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1. Introduction

1.3 Blood coagulation

Foram feitas diversas considerações recomendando alterações no texto. Um dos especialistas não fez recomendações. Foi feita a transcrição das recomendações dos especialistas.

Guia do estudante

As recomendações apresentadas nesta parte foram divididas entre o objetivo geral e os objetivos específicos e por módulo.

Objetivo geral – especificar os benefícios a serem maximizados do item B dos objetivos, tal

como a identificação precoce das características clínicas sugestivas de transtorno depressivo e atendimento adequado. De fato, objetiva-se melhorar a capacidade dos enfermeiros em promover o cuidado de enfermagem, de modo a maximizar os benefícios. A recomendação foi para especificar estes benefícios, ressaltando a importância dos mesmos e de incluir o objetivo de favorecer a redução do estigma associado aos transtornos depressivos.

Sabe-se do preconceito existente em relação à depressão da sociedade em geral, tanto por parte dos leigos como também dos profissionais. Ainda persiste maior valorização e tolerância da doença física em relação à doença emocional. Com isso, é importante chamar a atenção para o preconceito existente na tentativa da sensibilização sobre o tema, divulgando e promovendo discussões e reflexões sobre a depressão.

• Acrescentar dois objetivos específicos: oferecer elementos para o desenvolvimento de estratégias para a identificação e para o cuidado efetivo ao portador de transtorno depressivo, à família e à comunidade; discutir a aplicação dos conhecimentos na prática. • No objetivo (oferecer oportunidades de intercâmbio à distância entre alunos da graduação

Módulo 1

• O profissional diz não ter base de conhecimento para avaliar se estão atualizados e adequados, porém pressupõe que como nos outros módulos, tenha sido tomado esse cuidado. • Definição do tipo de curso.

Definiu-se que o material didático foi elaborado para ser um curso de atualização, tanto para profissionais quanto para acadêmicos.

Módulo 2

• Os exercícios são pertinentes ao conteúdo, porém podem ser mais explorados para melhor fixação; com elaboração de mais perguntas, pois o tema é extenso.

• Estabelecer espaço entre os tópicos e distribuir em duas páginas o quadro de dicas de comportamento da Internet.

Recomenda-se que quadros sejam colocados de preferência em uma única página, pois a divisão do mesmo pode dispersar a atenção. Entretanto, como este quadro possui várias informações, pode ser conveniente a separação em dois quadros, pois isso pode facilitar a sua visualização e tornar a leitura mais fácil e estimulante.

• Subdividir as fases históricas por períodos a.C. (antes de Cristo) e d.C (depois de Cristo), utilizando-se somente as siglas.

• Na fase histórica correspondente aos dias de hoje foram apresentadas algumas características: ausência da observação humanizada e prolongada e maior atenção para o diagnóstico do que para o próprio indivíduo.

Foi entendido que ainda prevalece na maioria dos atendimentos tais características, porém não se deve generalizar, mas ao mesmo tempo foi citado o movimento da reforma psiquiátrica em desenvolvimento tímido e pontuado.

• Separar melhor os dois movimentos: psicobiológico e psicanalítico: usar espaço entre eles para separação do parágrafo.

São dois movimentos com características peculiares, por isto devem ser separados e também para que não ocorram associações entre estes.

Módulo 3

• Alterar dois dos objetivos e trocá-los por este objetivo: conhecer os critérios para diagnóstico da depressão.

Foi considerado adequado substituir os objetivos: descrever os diversos tipos de transtornos depressivos e identificar a sintomatologia associada aos transtornos depressivos e usar essas informações na avaliação do cliente pelo de conhecer os critérios para diagnóstico da depressão. Pois, entendeu-se que este objetivo atende melhor ao cuidado prestado pela enfermagem.

