11 Kartlegging av kritiske samfunns
11.6 Kriseledelse
11.6.1 Beskrivelse av samfunnsfunksjonen 149
Um grupo de comentários compreende os que se referem especificamente aos textos de apoio à visita disponibilizados pelo Museu. Vários comentários referem que devem ser mais informativos e/ou explicativos, fornecendo mais dados de contextualização.
It’s a great museum. I would love even more information to put the objects on display in context with the history of the city. Sometimes getting my head around the way in which Portuguese history and Coimbra fits together is difficult. Also coming from a non-Catholic country knowing the context of the objects is a challenge.(…) .
[#10495, mar-2015, homem, 41 anos, neozelandês, engenheiro de som, visitante assíduo de museus]
Plus de contextualisation historique/politique portugaise et européenne (…)
[#25104, ago-2015, homem, 28 anos, francês, urbanista, visitante assíduo de museus]
Na minha visita ao museu gostaria que houvesse informação mais detalhada sobre cada peça de arte.
[#31617, out-2015, mulher, 21 anos, portuguesa, estudante, visitante ocasional de museus]
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Gostava que houvesse mais informações, nomeadamente quanto à pessoa que deu nome ao museu
[#7785, mar-2015, mulher, 19 anos, portuguesa, estudante, visitante assíduo de museus]
O Criptopórtico é muitas vezes referido como tema sobre o qual os públicos gostariam de ter mais informação, e mais detalhada, eventualmente em suportes multimédia.
What is a cryptoportico?
[#26966, set-2015, homem, 28 anos, norte-americano, estudante, visitante assíduo de museus]
Uma das coisas mais interessantes que visitei no Museu foi o Criptopórtico. Fiquei sem perceber bem o contexto em que esta construção foi feita, a sua intenção, se foi usada sempre para o mesmo efeito. Acho que poderiam melhorar a experiência através de mais informação multimédia, em que nos permitisse visualizar a utilização do espaço, no contexto da época
[#6114, fev-2015, mulher, 36 anos, portuguesa, consultora de IT, visitante assíduo de museus]
some more dates about how old the crypt, and the artefacts found in the crypt are. Also maybe you could mention a bit more about the roman architecture in the crypts.
[#26599, set-2015, homem, 25 anos, australiano, controlador ferroviário, visitante frequente de museus]
Alguns comentários referem-se especificamente ao tipo de linguagem usada nos textos de apoio à visita. Sugere-se que a linguagem utilizada seja clara e acessível a todos os públicos mantendo, ainda assim, o necessário rigor técnico e científico, e aponta-se o criptopórtico como espaço onde este aspeto mais se evidencia.
Os textos explicativos da exposição são por vezes complexos e de difícil compreensão. Certas descrições poderiam ser acompanhadas com imagens e ou desenhos. Em algumas exposições poder-se-ia adicionar um caracter mais multimédia e interactivo.
[#12327, abr-2015, homem, 33 anos, português, arquiteto, visitante frequente de museus]
As sinalizações explicativas poderiam ser mais específicas, pois há pessoas que não são especialistas em arte como eu. (…) [#1630, dez-2014, mulher, 27 anos, brasileira, advogada, visitante ocasional de museus]
Nas legendas do Criptopórtico a linguagem é rigorosa e para atender a uma população de menor cultura ou formação geral poderia se mais simples, traduzível ao senso comum. (…) [#3464, jan-2015, mulher, 53 anos, brasileira, professora universitária, visitante assíduo de museus]
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Excellent layout and exhibitions. Museum was well-organized and had lots of staff to assist in the navigating the different exhibits. The crypt had less information than the rest of the museum. Some more information on this would be appreciated and improve the overall experience of the museum.
[#4044, jan-2015, mulher, 28 anos, canadiano, engenheiro, visitante frequente de museus]
Um conjunto mais vasto de comentários refere-se à necessidade de serem gratuitamente fornecidos ao visitante mais textos de apoio quer com informação contextual sobre as peças expostas (folheto) quer como apoio à movimentação e localização dentro do museu (mapas).
Un superbe musée, un meilleur dépliant de visite serait plus adapte.
