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Biomagnification of BHT and PCB153

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3. Results and Discussion

3.4 Oslofjord biota

3.4.2 Biomagnification of BHT and PCB153

Por milênios, ensinar e estudar foram atos que sempre ocorreram em proximidade física. Isto se fixou firmemente na consciência das pessoas. Por isso o ensinar e estudar a distância é considerado de antemão como excepcional, não comparável ao face-to-face e, muitas vezes, também como especialmente difícil (PETERS, 2001, p. 47).

Foi a partir do século XIX, com a evolução dos meios tecnológicos, que cursos a distância passaram a ser oferecidos.

Kearsley & Moore (2007) relacionam essa evolução com as cinco gerações da educação a distância: a primeira realizada por meio de correspondência; a segunda por transmissão em rádio e televisão; a terceira surgiu de experiências norte-americanas que integravam áudio/vídeo e correspondência com orientação face a face; já a quarta utilizou a teleconferência por áudio, vídeo e computador, proporcionando a primeira interação em tempo real entre alunos e instrutores a distância; e, por fim, a quinta geração, que, com base na internet, utiliza-se de classes virtuais online permitindo a convergência entre texto, áudio e vídeo em uma única plataforma de comunicação conhecida como ambiente virtual de aprendizagem (AVA)21.

Soares & Valentini (2005) afirmam que com a evolução desse contexto educacional, as tecnologias diminuíram algumas barreiras de tempo e espaço tornando a interação entre indivíduos e instituições educacionais mais rápida. O resultado disso foi o surgimento de novas necessidades educacionais, por parte dos alunos, e a criação de novas estratégias pedagógicas que respondessem a essas necessidades, por parte das instituições de ensino. Essas estratégias estão relacionadas com as novas possibilidades que cursos a distância online podem oferecer a fim de auxiliar a aprendizagem por meio de recursos multimídia.

Mayer (2009), ao apresentar o estudo sobre aprendizagem multimídia, considera como hipótese fundamental que mensagens educacionais multimídia22, concebidas a partir da forma como a mente humana funciona, têm mais

21 Essa expressão tem sido utilizada, segundo Soares & Valentini (2005), para se referir ao uso

de recursos digitais de comunicação utilizados para mediar a aprendizagem, ao desenvolvimento de condições, estratégias e intervenções de aprendizagem num espaço virtual na web, organizado de tal forma que propicie a construção de conceitos, por meio da interação entre alunos, professores e objeto de conhecimento.

45 probabilidades de levar a uma aprendizagem significativa do que as que não o são, pois as pessoas aprendem melhor por meio de palavras e imagens do que apenas por palavras.

Mayer diz ainda que durante milhares de anos, as palavras foram o principal formato do ensino: primeiramente as palavras ditas e, nos últimos séculos, as palavras impressas. Com os avanços tecnológicos nos dias de hoje, as formas pictóricas de ensino estão mais acessíveis, principalmente através das extraordinárias capacidades gráficas dos computadores. Porém, o autor diz que o simples fato de adicionar imagens às palavras não garante uma melhoria da aprendizagem, pois nem todas as apresentações multimídia são igualmente eficazes.

Nesse sentido, Kearsley & Moore (2007) dizem que o preparo de um curso de educação a distância requer não apenas o especialista em conteúdo, mas também profissionais da área de instrução, que possam organizá-lo de acordo com aquilo que é conhecido a respeito da teoria e da prática do gerenciamento da informação e da teoria do aprendizado, pois em virtude de os cursos e o ensino serem veiculados utilizando a tecnologia, seus materiais precisam ser elaborados por especialistas que saibam como fazer o melhor uso de cada uma das tecnologias disponíveis. E por mais que alguns especialistas em conteúdo também possuam aptidão para elaboração de instruções ou tenham conhecimento de tecnologia, muito poucos são igualmente especialistas nessas três áreas, fazendo com que o ideal seja que essas responsabilidades possam ser assumidas por especialistas diferentes.

