MODIS IV er karakterisert ved forutsetninger om mobil arbeidskraft og at det ikke eksisterer kvantitative restriksjoner på vareimporten. Modellen er dessuten statisk, idet det ikke er
1) I MODIS IV er importandelsbegrepet definert slik: Importandel = Import/norsk produksjon + import - -eksport
5.5. Beregningsopplegg og svakheter ved analysen
A partir dos critérios estabelecidos pelo Observatório, contamos atualmente com 5181 pontos de inclusão digital no país. Na tabela que segue44, temos os pontos de inclusão por estado e número de habitantes, permitindo-nos observar a proporcionalidade do acesso digital em cada estado brasileiro.
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Entrevista realizada em novembro de 2007.
44A tabela e gráfico foram construídos a partir dos dados apresentados no mapa da inclusão digital
do ONID, cujo acesso foi realizado em 10/05/2009, estando sujeito a pequenas alterações, já que a organização responsável alimenta-o com dados diários. O número de Telecentros tanto pode aumentar, com a criação e registro de outros, como pode diminuir, com a finalização de projetos, segundo técnicos, responsáveis pelo mapeamento.
67 Tabela 3 – Distribuição dos Telecentros no Brasil, de acordo com o ONID
Esses números nos dão a dimensão da existência dos espaços coletivos de acesso à internet no território brasileiro, de acordo com o mapa do Observatório. Acima, observamos que o estado de São Paulo tem a maior frequência de Telecentros, com 1148 unidades, seguido do Estado de Minas Gerais com 756 unidades. Se somarmos os números de Telecentros por região, o sudeste acumula quase a metade do total brasileiro com 2409 unidades, em seguida vem o Nordeste com 1223, o Sul com 729; o Centro Oeste com 477, e por fim, o Norte com apenas 224 unidades.
Se tomarmos como base a população atendida, o estado de São Paulo apresenta o maior número de unidades. Contudo, a proporção de habitantes para
Unidades Federativas Telecentros por Estado População
Acre 47 557.526 Alagoas 35 2.822.621 Amapá 19 477.032 Amazonas 46 2.812.557 Bahia 557 13.070.250 Ceará 206 7.430.661 Distrito Federal 114 2.051.146 Espírito Santo 92 3.097.232 Goiás 174 5.003.228 Maranhão 78 5.651.475 Mato Grosso 97 2.504.353
Mato Grosso do Sul 92 2.078.001
Minas Gerais 756 17.891.494 Pará 80 6.192.307 Paraíba 82 9.443.825 Paraná 336 9.563.458 Pernambuco 172 7.918.344 Piauí 74 2.843.278 Rio de Janeiro 413 14.391.282 R G do Norte 76 2.776.782 R G do Sul 253 10.187.798 Rondônia 22 1.379.787 Roraima 8 324.397 Santa Catarina 140 5.356.360 São Paulo 1148 37.032.403 Sergipe 21 1.784.475 Tocantins 42 1.157.098 TOTAL 5181
68 cada Telecentro no estado é de mais de 32.000 pessoas para cada unidade. Se calcularmos da mesma forma para Sergipe, teremos um número de 8.947 habitantes por unidade. O estado com menor número de Telecentros é Roraima, com 8 unidades para os seus 324.397 habitantes, o que equivale a aproximadamente 40.549 habitantes por unidade.
Na tabela abaixo, temos uma dimensão geral desses números, com relação aos municípios e ao território nacional.
Tabela 4 – Números gerais da política de inclusão digital
Telecentros 5.190,00
Municípios no País 5.564,00
Municípios com Telecentro 2.124,00
Telecentros por município 0,93
População do País 169.799.170,00
Telecentros por milhão de habitantes 30,57
Programas de inclusão digital 88
Fonte http://onid.org.br/dados – acesso em 13.mai.2009
O mapeamento realizado pelo ONID nos mostra que menos da metade dos municípios têm um espaço público gratuito de acesso funcionando, até a data de hoje45. Talvez por isso, a média de acesso a esses espaços apareça de forma tão tímida ainda (4%) como vimos anteriormente. Para alguns analistas do Governo, seria necessário instalar 100.000 Telecentros para alcançar um impacto, a ponto de se tornar mais visível o trabalho com inclusão digital nesses espaços.
Além disso, fica a pergunta: os Telecentros estão na periferia?
Apesar do mapeamento preciso do ONID, devido a sua recente instalação, ainda não há um mapa analítico sobre o perfil das associações que abrigam os Telecentros, o que nos ajudaria em uma análise mais precisa sobre caráter político de inclusão adotado pelos projetos.