Módulo 4

• Melhorar os exercícios;

• Incluir como primeira meta dos tratamentos para a depressão a remissão total da mesma. De modo geral, o tratamento para qualquer doença primeiramente tem como finalidade a remissão do quadro, ou seja, diminuir a intensidade do quadro clínico.

Módulo 5

• Muito completo e esclarecedor, pois existem muitos profissionais que atuam na área de saúde sem esse conhecimento.

• Os conteúdos muitas vezes estão repetidos o que torna o conteúdo às vezes cansativo. Foi proposto por um dos especialistas que este módulo fosse revisto.

• Ressaltar o enfermeiro no papel de profissional de referência exercendo a função de psicoterapeuta como os demais profissionais da equipe de saúde, pois o estudo de Silva e Furegato (2003) apontou que muitos dos enfermeiros desconhecem o seu papel enquanto psicoterapeuta, bem como desconhece os tipos de psicoterapia que podem ser utilizadas pelos mesmos.

• Incluir que o tipo de psicoterapia a ser escolhida depende também do trabalho desenvolvido pela equipe do serviço.

• Em alguns serviços, o tipo de psicoterapia utilizada é decorrente do tipo de trabalho desenvolvido pela equipe (psicanalítico, comportamental, cognitivo e interpessoal).

• Incluir dois novos itens como objetivo da psicoterapia: estimular o reconhecimento de mecanismos de defesa e estimular o conhecimento do funcionamento mental do indivíduo.

O conhecimento dos mecanismos de defesa é importante para ajudar os indivíduos a reconhecerem e entenderem seu funcionamento emocional o que pode facilitar a procura e o seguimento de tratamento.

• Ressaltar que a terapia familiar tem o objetivo de tratar o grupo, a família e não apenas informar.

As famílias podem representar uma grande fonte de apoio para a pessoa deprimida, desde que compreendam a doença, participem do tratamento e aumentar as possibilidades de interação social. Na terapia familiar procura-se informar os familiares sobre a doença, o respectivo tratamento, mas também o suporte para suas dificuldades socioemocionais.

• Corrigir: as psicoterapias devem ser realizadas por profissionais capacitados nem sempre disponíveis (ao invés de dificilmente) no nível de atenção básica à saúde.

Há terapias grupais e individuais em muitos serviços públicos, embora não seja na maioria destes serviços.

• Acrescentar um exercício de fixação sobre os tipos de terapias psicológicas tal como: enumerar os tipos de psicoterapia segundo a ordem de eficácia para a depressão.

Módulo 6

• Os exercícios são pertinentes ao conteúdo, porém podem ser mais explorados para melhor fixação. O tema é importante para a área de enfermagem; daí seria interessante aprofundar mais nos exercícios de fixação.

• Fala muito da IMAO e é um pouco repetitivo;

Foram retirados os efeitos colaterais mais comuns resultantes do uso das IMAO, pois já tinham sido apresentados anteriormente neste módulo.

Módulo 7

• Talvez alguns exercícios não ajudem na fixação; • Ampliar exercícios com discussão de casos; • Algumas frases repetitivas;

• Tem muito texto, poderia substituir por tópicos mais objetivos;

• Introduzir conteúdos sobre um novo método de tratamento para depressão: Estimulação Magnética Transcraniana (EMT).

A EMT é uma técnica de estimulação cerebral não-invasiva. Como o processo é induzido, não há necessidade de procedimentos invasivos para a instalação de eletrodos ou outros componentes.

Destacar informação de que no Brasil há serviços que fazem a ECT segundo padrões internacionais. Embora a ECT seja pouco utilizada têm sua eficácia comprovada e não é um método ultrapassado.

Módulo 8

• O segundo exercício poderia ser algo mais voltado ao sentimento do profissional frente a este tema.

• Sabe-se que o suicídio é determinado pela somatória de alguns fatores de risco. Porém, é importante lembrar que esses fatores devem atuar para cada indivíduo de uma forma, desenvolvendo-se de forma singular e única em cada caso.

