indicadores as tornam mais simples, rápidas, significativas, reveladoras e sintéticas para a tomada de decisões e, até certo ponto, sem a necessidade de recorrer a modelos matemáticos ou estatísticos que, se não bem utilizados, podem chegar a ser instrumentos meramente teóricos que se distanciam do caráter concreto, mutável e pragmático que caracteriza a empresa moderna.

Porém tal método de transformar informações em indicadores possui insuficiências e debilidades pela fácil manipulação de seus componentes (seja o numerador ou o denominador). Além do mais, também existem estudos que concluem que o método de indicadores “não é tão, ou nem mais simples”, com respeito aos modelos matemáticos ou estatísticos como se crê. Por exemplo, García-Ayuso (1996) considera os indicadores como deflatores imperfeitos da dimensão empresarial quando se analisam empresas de diferentes tamanhos. Por outro lado, autores como Foster (1997) consideram que a forma mais comum para resumir a informação financeira é através de indicadores, sendo importante destacarem as diferenças entre o tamanho das empresas para sua efetiva aplicação.

Com a evolução dos estudos e utilização dos indicadores, os objetivos que se apresentaram inicialmente como claros, passaram a se tornarem complicados e complexos com a criação de centenas de novos indicadores para se analisar as empresas. A partir da década de 1990 o analista se encontra diante de uma descomunal quantidade de coeficientes cujos objetivos não são precisamente claros, pois carecem de um sólido fundamento teórico e empírico. Como indica Lizarraga (1996) estes indicadores chegam a representar dois defeitos fundamentais que estão refletidos na sua criação ou em sua interpretação. Este autor ainda opina que esta ausência de sentido econômico claro dos indicadores leva a uma inevitável complexidade e a diferentes tipos de interpretação,

gerando mais desacordos e equívocos, o que conduz a um exagerado otimismo sobre a utilidade dos mesmos. Assim, a enormidade de indicadores existentes de nada serve, pois no final as empresas somente utilizam poucos deles, desenvolvidos no começo dos estudos sobre indicadores, com pequenas variações quanto a forma de seu cálculo ou interpretação. Por isto, este trabalho tem como uma de suas preocupações levantar os principais indicadores utilizados nos estudos e apontar quais indicadores mais se associam com o valor de mercado futuro das empresas.

Com respeito aos problemas para seleção e redução dos indicadores mais importantes nas investigações empíricas de Bukovinsky (1993) concluiu que a utilização de grandes quantidades de indicadores origina problemas tão significativos quanto uma falta de teoria sólida para se guiar. Isto pode dar como resultado uma coleção fortuita de indicadores, que ao serem relacionados por sua popularidade ou pela intuição do analista, se incluem mais indicadores que ao final medem essencialmente o mesmo, originando problemas de multicolinearidade ou colinearidade, conceitos estatísticos que significam redundância.

Jhonson (1970) já havia detectado o problema de indicadores colineares nos estudos de análise discriminante e advertiu que estes estudos utilizavam de hipóteses de que os indicadores utilizados eram independentes entre si para poder utilizar o método de análise discriminante para efeitos de projeções financeiras. Para este autor, a utilização de múltiplos indicadores com alta correlação produzia redundância e inelasticidade dentro dos coeficientes dos modelos preditivos. Na opinião de Horrigan (1965), a colinearidade apresentava problemas, mas também oportunidade para o pesquisador. Considerava que a colinearidade entre os indicadores financeiros dava mais informações que a contida em um pequeno número de indicadores. No entanto, advertia que a seleção dos indicadores deveria ser realizada cuidadosamente para evitar os problemas de multicolinearidade. Ainda que os estudos pioneiros da década de 1960 e 1970 tentaram limitar este fenômeno e capturar ao mesmo tempo a maior quantidade de informação útil nos indicadores, tais métodos atualmente são questionados. Lev e Sunder (1979) também advertiram sobre a possível sinceridade da utilização de indicadores, pois diziam que sua aplicação no meio empresarial e acadêmico são determinadas pela tradição que por fundamentos teóricos ou resultados reais. Edmistrer (1972) e Rose-Girox (1984) foram mais à frente do problema e utilizaram a técnica de

seleção Stepwise para determinar a contribuição relativa de cada indicador e sua correlação com outras variáveis do modelo.

Com respeito à classificação de novos indicadores dentro das categorias de rentabilidade, solvência, liquidez, etc., García-Ayuso (1996) opina que muitas delas são feitas a priori e sem nenhum fundamento empírico. Ou seja, muitas das classificações dos novos indicadores são devidas principalmente ao amplo reconhecimento que se prestam certos autores que as propuseram, não sendo assim questionadas. Por isso, uma das principais contribuições do trabalho de García-Ayuso (1996) foi a de apresentar uma comparação entre classificações teóricas e as investigações empíricas como resultado da aplicação de técnicas de análise fatorial.

Outro problema importante, que tem de ser considerado no momento de selecionar cada indicador e classificá-lo, consiste em saber com certeza o que se deseja medir e qual nome dar à magnitude da medida. Também é interessante levar em consideração nas investigações empíricas, que existem dois tipos de indicadores: os teóricos e os empíricos. Os indicadores teóricos são aqueles selecionados com base na sua popularidade na literatura. Já os indicadores empíricos são aqueles que estão de acordo com os resultados que encontrados através de processos de correlação com certos fatores como a rentabilidade, liquidez ou crescimento.

Para Brealey e Myers (1999), dois dos mais prestigiosos estudiosos sobre finanças corporativas e seus instrumentos de medição, são os fluxos de caixa descontados (através do valor presente líquido e a taxa interna de retorno) os que melhor medem o êxito empresarial. Estes autores opinam que utilizar indicadores basicamente tem a vantagem de agregar grande número de dados que estão contidos nas demonstrações financeiras, e ainda que estes coeficientes ajudem o analista a identificar os problemas organizacionais, raramente os ajudam a solucioná-los. Compartilha da mesma opinião Bernstein (1999) ao assinalar que as investigações empíricas sobre os estudos dos indicadores que levam a predição do êxito ou fracasso empresarial se encontram apenas em uma fase inicial de desenvolvimento. No entanto, apesar das limitações e inconclusividades, estes autores afirmam que a análise financeira via indicadores continua sendo a principal técnica que, se bem delimitada e evitados excessos quanto à sua confiabilidade excessiva, é muito efetiva para reduzir a informação financeira e de certa forma prever o êxito ou fracasso empresarial.

2.4. Principais Estudos Realizados que Utilizaram Indicadores