Pela nossa experiência na área, sabemos que a maioria dos projetos define como critério-base para implantação dos Telecentros o baixo índice de desenvolvimento humano (IDH). Contudo, as parcerias se realizam, na maioria dos casos, pela demanda das organizações não governamentais e prefeituras que desejam implantar um Telecentro e não pelo índice. Isso quer dizer que não há uma
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69 intervenção política para inclusão digital nos lugares onde não há, de fato, o acesso. Em nossa pesquisa, não encontramos nenhum órgão governamental ou não governamental que tivesse um diagnóstico de conexão dos municípios, e dentro deles, dos territórios, apontando os lugares sem acesso à internet, que necessitaria intensificar a ação do governo, a não ser a pesquisa TIC em domicílios que aponta as discrepâncias de falta de acesso por região, como por exemplo, as regiões norte e nordeste, ambas com um índice de 7%, com 15%, 18% e 13% de diferença em relação ao Sudeste e Sul, respectivamente. É verdade que, para uma política de Governo essa informação é muito importante, mas se as gestões municipais não apreenderem os objetivos do Governo na implantação dos Telecentros e por outro lado, se o Governo Federal não tem uma política mais definida de fiscalização de resultados e critérios de implantação, a maioria dos espaços será implantada a partir dos critérios políticos de cada gestão que pode ser social ou apenas de disputa política. Isso indica que a política de inclusão digital trabalha por demandas locais imprecisas e ainda está longe de ser uma política de inclusão social em larga escala, como se propõem os projetos nacionais.
Talvez a dificuldade resida no fato de que a maioria dos gestores municipais não possui a prática de diagnosticar a realidade local, privilegiando decisões setorizadas, que dificultam a observação de dados mais unificados46. Além disso, o debate em torno da necessidade da inclusão digital ainda não chegou à sociedade de forma ampliada. Isso favorece, inclusive, arriscamos afirmar, que a oferta feita pelo Governo Federal de financiamento de projetos na área não seja totalmente absorvida pelos municípios47.
Em recente consultoria, trabalhamos com alguns municípios, mapeando as condições de conexão e de disponibilidade de projetos locais para atender uma demanda de um programa para jovens do Governo Federal e constatamos que os gestores municipais e secretários da assistência social sabiam muito pouco de que se tratava a prática dos Telecentros, e até o momento em que esse programa passou a exigir a implementação de um espaço para inclusão digital, ainda não
46Esta é uma reclamação geral dos técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e da
Comunicação que observamos em seminários internos, como uma das grandes dificuldades de implantação dos programas das pastas dos ministérios.
47 Esta é uma preocupação que encontramos em todos os gestores públicos responsáveis pelos
70 haviam dado conta dessa demanda. Percebemos que os gestores municipais e técnicos associam a inclusão digital à necessidade de cursos de informática profissionalizantes, deixando de lado a questão da comunicação como meio de enfrentamento da pobreza, como defendem os gestores de inclusão digital; além disso, os gestores municipais desconhecem informações acerca dos editais para implantação dos espaços48.
Apesar do cenário, é importante ressaltar que as políticas de Governo, no Brasil, têm sido importantes na conquista de um melhor índice para a inclusão digital. O resultado parece pequeno, mas se observarmos os dados seguintes, percebemos o quanto o Brasil cresceu em uso de tecnologia, em relação ao mundo, entre 2005 e 2008.
Fonte: NETT - IBOPE//NetRatings - *4º trimestre de 2008
Com os números apresentados podemos perceber que o Brasil está em sexto lugar no ranking de acesso mundial, com uma média total de crescimento em torno de 5 milhões de habitantes no período, só perdendo para os EUA, que aparece
48 Estas conclusões fazem parte do documento técnico produzido por nós para a UNESCO: Diagnóstico da infra-estrutura e do acesso à internet nos municípios onde foram implantados o Projovem Adolescente em 2008, indicando os principais desafios para o projeto de inclusão digital. Brasília, UNESCO, 2008
Tabela 5 - Acesso mundo*
Pessoas com 2 anos ou mais que moram em domicílios com acesso à internet via computador doméstico, em milhões
Países 4º TRIM. 2008 4º TRIM.
2007 4º TRIM. 2006 4º TRIM. 2005 EUA 222,7 215,9 211,1 203,8 Japão 89,5 86,5 80,6 71,8 Alemanha 55,2 50,1 47,5 45,7 Reino Unido 41 37,9 34,2 33,3 Itália 33,2 30,7 27,9 27,9 Brasil 38,2 32,1 22,1 20 França 38 32,2 27,7 22,9 Espanha 25,6 22,8 19,8 17,1 Austrália 16 14,8 13,9 13,2 Suíça 5,3 5,3 5,1 4,9
71 com uma média de crescimento em torno de 6,1 milhões de acessos; para o Japão que apresenta uma média em torno de 5,3 milhões de acessos. No gráfico que segue, demonstramos os índices de crescimento desses países em relação aos períodos registrados.
No gráfico, confirmando os dados acima, o Brasil apresentou um pico de acessos no intervalo de 2006 para 2007, perfazendo, no período, um total de 10 milhões de acessos, acumulando no 4º Trimestre de 2008 um total de 38,2 milhões; de acessos, o que contabiliza em três anos uma diferença de 18,2 milhões de acessos. Apesar do crescimento já apontar que grande parte da população já teve acesso à internet de alguma forma, se comparamos esses acessos ao número de habitantes no Brasil, sabemos que o Brasil ainda tem um grande fosso digital.