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BOP reliability

3. BOP System

3.6. BOP reliability

3.2.1 Difração de raios X

A análise de DRX pelo método do pó foi realizada nas amostras MCM-48, 5Ni- MCM-48, 10Ni-MCM-48, 20Ni-MCM-48 e SBA-15, 5Ni-SBA-15, 10Ni-SBA-15, 20Ni- SBA-15, nas faixas angulares de 2° - 80° e 0,5°- 80°, respectivamente, com o objetivo de verificar se houve a formação das estruturas cúbica e hexagonal mesoporosas como também, identificar a presença do níquel na estrutura dos materiais analisados. As análises de MCM-48 foram realizadas em um equipamento da Shimadzu modelo XRD 7000. O ensaio foi conduzido utilizando radiações de CuKa e filtro de níquel com uma voltagem e corrente do tubo de 30 kV e 30 mA, respectivamente. A fenda apresentou uma abertura de 0,15 graus e o feixe de raios X foi defasado em relação à amostra com uma velocidade de 0,5° min-1 e passo de 0,02°. As análises de SBA-15 foram realizadas em um aparelho Bruker D2 Phaser utilizando radiação CuKα (λ = 1,54 Å) com um filtro de níquel, com passo de 0,01º, corrente de 10 mA, voltagem de 30 kV, utilizando um detector Lynxeye.

Os adsorventes MCM-48 e SBA-15 apresentam padrões bem definidos de difração de raios X. De acordo com a literatura (Doyle & Hodnett, 2003), o MCM-48 possui oito reflexões. A primeira de elevada intensidade com índice de Miller em (211), seguido de um pico de menor intensidade em (220), alem de reflexões de maior ângulo (4 – 5°) referentes aos planos (321), (400), (420), (322), (422) e (431), indexados no grupo espacial Ia3d. O parâmetro de estrutura mesoporosa (a0) pode ser obtido através do valor da distância interplanar referente ao plano (211) (Equação 3.1).

3.1 Para a SBA-15 são observadas três reflexões, sendo a primeira de maior intensidade (100), seguido de dois picos de menor intensidade, correspondentes aos planos (110) e (200) (Zhao et al., 1998). Essas reflexões são referentes ao arranjo hexagonal dos canais da SBA- 15, e o parâmetro de estrutura mesoporosa desse material é determinado pela expressão apresentada pela Equação (3.2), sendo d100 corresponde a distancia interplanar (100), apresentando relação com o diâmetro de poros e a espessura da parede.

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3.2.2 Análise térmica da TG/DTG

A análise térmica através da TG é um experimento que consiste em avaliar a variação de massa de uma determinada substância sob aquecimento ou resfriamento a uma taxa controlada, tendo como variáveis o tempo e/ou temperatura. Da análise TG se obtém um gráfico de perda de massa no eixo da ordenada versus temperatura ou tempo no eixo da abscissa. A partir da derivada da curva TG se obtém a curva DTG, que mostra a taxa de perda de massa em função da temperatura ou do tempo. Da curva DTG também podem ser visualizados o início e o término de cada evento de perda de massa. A avaliação térmica dos materiais foi realizada com o intuito de verificar a decomposição e estabilidade térmica dos materiais mesoporosos MCM-48 e SBA-15. Os ensaios termogravimétricos foram realizados

em uma termobalança modelo SDTQ600 – TA Instruments (TG/DTA/DSC). As amostras

foram aquecidas da temperatura ambiente até 800 °C em uma taxa de aquecimento de 10 °C min-1, sob atmosfera dinâmica de nitrogênio (N2).

3.2.3 Espectroscopia na região do infravermelho

Os espectros de absorção das amostras de MCM-48 e SBA-15 foram obtidos na região do infravermelho médio na faixa de 400 – 4000 cm-1 com resolução de 4 cm-1. As amostras foram diluídas em KBr numa concentração de aproximadamente 2 % em peso. O material obtido foi homogeneizado e prensado hidraulicamente com 6 toneladas e as pastilhas obtidas encaminhadas ao espectrômetro Perkin Elmer. O objetivo dessa técnica foi verificar quais são as principais frequências vibracionais e suas respectivas atribuições na estrutura das peneiras moleculares e monitorar a eficiência do processo de calcinação na remoção do direcionador pelo desaparecimento de suas bandas características, como também verificar a presença de grupos funcionais característicos do NiO.

3.2.4 Adsorção e dessorção de N2

Através dessa análise foi possível determinar as propriedades superficiais dos catalisadores preparados, como por exemplo, área superficial, volume e distribuição do tamanho de poros. O equipamento utilizado foi uma BET da Quantachrome modelo Nova

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2000. A determinação das áreas superficiais dos materiais mesoporosos obtidos foi realizado correlacionando os dados das isotermas de adsorção de nitrogênio a 77 K pelo modelo de BET (Brunauer et al., 1938) na faixa de P/P0 de 0,05 – 0,35. As distribuições de diâmetros de poros dos materiais mesoporosos foram obtidas correlacionando os valores de volume adsorvido em função da pressão relativa (P/P0) nos algoritmos propostos por BJH (Brunauer et al., 1945) em uma faixa de poros de 1 – 100 nm (10 – 1000 Å).

3.2.5 Microscopia eletrônica de varredura (MEV) com energia dispersiva (EDS)

As micrografias obtidas com auxílio do MEV foram realizadas nas amostras MCM-48, 5Ni-MCM-48, 10Ni-MCM-48, 20Ni-MCM-48 e SBA-15, 5Ni-SBA-15, 10Ni-SBA-15, 20Ni- SBA-15, com o objetivo de observar a morfologia dos materiais adsorventes sintetizados. O EDS (Energy Dispersive X-ray detector, EDX ou EDS) é um acessório essencial no estudo de caracterização microscópica de materiais metálicos e cerâmicos. Quando o feixe atinge a amostra, seus átomos são excitados e, ao voltarem para o estado fundamental, emitem fótons com energias características do átomo. Os fótons são assim identificados em termos de sua energia e contados pelo detector de raios X localizado dentro da câmara de vácuo. Desta forma o conjunto software do sistema gera o espectro relativo ao número de contagens em função da energia, em keV, identificando os elementos químicos presentes na amostra. A microscopia eletrônica de varredura apresenta excelente profundidade de foco, permitindo analisar superfícies irregulares, dando ideia de morfologia. Os elétrons são acelerados na coluna do microscópio através de duas ou três lentes eletromagnéticas por tensões de 1 a 30 kV, estas lentes fazem com que um feixe de elétrons (50 a 200 Å de diâmetro) atinja a superfície da amostra. Bobinas de varredura fazem com que o feixe varra a superfície da amostra na forma de uma varredura quadrada similar a uma tela de televisão (Dedavid et al., 2007). A corrente passa pela bobina de varredura de maneira sincronizada pelas correspondentes bobinas de deflexão de um tubo de raios catódicos de modo a produzir uma imagem similar. Os elétrons emitidos atingem um coletor e a corrente resultante é amplificada e utilizada para modular o brilho do tubo de raios catódicos (Dedavid et al., 2007).

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