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Beslutningsstøtte for operatørene i samhandling

Neste capítulo pretende-se abordar os principais factores relacionados com o Turismo em Portugal e que são importantes para a elaboração do modelo proposto neste projecto. São analisadas as perspectivas da oferta e da procura, através dos produtos turísticos nacionais (oferta) e das férias dos Portugueses (procura).

É importante analisarmos as estatísticas que caracterizam o mercado, pois estas poderão servir de base de segmentação para a procura do produto turístico, na elaboração do plano de marketing. Os motivos para ir ou não de férias, o período de tempo dedicado, local, alojamento e a utilização do serviço oferecido pelas agências de viagens são factores que nos podem ajudar a compreender os hábitos e as motivações dos turistas nacionais. Esta análise está baseada nos valores fornecidos por dois estudos realizados pela Direcção-Geral do Turismo sobre as férias dos Portugueses (DGT, 2002) e sobre o Turismo em Portugal em 2000 (DGT, 2001a).

Gozo de Férias

Durante o ano de 2001, o gozo de férias dos Portugueses a residir no Continente e maiores de 15 anos, atingiu cerca de 70%. Este valor é ligeiramente inferior ao que se tinha obtido tanto em 1999 como em 2000, ambos com 71%. Relativamente às férias gozadas fora da residência habitual, o índice de gozo de férias atingiu os 51% da população anteriormente definida, sendo no entanto inferior ao que se tinha alcançado em 2000 (53%). Observa-se que o grande incremento registado relativamente às férias gozadas pelos Portugueses se deu a partir de 1996, apresentando alguma estabilidade nos três últimos anos (1999, 2000 e 2001).

80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001

■ % da população que gozou férias

■ % da população que gozou férias fora da residência habitual

Figura 1 - índice de gozo de férias (Fonte: DGT, 2002)

Em valores absolutos, mais de 5,4 milhões de portugueses gozaram férias e 3,9 milhões tiveram-nas fora da residência habitual, durante o ano de 2001. As razões mais frequentes que levaram os portugueses a não terem gozado férias em 2001 continuam a ser económicas. Contudo as referências a este motivo são inferiores às que se observaram em 2000. Pelo contrário, as referências a motivos profissionais para o não gozo de férias aumentaram significativamente, bem como às situações de reforma e da idade, acompanhadas pelo desemprego (DGT, 2002).

Local de Férias

Tem-se vindo a notar ao longo dos últimos anos, um crescimento no número de pessoas que preferem gozar férias num país estrangeiro, apesar da ligeira quebra verificada no ano de 2001 (Tabela 8):

Tabela 8- Férias dos Portugueses no Estrangeiro (Fonte: DGT, 2002)

1998 1999 2000 2001

Valores Absolutos (Milhares) 528 823 1056 894 % relativa ao total de portugueses que gozaram férias fora 16,5 21,9 26,0 23,0 da residência habitual

Cerca de V* da população portuguesa que gozou férias fora da residência habitual, prefere a Europa, nomeadamente a Espanha (quase 60%) e a França. Fora da Europa, salienta-se a preferência por destinos tropicais como o Brasil.

Internamente e ainda com base na população portuguesa maior de 15 anos residente no continente, os principais destinos escolhidos para férias passadas fora da residência habitual foram (Tabela 9):

Tabela 9 - Locais de férias dos Portugueses (Fonte: DGT, 2002) ÁREAS PROMOCIONAIS 19992000 2001 % % % Porto 9,5 7,7 9.7 Douro 0,6 0,4 0,1 Minho 10,9 8,0 13,3 Trás-os-Montes 3,5 3,8 3,9 PORTO E NORTE DE PORTUGAL 24,5 19,9 27,0

BEIRAS 17,3 15,5 14,0

Lisboa 4,7 3,7 4,6

Costa do Estoril e Sintra 3,4 2,8 2,6

Leiria/Fátima 7,5 5,2 5,1

Oeste 4,4 4,0 4,2

Vale do Tejo 2,7 2,3 3,8

Costa Azul 9,6 6,6 5,1

USBOAE VALE DO TEJO 32,3 24,6 25,4

ALENTEJO 8,1 7,4 7,2

ALGARVE 27,6 31,8 26,7

MADEIRA 0,8 1,3 1,1

AÇORES 1,2 0,8 0,5

A soma dos valores de indivíduos que tiveram férias em diferentes destinos é superior ao total, pelo que é possível haver férias gozadas pela mesma pessoa em mais do que um destino. O Algarve continua a ser o destino de férias por excelência dos Portugueses, apesar de ter perdido alguma importância em 2001, principalmente para a região do Porto e Norte de Portugal.

Períodos de Férias

Setembro. De realçar que durante o mês de Dezembro também se verifica um elevado índice de gozo de férias, semelhante ao do mês de Junho (Tabela 10).

Tabela 10 - Meses de gozo de férias (Fonte: DGT, 2002) Meses 1999 2000 2001 Janeiro 0.5 0.2 0.8 Fevereiro 1.4 1.4 0.8 Março 1.4 1.8 1.5 Abril 2.7 4.5 2.8 Maio 1.6 1.5 3.0 Junho 7.4 4.8 5.9 Julho 27.9 25.6 26.3 Agosto 63.4 67.6 60.6 Setembro 18.7 16.2 17.7 Outubro 5.4 3.3 3.0 Novembro 1.5 2.0 2.8 Dezembro 7.4 7.2 4.5

Relativamente ao fraccionamento das férias pelos portugueses que gozaram férias fora da residência habitual, regista-se uma tendência para gozá-las todas de uma só vez (Tabela 11):

Tabela 11 - N° de Períodos de Gozo de Férias (Fonte: DGT, 2002)

1999 2000 2001

1 Só Período 68% 69% 75%

2 Períodos 27% 27% 23%

3 ou + Períodos 5% 5% 2%

De salientar que apesar da percentagem de ter subido em 2001, este valor foi sistematicamente superior durante toda a década de 90 (DGT, 2000b), o que pode

significar que há uma ligeira tendência para ir diminuindo com o desenvolvimento económico do país.

Meio de Transporte Utilizado

Nas suas deslocações para os locais de férias, os portugueses usam preferencialmente a viatura própria, seguindo-se a viatura de familiares ou amigos, o avião e o autocarro (DGT, 2001a). Com o desenvolvimento de toda a rede de infra-estruturas viárias, há uma tendência para esta ordem de preferências se manter, devido às distâncias físicas serem relativamente cada vez mais curtas e à comodidade de se utilizar viatura própria.

Alojamento Utilizado

O alojamento mais utilizado em férias pelos portugueses é a casa de familiares ou amigos, quando as férias são gozadas fora da residência habitual (Tabela 12).

Tabela 12 - Alojamento Utilizado em Férias (Fonte: DGT, 2002)

Tipos de Alojamento 1998 1999 2000 2001

Casa de Familiares ou Amigos Hotelaria

Casa Alugada Particularmente Campismo

Segunda Residência

Casa Alugada a Empresas do Turismo

% % % % 44 39 33 33 18 26 27 28 11 16 13 13 9 13 12 13 12 12 12 11 7 6 10 10

A Hotelaria tem vindo a crescer gradualmente, sendo o segundo tipo de alojamento mais utilizado. Os outros tipos de alojamento utilizados são a casa alugada fora de empreendimentos turísticos, o campismo, a segunda residência e as casas alugadas

Utilização das Agências de Viagens

Para a preparação das suas férias, os Portugueses recorrem cada vez com mais frequência aos serviços das Agências de Viagens. Nos anos 2000 e 2001, 18% dos Portugueses que gozaram férias fora da sua residência habitual recorreram a este tipo de serviços, tendo-se verificado um aumento em relação aos anos anteriores, já que em 1999 foram 16% e em 1998 apenas 12% (DGT, 2002).

Os serviços mais requeridos às Agências de Viagens são: a preparação completa da viagem, a reserva de alojamento e transportes e informações gerais (DGT, 2001a), sendo que as principais vantagens apontadas para a utilização deste tipo de serviços são: a comodidade, a poupança de tempo e os preços mais favoráveis (DGT, 2000a).

Fins-de-Semana e Pontes

Tem vindo a verificar-se um aumento da tendência para gozar fins-de-semana fora da residência habitual, situando-se este valor em cerca de 33% desde 1999, quando era de apenas 12% em 1996. O conceito de ponte refere-se ao aproveitamento de um feriado durante a semana para prolongar o período de férias desde ou até ao próximo fim-de-semana. O aproveitamento das chamadas "pontes", também tem denotado uma tendência para aumentar, resultado do desenvolvimento do nível de vida da população portuguesa.

Estas tendências permitem perspectivar oportunidades de negócio através da oferta de programas curtos (2 a 3 dias), que incluam alojamento e algum tipo de actividades recreativas e culturais.