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Best egnede rekrutteringsmetoder

5. DISKUSJON

5.2 R EKRUTTERINGSMETODER

5.2.2 Best egnede rekrutteringsmetoder

A atividade de mineração para a extração de areia, cascalho, argila, saibro e solo, salvo raras exceções, é responsável pela maioria das áreas degradadas. Essas jazidas localizam-se principalmente no entorno das áreas urbanas (acompanhando a expansão dessas), aleatoriamente na zona rural e no entorno de grandes obras de engenharia.

Os impactos decorrentes de tais atividades podem ser variados e atingir diferentes componentes do meio ambiente, sendo geralmente apresentados segundo a classe de componente do meio afetado.

Especialmente dedicado à mineração, o trabalho de Willians et al. (1990), citados por Bitar (1997), divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, admite um conceito relacionado aos aspectos biológicos, edafológicos e hídricos afetados pela atividade extrativa, considerando que a degradação de uma área ocorre quando a vegetação nativa e a fauna forem destruídas, removidas ou expulsas; a camada fértil do solo for perdida, removida ou enterrada; e a qualidade e regime de vazão do sistema hídrico forem alterados.

Particularmente nas últimas décadas, em decorrência das relações continuadas que se estabeleceram entre a mineração e a dinâmica de crescimento das metrópoles, emergiram conflitos de uso do solo e impactos ambientais, ressaltados pelo fato de que poucas empresas praticam suas atividades de modo a evitá-los.

As principais alterações ambientais causadas pela mineração, particularmente aquelas associadas aos locais em que o empreendimento se encontra instalado, têm sido identificadas por Teixeira (1992), podendo ser resumidas em: supressão de áreas de vegetação, alteração da rede de drenagem, mudanças nas superfícies topográficas, geração de resíduos sólidos, geração de efluentes líquidos, geração de poeira, geração de ruído, interceptação do lençol freático com rebaixamento ou elevação do nível de base local, intensificação da erosão, escorregamento de encostas e taludes, alteração das características do solo, aumento da emissão de gases e partículas em suspensão no ar, alteração da dinâmica fluvial, propagações de vibrações no solo, e modificação das formas de uso do solo.

Segundo Dias (2001), na avaliação dos impactos ambientais da mineração, é comum dividi-los de acordo com o meio afetado, ou seja, físico, biótico e antrópico. No entanto, grande parte dos efeitos da mineração atinge, primeiramente, o meio físico, sendo os impactos no meio biótico e antrópico muitas vezes decorrentes do primeiro.

Corrêa e Leite (1998), considerando estudo feito no Parque Nacional de Brasília, mostram a investigação comparativamente entre o caminho da regeneração em áreas desmatadas e em áreas mineradas a qual permite determinar os diferentes graus de capacidade de regeneração natural e quais as interferências humanas necessárias.

Uma das três áreas escolhidas para tal estudo foi uma área escavada cerca de 1,5 m para a retirada de aterro, apresentando vegetação esparsa. As demais áreas escolhidas caracterizavam-se por desmatamento e possuíam a fisionomia da vegetação visualmente diferente uma da outra. Uma das áreas que foi apenas desmatada apresentava um estrato herbáceo denso, a outra era formada por arbustos e havia alguns pequenos espécimes formando um estrato inferior.

Com relação à infiltração de água, quanto mais profunda a escavação menor essa infiltração, pelo fato dos solos mais profundos serem mais compactados. O autor concluiu que em alguns casos pode existir um aumento de infiltração em relação às áreas de vegetação nativa devido à presença de camadas de solos depositadas no local proveniente de erosões.

A umidade em áreas vegetadas, de acordo com o autor, apresenta valores similares e mais altos do que em áreas escavadas. Mesmo com disponibilidade de água, o material exposto nesses locais não a armazena, provavelmente pela falta de matéria orgânica

para estruturá-lo, uma vez que a estrutura é determinante na capacidade de um solo armazenar água.

Quanto aos valores médios de densidade global encontrados para as três áreas, notou-se que a média encontrada para a área escavada é de aproximadamente 25% superior às outras duas. O aumento da densidade global afeta a disponibilidade de água, o que explica o comportamento de menor capacidade de retenção de água, ou seja, menores teores de água armazenada, nos locais onde acontecem escavações que implicam no mau desempenho da revegetação.

Devido à escavação, a concentração de matéria orgânica é menor em relação às áreas vegetadas ou apenas desmatadas, isso em função da pobreza de vegetação existente, e conseqüentemente a não produção de matéria orgânica.

Corrêa (1998b) alega que um dos principais problemas em áreas que foram mineradas e abandonadas é a erosão. O carreamento da parte superficial de seus substratos pode sedimentar corpos d’água. As voçorocas, freqüentemente presentes, destroem obras civis e parte dos ecossistemas em que estão inseridas. Lixões e invasões para fins residenciais também são comuns nesses locais.

3.2.2 CONSIDERAÇÕES

O uso de geoindicadores para avaliação da degradação do solo é recomendado porque eles identificam uma série mínima de parâmetros que descrevem em curto prazo a dinâmica ambiental, e representam todos os parâmetros dos quais os processos dependem (BERGER, 1997).

Como se pôde perceber, a literatura técnica indica certo consenso acerca dos componentes do meio físico afetados pela operação de áreas de empréstimo, sem indicar os mecanismos de levantamento de tais condições no empreendimento. Para sanar essa deficiência é importante o uso da técnica de geoindicadores como mecanismo de análise.

Para que os estudos de degradação possam resultar em algo útil, não só para a avaliação das condições atuais como para propostas futuras de aproveitamento das áreas, eles devem ser realizados de forma rápida e tecnicamente confiável.

Bitar et al. (1993) relacionaram alguns indicadores e parâmetros geológico-geotécnicos freqüentes na avaliação de áreas degradadas por mineração e outras atividades no meio urbano.

No contexto geológico, segundo os autores, os mecanismos de degradação do solo coincidem com alterações na dinâmica dos processos do meio físico e, assim, um indicador deve fornecer, por meio de um ou mais parâmetros, um indicativo da magnitude da degradação atingida pelo processo.

Após o encerramento da atividade de exploração de uma área degradada pela mineração deve-se desenvolver um projeto de reabilitação da área. Para regiões urbanas as propostas são as mais variadas: disposição de resíduos, indústria, lazer, loteamento, sistema viário, educação, hotelaria dentre outros (BITAR, 1997).