Isso reforça a ideia de que, na elaboração de cursos a distância online, é necessária a constituição de uma equipe com profissionais especializados em diversas áreas e, para mediar todos eles, é necessário também que haja um profissional com conhecimentos multidisciplinares responsável pela concepção de mensagens e recursos educacionais do curso a fim de facilitar a aprendizagem dos alunos. Esse profissional é conhecido como designer educacional23 que ainda será melhor caracterizado neste capítulo.

22 Uma mensagem educacional multimídia é uma comunicação que contém palavras e imagens

destinadas a promover a aprendizagem. A comunicação pode ser veiculada por qualquer meio, incluindo o papel (livros) ou o computador (MAYER, 2009).

23 Filatro (2008) denomina os profissionais que criam as instruções como designers

instrucionais, porém, de acordo com a CBO - Classificação Brasileira de Ocupações, o Designer instrucional também pode ser chamado de: Desenhista instrucional, Designer educacional e Projetista

46 Logo, para entender como se dá a aprendizagem em cursos a distância online que, geralmente, se utilizam de recursos multimídia para auxiliar a aprendizagem dos alunos, é necessário conhecer quais são os princípios da aprendizagem multimídia que precisam ser levados em consideração na concepção desses recursos educacionais por parte do designer educacional.

3.1- Aprendizagem multimídia

Conforme já pontuado nesta pesquisa, a aprendizagem é um processo que envolve aspectos de diversas naturezas e que vem evoluindo junto com a história da humanidade. Com isso é possível supor que o advento das tecnologias na educação, o que inclui a educação a distância e seus recursos multimídia, seja consequência dessa evolução resultando em outras possibilidades de adquirir conhecimento, já que os alunos são expostos a novas dinâmicas e recursos digitais de ensino.

Alves & Nova (2003) dizem que a apreensão de elementos por via audiovisual traz algumas vantagens diferentes em relação à realizada por meio de textos escritos ou pela fala, pois, em geral, as imagens são percebidas com mais rapidez do que os textos e a sua memorização, geralmente, é melhor do que a memorização de representações verbais. Além disso, as autoras afirmam que a maior parte dos raciocínios espontâneos utiliza muito mais a simulação de modelos mentais imagéticos do que cálculos (lógicos) sobre cadeias de caracteres e que as representações icônicas são independentes de idiomas e, por isso, eliminam parte das dificuldades de tradução. Por fim, as imagens possuem um poder, muito maior que a escrita e a fala, de evocar a multiplicidade de visões e de leituras de seus significantes e significados.

Logo, é possível considerar que o contato com o universo audioimagético é uma das maneiras privilegiadas à concretização do processo de construção do conhecimento. Por esse motivo, é interessante entender como os conteúdos multimídia são processados no sistema cognitivo.

Mayer (2009) apresenta a teoria cognitiva da aprendizagem multimídia, que se baseia em três princípios da ciência cognitiva para aprendizagem: (1) o

instrucional. Nesta pesquisa, optou-se por designer educacional por ser essa a nomenclatura oficial da CBO.

47 pressuposto do canal duplo de processamento, (2) a capacidade limitada de processamento e (3) processamento ativo de informações.

O pressuposto do canal duplo prevê que os seres humanos possuem canais distintos na memória de trabalho para processamento de informações visuais e auditivas, ou seja, possuem um canal auditivo/verbal e um canal visual/pictórico. Então, quando a informação é apresentada aos olhos (ilustrações, animações, vídeos ou textos), o processamento dessa informação inicia-se no canal visual; quando a informação é apresentada aos ouvidos (uma narração ou sons não verbais) o processamento dessa informação inicia-se no canal auditivo. Por isso, ao conceber uma estratégia para um curso online, é importante levar em consideração esse pressuposto, pois caso se apresente ao aluno um recurso que exija muito de apenas um de seus canais, este poderá ser sobrecarregado, prejudicando a aprendizagem, conforme será observado na teoria da carga cognitiva mais adiante.

O segundo pressuposto fala sobre a limitação humana em relação ao processamento de informações, ou seja, quando se apresenta ao aluno uma ilustração ou animação, ele só consegue reter na memória de trabalho algumas imagens a cada momento e não uma cópia exata. O mesmo ocorre quando se apresenta uma narração, ele só consegue reter simultaneamente algumas palavras na memória de trabalho e não a reprodução exata. Isso ocorre porque a memória de trabalho24 é utilizada para reter, temporariamente e de maneira consciente, os conhecimentos adquiridos para conseguir manipulá-los - armazenando-os e recuperando-os quando necessário - tornando possível a integração dos novos conhecimentos com os que já estão armazenados na memória de longo prazo.