• Destacar a importância de informar sobre os sintomas da depressão para estudantes, professores, pais e comunidade, pois são medidas que tentam romper com o estigma envolvendo o suicídio e ao mesmo tempo pode ser uma estratégia de prevenção do mesmo segundo a OPAS, 1999.

Módulo 9

• Enxugar o texto no item implementação/intervenção na página 18; • Há algumas frases repetitivas;

• Especialista refere não ter base de conhecimento para avaliar se estão atualizados e adequados, porém, pressupõe que como nos outros módulos tenha sido tomado esse cuidado;

• Incluir como atividade do enfermeiro a ampliação da rede de relações na comunidade. Com a estratégia de reorganização da atenção básica, a grande maioria dos profissionais atua no programa de saúde da família, envolvendo o estreitamento das relações dos profissionais de saúde com a comunidade.

Destacar que a sintomatologia típica da depressão pode estar mascarada por sintomas somáticos ou que a presença de co-morbidade psiquiátrica ou somática pode igualmente desviar a atenção do quadro depressivo. Também deve ser considerado que pessoas agitadas precisam de atenção, pois o aumento de algumas funções (sono, agitação psicomotora, etc.) podem indicar depressão.

Dessa forma, é preciso que os profissionais de saúde estejam atentos as diferentes formas (com sintomatologia típica e atípica) de manifestações da depressão, devendo estar preparados para identificar precocemente as pessoas com transtorno depressivo. Para este fim deverá adotar uma atitude de alerta frente à presença de sintomas e sinais indicativos dessa condição.

• Acrescentar que é importante que o deprimido perceba que você respeita seu silêncio e que quando quiser conversar que terá a compreensão do profissional.

Recomenda-se que o enfermeiro e demais profissionais da saúde permaneçam algum tempo com o portador de transtorno depressivo, mesmo que ele fale pouco e demonstre apoio através do companheirismo. Também deve se adaptar ao ritmo do cliente deprimido, falando mais devagar e dando mais tempo para que ele possa responder, chamar o cliente pelo primeiro nome, conversar e talvez, o mais importante, escutar. Focalizar a comunicação em temas relevantes como o relato da vida e do interesse do cliente.

• Incluir exercícios baseados no quadro 2 deste módulo.

Cada um desses itens deve ser submetido a esse tratamento. Uma vez que se foram obtidas todas essas informações, deve-se usá-las para aprimorar a unidade, o módulo e o curso (LAASER, 1997).

Ainda o mesmo autor destaca que algumas das melhoras podem ser rápidas e fáceis de fazer. Outras podem tomar mais tempo. Entre os itens mais facilmente modificados estão: correções de ortografia; correção dos erros de digitação; explicação de palavras difíceis; encurtamento de sentenças longas; numeração apropriada; correção de legendas e títulos de ilustrações; correção de erros de gramática e pontuação; dar as respostas certas para as perguntas e aperfeiçoamento dos títulos e subtítulos. E entre os melhoramentos que levariam mais tempo para se fazer incluem: simplificar o conteúdo; adicionar novo conteúdo; reorganizar as seções da unidade; reescrever parágrafos; preparar uma nova tarefa ou teste de auto-avaliação e adicionar questões intratextuais ou novos objetivos.

Estes pontos foram considerados essenciais e foram todos revisados.

As recomendações dos especialistas foram objeto de ponderação,mas as alterações no material didático foram incorporadas sempre que considerados adequadas e entendidas como pertinentes pelas pesquisadoras.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A elaboração e a análise do material didático sobre transtornos depressivos para EaD pretende contribuir para a construção de outros materiais didáticos, especialmente na enfermagem. Como afirma Belisário (2003), a produção de material didático figura com um dos problemas mais importantes no que diz respeito ao desenvolvimento de programas de EaD, pois a maioria das propostas encontradas nos sites das universidades demonstram a fragilidade do material didático disponível (simples tutoriais ou apostilas ou ainda meras sugestões de leitura ou propostas de exercícios preparatórios para a realização de provas).

