Como forma de investigar e avaliar como a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) – Instituição de Ensino Superior pública, baseada no tripé do ensino, pesquisa e extensão, que também funciona como espaço de produção de pesquisa e conteúdo científico e tecnológico – articula-se para difundir suas matérias entre os meios de comunicação e, conseqüentemente, para a população em geral, apresentamos, neste tópico inicial, uma síntese da dimensão
estrutural da Universidade – nossa assessorada – e, em seguida, do seu setor de Comunicação Social, âmbito que nos interessa como um dos objetos de estudo.
Sobre este setor, prestaremos algumas informações gerais sobre o papel da Assessoria de Imprensa, analisando suas atribuições, funcionamento, pessoal e estratégias utilizadas para a divulgação de matérias, situando-a como setor pontual que intermedeia a Instituição e as relações com a imprensa e que tem a incumbência de dar visibilidade à Instituição, já que cumpre a tarefa de “conseguir com que a imprensa se manifeste de maneira espontânea, no espaço destinado ao conteúdo editorial (e não à publicidade), sobre assuntos de interesse público relacionados aos assessorados.” (MAFEI, 2015, p.47).
Iniciamos com a apresentação de alguns aspectos da UEPB, como funcionamento, dados, números, composição de seu quadro de funcionários, estrutura e as principais atividades desenvolvidas.
Os dados são fornecidos pela Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (PROPLAN) da UEPB através dos documentos anuais mais recentes pesquisados: o Relatório de Atividades 2015 e a folha “Nossa Universidade em Números”, também publicada no mesmo ano, que traz dados institucionais do período de 2012 a 2014. Até o momento de nossa pesquisa, os dados de 2015 ainda não haviam sido divulgados. As informações contidas no Relatório buscam cumprir as exigências de transparência estabelecidas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, obviamente abertas à sociedade em geral.
Tendo passado por um recente processo de expansão, desde o aumento de cursos de graduação e pós-graduação até o crescimento de sua estrutura física, a Universidade Estadual da Paraíba é composta, atualmente, por oito campi, distribuídos da seguinte maneira:
I. Campina Grande (Câmpus I) – Constituído de 25 cursos, divididos em cinco centros: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e Centro de Educação (CEDUC);
II. Lagoa Seca (Câmpus II) – Constituído de um curso de bacharelado no Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) e da Escola Agrícola Assis Chateaubriand, voltada a alunos do ensino médio/técnico;
III. Guarabira (Câmpus III) – Constituído de cinco cursos de ensino superior, no Centro de Humanidades (CH);
IV. Catolé do Rocha (Câmpus IV) – Constituído de dois cursos de ensino superior, integrantes do Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA) e da Escola Agrotécnica do Cajueiro;
V. João Pessoa (Câmpus V) – Constituído de três cursos de ensino superior, no Centro de Ciências Biológicas e Sociais Aplicadas (CCBSA) e uma escola de ensino médio;
VI. Monteiro (Câmpus VI) – Constituído de três cursos de ensino superior no Centro de Ciências Humanas e Exatas (CCHE);
VII. Patos (Câmpus VII) – Constituído de cinco cursos de ensino superior no Centro de Ciências Exatas e Aplicadas (CCEA);
VIII. Araruna (Câmpus VIII) – Constituído de três cursos de ensino superior no Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde (CCTS).
Na área de ensino, a UEPB possui onze cursos de Ensino a Distância (EAD) e um corpo docente formado por 536 doutores, 573 mestres, 160 especialistas e 95 professores graduados. Os dois cursos de Ensino Técnico-Médio, instalados nas cidades de Lagoa Seca e Catolé do Rocha agregam aproximadamente 420 estudantes matriculados.
No que se refere à pós-graduação, a UEPB disponibiliza 29 cursos gratuitos de especialização; 18 cursos de Mestrado, todos reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); quatro Doutorados próprios e dois Doutorados Interinstitucionais (DINTER), em parceria com outras universidades públicas brasileiras. Isso totaliza 71 alunos cursando doutorado, 577 no mestrado, 4.997 na especialização e 29 alunos matriculados no Dinter.
Sobre o incremento de Pesquisas, os dados mais recentes indicam 182 Grupos de Pesquisa que funcionam através de parceria entre o CNPq e a UEPB, 150 Projetos de Pesquisa Financiados e 408 Projetos de Iniciação Científica.
A Universidade desenvolve atualmente 33 programas de extensão, que configuram um conjunto articulado de projetos e outras ações de Extensão, como cursos, eventos e prestações de serviços à população. Ao todo, são 134 projetos vinculados com bolsa, 784 projetos contemplados com bolsa e 52 projetos cadastrados sem bolsa, dos quais participam 3.413
alunos e 1.291 professores, atendendo diretamente a um público que excede 77 mil pessoas. Como atividades complementares da Extensão, há ainda 17 cursos e 14 eventos cadastrados.
No quadro de técnico-administrativo, 1.047 servidores compõem a estrutura da universidade, distribuídos nas oito unidades e seu corpo discente agrega 18.562 estudantes.
A respeito de sua estrutura física, a UEPB possui ainda: duas Escolas Técnicas; uma Biblioteca Central e 14 bibliotecas setoriais; Centro de Especialidades Odontológicas, que é referência nacional; Farmácia Escola; Núcleo de Educação à Distância; Casa Brasil/UEPB; Universidade Aberta à Maturidade (UAMA); Núcleo de Pesquisa e Extensão em Alimentos; Restaurante Universitário; Editora Universitária; Livraria Universitária; Gráfica Universitária; Laboratório de Química Industrial; Laboratório de Análises Clínicas (LAC) e quatro Clínicas de Saúde (Clínicas Escola de Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Psicologia) que, juntas, efetuam, gratuitamente, quase 40 mil atendimentos à população.
As construções mais recentes na Universidade, inauguradas nos últimos cinco anos, foram: uma nova Central de Aulas no Câmpus de Campina Grande, que abriga 200 salas de aula, bibliotecas setoriais, auditórios, centro de vivência e laboratórios; Museu Assis Chateaubriand (MAC-UEPB), que vincula a Universidade ao patrimônio artístico e sua conservação, formação do público e dos artistas; Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), que tem como mantenedora a UEPB e se destina a preservar e difundir as heranças culturais locais, como a musicalidade, artes manuais, xilogravura, literatura de cordel, entre outras; Complexo Três Marias, que abriga a Farmácia Escola e a Central de Laboratório de Biologia; e o Câmpus Avançado, constituído através de um convênio de Mútua Cooperação Técnico- Pedagógica e Científica entre a UEPB e a Secretaria de Estado de Administração penitenciária, onde são promovidas ações sócio-educativas nos presídios masculinos e femininos de Campina Grande.
Além dessas obras, todas em Campina Grande, foi construído um Complexo Agroindustrial na Escola Assis Chateaubriand, em Lagoa Seca, onde funcionam unidades de processamento de carnes, leite, frutas, castanhas de caju e destilados de vinho, vinagre e cachaça.
As conseqüências do crescimento da UEPB são favoráveis não apenas aos estudantes e professores da Instituição, que contam com um melhor aparato educacional e cultural para o desenvolvimento dos estudos e pesquisas. Este crescimento reflete ganhos em todo o estado da Paraíba, com mais geração de empregos, injeção de conhecimento, comprometimento com a população, avanços científicos e tecnológicos, desenvolvimento educacional, social, econômico e cultural no estado.