Ao criar um espaço educativo aonde todo o seu interior flui a partir de perpendiculares e paralelas das paredes exteriores resultando estas numa harmonia lógica de espaços, estes foram-se dispondo consoante o programa proposto. Determinar a entrada num seguimento lógico da orientação da ponte, fez com que mais tarde verifica-se que a escolha da entrada para o alçado este, não resultaria, uma vez que obrigaria a que a circulação executada pela ponte não fosse completamente linear e directa.
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Sendo esta acessibilidade concretizada por uma grande escadaria (fig. 46) que dava acesso ao segundo piso, dificultou bastante a organização interna do espaço. A escadaria principal de acesso exterior/interior, abria um amplo espaço interno, uma espécie de foyer, que dava acesso a outra escadaria interior (fig. 47); no entanto o foyer tornava-se drasticamente desproporcional em relação ao restante edifício e à própria escada.
A escolha final para este elemento, realiza-se agora, pelo alçado sul completando a ligação perfeita deste edifício, com a ponte e consequentemente com o outro edifício.
Actualmente o acesso principal realiza-se pelo piso inferior, não havendo o problema de organização espacial. Não há perdas de áreas e a circulação torna-se mais ampla e funcional. Criam-se deste modo rampas pelo seu conceito de acessibilidade e simultaneamente estético e simbólico. A construção ganha mais internamente em número de salas e em programa já que as rampas aparecem como que extraídas do bloco desocupando a considerada unidade principal.
Toda a organização interna consequente das linhas externas resultou em má organização funcional, ângulos mal aproveitados e salas desproporcionais.
Por fim, a resolução desta organização melhorou com o novo posicionamento das linhas exteriores, originando uma lógica mais conceitual para os ângulos criados, originados estes pelas perpendiculares e paralelas.
Este equipamento visualmente divide-se entre si, criando numa extremidade a área educacional e na outra a área de apoio.
Figura 51 _ diagrama da escadaria _ escola de artes Figura 52 _ diagrama foyer de acesso à escadaria __
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Casa de artes
Conjugar, auditórios, espaços de exposição, foyers e todos os complexos que isso exige, a sua construção requereu uma serie de paços minuciosamente pensados e critérios difíceis de concretizar, foi importante estudar todo o corpo espacial para o melhor entender.
Alterando também algumas paredes, permanecendo a linha mestra, que une com o terreno, a quebra dos ângulos e espaços descontextualizados, deparou-se com elementos excessivos na realização do programa proposto. Deslocando, assim, posteriormente o teatro, para o auditório principal.
Á posteriori os auditórios voltaram a ter outra alteração na orientação, uma vez que o funcionamento de acessibilidade criava maior dinamismo na orientação do público.
Essa mudança originou alteração da restauração, que primeiramente se encontrava no piso terreno em orientação com a ponte, e neste momento, com a exigência da nova circulação, transportou-se para o quarto piso, piso esse respectivo ao acesso superior.
Devido á espacialidade necessária de circulação de foyers foi importante definir minuciosamente o programa proposto, uma vez se encontravam espaços desnecessários que reduziam a área de propagação.
Ponte
Pensando a ponte unicamente como um elo de passagem aos pólos distintos, aonde as comunidades se distinguem e separam, ela surge no encontro de as unir a partir das artes. Olhando-a como um elemento que se conecta, criou-se um núcleo no seu interior por duas paredes que surgem ao longo do seu cumprimento, fazendo de si um espaço não só orgânico como cultural. Devido ao seu longo cumprimento implantar passadeiras rolantes foi estratégico, para que não perde-se a sua identidade de passagem, como permitisse neste atravessar um contemplar às artes expostas. Por um lado mais directo e rápido na sua passagem, por outro mais lento e contemplativo.
Mas surge a ideia de criar neste elemento uma característica mais orgânica, que me leva à não representação técnica, por se desenrolar num projecto de ideias.
