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Besøkets betydning for de eldre

As opiniões sobre a relação entre qualidade do ensino e ampliação da jornada são divergentes, mas pode-se dizer que, de acordo com os monitores, a qualidade do ensino não está diretamente ligada à ampliação da jornada escolar, ou seja, para eles, ampliar a jornada escolar não é garantia de ensino de qualidade, mas eles acreditam que ampliar é válido, pois aumenta a oferta de as oportunidades e que o tempo da escola regular é pouco.

“Depende do planejamento das atividades, para que o professor possa atuar de forma mais completa, só ampliar a jornada não melhora o ensino”. (Monitor).

“Ampliar é válido sim, pois os alunos podem vivenciar estratégias de ensino diferenciadas, permitindo o desenvolvimento de habilidades não desenvolvidas previamente”. (Monitor).

Ampliar a jornada escolar pode melhorar o que é oferecido pela escola e criar novas oportunidades aos alunos, conforme assinalou esses depoimentos, mas é necessário que a escola repense sua prática, sobre o que ela está oferecendo aos alunos, reveja seu Projeto Político Pedagógico, envolva mais a comunidade em que ela está inserida, na tomada de decisões, para que essa ampliação da jornada escolar seja efetivada para a melhora do ensino e do processo de aprendizagem.

Quanto às respostas das diretoras, duas delas acreditam que depende do monitor que desenvolve a oficina, mas para a diretora Oportunidade, “há uma ligação entre muito grande entre alguns macrocampos, por exemplo, um trabalho que foi desenvolvido numa oficina no xadrez, pode levar a essa direção, para um desenvolvimento em sala de aula”.

Mas a diretora Direitos Humanos alega que a escola Y não tem jornada estendida e o Ideb dela é 7; na opinião dela, então, ampliação de jornada com qualidade de ensino são coisas diferentes.

As diretoras quando questionadas se as aulas de bordado, violão, banda, dança, congo, entre outras atividades oferecidas pelas escolas nos macrocampos auxiliam na melhora da qualidade do ensino, na proficiência no Ideb, se estão contempladas no currículo da escola, ou se são trabalhadas isoladamente elas argumentam que:

“São atividades extracurriculares”. (Direitos Humanos).

“Vai ter influência, vai refletir na aprendizagem, ela está desenvolvendo habilidades, capacidades, pra ele lá no português, na hora que estiver lendo, ele ter a capacidade de centrar e concentrar, na hora de resolver uma atividade de matemática, o xadrez vai dar a ele a capacidade de raciocínio rápido, aparentemente, nós trabalhamos nessa perspectiva”. (Qualidade).

As diretoras concordam entre si quando afirmam que essas atividades são extracurriculares, que elas desenvolvem aptidões e habilidades nos alunos, apesar de não estarem contempladas no currículo, nos projetos políticos pedagógicos das escolas e nem na documentação escolar dos alunos.

Observa-se que a escola está oferecendo nessa ampliação da jornada escolar, mais do mesmo, quando relacionadas ao macrocampo acompanhamento pedagógico, são as mesmas atividades oferecidas no turno regular da escola, só que no contraturno, assim não podemos afirmar que essa ampliação através do Mais Educação pode contribuir para melhorar a qualidade do ensino ofertado por elas.

Quanto à questão dessas atividades constarem na documentação dos alunos, por determinações legais da superintendência regional de ensino, órgão que inspeciona e fiscaliza a educação e as atividades escolares no município, essas atividades para constarem no currículo formal da escola têm que estar aprovadas por esse órgão e ministradas por profissionais legalmente habilitados, em cursos de graduação correspondentes à área trabalhada.

6.1.2.1.5 Quanto à forma como são desenvolvidas as atividades e a seleção dos alunos participantes

Como não existe um planejamento realizado entre professores e monitores, como não há um planejamento feito com a equipe da escola, cada um desenvolve as suas atividades de acordo com as necessidades da turma, com seu conhecimento, e o cotidiano dos alunos que participarão destas atividades. Alguns monitores também desenvolvem suas atividades aleatoriamente, buscam sugestões na internet, em livros, em conversas com outros monitores, que já atuam no programa há mais tempo.

