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Beredskapsbehov og beredskapskrav for barriere 5

Nos dias de hoje já são muitos os exemplos de aplicação dos SIG no turismo. Silva e Dias (2002), citados por Schmidt et al., (2007), utilizaram a tecnologia de geoprocessamento e SIG para criar um aplicativo chamado Ecoguia, para localizar pontos de ecoturismo e considera que os adeptos do ecoturismo encontraram neste aplicativo uma forma prática e fácil de buscar o melhor lugar para explorar e se localizar.

O Ecoguia é uma ferramenta de SIG que faz o cruzamento dos dados citados de acordo com as necessidades do usuário, e para esse projeto foi desenvolvido um SIG com as informações de equipamentos e serviços turísticos da área central da cidade de Pelotas/RS, com o objetivo de disponibilizar essas informações ao turista através da Internet (Silva e Dias, 2002, citados por Schmidt et al., 2007).

De referir que nos últimos anos, em diversos países, vêm sendo desenvolvidas pesquisas na área do turismo utilizando o SIG, demonstrando a sua importância na recolha e tratamento para a construção de bases de dados espaciais para se poder organizar uma melhor análise na área do turismo: ecoturismo, turismo urbano, turismo cultural e histórico ou turismo na internet, facilitando seu planeamento e gestão (Schmidt et al., 2007).

Segundo o Relatório de Reflexão sobre uma Estratégia de I&D para a Região Autónoma dos Açores (Relatório Intercalar 2, de Fevereiro 2013), elaborado para o Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos/Direção Regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações (SRCTE-

DRCTC), identificaram-se ideias para aplicação de SIG nos setores da Agricultura,

das Pescas, e do Turismo (turismo cultural, turismo natureza – circuitos pedestres).

No caso do turismo nos Açores, em particular, o desenvolvimento dos conteúdos envolve cooperação com unidades de investigação nas áreas de História e de Biologia, pelo que é proposto o desenvolvimento de um SIG para apoio dos setores do turismo, bem como da Agricultura e das Pescas (Relatório Intercalar 2, de Fevereiro 2013).

Macau é outro exemplo de mais aplicações dos Sistemas de Informação Geográfica que poderão ser aplicadas em diversas áreas. Porém, neste território, esta aplicação SIG foi orientada para o turismo e desenvolvida com a intenção de responder aos seguintes requisitos:

- Mostrar ruas e os seus respetivos nomes, linhas costeiras, áreas verdes (jardins e parques) e lagos;

- Navegação nos mapas: zoom, pan, histórico (anterior/próxima vista do mapa);

- Capacidade de mostrar etiquetas no mapa em Inglês ou Chinês, e capacidade de alternar entre estas duas línguas;

- Mostrar ao utilizador a localização atual, utilizando leituras do dispositivo GPS do PDA ou através da internet;

- Rede de autocarros públicos e guia de autocarros para calcular a rota otimizada entre duas paragens de autocarro;

- Guia de monumentos para providenciar informação sobre museus, igrejas, templos e outros lugares de interesse, assim como a sua localização no mapa;

- Guia de hotéis e restaurantes, possibilitando a escolha dos mesmos através de critérios de localização, tipo e estilo, e mostrar os resultados no mapa (Macau Government

Tourist Office’s website).

É ainda importante referir que o deploy da aplicação MacauMap, segundo a Direção dos Serviços de Turismo de Macau, está atualmente acabado e disponível para

download gratuito através do Macau Government Tourist Office’s website (acedido em

3/11/2013). Refere ainda que no primeiro mês do seu lançamento público foram feitos cerca de 10.000 downloads do software e o seu número aumenta constantemente e verificou-se que, destes downloads, cerca de 90% foram para a plataforma PalmOS e os restantes 10% foram para o Pocket PC.

O mapa turístico de Macau também apresenta alguma informação relacionada com hotéis, restaurantes, comércios, aeroporto e porto de mar, locais de interesse

turístico bem como o património, templos e museus (http://www.minube.pt/mapa/macau/macau/macau).

Também em Portugal, a componente espacial está subjacente à maioria das atividades dos municípios, em particular nos domínios do planeamento, ordenamento e gestão do território, cujos domínios necessitam de informação geográfica e georreferenciada (e. g., os websig), que deve ser atualizada de forma regular e contínua a fim de permitir e acompanhar as alterações de toda a dinâmica territorial (Santos et

al., 2010).

Porém, em muitos muncípios portugueses evidencia-se alguma resistência a alguns tipos de tecnologias de informação ou parece estarmos perante um certo pragmatismo que é o de “esperar para ver”.