[#23783, ago-2015, homem, 39 anos, francês, estudante, visitante assíduo de museus]
(…) Os flyers podem melhorar e especialmente indicar-se a orientação (pelo menos em relação à entrada) nos seus desenhos
[#9880, mar-2015, homem, 43 anos, português, fotógrafo, visitante frequente de museus]
- to provide visitors with a leaflet, to be able to orient him/herself in such huge building, among the exhibitions, sometimes it is confusing (…)
[#31133, out-2015, mulher, 29 anos, checa, empregada, visitante ocasional de museus]
Sugeria apenas que houvesse mais informação escrita disponível gratuitamente sobre alguns assuntos que o visitante quisesse aprofundar. Aconteceu comigo com alguns temas que me eram desconhecidos e que me despertaram a atenção mas sobre os quais fiquei a saber muito pouco. De resto achei a visita excelente.
[#10620, mar-2015, homem, 56 anos, português, professor universitário, visitante assíduo de museus]
Alguns comentários referem-se ainda à necessidade de as legendas fornecerem mais detalhes das obras expostas.
[Museu] agradável e diversificado. Sugerimos a descrição mais detalhada de algumas peças, para melhor compreensão da sua composição, e uma informação mais descritiva e contextualizada do criptopórtico
[#12951, abr-2015, mulher, 23 anos, portuguesa, estudante de psicologia, visitante assíduo de museus]
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Plus d’explication sur l’utilité de chacun des objets. Ils sont replacés dans une période grâce aux panneaux mais on ne comprend pas toujours quelle est leur utilité.
[#13100, abr-2015, mulher, 24 anos, francesa, educadora especialista em trabalho social, visitante assíduo de museus]
Penso que deveriam ser fornecidas informações adicionais referentes a determinadas peças nomeadamente os materiais de que são feitas as peças de ourivesaria.
[#2225, dez-2014, mulher, 22 anos, portuguesa, designer gráfica, visitante ocasional de museus]
More information could be given for specific artifacts. Sometimes the numbers on the information panels got all mixed up and therefore it was hard to see which information belonged to which artifact. (…)
[#24636, ago-2015, mulher, 19 anos, holandesa, estudante, visitante assíduo de museus]
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(…) 3. Descodifiquen mejor algunas de las piezas expuestas, para evitar dudas sobre sus origen y uso. 4. introduzcan pequeñas narrativas sobre su uso, su tiempo... los valores de entonces... con el objetivo de humanizar el espacio y las colecciones, pues el museo es demasiado frio en este aspecto.
[#3878, jan-2015, mulher, 42 anos, espanhola, investigadora e professora, visitante assíduo de museus]
Algumas opiniões referem a necessidade de as legendas incluírem
informação concreta sobre a dimensão das peças e os materiais de que são compostas.
Très beau musée. Des indications sur les matériaux de certains objets pourraient être utiles (mature des pierres, essence de bois, métal utilise, ...
[#21882, ago-2015, homem, 43 anos, francês, auditor interno, visitante assíduo de museus]
Aconselhava que na secção de ourivesaria estivesse referenciado os metais utilizados
[#24686, ago-2015, homem, 42 anos, português, gestor de projetos, visitante ocasional de museus]
Inserir as dimensões de cada obra (…)
[#27920, set-2015, homem, 20 anos, brasileiro, estudante, visitante assíduo de museus]
Outros comentários debruçam-se especificamente sobre a articulação entre as legendas e as respetivas peças.
Um dos melhores museus que já visitei em toda minha vida, amplo, confortável e com obras bem conservadas. Porém a sinalização das peças deveria ser melhor, com uma indicação na própria peça ou uma indicação mais intuitiva. (…)
[#1797, dez-2014, mulher, 22 anos, brasileira, estudante de farmácia, visitante frequente de museus]
Penso que as indicações das peças expostas deveriam ter o número que liga às indicações nas paredes para melhor relacionamento dos textos com as peças. A indicação do material das peças ajudaria a valorizar a qualidade da peça. [#11251, abr-2015, homem, 55 anos, português, arquitecto, visitante assíduo de museus]
Na zona referente à Escultura há uma simples falha na correspondência entre as peças e as legendas. As peças não estão numeradas.
[#13262, abr-2015, mulher, 20 anos, portuguesa, estudante, visitante assíduo de museus]
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Algumas “estátuas” não estão identificadas, dificultando a leitura e identificação das legendas.
