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Management considerations

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A sala de atividades é, por excelência, o espaço pedagógico da escola, porque é nesta que a educação acontece e é o núcleo central da “ação”, no qual se desenrola o ensino/aprendizagem. A forma como o espaço está organizado condiciona o que as

crianças podem fazer, como também o que aprendem. É no espaço físico e na relação que a criança estabelece com este e com os materiais, que esta vai praticando descobertas e adquirindo conhecimentos. Zabalza (1998) realça a importância de espaços amplos, bem diferenciados entre si, de fácil acesso e com funções facilmente identificáveis pelas crianças, fundamental para a aprendizagem ativa, em que elas precisam de espaço para se movimentar, construir, criar, experimentar, experimentar-se, brincar, jogar e levar a cabo os seus empreendimentos. Logo, a sua organização contribui para o desenvolvimento da autonomia, responsabilização e partilha, sendo que deve ser organizado de acordo com as funções e finalidades educativas.

A sala da Pré III carateriza-se por uma boa luminosidade, visto que, para além das janelas envidraçadas, contém uma série de portas também envidraçadas, que dão para o exterior e que deixa entrar a luz solar, permitindo que as crianças possam observar a natureza e as condições atmosféricas. Esta foi organizada de forma a permitir o acesso fácil aos materiais, estimular a criança no processo de desenvolvimento, permitir a fácil circulação das crianças e possibilitar a supervisão do adulto e o acesso às diferentes áreas, sem interromper o trabalho das crianças, possibilitando no mesmo espaço de tempo atividades diversificadas e um trabalho conjunto em todas as áreas simultaneamente.

Por conseguinte, a sala está organizada por diversas áreas. Para facilitar a utilização das áreas foram criados símbolos para as mesmas, com instruções claras acerca do número de crianças que podem estar na mesma área em simultâneo e um cartão de identificação para cada criança utilizar durante a sua permanência na área. Assim é possível uma utilização regrada das mesmas em termos de quantidade de crianças a utilizar a área e a condição para mudar.

A Área do Tapete, composta por um tapete colorido, é onde se realiza a concentração do grande grupo, dialoga-se, partilham-se saberes, planifica-se, negocia- se, toma-se decisões, ouve-se, reconta-se e inventa-se histórias, explora-se canções, entre outras. Nesta área constam dois placares onde estão afixados o quadro das presenças e o quadro dos comportamentos, bem como um cenário alusivo à data comemorativa. Existe ainda várias caixas, onde estão arrumados os jogos que são usados no tapete – Jogos de Construção. Aqui a criança tem a oportunidade de construir e explorar os mais variados materiais, sendo que o jogo nas suas diversas formas desempenha a importante função de estimular o crescimento e desenvolver a própria

capacidade de iniciativa face a pessoas e objetos. O jogo deve provocar prazer e ser divertido, lúdico e um ato social, um tipo de diálogo que a criança inicia com os outros.

Na Área da Biblioteca existe uma estante, onde estão expostos os livros de histórias, uma mesa com cadeiras, para que as crianças possam manusear os livros confortavelmente, tendo como intuito proporcionar às crianças momentos de observação e de contacto com a escrita e o progressivo interesse pela leitura e pela escrita.

A Área da Casinha é composta por duas partes: a cozinha e o quarto de dormir. Como tal, é um espaço privilegiado para o jogo simbólico, objetivando a oportunidade de as crianças entenderem o mundo dos adultos, promovendo igualmente o desenvolvimento da imaginação, da autonomia, da socialização, da cooperação e do respeito pelo outro.

Para a Área de Expressão Plástica, cada criança contém no seu cacifo pessoal, o seu material tais como: canetas de feltro, lápis de cor, lápis de cera, lápis de pau, etc. Num armário, estão guardadas as folhas de desenho e num outro estão guardadas tintas, colas, pincéis, barro, giz e material de desperdício. Todos estes materiais proporcionam à criança a liberdade de criar múltiplas expressões plásticas, assumindo-se como um espaço que leva a criança a sentir-se livre para criar, ser aceite pelo que faz e pelo que é capaz de fazer. Portanto, valoriza-se ao máximo a capacidade de escolha e de autonomia da criança e especialmente o seu poder criador.

