KAPITTEL III – KRAV TIL KONTROLL AV UTSLIPP FRA SKIP REGEL 12
REGEL 18 Brennoljekvalitet
O perfil VIII localiza-se numa trincheira ao longo da EN258, no troço Santo Aleixo da Restauração-Barrancos, aproximadamente nas seguintes coordenadas: N38º7’45.6’’ W6º59’16’’.
O perfil amostrado abrange os xistos negros e liditos da Fm. Xistos com Nódulos, assim como, os sedimentos da Fm. Xistos Raiados. Este perfil possui áreas onde a exposição é má e a rocha se encontra bastante alterada, não tendo sido recolhidas amostras nesses níveis (fig. 4.38).
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No total, neste perfil foram recolhidas 24 amostras (amostras 500 a 510; 557; 562 a 573), tendo sido todas elas processadas. As amostras apresentaram muito pouca matéria orgânica, observando-se a presença de bastante resíduo mineral resistente e de matéria orgânica amorfa. Após concentração do resíduo orgânico através de bateamento com o vidro de relógio, procedeu-se à oxidação de todas as amostras e verificou-se que o resíduo palinológico se encontrava mineralizado, tendo sido oxidadas as amostras até à exaustão sem se obterem resultados.
Figura 4.38. Coluna estratigráfica do Perfil VIII (Eiras Altas), com localização das amostras estudadas. Os dados de macrofósseis indicados baseiam-se nos trabalhos de Piçarra (2000). (ver Anexo 2, estampa de afloramento 14, foto 2)
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4.2.2.1.9. Conclusões
O estudo desta região tinha como objetivo principal a descrição das associações palinológicas (acritarcas, prasinófitas, criptosporos e esporos trilete) presentes na sequência estratigráfica do Ordovícico e Silúrico, assim como, rever e complementar os dados palinológicos obtidos nos estudos exploratórios realizados para os sedimentos do Ordovícico (Fm. Xistos com Phyllodocites) (Cunha e Vanguestaine, 1988; Piçarra et al., 2011) e Devónico inferior (Fm. Xistos Raiados) (Pereira et al., 1999).
Tendo em conta os resultados, foi obtido um total de 18 amostras positivas, das 147 amostras estudadas (taxa de recuperação aproximada de 12,2%).
Os escassos resultados obtidos na região indicam as más condições de preservação para o conteúdo micropaleontológico, sendo que, grande parte dos sedimentos da Fm. Xistos com Nódulos e Xistos Raiados se apresentavam bastante alterados, apresentando uma coloração acinzentada, o que acabou por condicionar os resultados obtidos, mesmo tendo o cuidado de se evitar esses níveis.
Nesta região apenas dois cortes apresentaram dados positivos (Perfil II – V.G. Gata e Perfil VII – Barrancos). O perfil II forneceu 8 amostras positivas, mal a moderadamente preservadas e diversificadas, que forneceram duas idades: uma idade pertencente ao topo do Arenigiano (base do Darriwiliano, segundo a Escala Cronostratigráfica Global), baseada na distribuição estratigráfica de acritarcas; a outra idade correspondente ao Gorstiano, sem a possibilidade de precisar uma biozona. No perfil VII foram identificadas duas associações de esporos: uma associação com idade do limite Pridoli/Devónico Inferior (Lochkoviano), definida pela subzona Aneurospora spp., que se iniciará um pouco mais cedo nesta região; na outra associação identificou-se a Biozona Verrucosisporites polygonalis – Dibolisporites
wetteldorfensis, subzona Verrucosisporites polygonalis, do Pragiano inferior.
No perfil VII, a idade obtida para os sedimentos da Formação Xistos com Nódulos do Silúrico, apresenta algumas incongruências pois, não se coaduna com os resultados obtidos ao nível da macrofauna para a região. Devido à tectónica apresentada neste perfil, não se exclui a possibilidade de ocorrerem repetições dos níveis de base da Fm. Xistos Raiados, tornando-se essencial realizar mais estudos para se poder esclarecer esta situação.
