Am I disqualified?
5. BENEFITS FOR PARENTS, TEACHERS AND ADMINISTRATION
Como, já explanado várias vezes nesta dissertação, minha intenção ao elaborar esta pesquisa foi a de tentar entender um pouco as características das personagens criadas pelos alunos de Artes Cênicas no CEFET-MG, do qual faço parte do corpo docente.
Tendo como base para meu trabalho em sala de aula e para esta pesquisa a certeza de que o teatro é fator de grande contribuição para o crescimento humano, especificamente no caso destes alunos de uma instituição pública de ensino técnico/tecnológico. Por serem adolescentes entre 14 a 18 anos, este fator de contribuição do crescimento humano é de grande importância para que eles entendam melhor as mudanças que ocorrem nesta idade, onde a ansiedade, a mudança física e o início do amadurecimento emocional os jogam em um turbilhão de emoções de difícil compreensão.
Fundamentada nesta certeza que me mobilizei, juntamente com a Coordenação de Artes para tentarmos efetivar a disciplina de Artes Cênicas na grade curricular dos cursos técnicos. A busca por esta efetivação se deu depois de ter sido responsável pelo Grupo de Teatro da instituição, de ter experimentado o envolvimento dos alunos na linguagem cênica, ter assistido o espetáculo de ver as montagens teatrais se efetivarem e também verificar o processo de crescimento do grupo e seus integrantes.
Uma questão que envolveu a pesquisa realizada foi a dificuldade em encontrar dados sobre o grupo de teatro. Tendo sido a responsável pelo grupo pude observar que não existia na coordenação nenhum material para pesquisa. Precisei recorrer a arquivos pessoais e de outros setores da instituição.
Constatei, portanto, que a linguagem cênica ainda não encontrou seu ‘lugar’ na instituição, pois o número de horas/aula disponibilizados para a disciplina ainda está aquém do necessário, fato este que poderia resultar em material para outra pesquisa.
Com a cooperação e ajuda recebida de vários setores, conforme elencadas no primeiro capítulo desta dissertação, e com minha certeza sendo alimentada pelos resultados que ia obtendo com os alunos, consegui dar o passo crucial, que foi ter a matéria incluída na grade curricular, para, dar continuidade ao trabalho já iniciado, e
implementar uma nova metodologia adequada aos fins que almejava com as aulas de Artes Cênicas.
Como bem explicitado no segundo capítulo, a metodologia que hoje aplico nas aulas foi criada por mim ao longo da experiência de vida, englobando, tanto minha fase de estudante como minha fase de professora. Este método não está concluído, e penso nunca estará, porque a pluralidade de resultados alcançados é tão rica que sempre haverá alguma modificação que se imporá espontaneamente, a partir da memória viva do trabalho que é desenvolvido.
Torna-se importante reconhecer que o método é eficiente para alcançar o objetivo ao qual tenho me proposto, já que a linguagem cênica tem no seu ritual a possibilidade de assistir e aferir a transformação desses sujeitos, nossos alunos- atores, em jovens homens de talentos. Como afirma Barbosa (1995) ”Mudou a arte, mudou o jovem, mudou o modo como pensamos, sentimos e vemos o mundo” (idem, p.92). A montagem cênica, bem como todo o processo criativo para se estrear uma peça – peça esta que é escrita pela turma em sala de aula – é ferramenta importantíssima para o desenvolvimento individual e social dos alunos.
Nas pesquisas levantadas não consegui efetuar uma separação, por idade (14, 15 e 16 anos em diante) aos arquétipos na produção dos alunos ao tentar enquadrá-las à linguagem de mitos e heróis da história.
As personagens criadas pelos alunos a partir de suas próprias imagens têm no seu todo o que eles identificam como valores éticos e morais como exemplo, na sua grande maioria, os pais, familiares, professores, em geral, alguém que teve ou tem um significado de conduta ética e não desanimou na sua busca por esse ideal. Alguém que possui uma vontade latente, pungente e vital. Alguém que, embora eles não tenham condições lingüísticas de descrever, lhes inspira o sentimento de empatia e admiração.
Para mim, como professora, este sentimento experimentado por eles através dos exercícios de Artes Cênicas preenche minhas expectativas na busca das capacidades e possibilidades emocionais e intelectuais destes alunos, pois como Duvignaud (1986) bem escreveu: “Talvez víssemos mais claro se não nos prendêssemos as palavras, mas antes a compreensão, sempre diferente, de experiências múltiplas, muitas vezes inopinadas, por vezes imprevisíveis” (idem, p.166).