[#22421, ago-2015, homem, 24 anos, português, estudante, visitante frequente de museus]
Estão também presentes opiniões sobre a necessidade de algumas legendas contemplarem transcrições e transliterações dos textos (em latim) contidos nas peças expostas.
(…) Informação incompleta no inventário e descrição das peças (transcrição/tradução da epigrafia romana; o material do que é feito)
[#3671, jan-2015, homem, 19 anos, português, estudante, visitante frequente de museus]
as peças em latim poderiam ter transcrições e transliterações (…) [#13475, mai-2015, homem, 19 anos, português, estudante, visitante assíduo de museus]
4.17. ILUMINAÇÃO
Um outro grupo de opiniões refere-se à iluminação do espaço expositivo e das obras em particular. Vários são aqueles que se mostram surpreendidos pelas soluções de iluminação encontradas ao longo do percurso expositivo.
O elemento que me impressionou mais foi a qualidade da iluminação, que é par a aquela do Museu de Arte Oriental de Turim (Itália), que eu considero o museu com a melhor iluminação que nunca vi.
[#19725, jul-2015, homem, 32 anos, italiano, investigador em física de partículas, visitante assíduo de museus]
Gostei bastante do museu, principalmente no que diz respeito à arquitetura e à iluminação do museu. No entanto, existem aspetos a melhorar como é o caso do chão. Em relação ao atendimento é de referir que são pessoas disponíveis e simpáticas. Obrigada e continuem a executar um bom trabalho. [#24511, ago-2015, mulher, 17 anos, portuguesa, estudante, visitante assíduo de museus]
Outros, porém, mostram desagrado face à deficiente visibilidade de algumas peças provocada quer pelos reflexos da luz natural das janelas quer pelo vidro das vitrines.
Les lumières vertes ne mettent pas en valeur les objets de la salle des objets tels que la relique en corail
[#13103, abr-2015, homem, 24 anos, França, Estudante, visitante assíduo de museus]
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A iluminação precisa de correção de foco, param não ofuscar a vista. A iluminação com incandescentes é prejudicial às obras sendo que deveria ser LEDs.
[#1354, dez-2014, mulher, 51 anos, brasileira, Designer de Interiores, visitante ocasional de museus]
(…) Rever iluminação - quadros com demasiado reflexo e placas dentro das vitrines pouco iluminadas. (…)
[#1622, dez-2014, mulher, 59 anos, portuguesa, guia interprete, visitante assíduo de museus]
Não simpatizo com a iluminação da sala dos marfins. Julgo que uma ténue iluminação geral seria menos claustrofóbico. [#16879, jun-2015, homem, 79 anos, português, professor universitário, aposentado, visitante frequente de museus]
4.18. OUTROS
Recolheram-se ainda outras sugestões que abarcam assuntos muito
diversificados que vão desde a necessidade de melhorar a cobertura pela rede móvel no Criptopórtico até à necessidade de o Museu estabelecer parcerias com escolas de arte.
uma sugestão que deixo será sobre a cobertura de rede do telemóvel nas ruinas da antiga cidade de aeminium.
[#20152, jul-2015, homem, 22 anos, português, estudante, visitante ocasional de museus]
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(…) Deveriam ainda fazer acordos com as escolas, de forma a promover a interação com os alunos do curso de artes. [#35407, nov-2015, mulher, 18 anos, portuguesa, estudante, visitante assíduo de museus]
Defende-se ainda que o serviço educativo deveria promover mais atividades culturais e que o MNMC deveria ser mais afirmativo como polo cultural e marca da identidade da cidade de Coimbra.
(…) É difícil de compreender, mesmo sendo de Coimbra, se existe serviço educativo ou actividades extra, como concertos, eventos, colóquios, palestras, etc., de forma casual, sem procurar especificamente no site. Deviam pensar noutras formas de divulgação.
