DATA CONTEÚDO
13/01/1940 Solicita, com urgência, os endereços das editoras brasileiras, os anais do Congresso de Língua Nacional Cantada, publicações da Escola de Música. Pergunta sobre Essenfelder e o envio de um piano para a inauguração do Instituto. Diz ter escrito ao amigo Bevilacqua e a Villa-Lobos. 16/01/1940 Responde carta de 12/01/1940.
Diz que Essenfelder despachara o piano em fevereiro, sem a permuta de propaganda no Instituto. Agradece o envio dos endereços das editoras. Comenta as recusas de propostas dos Estados Unidos, sendo uma da Universidade do Texas. Expressa opinião sobre Camargo Guarnieri como sucessor,
em parte, de Villa-Lobos. Diz não obter resposta de Villa- Lobos à sua carta e que pretende lançar um álbum de composições latino-americanas para piano.
03/03/1940
Solicita o envio periódico da RBM para Luis Moreno, diretor do Conservatório de Cuenca - Equador. Diz não ter resposta das editoras brasileiras. Insiste em solicitar o concerto para piano e orquestra de Gnatalli e que aguarda os anais do Congresso da Língua Nacional Cantada.
10/03/1940 Informa o recebimento dos anais do Congresso e sobre alguns conflitos leves entre os dois.
24/03/1940
Expressa preocupação sobre a criação do Instituto, devido aos efeitos da Guerra. Fala que José Ignácio Perdomo Escobar, o qual escreveu sobre a história musical da Colômbia no IV Tomo, está responsável pela seção de folclore da radio difusora nacional colombiana. Pede a Gnatalli para lhe enviar a composição Fantasia Brasiliana e que se compromete a não tocá-la em Montevidéu. Relata o seu propósito em trabalhar neste corrente ano, na divulgação da música latino-americana. Fala da possibilidade de doação por parte de Villa-Lobos, de suas obras, pois o Instituto ainda não teria verba para comprá-la. Solicita bibliografias diversas. 28/03/1940 Solicita que L. H. intermedeie o envio de obras de Sá Pereira e de Paulo Silva para Lima-Peru, aos cuidados do prof.
Rodolfo Barbacci.
11/04/1940 Comenta sobre a viagem do amigo, prof. Boggs, da Universidade da Carolina do Norte, para estudos na América Latina.
25/04/1940 Fala sobre a possibilidade da realização de concerto de piano do intérprete Uruguaio Balzo no Brasil.
03/05/1940
Informa a visita do compositor contemporâneo e americanista Lazare Saminsky ao Uruguai, com passagem pelo Rio de Janeiro, em junho desse ano. Solicita ajuda de L. H. e de Villa-Lobos na recepção do músico.
19/05/1940
Informa a visita ao Brasil do compositor argentino Héctor Iglesias Villoud. Comenta sobre a viagem do prof. Boggs. Pede respostas as suas indagações contidas nas cartas anteriores. Verifica a possibilidade de doação da Revista do Arquivo Municipal do Estado de São Paulo.
15/07/1940 Comunica a criação do Instituto Latino Americano de Música. Convida L. H. para ir ao Uruguai, junto com a comitiva de Villa-Lobos, composta por pedagogos.
16/02/1941
Acusa receber carta de 31 de Janeiro de 1941.
Fala da possível publicação do Boletin pelo Instituto Nacional do Livro. Diz não ter verba para tocar o Instituto. Reclama a falta de incentivos dos Estados Unidos no apoio ao Instituto e teme o fim do movimento do “Americanismo Musical”.
21/03/1941
Fala da ida do Guitarrista uruguaio Julio Martinez Oyanguren ao Rio de Janeiro e pede ajuda na promoção do músico. Solicita opinião sobre uma publicação da obra “O Guarani” de Carlos Gomes, na qual que lhe estaria interessava em
adquirir para o Instituto.
31/03/1941
Responde a do dia 24/03/1941.
Comenta que não tem notícias de Berrien e que não tem perspectivas para a quinta edição do Boletin. Concatena com a visão estética de L. H. sobre a sinfonia de Burle-Marx. Anima-se com o posicionamento favorável de Mário de Andrade e de Lorenzo Fernandez ao Boletin.