4.2.2.2. Bacia de Toca da Moura – Sondagem SDJ1
Neste subcapítulo são apresentados os resultados obtidos no estudo da sondagem SDJ1, que se encontra armazenada na litoteca do LNEG. O trabalho aqui exposto está publicado, (Lopes et al., 2013), podendo ser consultado no Anexo 6 deste volume.
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A importância do carvão para a indústria levou, desde o século passado, à prospeção e exploração deste recurso no nosso país. Na Zona de Ossa-Morena foram descobertas diversas camadas de carvão na secção superior da sucessão sedimentar da Formação Santa Susana (fig.4.39). No entanto, apenas na região de Jongeis foi explorado, desde 1927 a 1944 (Sousa e Wagner, 1983).
Figura 4.39. Mapa geológico simplificado do bordo sudeste da Zona de Ossa-Morena e Terreno Sul Português, com a localização da sondagem SDJ1 (Adapt. Pereira et al., 2006b; Lopes et al., 2013).
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Diversas sondagens foram realizadas na década de cinquenta, para prospeção de novos níveis de carvão. De entre elas podem ser referidas as sondagens Cj e Dj (Andrade et al., 1955), apresentadas no corte geológico da figura 4.40 e, correspondendo, espacialmente, às sondagens mais próximas da sondagem estudada. No entanto, todas as sondagens efetuadas naquela década, não permitiram a descoberta de níveis de carvão economicamente viáveis para exploração. Já nos anos noventa, Oliveira e Matos (1991) conduziram um estudo geofísico com o intuito de investigar a estratigrafia e a estrutura da Fm. Santa Susana em profundidade. A partir dos resultados obtidos nesse estudo, realizou-se a sondagem SDJ1
(aproximadamente nas coordenadas N38o29’57.5’’ W8o21’23.9’’), tendo atingido uma
profundidade de 404,5 m.
Figura 4.40. Perfil geológico interpretativo do Complexo Vulcano-Sedimentar de Toca da Moura e da Bacia de Santa Susana na região de Jongeis/Santa Susana, com referência às sondagens Cj*, Dj* (projetadas) e SDJ1 (Adapt. Lopes et al., 2013). A a G – intervalos litológicos estudados, descritos no texto para a sondagem SDJ1. A interpretação estrutural é baseada nos novos dados obtidos (Lopes et al., 2013 e, este estudo), assim como, na descrição de Andrade et al. (1955); Domingos et al. (1983) e Oliveira e Matos (1991).
Na sondagem SDJ1 foram recolhidas 20 amostras de níveis de xistos negros para datações palinológicas (amostras 574 a 593) (tab. 4.10). Estas amostras foram recolhidas nos níveis mais propícios para palinologia existentes na sondagem, tendo sido reconhecidos sete intervalos litológicos ao longo desta (intervalos A a G) (fig. 4.41).
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Figura 4.41. Perfil estratigráfico detalhado da sondagem SDJ1, com localização dos intervalos litológicos estudados (A-G), localização das amostras recolhidas para estudos palinológicos e, biozonas de esporos identificadas nas associações analisadas (Adapt. Lopes et al., 2013). (ver Anexo 2, estampa de afloramento 15, foto 1 e 2)
As amostras recolhidas, após processamento e oxidação (tempo médio ≈ 60min), apresentam associações diversificadas, contendo resíduo palinológico moderadamente bem preservado, que levou ao reconhecimento de duas associação do Carbónico (tab.4.11). Alguns exemplares classificados correspondem a esporos monoletes e pré-polenes, os quais serão descritos no no volume 2, de palinologia sistemática.
As associações são, em seguida, apresentadas por intervalo litológico.
Tabela 4.10. Listagem das amostras recolhidas na sondagem SDJ1 para palinologia. Amostra ref. Profundidade (m) 574 3,5 575 11,0 576 30,0 577 33,2 578 42,8 579 57,0 580 231,1 581 240,2 582 255,8 583 273,9 584 292,1 585 294,9 586 305,0 587 336,8 588 339,5 589 377,8 590 390,8 591 397,7 592 400,6 593 404 Sondagem SDJ1
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