O pressuposto da aprendizagem ativa ocorre quando o aluno aplica processos cognitivos ativos - prestar atenção, organizar as informações recebidas e integrá-las com outros conhecimentos - às informações que recebe. O objetivo desses processos é ajudá-lo a conseguir que essas informações façam sentido resultando na construção de uma representação mental coerente, o que permite ver a aprendizagem como um processo de construção de modelos de aprendizagem que é único para cada um.

24 Conforme já exposto no primeiro capítulo, enquanto que Mayer (2009) e Pozo (2002) falam

em limitação da memória de trabalho, Izquierdo (2004) diz que sua função é de selecionar as informações que serão processadas no sistema cognitivo, o que não quer dizer que ela seja limitada.

48 Em outras palavras, as pessoas processam as informações ativamente buscando sentido nas apresentações multimídia. Porém, para que essa aprendizagem, em ambientes online, seja significativa, o aluno ainda precisará proceder a cinco processos cognitivos durante a aprendizagem:

1- Escolha das palavras relevantes no texto ou narrativa

Na seleção das palavras relevantes, o aprendiz deve prestar atenção a algumas das palavras apresentadas na mensagem multimídia:se as palavras forem apresentadas de maneira falada, este processo começa no canal auditivo, mas se forem apresentadas como texto digital ou impresso, o processo iniciará no canal visual, podendo passar para o canal auditivo, caso o aluno articule mentalmente as palavras impressas.

A necessidade de selecionar uma parte da mensagem apresentada decorre da capacidade limitada de cada canal do sistema cognitivo. Se essa capacidade fosse ilimitada, não seria necessário centrarmo-nos apenas numa parte da mensagem verbal (MAYER, 2009, p.221).

O autor ainda reforça que a seleção das palavras não deve ser aleatória. O aluno é quem deverá determinar quais são as palavras mais relevantes do texto, pois, dessa maneira, ele estará agindo de maneira ativa no seu aprendizado.

2- Escolha de imagens relevantes das ilustrações apresentadas

Na seleção das imagens relevantes, o aluno deve prestar atenção a uma parte da animação ou das ilustrações apresentadas na mensagem multimídia. Esse processo começa no canal visual, mas é possível convertê-lo em parte para o canal auditivo caso o aprendiz narre mentalmente a animação em curso.

Assim como na seleção de palavras relevantes, anecessidade de selecionar apenas uma parte do material pictórico apresentado resulta, segundo o autor, do fato de a capacidade de processamento do sistema cognitivo ser limitada. Também nesse caso, o processo de seleção de imagens não deve ser aleatório porque o aluno precisa avaliar quais são as imagens mais relevantes para perceber o sentido da apresentação multimídia.

49 Na organização das palavras selecionadas, além de organizá-las, o aluno deve também estabelecer ligações entre diferentes fragmentos de conhecimentos verbais, por isso, há mais probabilidades de este processo ser realizado no canal auditivo estando sujeito às mesmas limitações de capacidade que afetam o processo de seleção.

4- Organização das imagens selecionadas numa representação pictórica coerente

O processo de organização de imagens é paralelo ao da seleção de palavras e nele o aluno estabelece ligações entre diferentes partes de conhecimentos pictóricos.Tal processo ocorre no canal visual, que possui as mesmas limitações de capacidade para estabelecer todas as ligações possíveis na sua memória de trabalho devendo, por isso, concentrar-se na construção de um conjunto simples de ligações. Tal como acontece no processo de organização das palavras, o processo de organização das imagens também não é aleatório, pelo contrário, reflete o esforço de construir uma estrutura simples que faça sentido ao aluno em uma cadeia de causa e efeito.

