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BEVISFRÅGAN OCH BEHORIGHETSKONTROLL
Face à construção desta imagem mental, para se promover uma melhor integração deste bairro na sua envolvente, a população da cidade prioriza a necessidade de reforço do policiamento e do combate ao tráfico de droga, de modo a tornar o bairro mais seguro e convidativo. Para a maioria dos inquiridos é possível agir no sentido de reverter a imagem negativa deste bairro sem o demolir, por exemplo, retirando dele os seus habitantes mais conflituosos e causadores de mais problemas. Todavia, existem também diversos moradores na cidade de Braga que partilham a convicção de que a melhor solução para os bairros sociais, nomeadamente para o Bairro das Andorinhas, seria promover a sua demolição e construir um novo noutro local ou dispersar os moradores pela cidade.
Parte da conotação negativa que caracteriza este bairro deve-se ao desconhecimento das suas reais dinâmicas por parte de quem lá não habita, por não terem o hábito de o frequentar. Assim, o principal motivo pelo qual os habitantes de Braga não frequentam o Bairro das Andorinhas é o facto de não existir nele nada de atrativo que desperte o interesse pelo bairro. Neste sentido, é importante que sejam desenvolvidas iniciativas que tornem o bairro mais atrativo e que cative a população a visitá-lo e, deste modo, permita esclarecer preconceitos que tenham sobre o local e criar uma imagem que corresponda à realidade. Foi ainda referido que a construção de equipamentos (destinados por exemplo a atividades culturais) e a instalação de serviços no bairro
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faria com que as pessoas se deslocassem até lá e, deste modo, facilitaria a integração do bairro na cidade.
Um projeto de intervenção urbana com esta finalidade deve ter como objetivo criar valor no espaço, isto é, criar elementos de vitalidade que tornem o bairro atrativo para investidores, habitantes e visitantes (Araújo, 2009, cit. Ribeiro, 2015, p. 34). As soluções culturais/sociais mais frequentes são, segundo Ribeiro (2015, p. 60), a instalação de lojas, o recurso à arte urbana, intervenções urbanísticas e a criação de associações culturais e associações de moradores. No entanto, a solução a adotar deve ser adequada a cada local, aproveitando as capacidades dos seus moradores e de forma a responder às suas características específicas e necessidades concretas.
“Criar espaços que chamem a população para lá. Um espaço para atividades culturais, por exemplo. Criar uma publicidade positiva do bairro que mostre o que ele tem de bom.”
(Morador de São José de São Lázaro, género feminino, desempregada)
“Desenvolver atividades entre os moradores do bairro e de outros locais da cidade.”
(Morador de Ferreiros, género feminino, empregada)
“Facultar aos bracarenses informação adequada que permita mudar a conceção negativa que lhe está associada.”
(Morador de São Vicente, género feminino, empregada)
É sabido que o aspeto físico de um bairro condiciona a imagem que sobre ele se cria por parte da restante população urbana. Em muitos casos, o modelo urbanístico e arquitetónico e a construção de fraca qualidade identificam os bairros sociais como “bairros de pobres”, separados da cidade.
"As propostas arquitetónicas dos bairros sociais revelaram-se um insucesso nomeadamente a nível social. Os fenómenos de exclusão social aumentaram e há uma grande dificuldade em assimilar estas populações no tecido urbano e no mercado de trabalho" (Ferreira, 2014, p. 98).
Em muitos casos, a falta de interesse das entidades responsáveis pela sua gestão conduziu-os à degradação e à deterioração das condições de vida dos residentes. Deste modo, os habitantes da
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cidade de Braga consideram que a reabilitação do bairro das Andorinhas e, consequentemente a melhoria das suas condições de habitabilidade, assim como a melhoria da gestão do seu espaço público, sobretudo da limpeza das ruas e dos espaços verdes, são medidas que importa implementar para melhorar a integração deste local na cidade. Foi também destacado a necessidade de atuar nos acessos ao bairro, no sentido de eliminar o seu ‘isolamento’ físico face ao resto da cidade, facilitando a sua interação com a restante malha urbana. Neste âmbito, foi ainda referida como medida para mudar a imagem do bairro, a melhoria da rede de transportes públicos que o serve.
“Devido à fragilidade socioeconómica dos seus residentes, sujeitos a alguma discriminação e estigma, a sua imagem não é positiva. Particularmente falando, nunca tive quaisquer problemas, mas reconheço que deveria requalificar-se os edifícios de maneira a reduzir o impacto visual que
cria e retirar às pessoas a condição de moradores de um gueto.”
(Morador de São Vicente, género masculino, empregado)
“Abri-lo em termos urbanísticos, dado que parece um bairro fechado sobre si o que acaba por isolar também fisicamente o resto da cidade.”
(Morador de São José de São Lázaro, género feminino, desempregada)
Muitas vezes, uma consequência de ser morador de um bairro social é a dificuldade de integração na sociedade, seja pelos motivos pelos quais o indivíduo teve que recorrer à habitação social (desemprego, doença, baixos recursos financeiros para pagar uma renda no mercado) ou pelo simples facto de viver num bairro social. A capacidade de promover a inclusão social destes moradores é importante para a própria integração destes bairros na cidade, uma vez que a convivência entre os moradores e não moradores do bairro facilita que os segundos conheçam a verdadeira realidade deste local e melhorem a sua perceção sobre ele. Os indivíduos criam a imagem de um lugar, com base na perceção que têm sobre ele (muitas vezes, construída com base em relatos de outras pessoas e no processo de generalização – conhecemos uma pessoa que reside nesse lugar e, a partir dela, classificamos todas as outras). No entanto, é necessário conhecer a essência para não se ficar preso à aparência. Assim, para se conhecer efetivamente um lugar é necessário conhecer as pessoas que aí residem, os seus comportamentos, práticas e atitudes, a forma como se organizam o espaço, as relações entre vizinhos e entre estes e os que vivem fora do bairro (Pereira, Correia e Oliveira, 2010). E por isso os habitantes da cidade de
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Braga consideram importante apoiar os moradores do bairro a integrar-se na sociedade, ajudando- os a melhorar a sua instrução, na procura de emprego, garantindo-lhes que tenham acesso às mesmas oportunidades na sociedade, e por essa via reforçando a sua interação com os restantes moradores da cidade.
“Primeiro tinha uma ideia negativa por causa dos falatórios das pessoas. Mas agora tenho uma ideia positiva porque conheço pessoas de lá.”
(Morador de Lamaçães, género masculino, empregado)
“Deve procurar-se integrar mais as pessoas do bairro, em termos profissionais.”
(Morador de Real, género feminino, estudante)
5.3. A integração do Bairro das Andorinhas na cidade, na perspetiva dos