Embora a interatividade seja destacada como um dos principais elementos na produção de material didático voltado a EaD, neste estudo o enfoque foi para a elaboração de materiais didáticos para educação a distância e como deve ser feito o planejamento do programa e de curso mediado por computador.

Quando foi decidida a construção do curso em ambiente de EaD, a intenção era de desenvolver, analisar, disponibilizar, aplicar e avaliar utilizando o WebCT. Porém, acabou-se por não disponibilizar baseado nos seguintes aspectos: o levantamento bibliográfico e treinamento do pesquisador quanto ao ambiente em EaD utilizado foi inicialmente voltado ao WebCT e ao final de 2004 terminou o prazo para licença de uso desta plataforma; durante o desenvolvimento do mesmo percebeu-se que um curso a distância, leva tempo e tem-se muito trabalho com a execução do mesmo (acredita-se que só esse contato direto na elaboração do mesmo é que permite o conhecimento de todo o processo de elaboração). Através desta experiência constatou-se que a construção de um curso a distância exige tempo e muito trabalho. A disponibilização do mesmo não está descartada. Este curso deverá ser disponibilizado na plataforma TelEduc após o término do doutorado. O processo de

montagem do curso dentro do TelEduc é simples e se encontra disponível na EERP/USP, mas necessita de um administrador com conhecimentos de HTML e de servidores Web ou da acessoria do mesmo.

Outra dificuldade foi a ausência de uma equipe (profissionais da área pedagógica, informática em enfermagem com experiência em EaD) preparada para trabalhar com EaD na instituição onde o trabalho foi desenvolvido.

A importância de uma equipe multiprofissional para o desenvolvimento de programas de EaD merece destaque, pois é de extrema necessidade a cooperação de equipe multidisciplinar e até de âmbito institucional que trabalhem com questões relacionadas à didática, à pedagogia e a tecnologia na EaD, afim de viabilizar o desenvolvimento de projetos de EaD para qualquer área e também na área da saúde.

Pela análise percebe-se que apesar de estarem sendo desenvolvidas algumas iniciativas para materiais ou cursos à distância na área de enfermagem, ainda existem poucos trabalhos, especialmente na área de saúde mental e psiquiatria.

Com a experiência adquirida na realização deste curso pode-se afirmar que o estudo e o desenvolvimento de materiais e cursos à distância é uma das possibilidades de pesquisa e com um enorme potencial e demanda para novos trabalhos. Como ainda não existem padrões bem definidos para estabelecer a carga horária para cursos à distância, sugere-se o estudo da determinação da carga horária para cursos em modalidades de EaD.

De um modo geral, a elaboração e a análise do curso foi satisfatória. Os especialistas consideraram que o material didático atende ao objetivo de aperfeiçoar ou desenvolver as questões com que se defrontam os enfermeiros, acadêmicos de enfermagem e outros profissionais da saúde, visando desenvolver estratégias mais eficientes nas ações voltadas ao indivíduo portador de transtorno depressivo, à sua família e à comunidade.

Além disso, foi importante o entendimento de que apesar da importância, da significativa contribuição e possibilidades da tecnologia, o principal aspecto em qualquer processo educacional e da elaboração de material para ser utilizado para o mesmo, seja presencial ou a distância é a fundamentação pedagógica. O desenvolvimento de um bom programa de EaD, deverá primeiramente levar em consideração o aluno em suas mais diversas especificidades, e ser útil no atendimento às necessidades detectadas.

O material produzido para EaD deve ser disponibilizado para atender a necessidade de formação e/ou atualização dos profissionais de enfermagem, acadêmicos de enfermagem e de outros profissionais de saúde no que se refere ao atendimento ao portador de transtorno depressivo, à sua família e à comunidade.

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