O processo de uma montagem cênica possibilita a esse aluno experimentar essa força que é colocada, a todo o momento, em prova como a todas as personagens querendo se efetivar. A pluralidade de personagens a serem interpretados por eles lhes abre as portas de seus potenciais pessoais e sociais, bem como possibilita trabalhar a vontade.
Citando, novamente, Jeolas,
perdida a força vital dos rituais tradicionais, cabe aos próprios jovens buscarem outras formas de simbolização, ora com, ora sem ajuda da família, ora de maneira solitária, ora em grupo. [...] Os comportamentos e as lógicas que os sustentam diferenciam-se, as circunstâncias variam muito, as referencias e os valores multiplicam-se e as informações, em excesso, difundem-se com enorme rapidez, permitindo ao individuo mudar de posição ou de status social, de referencias e de valores, ao longo da sua vida (idem, 2007, p. 234 e 235).
Assisto, então, a motivação da equipe e a socialização no que se refere a essa escolha na equipe. A solidariedade que surge no âmago desse ser quando consegue identificar quem ele é quem ele quer ser, representantes dos heróis da sua vida.
Ao descrever os acontecimentos nesses anos de CEFET-MG, estabeleço o tema da minha procura como professora de Artes e como desempenhei esse papel na expectativa como facilitadora do processo, de realmente se efetivar a linguagem cênica. “As histórias narradas funcionam como lentes que são postas diante dos nossos olhos, ajudando na compreensão de como nos tornamos professores.” IBIAPINA (2008).P.85.
A linguagem cênica possui um pedaço da minha vida, um pedaço da minha história, e não só a minha como a dos integrantes na história do grupo de teatro. Histórias que hora acontecem dentro e fora. Não só fora da história, mas fora da memória, pois muitas vezes tive que parar de narrar para consolidar nas memórias de memorandos, da poeira levantada, nariz posto em descompasso, só acalmado ao ver nos retratos os relatos do acontecido. Outras memórias. Essa mais perto que até se ouve as risadas!
No decorrer das atividades desenvolvidas nas aulas de Artes Cênicas, várias formas foram experimentadas até chegar ao formato atual. A pesquisa aqui desenvolvida poderá colaborar para avaliar este formato, bem como, a produção artística dos alunos. Nesta minha busca pelo entendimento e a certeza da
importância das Artes na educação, desempenhei o papel de colaborar na implantação dessa linguagem artística no âmbito da coordenação e no CEFET-MG. Foi-me lembrado que não posso deixar passar o que existe na minha memória, pois essa trajetória é de domínio publico.
Estabelecer um diálogo entre o meu sentimento e a realidade experimentada pode ser identificado como uma pesquisa a parte dessa dissertação, mas optamos pelo foco de descrever e transcrever os textos produzidos pelos alunos em sala de aula e tentar entender o que norteia a escolha dos alunos na ação teatral com personagens criados do seu imaginário. Se existe uma relação com inconsciente coletivo da idade a que pertencem do auge dos seus 14 a 16 anos. Qual a experiência assistida e os laboratórios como facilitador do processo do seu sentir, e da sua escolha? Como a arte possibilita esse ajuste na formação do jovem socialmente inserido no seu universo.
Para isso sustento a preocupação de Ibiapina (2008), quando afirma
…o estudo do desenvolvimento com base nos fatores psicológicos e físicos quando culturais; identificar as inter-relações entre os momentos de vida dos professores e os da carreira; privilegiar uma abordagem reflexiva que valorize a narração, segundo as circunstâncias em que elas foram vividas e, por ultimo, evitar as generalizações, reconhecendo os limites que essa metodologia abarca. (idem, p 88).
Nas considerações finais saliento que a passagem desse aluno pela Coordenação de Artes apresenta uma característica de crescimento e através do ritual de uma montagem teatral. Artes Cênicas se compromete nessa noção de experimentação de grupo e possibilita ao aluno sentir e expressar as experiências dos sentidos. Propiciar aos alunos o conhecimento do seu corpo reconhecendo na sua imagem o que ela apresenta e representa para o outro é possibilitar ao aluno- ator uma consciência corporal para então, facilitar seu processo de criação, que se faz necessário para o ator-aluno se efetivar como integrante desse grupo de teatro.