A Área dos Jogos de Mesa é constituída por uma estante com prateleiras abertas, onde existem vários tipos de jogos, que devem ser utilizados nas mesas da sala. As crianças, através do jogo, para além do simples prazer de brincar, têm a oportunidade de desenvolver as suas capacidades, poder imitar o adulto, afirmar a sua identidade, exprimir sentimentos, desenvolver a imaginação e criar/recriar o mundo à sua volta. O jogo tem a vantagem de permitir o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, estabelecendo relações de comparação, de quantidade e de qualidade. Logo, a brincar com os objetos as crianças constroem e organizam o seu pensamento.

A Área da Garagem é o lugar destinado aos carrinhos e é constituído por carros e por uma pista. Esta área permite estimular a aprendizagem da noção de tamanho, superfície, forma, peso, volume, quantidade e equilíbrio e noções de geometria e de física (Hohmann & Weikart, 2009). Aqui as crianças poderão desenvolver atividades de construção e exploração, mas também atividades de imitação e jogo dramático.

É de salientar que o espaço não se circunscreve apenas à sala de atividades, mas entende-se ao espaço exterior, onde as crianças têm a oportunidade de brincar ao ar livre

e utilizar o escorrega, bem como transcende estes espaços, tornando-se todo o espaço escolar e extraescolar (espaço envolvente e comunidade) como espaço educativo, pelo que a sala de atividades transforma-se no local onde se organiza e regista o saber.

De uma forma geral, parece-me que esta sala está propícia ao desenvolvimento adequado e harmonioso das crianças, na medida em que está bem organizada e é muito rica a nível de materiais didáticos (Figura 46).

Visando a funcionalidade e a harmonização do dia-a-dia das crianças, também o tempo foi organizado de forma a facilitar a criação de hábitos, e embora os momentos se repitam com certa periodicidade, este correspondente às diferentes atividades e é distribuído de forma flexível e estrutura, para fazer sentido às crianças, respeitando os seus ritmos. As atividades também mantêm o mesmo caráter, de forma a não se tornarem obrigações rígidas e a permitir atender às necessidades e interesses das crianças, alternando as mais calmas com as mais agitadas (Quadro 9).

Figura 46. Planta da sala da Pré III.

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Quadro 9. Rotina diária da Sala da Pré III.

A rotina diária tem uma função muito importante no desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e pessoais da criança, uma vez que, “a sua estabilidade e consistência promovem uma previsibilidade, que predispõe a criança para novas aprendizagens e além disto proporciona muitas oportunidades para seguir e expandir os seus próprios interesses” (Hohmann & Weikart, 2009, p. 227). A rotina diária proporciona às crianças momentos privilegiados para as relações afetivas e a interação social, o conhecimento de si mesma e dos outros. Engloba diversos ritmos e tipos de trabalho, em diversas situações – trabalho individual, a pares, em pequeno e grande grupo, apoiado ou não pelo adulto.

Durante o dia, o tempo era reservado para atividades mais orientadas e atividades de escolha livre. Por conseguinte, a participação democrática na sala de atividades é um meio fundamental de formação pessoal e social, permitindo a construção da autonomia coletiva, que assenta numa organização social participada, cujas regras, elaboradas e negociadas entre todos, são compreendidas, cumpridas e aceites pelo grupo de crianças. Estas são vivências de valores democráticos, tais como a participação, a justiça, a responsabilização e a cooperação.

Portanto, a participação no processo educativo “através de oportunidades de cooperação, decisão em comum de regras coletivas indispensáveis à vida social e

distribuição de tarefas necessárias à vida colectivas constituem outras experiências de vida democrática proporcionadas pelo grupo.” (Ministério da Educação, 2007, p. 36).

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