[#14811, mai-2015, homem, 40 anos, Portugal, empresário, visitante frequente de museus]
Entendo que o Museu Nacional Machado de Castro se apresenta como um dos polos de maior importância na promoção da cultura e da arte da cidade de Coimbra e de Portugal, tanto nos tempos modernos como passados. Sente-se como se de uma viagem no tempo se tratasse. Infelizmente, esta experiência encontra-se um tanto ou quanto desligada da vida da cidade de Coimbra, porventura pela perda de identidade da própria cidade. Fica a sugestão, que o Museu se afirme como o líder na recuperação desta identidade, proporcionando momentos onde a cultura (musical, teatral, entre tantas outras) se encontra com a História e com as histórias dos edifícios. Coimbra merece-o. [#12137, abr-2015, homem, 21 anos, português, estudante e Investigador em ciências socias, visitante assíduo de museus]
130 Dep osiç ão no T úm ulo, M NM C, fotó grafo J os é P aulo R ua s, DG PC .
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133 A realização do Estudo de Públicos de Museus Nacionais (EPMN) permitiu, de forma inédita, traçar as características dos públicos, das suas relações multifacetadas com cada museu participante e com museus de um modo geral, num conjunto alargado de dimensões analíticas, numa perspetiva comparativa com o conjunto dos outros museus nacionais participantes. Procurou-se articular o conhecimento sobre os públicos com as características do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), da sua história e do contexto em que está situado – designadamente a recente requalificação e consequente reabertura integral bem como a proximidade com a Universidade de Coimbra, agora classificada como património cultural mundial –, dos acervos, da sua localização, do acesso, dos serviços e das atividades realizadas, enfatizando, neste último ponto, a função comunicação e as atividades expositivas – um dos fulcros do mundo dos museus e deste estudo de públicos – mas destacando também as que são realizadas no âmbito do serviço educativo e as de extensão cultural. Teve-se ainda presente a evolução dos afluxos de visitantes com segmentação por nacionalidade.
Do ponto de vista da estratégia analítica abordaram-se primeiro os resultados quantitativos (em 10 dimensões) e depois os qualitativos (em 18 temáticas). Em qualquer caso foi concedida uma atenção particular à segmentação por nacionalidade, uma perspetiva que se justifica plenamente pelo significado
crescente que os estrangeiros vêm ganhando nos museus observados e também na constituição dos públicos do MNMC, embora (ainda) não maioritários no período de aplicação do estudo, apesar das 46 nacionalidades identificadas, com claro destaque para a francesa pela parte expressiva que representa entre os públicos. Procurou-se ainda dar uma visão comparativa dos resultados assinalando, nos parâmetros em que o MNMC mais se diferencia dos globais, em que medida isso se verifica. Faz-se seguidamente uma síntese não exaustiva dos principais aspetos suscetíveis de caracterizar a relação dos públicos com este Museu.
Assim, num (esperado) universo seletivo do ponto de vista das qualificações escolares e profissionais (que se acentua entre os estrangeiros), o perfil social predominante dos públicos do MNMC realça essas características, em que estão também patentes de modo mais acentuado os grupos de idade mais jovens. Deste ponto de vista, uma das características distintivas dos públicos do MNMC face aos públicos do conjunto dos museus nacionais observados é justamente a sua
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relativa juvenilidade, associada à elevada percentagem de estudantes, a que não será alheia a proximidade com o campus universitário. Uma outra característica que importa destacar é a repartição regional dos públicos nacionais entre a Região Centro (quase metade), a Área Metropolitana de Lisboa e o Norte, com uma importante componente de públicos com residência próxima geograficamente, mas evidenciando também atração de públicos mais distantes.
Numa outra dimensão de análise, a relação dos públicos com o MNMC, confirma- se a forte dominância do tipo de frequentadores estreantes, em particular entre os estrangeiros - regularidades aliás comuns ao conjunto dos museus - sendo que se verifica igualmente que entre os portugueses não estreantes uma parte significativa visita regularmente o Museu.
Quanto às modalidades de visita, se em casal é a mais comum tanto no EPMN como no MNMC, neste acentua-se o peso da visita acompanhada por outra pessoa, em casal ou não. Importa destacar ainda neste Museu a visita sem qualquer acompanhante.
Na vertente da duração predominam as visitas demoradas e muito demoradas, ou seja, a maior parte dos públicos passa pelo menos uma hora no Museu, e parte não despicienda cerca de duas horas. Importa acentuar esta características como uma das mais distintivas do MNMC, um dos museus observados em que essa predominância é mais visível, a que aliás está associada uma outra, o facto de um dos motivos invocados, por aqueles que pensam regressar, ser rever ou completar a visita feita.