25/04/1941
Agradece os elogios de Assuero Garritano, na edição de 1940, ao trabalho que escreveu na RBM em 1937. Convida L. H., juntamente com Koellreutter, para ficar como secretário da Editorial Cooperativa Interamericana de Compositores pelo Brasil. Fala do encarecimento da publicação do IV em relação ao I tomo e solicita a colaboração de outros músicos brasileiros no IV Tomo. Diz estar trocando de residência e, por isso, solicita o envio de correspondência para a caixa de correio n. 540 e pede a troca do endereço do instituto para a calle Tacuarembó 1291. Cometa da ida de Berrien a Montevidéu para lhe entregar um cheque para auxílio ao periódico. Sem data n. 9393 (catálogo do musicólogo)
Dá felicitações a L. H. pela estada de um ano nos Estados Unidos, em New York e Washington. Comenta que Berrien já lhe tinha comunicado e que enviou carta a amigos americanos tecendo elogios L.H.. Diz estar assustado com um possível “processo” na ENM sobre o Boletin, assunto levantado em carta por Koellreutter. Relata que o V Tomo sairá em outubro.
19/10/1942
Diz ter recebido uma lacônica carta de L. H., sem muitas notícias. Fala do envio do V Tomo do Boletin e do seu suplemento; da viagem para a Universidade do Chile; da continuidade das publicações pela Editorial; do rompimento de confiança em relação à atuação de Koelleutter na Editorial. Em prol do Americanismo musical, pede que L. H. seja co-diretor da revista “Música Viva”, pelo fato de Koellreutter ainda não ter cidadania e estar em situação delicada por causa da guerra.
26/11/1943
Comenta que Dr.Drummond de Andrade não vê impedimento para a publicação do VI Tomo do Boletin e agradece o empenho de L. H.; propõe-se ir ao Rio, por um período de seis meses, para tomar frente aos trabalhos de edição. Pergunta sobre preço de aluguel, escola para o filho e locais de trabalho.
20/01/1944
Sugere a instalação do seu escritório para o desenvolvimento do VI Tomo no Rio, próximo à Imprensa Nacional e às bibliotecas centrais. Diz que estará no Rio em 01 de março daquele ano.Fala de algumas outras possíveis contribuições dele no Rio.
02 /IV/1944 Escrita no Rio
(aos cuidados de Oneyda Alvarenga-SP) solicita que L. H. entre em contato com personalidades da música de São Paulo para participarem do Boletin. Fala do início da transmissão de concertos, via ondas curtas, simultaneamente nos dois países: Brasil e Uruguai.
05/12/1946 Escrita em língua portuguesa, já em Montevidéu. Responde carta de 28/11/1946.
Agradece a carta entregue a Carleton. Fala a respeito da Biblioteca particular do Compositor Artur Pereira, falecido em 03/08/1946 e da inclusão dos nomes de Manuel de Falla e de Alfonso Broqua na lista necrológica, juntamente com algumas outras orientações para o Boletin. Encomenda a L. H a compra de alguns números do periódico “cultura Política” e informa que ofereceu ao Renato Almeida a representação oficial do Instituto nos Estados Unidos.
25/02/1947
Escrita em língua portuguesa.
Comenta a possibilidade de o Instituto ser financiado pelo Governo Uruguaio, mas relata opiniões diversas sobre o assunto. Fala a respeito da IX Conferência em Bogotá para 1948. Reclama da falta de cuidado de Adhemar nos trabalhos finais do Boletin, e que ocorreram muitos erros. Pergunta sobre as pesquisas de L. H. no Norte. Informa o andamento do seu trabalho em relação à escola da música mineira de 1750 até 1800 e que está investigando três compositores: José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, Marcos Coelho Netto e Francisco Gomes da Rocha. Diz ter recomendado L. H. a um Dicionário de Barcelona para ser colaborador.
27/02/1947
Escrita em língua portuguesa.
Informações pessoais sobre uma fratura no pé de L. H.
19/08/1947
Escrita em língua portuguesa.
Agradece os elogios ao Boletin, comenta sua viagem a trabalho em Universidades do Chile e da Argentina. Reclama dos critérios de distribuição do VI Tomo do Boletin adotados por Villa-Lobos. Fortes críticas a Impressão do Boletin e comenta sobre irregularidades ocorridas quanto à verba destinada e a acusações indevidas saídas da comissão organizadora do periódico, presidida por Villa-Lobos. Expressa vontade de ficar com metade dos dois mil exemplares editados. Comenta, entre outras, sobre a descoberta da descendência do compositor Padre José Maurício. E verifica a possibilidade de fazer investigação na música popular brasileira no ano seguinte.
Escrita no final do ano de 1948. Sem data definida. N.° 20626 -
Endereçada à UNESCO, Section of Art and Letters.
Lamenta a falta de regularidade da correspondência trocada. Fala de sua estada nos Estados Unidos, realizando cursos em varias universidades. Comenta o estado de conservação do VI Tomo e que, dois anos após a publicação, não se sucedeu nenhuma distribuição deste. Informa que iniciou a publicação das primeiras obras reconstituídas dos
catálogo de Lange.