“Depois de uma sondagem com os alunos, sobre o que estão estudando e o que eles gostariam de estudar, o foco é trazer atividades que vão fazer os alunos se interessarem pela aula, sem desviar dos conteúdos”. (Monitor).

Outros monitores elaboram suas atividades a partir do interesse de cada aluno. “Dependendo do interesse de cada aluno e de suas habilidades”. (Monitor). Alguns itens que prejudicam, o desenvolvimento das atividades na opinião dos monitores são: a má distribuição dos horários, a falta de definição de turmas que deveriam ter mais prioridade e um maior tempo destinado a essas turmas, é a exposição da importância do programa e da frequência aos alunos e aos pais, são as salas inapropriadas para o desenvolvimento das atividades, e as dificuldades de acesso aos materiais destinados às oficinas, principalmente observado pelos monitores, a falta de comprometimento dos pais em relação à vida escolar dos filhos.

Outro fator relevante na opinião de alguns deles são as “oficinas mistas, que não despertam o interesse de alguns alunos” (Monitor), essa questão está alheia às decisões da escola que escolhem suas atividades através dos macrocampos estabelecidos pelo MEC, no plano de atendimento das escolas, mas acredito que isso é uma questão de organização e planejamento interno, pois a escola tem autonomia para redirecionar as atividades das oficinas.

Planejar atividades a partir dos interesses dos alunos é válido, porém as atividades desenvolvidas por eles raramente estão relacionadas com o planejamento e as atividades que são desenvolvidas pelos professores do ensino regular. Como melhorar a qualidade do ensino e a proficiência no Ideb se não há uma conexão

entre os dois turnos, entre professor e monitor? O que se observa quando as atividades desenvolvidas no contraturno estão desvinculadas com as atividades do turno regular, é que são duas escolas funcionando no mesmo lugar em turnos diferentes, uma não tem nada a ver com a outra. Não se estabelece uma educação integral, nesses quadros de atividades, o que se tem é apenas uma proposta de ampliação mal direcionada e desinteressante.

Pode-se perceber que a falta de participação dos pais na vida escolar dos filhos é um fator que atrapalha também as atividades do Mais Educação, e nessa falta de participação observa-se que a escola não prioriza esse envolvimento nessas atividades.

Outro problema de grande relevância também é a falta de uma maior participação dos alunos dos anos finais nas atividades propostas pelo programa, por mais interessantes que elas sejam, eles não se sentem estimulados para retornarem à escola, no contraturno, esse fato tem se revelado como um fator preocupante, em relatos de experiências e algumas pesquisas que estão sendo finalizadas pelo país, e também são apresentadas nos estudos de Veloso (2013), Coelho (2013), Cavaliere (2009), entre outros.

Observa-se na fala das diretoras que a falta de uma formação, de uma preparação dada a elas para receber o programa foi um dos fatores agravantes para que houvesse certa rejeição a ele. O medo do desconhecido fez com que a falta de entusiasmo e interesse despertasse em algumas diretoras a vontade de devolver a verba e desligar a escola do programa.

Constata-se a partir desses problemas apresentados que pouca importância tem sido dada às atividades desenvolvidas no Mais Educação nas escolas estudadas, tem-se a impressão que a escola vê os monitores com intrusos, alguém que incomoda, que não tem importância e que professores ou outros funcionários da escola não sabe quem são esses monitores ou o que fazem na escola.

Se houvesse uma grande parceria entre professor e monitor, família, escola, com certeza poderia se atingir o que se objetiva no Mais Educação, uma educação na perspectiva de educação integral e que essa ampliação de jornada, quase mal sucedida, poderia se transformar em um contexto de aprendizagens amplas e significativas.

Quanto à seleção dos alunos participantes das atividades, pode-se dizer que com exceção das escolas que já eram de tempo integral, as demais utilizaram o

critério de seleção estabelecido pelo manual operacional. Mas apesar de o programa sugerir que sejam inseridos no mínimo 100 alunos, esse número é muito pequeno para que se atinja a meta de melhorar a proficiência no Ideb, pois poucos, no caso das escolas maiores serão beneficiados com as atividades, principalmente as do macrocampo acompanhamento pedagógico, que objetiva melhorar a defasagem e as dificuldades de aprendizagem.

6.1.2.1.6 Quanto ao repasse e distribuição dos recursos para execução do programa