Em relação aos motivos invocados para a realização da visita predomina, de novo à semelhança da generalidade dos museus participantes, o interesse genérico
135 pelo museu, seguido pelo interesse mais específico relacionado com os conteúdos expositivos.
Uma outra dimensão analisada refere-se à informação prévia à visita e, quanto tal ocorreu, aos meios de informação a que recorreram. A maioria consultou previamente à visita algum meio de informação, com um resultado que segue de muito perto a média do EPMN. Entre os meios de informação consultados evidenciam-se com grande clareza o roteiro turístico (meio francamente privilegiado entre os estrangeiros) e a Internet (acentuadamente mais utilizado pelos nacionais).
Passando às avaliações do museu e das exposições constata-se que nesta dimensão os resultados são globalmente positivos na maioria dos fatores considerados em todos os museus observados. No caso do MNMC o nível de satisfação – desde logo o aferido pelo indicador de recomendação de visita, mas que se mantêm se se recorrer aos vários itens considerados no inquérito, com destaque para a avaliação sobre os funcionários e o Museu em geral, por um lado, e a exposição permanente e a arquitetura, por outro, que é praticamente unanime - é dos mais elevados. Os elevados níveis de satisfação geral confirmam-se ainda quando se tem em conta a distribuição mensal: são dos mais elevados e dos mais regulares, para além de serem sempre superiores á media do EPMN ao longo dos 12 meses do estudo. Contudo, mais importante do que atestar as perceções de sentido positivo, do ponto de vista da gestão do Museu importará, porventura, atentar nos fatores avaliados de forma menos favorável (tendo também em conta a nacionalidade uma vez que os estrangeiros por norma são mais comedidos nas avaliações positivas), e. g. estacionamento próximo e textos de apoio, e também a informação sobre as visitas orientadas, talvez os mais salientes.
Com os resultados das questões relacionadas com os posicionamentos dos públicos nacionais sobre a diferenciação e isenção do custo de entrada, reunidas no grupo que trata da gratuitidade, constata-se que os do MNMC estão entre os que, no conjunto dos museus, mais procuram informação sobre se têm direito a algum tipo de desconto nos museus de entrada paga, estão entre os públicos que se declaram mais informados acerca da existência de um período de entrada gratuita geral e universal (em concreto, no período do trabalho de campo do estudo, o primeiro domingo do mês). Em comparação com os outros museus participantes estes públicos contam-se entre os mais indiferentes à escolha deste período para realizar a visita.
No que se refere à dimensão que reúne as motivações de visita a museus – e não especificamente ao MNMC – todas as opções consideradas no inquérito recolhem níveis elevados de concordância. Por parte dos públicos do MNMC no topo da hierarquia estão a possibilidade de aprendizagem e o gosto pela arte
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imediatamente seguidas da consideração dos museus como fonte de informação sobre assuntos do passado e do presente e compreender a diversidade cultural (para referir apenas as quatro mais valorizadas), sendo que a menos valorizada se refere a que os museus favorecem um sentimento de identidade.
Note-se, contudo, que a hierarquia das preferências por parte dos públicos do MNMC não se distancia significativamente do EPMN. De certo modo o mesmo se passa com as práticas relacionadas com museus, mas nesta abordagem talvez seja de fazer referência a duas práticas inquiridas: quanto à visita a exposições - a que reúne os níveis de concordância mais elevados no EPMN e no MNMC – no Museu esse nível é relativamente mais baixo; já no que se reporta à utilização de jardins, parques ou restaurantes de museus, o nível entre os públicos do MNMC é, pelo contrário, sensivelmente mais elevado.
A terminar esta síntese da análise aos resultados das questões de pesquisa quantitativas importa ainda dar conta dos perfis de práticas culturais. Trata-se de uma dimensão em que os estudos comparativos internacionais, ao nível da população, evidenciam os baixos níveis dos portugueses. Embora tendo bem presente que o universo aqui em causa é distinto - o dos públicos efetivos - e que, portanto, as diferenças tendem a esbater-se, não é menos certo que, no conjunto dos públicos estudados, não só essa diferença se esbate de facto, como os níveis de práticas dos públicos portugueses são, em várias delas, superiores aos dos