5- Integração das representações pictóricas e verbais com os conhecimentos anteriores

Talvez seja essa a fase mais importante da aprendizagem multimídia. Nela há uma mudança de duas representações distintas – um modelo pictórico e um modelo verbal – para uma representação integrada na qual os elementos e relações correspondentes de cada modelo são inscritos no outro. A entrada de informação dessa fase é formada pelos modelos pictórico e verbal que o aluno construiu até o momento e a saída é um modelo integrado, baseado na ligação das duas representações.

Esse modelo integrado inclui ainda as ligações com os conhecimentos já existentes que envolvem a construção de relações entre as partes correspondentes aos modelos pictórico e verbal e também conhecimentos da memória de longo prazo. Desenrola-se na memória de trabalho visual e verbal e implica uma coordenação entre ambas. É um processo extremamente exigente que obriga a utilização eficiente da capacidade cognitiva e, em certa medida, é um resumo da busca de sentido, uma vez que o aluno precisa se concentrar na estrutura

50 subjacente às representações visuais e verbais. Esse processo pode ser facilitado com a utilização dos conhecimentos já existentes na memória de longo prazo do aluno.

Além desses pressupostos que auxiliam na significação das informações recebidas pelos alunos possibilitando a aprendizagem, Mayer (2009) também explica como ocorre o processamento dos elementos comunicacionais25 presentes nos recursos educacionais multimídia pelos canais visual/pictórico e auditivo/verbal: imagens, palavras ditas (narração) e palavras impressas (textos digitais ou impressos).

No caso do processamento de imagens, por um breve período de tempo, o olho do aluno fixa a fotografia ou os frames da animação, o queocorre sem grande esforço. Porém, em seguida, há o início do processamento cognitivo ativo, no qual o aluno já possui algum controle consciente sobre esse processo.

Caso o aluno preste atenção nessas imagens, parte delas ficarão representadas na memória de trabalho, o que corresponde à fase de seleção de imagens. Quando a memória de trabalho fica cheia de pedaços de imagens, o passo seguinte consiste na organização desses pedaços numa estrutura coerente, correspondendo à organização de imagens.

O resultado desse processo de conhecimento é a criação, segundo o autor, de um modelo pictórico ou, em outras palavras, o aluno constrói uma representação visual organizada dos principais componentes do cenário ilustrado ou um conjunto organizado de imagens representativas da sequência de causa e efeito.

Por fim, o processamento cognitivo ativo integra a nova representação a outros conhecimentos. Além disso, se os alunos tiverem produzido também um modelo verbal podem tentar ligá-lo ao modelo pictórico, por exemplo, fazendo a correspondência entre uma frase do texto e uma parte da imagem, dando origem a uma aprendizagem integrada.

No processamento de palavras ditas, quando o computador emite uma narração, os sons são captados pelos ouvidos do aluno e ficam temporariamente

25 Filatro (2008) define imagens como gráficos que podem ser estáticos (ilustrações, fotografias,

modelagem) ou dinâmicos (animações, vídeos, realidade virtual). Define animação e vídeo como uma sequência de imagens que, uma vez exibida, demonstra alterações de uma imagem para outra, porém, o vídeo se diferencia da animação no sentido de trabalhar com imagens reais.

51 retidos na memória sensorial auditiva. Se ele prestar atenção aos sons que lhe chegam aos ouvidos, alguns desses sons serão selecionados para serem incluídos na base de sons de palavras, iniciando o processamento cognitivo ativo.

Essa base de palavras são fragmentos desorganizados, sendo o passo seguinte sua transformação numa estrutura mental coerente. Nesse processo, as palavras deixam de estar representadas com base no seu som, passando a estar representadas com base no seu significado. O resultado pode ser uma corrente de causa e efeito nas diferentes fases do cenário ilustrado. Por fim, o aluno pode utilizar os seus conhecimentos prévios para ajudar a explicar a transição de um passo para outro e pode também ligar as palavras a imagens.

No processamento de palavras impressas, a apresentação de texto impresso em mensagens multimídia constitui um desafio para o sistema de canal duplo em termos de processamento de informação, pois caso um aluno tenha que ler um texto e ver uma ilustração ao mesmo tempo, a informação precisará passar por diversas etapas até receber um significado e ser assimilado.