As tecnologias utilizadas na construção e na aplicação dos websig podem considerar-se recentes e não tiveram tempo suficiente para serem divulgadas ao nível dos decisores do planeamento. Estes não conhecem, por isso, todas as suas potencialidades e importância que têm, não somente em termos de facilitar o acesso à informação, por parte dos munícipes, como também são insubstituíveis na valorização, divulgação e informação dos recursos endógenos dos municípios junto dos visitantes, o que poderá fazer-se através do recurso à tecnologia de um websig orientado para o turismo, como no presente caso de estudo.

A contrariar esta tendência, pela positiva, e como se poderá verificar na Figura 57, p. 136, as NUTS III do Algarve e da Região Autónoma dos Açores são as únicas NUTS no país que apresentam websig orientados para o turismo na totalidade dos seus municípios, embora nem sempre com toda a informação geográfica ou atualizados periodicamente, de forma a disponiblizar essas informações ao turista através da internet (Silva e Dias, 2002, citados por Schmidt et al., 2007, e Sítios dos municípios portugueses, 2013, acedidos entre os meses de setembro a dezembro de 2013).

De referir que nos últimos anos, em diversos países, vêm sendo desenvolvidas pesquisas na área do turismo utilizando os SIG, demonstrando a sua importância na recolha e tratamento para a construção de bases de dados espaciais, para se poder organizar uma melhor análise na área do turismo, como é o caso do ecoturismo, turismo turismo urbano, turismo cultural e histórico ou turismo na internet, facilitando o seu planeamento e gestão (Schmidt et al., 2007).

2.5. Notas conclusivas

Como se constatou ao longo do presente capítulo, são numerosos e muito variados os domínios de aplicação dos SIG dependendo da função que se pretenda com eles desenvolver e que poderá diferir por área profissional ou académica. No caso dos municípios de Lousada e de Fafe, os SIG podem ser essenciais no apoio ao turismo, porque permitem localizar espacialmente os recursos existentes. Através da visualização, os SIG informam os itinerários turísticos, podendo ainda estas tecnologias abranger o planeamento e a gestão de infraestruturas e podem funcionar, essencialmente, como importantes auxiliares no apoio aos turistas, bem como aos agentes turísticos.

Verificamos que a importância que os SIG têm para os vários setores de atividade económica é elucidativa e, neste caso particular, a forma como poderão ser utilizados para divulgar, promover e valorizar os recursos endógenos existentes nos municípios de Lousada e de Fafe.

Com estas tecnologias inovadoras de gestão e organização da informação, os municípios podem obter ganhos de produtividade e aumentos consideráveis de desempenho. Ao mesmo tempo, simplificam processos complexos e podem promover o diálogo entre os diversos agentes e a obtenção de vantagens competitivas.

Como se verificou nos sub-temas do presente capítulo, os conceitos de mapeamento na internet (Web mapping) e de websig apresentam algumas diferenças e a internet é a base de um processo onde é possível implementar, desenhar, gerar e distribuir mapas na web. Os websig, embora idênticos, derivado ao aumento de capacidades analíticas dos aplicativos utilizados no mapeamento na internet, evidenciam-se no processamento e na análise dos dados espaciais. Esbatem, desta forma, a barreira existente entre os dois conceitos, devido ao aparecimento e às capacidades dos Smart Phones, dos PDAs e do GPS, aparelhos de computação móvel (Curto, 2011).

Verifica-se também que nos dias de hoje já são muitos os municípios que utilizam informação geográfica principalmente nos departamentos de SIG, urbanismo e planeamento, ambiente e infraestruturas. Por outro lado, 80,7% de técnicos consideram- na fundamental na atividade do serviço/departamento (Santos et al., 2011).

Como já foi referido e apesar de alguma resistência, mesmo assim, são já 76 municípios portugueses que utilizam aplicações websig orientados para o turismo,

mesmo que incompletos, e regista-se que durante o espaço temporal em que se realizou a presente pesquisa, nenhuma Câmara Municipal da CIM do Tâmega e Sousa e da CIM do Ave apresentava, durante o 2.º semestre de 2013, qualquer websig orientado para o turismo.

Concluímos que os SIG são ferramentas importantes e que contribuem para que os turistas e os visitantes possam aceder de forma célere e intuitiva a toda a informação dos recursos existentes e que estes podem ser plasmados na Web.

É o que se pretende com a construção de um websig para os municípios de Lousada e de Fafe. Retornaremos a este assunto no capítulo sete.

CAPÍTULO 3 - ENQUADRAMENTO E CARATERIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS