• No results found

Bowlbys tilknytningsteori

In document Skolens møte med barneverntjenesten (sider 59-63)

5 Diskusjon

5.1.1 Bowlbys tilknytningsteori

Os hormônios são substâncias biologicamente ativas produzidas em tecidos especiais, liberadas para a circulação e transportadas pela corrente sanguínea para as células, órgãos e tecidos, onde exercem efeitos específicos por meio da ação de mediadores químicos e

22 receptores, que se encontram na superfície celular ou no interior das células-alvo (Bolander e Franklyn, 2007).

Em algumas desordens endócrinas, a prevalência da aterosclerose é significantemente maior do que na população em geral, demonstrando o papel dos hormônios na determinação do risco cardiovascular (Abdu et al, 2001).

Esse papel pode ser direto, mas diversas pesquisas sugerem que um mecanismo indireto está relacionado com alterações na composição e distribuição da gordura corporal em desordens hormonais. A maior relação androgênio/estrogênio no sexo feminino é associada à maior adiposidade abdominal (Rogol e Roemmich, 2002), enquanto o acúmulo preferencial de tecido adiposo na região glúteo-femoral parece ocorrer pelo menos, em parte, devido ao excesso de estrogênio (Hunter et al, 1997). A deficiência do GH tem efeito na diminuição do tecido muscular e aumento na quantidade de gordura corporal, especialmente de gordura abdominal visceral (Nass e Trorner, 2002).

O acúmulo de gordura visceral também pode ser consequência da maior sensibilidade do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal, que acarreta maior secreção de cortisol e de aldosterona. Estes são dois dos principais esteroides secretados pelo córtex suprarrenal. A aldosterona é um mineralocorticoide que promove retenção de sódio e água, e o cortisol um glicocorticoide antagonista da ação da insulina (Franco et al, 2001).

O excesso de aldosterona, denominado hiperaldosteronismo primário ou síndrome de Conn, acarreta fraqueza muscular e hipertensão arterial. Além dos efeitos clássicos da aldosterona, destaca-se seu papel na diferenciação de pré-adipócitos em adipócitos, favorecendo a obesidade (Whaley-Connell et al, 2010).

A concentração elevada de cortisol, denominada hipercortisolismo ou síndrome de Cushing, caracteriza-se pelo aumento do tecido adiposo abdominal e interescapular, bem como pela perda de massa muscular em virtude do aumento da proteólise. Provavelmente, a insulina desempenha um papel importante no aumento da massa adiposa tipicamente observada no hipercortisolismo (White e Portfield, 2012).

Ambos os esteroides têm sido envolvidos na patogênese da hipertensão e da síndrome metabólica (Whiworth et al, 1995; Lim, 2002). Em indivíduos com obesidade central, o aumento da conversão da cortisona em cortisol pela enzima -hidroxi-esteroide desidrogenase 1 ( HSD1) no tecido adiposo visceral, pode resultar em resistência à insulina e subsequente hiperinsulinemia. A produção aumentada de aldosterona pode ser consequência da hiperinsulinemia ou outras adipocinas liberadas pelo tecido adiposo visceral. A elevação da pressão arterial pode estar relacionada às concentrações de aldosterona e sua função de

23 retenção de água e sódio (Kidambi et al, 2007) (Figura 2). Outra hipótese é que os ácidos graxos provenientes de adipócitos viscerais induzem a formação hepática de um secretagogo adrenal que estimula a secreção de aldosterona (Goodfriend et al, 1999).

Figura 2. Mecanismo proposto da relação entre obesidade central e hormônios esteroides

adrenais. Adaptado de Kilambi et al (β007). HSD1: -hidroxi-esteroide desidrogenase 1.

As concentrações de cortisol parecem ser maiores no final da adolescência do que nos estágios iniciais (Kiess et al, 1995). Além disso, o aumento do IMC que acompanha a puberdade também é provável que afete as concentrações de cortisol (Kiess et al, 1995; Rosmalen et al, 2005). Outro fator interferente pode ser o gênero, uma vez que o

Obesidade central (Aumento do tecido

adiposo visceral)

Fatores genéticos Fatores ambientais

[ ] cortisol tecidos alvo (fígado, tecido adiposo e

muscular) HSD1 cortisol sistêmico Resistência à insulina [ ] insulina sistêmico [ ] aldosterona

Retenção de sódio e de água

24 desenvolvimento pubertário nas meninas é, em geral, dois anos mais adiantado comparado aos meninos de mesma idade cronológica (Rosmalen et al, 2005).

Em coorte de crianças e adolescentes (n=205) em Los Angeles/Estados Unidos, foi verificada associação entre síndrome metabólica e concentrações séricas de cortisol, independentemente da gordura corporal e da sensibilidade à insulina. Houve também correlação positiva e significante com gordura intra-abdominal, glicemia de jejum, pressão arterial sistólica e diastólica (Weigensberg et al, 2008). Por outro lado, em outro estudo de coorte com crianças (n=649) não foi observada associação positiva entre cortisol salivar e perímetro da cintura no início do estudo, mas as mudanças neste perímetro durante nove meses foram associadas ao cortisol no grupo com excesso de peso (Hill et al, 2011). Em crianças e adolescentes obesos (6 a 18 anos; n=1027) o cortisol sérico foi fracamente associado aos componentes da síndrome metabólica (Guzzetti et al, 2014).

Em relação à aldosterona, estudo realizado em Washington/Estados Unidos, não encontrou diferença nas concentrações plasmáticas em adolescentes de 10 a 18 anos em função da idade, sexo, raça e história familiar de hipertensão (Harshfield et al, 1993). Mas foi observado aumento na concentração plasmática de aldosterona em adolescentes obesos comparado àqueles com peso normal (170±80 vs 80±20 pg/mL), o que pode ser importante na regulação da pressão arterial (Rocchini et al, 1988).

O que reforça ainda mais a relação entre aldosterona e obesidade em adolescentes, é que, em programa de tratamento para perda de peso, foi observado diminuição nos níveis de pressão arterial com perda de peso >1kg, relacionada aos efeitos combinados da aldosterona e insulina (Rocchini et al, 1989).

Visto que concentrações elevadas de aldosterona, e de outros esteroides adrenais, podem contribuir para doenças vasculares, principalmente para hipertensão arterial, sugere-se a inclusão desses hormônios no conjunto de alterações que compõem a síndrome metabólica (Goodfriend et al, 1999).

As alterações hormonais que acompanham a síndrome metabólica parecem estar associadas ao excesso de peso, notadamente ao aumento da gordura abdominal e devem ser levadas em consideração no tratamento dos fatores de risco cardiovasculares associados à síndrome (NCEP/ATP III, 2002). A associação positiva entre aldosterona e cortisol com adiposidade não tem sido universalmente observada, sendo importante investigar melhor tais relações (Calhoun e Sharma, 2010).

25

In document Skolens møte med barneverntjenesten (sider 59-63)