Primeiramente as palavras serão apresentadas visualmente e começarão a ser processadas através dos olhos. Depois o aluno poderá prestar atenção em algumas palavras recebidas e levá-las à memória de trabalho como parte integrante das imagens. Por fim, quando os recursos verbais são obrigados a entrar pelo canal visual, as palavras têm de fazer um percurso complexo através do sistema e também disputar a atenção com a ilustração que o aluno também está processando pelo canal visual. Caso o aluno pronuncie mentalmente as imagens das palavras impressas, ele pode transportar as palavras para o canal auditivo/verbal que, na sequência, serão processadas como palavras ditas pelo método correspondente, descrito anteriormente.

Essa disputa de atenção que acontece quando um recurso se utiliza do mesmo canal para comunicar duas ou mais informações pode sobrecarregá-lo a ponto de prejudicar o processamento das informações que estão sendo transmitidas ao aluno, comprometendo sua aprendizagem. Outro ponto que precisa ser levado em consideração no desenho dos recursos é o fato de uma mensagem visual poder ser direcionada para o canal auditivo e vice-versa, pois isso pode se tornar mais um tipo de disputa de atenção, agravando ainda mais o processo de aprendizagem.

52 A teoria cognitiva da aprendizagem multimídia pode ser resumida com a ideia de que ela está fundamentada numa arquitetura cognitiva que consiste numa memória de trabalho limitada, com unidades de processamento parcialmente independentes associadas à informação visual/espacial e auditivo/verbal, que interage com uma memória de longo prazo comparativamente ilimitada (PAAS, TUOVINEN ET AL., 2003 apud OLIVEIRA, 2009). Oliveira diz ainda que, para aprender a resolver problemas usando as tecnologias, é necessária uma utilização criteriosa e fundamentada dessas ferramentas e uma cuidadosa preparação dos materiais de instrução que devem, entre outros, respeitar a arquitetura e funcionamento cognitivos para não sobrecarregar a memória de trabalho (carga cognitiva).

3.2- Aprendizagem e a carga cognitiva

A carga cognitiva refere-se à atividade mental na qual a memória de trabalho está sujeita em cada instante, por exemplo, ao ler um texto, ao observar uma imagem ou animação etc. Ela é formada pela carga cognitiva intrínseca, relativa à natureza da informação - dificuldade - e pela carga cognitiva estranha, dependente do modo como a informação é apresentada - materiais instrucionais (OLIVEIRA, 2009).

A carga cognitiva da memória de trabalho pode ser sobrecarregada quando, por exemplo, o aluno é exposto a uma animação com legendas textuais, pois ele precisará, através do canal visual, observar as imagens em movimento e ainda ler as legendas. Essa carga pode ser minimizada se, ao invés de legendas textuais, as cenas forem narradas, pois, dessa maneira, as informações serão processadas por dois canais - auditivo e visual - ao invés de apenas um - visual.

O autor ainda apresenta algumas estratégias que podem ser utilizadas em cursos online para reduzir a carga cognitiva do aluno melhorando sua aprendizagem, por exemplo:

Quando o canal visual está sobrecarregado pode-se deslocar algum processamento para o canal auditivo, pois há uma melhor transferência dos conhecimentos armazenados na memória de longo prazo quando as palavras são apresentadas na forma narrativa do que em texto.

53 Quando os canais visual e auditivo estão sobrecarregados pode-se acrescentar tempo entre pequenos segmentos sucessivos do recurso, pois há melhor transferência dos conhecimentos armazenados na memória de longo prazo quando uma lição é apresentada em segmentos controlados do que em uma unidade contínua. Também é interessante eliminar materiais desnecessários e destacar o que for mais relevante de modo a reduzir o processamento de material estranho melhorando a transferência de conhecimentos entre as memórias de trabalho e de longo prazo.

Quando um ou dois canais estão em sobrecarga pode-se colocar as palavras impressas perto das imagens ou gráficos correspondentes de modo a reduzir a captação visual e evitar a apresentação de torrentes de palavras impressas e faladas, pois há melhor transferência dos conhecimentos armazenados na memória de longo prazo quando palavras impressas estão junto das partes gráficas

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