Implantar na ponte acessos que nos levam à estrutura de aço introduzida em 1927, remete- nos ao encontro de espaços criados por plataformas. Espaços que além de possuírem uma dada característica, todos eles têm um propósito de apreciar, meditar, toda a paisagem que circunda a ponte.
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Executada esta dissertação/projecto, conclui-se que as reflexões nela apresentada tentaram ser as mais adaptadas e explicitas de modo a que fossem perfeitamente claras ao leitor. Para o melhor desenvolvimento e funcionamento do projecto, foram feitos argumentos coerentes e criados meios de trabalho, para assim obter uma melhor resolução. Apresentadas todas as peças, em número suficiente para uma boa compreensão e percepção de toda a tarefa. Surgiram algumas dificuldades ao longo de toda a execução deste trabalho, desde o redesenhar as peças fornecidas pelo concurso; o descodificar toda a informação provida, verificando que nem toda ela estava completa, para assim, obter uma melhor execução. Recorrendo ao envio de emails solicitei a possibilidade de um novo envio, de preferência com mais informação e num ficheiro de representação técnica, uma vez que só possuía a informação em jpg. Uma série de contratempos, mas que no fundo me levaram a um bom desempenho.
Como proposta apresentada, entendem-se os edifícios projectados a nível cultural, porque vêm principalmente no intuito de conectar duas comunidades distintas, figurando-se este de extrema importância para o local, permitindo salvaguardar não só a identidade histórica, como potenciando um desenvolvimento social e cultural dessas comunidades.
É importante e imprescindível que se realizem acções que visem o quebrar do encerramento de elementos históricos, quando estes além de nos transporem de local para local, de época para época; jamais nos fazem esquecer as populações, para que de modo algum o desenvolvimento sustentável da qualidade da vida local se arruíne. Por isso valorizar sempre os concursos que vêm no propósito de conectar, reavivar, materializar, …, os espaços que se perdem pelo vandalismo de quem os habita e frequenta regular ou irregularmente.
A compreensão de todo o trabalho realizado nesta dissertação, permite-me alimentar o essencial do meu saber, tornando possível a correspondência entre a arquitectura e as necessidades temporais e espirituais ocasionadas.
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1- CEJKA, Jan – Tendencias de la Arquitectura Contemporánea. Barcelona: Editorial Gustav o Gili, S.A, 1995.
2- FONATI, Franco – Principios elemantales de la forma en arquitectura. Barcelona: Gustavo Gili, [s.d.] (Arquitectura/Perspectivas)
3- FUSCO, Renato – A ideia de Arquitectura. Lisboa: Edições 70, 1984.
4- HERTZBERGER, Herman – Space and Learning, Lessons in Architecture 3. Rotterdam: 010 Publishers, 2008.
5- IBÉRICA, Arquitectura. Escolas, n.6., . Caleidoscópio, Janeiro 2005. 6- IBÉRICA, Arquitectura. Sustentabilidade, n.15, .Caleidoscópio, Junho 2006.
7- ARQUITECTURA, Anuário. Equipamentos Colectivos, n.12, Caleidoscópio, Maio 2009. 8- ARQUITECTURA, Anuário. Cultura, n.XI, Caleidoscópio, Junho 2008.
9- ARQUITECTURA, Anuário. Três Temas Contemporâneos, n.10, Caleidoscópio, Julho 2007. Páginas da Internet: . http://www.enyacompetitions.org/program.html . http://www.oasisnyc.net/ . http://www.nyc.gov/html/dcp/home.html . http://www.nycroads.com/crossings/high/ . http://www.youtube.com/watch?v=SrXFh2qnYBc&feature=related . http://www.archdaily.com/4223/expo-zaragoza-2008-architecture-showcase/ . http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/Reg11_088.html . http://www.archdaily.com/ . http://www.plataformaarquitectura.cl/category/arquitectura-comercial/ . http://jmhdezhdez.blogspot.com/2010/02/pasarela-campo-volantin-bilbao-spain.html
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. http://arquitetogeek.wordpress.com/2010/08/10/o-centro-de-danca-e-musica-de-haia/