Nos tipos de aprendizagens a que esses alunos participam nas aulas de Artes Cênicas no quadro nº 8 a que se refere Ibiapina (2004) ela aborda os três níveis qualitativos de aprendizagem, e que considero especial quanto a linguagem subjetiva e reflexiva que passam nossos alunos. A saber, a aprendizagem é distribuída em, objetiva, subjetiva e social. Na aprendizagem começarei pela subjetiva a que me reporto nesse percurso do trabalho. A experimentação dos
alunos-atores é feita através do [...] “conhecimento de si mesmos: apreensão das estratégias de reflexão, capacidade de autocrítica, autoconhecimento, autoformação e a construção da imagem do jovem homem que se configura”. (Adaptação do texto da Ivana no final – professor-jovem) Na aprendizagem social ele troca de idéias, aprende a refletir e passa a viver papéis políticos na transformação social que desempenha na colaboração com seus atores-alunos personagens da vida que fará parte do seu homem-herói.
As características individuais assistem a passagem para o coletivo em uma expressão de solidariedade entre as personagens do grupo. As personagens são figuras de heróis, estes representando nossos próprios valores humanos. Como bem escreve o ser ator Duvignaud (1972) diz:
“Estamos no domínio do teatro: [...] estabelece entre os personagens um elo, polemico ou não, e esse elo é o instrumento de uma circulação de matéria social. As relações dos heróis entre si são sem duvida tão importantes quanto as do publico e do comediante, uma vez que dessa separação e dessa tensão resulta o próprio principio da arte do teatro” (idem, p. 258).
REFERÊNCIAS
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______Formação de Professores- texto e contexto. Belo Horizonte. Autentica editora. 2007. 141 p
_______Docência Universitária: Um Romance Construído na Reflexão Dialógica. Natal. 2004. Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Educação- UFRN. 410 p.
JEOLAS, Leila Sollberger. Risco e Prazer. Os jovens e o imaginário da AIDS. Londrina, Eduel, 2007. 264 p.
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ROSENFELD, Anatol. O Mito e o Herói no Moderno Teatro Brasileiro. São Paulo: Editora Perspectiva. 122 p.
ANEXOS
ANEXO A
Textos produzidos pelas turmas
1º ano do Curso de ELE- Eletrônica- TEATRO – CRÔNICA – 2010
O texto está na forma original. Acrescentei os detalhes entre os diálogos e as cenas. (Telefone tocando – crítica ao sistema de telemarketing)
Christi: - Ei senhora! Bom dia, o que gostaria? (atendente) Paulinha:- Gostaria de cancelar meu plano! -(cliente)
Christi:- Mas você não gostaria de conhecer nossos planos tenho certeza que você irá mudar de idéia. (preguiça, enquanto lixa as unhas)
Paulinha:- Não só quero CANCELAR! Christi: -Um minutinho por favor senhora!
(Nesse momento o telefone toca. É o marido avisando que o filho sumiu)
Henry: - Meu filho você está jogando vídeo game, eu num falei que era pra você estudar, que futuros os jogos irão te dar?!
Filho Gabriel: - Pai estou doente, não estou conseguindo estudar, minha cabeça está doendo muito! (ironia)
Henry:- Sua cabeça não está doendo pra jogar vídeo game não? Mas vou ali buscar um remédio e você vai estudar. (bravo)
Gabriel: - Tudo bem pai, eu vou estudar. (mais ironia) Amigos do Gabriel (Felipe e Danilo) gritam;
Amigo1:- GAAAAABRIEL chega mais Zé... Gabriel atende a porta.
Amigo2:- Borá lá no jogo do Cruzeiro no Mineirão. Nós vamos zuar demais! Amigo1:- Mas seu pai não vai xingar não?
Gabriel:- Vamos então. Meu pai deixa. (ironia total)
*Voltando a primeira quadro da 1ª cena da operadora de telemarketing Christi:- Obrigada por esperar.
Paulinha:- Mas quanta demora, estou querendo só cancelar e vocês ficam me enrolando!
Christi:- Mas você não gostou deste plano, posso apresentar outro!Temos um plano que você coloca 10 reais de crédito e...
Paulinha: - Eu não quero saber de nenhum plano! Quero CANCELAR! (raiva) A cena volta pra casa aonde o pai da falta do filho e diz chegando no quarto.
Pai:- Ué cadê meu filho? Fui buscar remédio e ele não está mais aqui, minha mulher precisa saber disso.
Volta pra cena da atendente. É neste momento que trocamos o cenário. Montamos o restaurante, pois não vai mais aparecer o interior da casa.
Chris: - Mas a senhora está muito irritada. Calma iremos arrumar outra solução para seu problema. (telefone toca, o seu telefone móvel.)
Paulinha:- A solução para meu problema é só CANCELAR a conta! Chris:- Só um minuto. (som de espera)
(atende o celular) Chris: - Alô.
Nessa hora aparece o Henry sem cenário. Só a conversa do casal ao vivo Henry: -Nosso filho sumiu.
Christi: - Eu deixo nosso filho com você e é isso que acontece, enquanto eu dou duro aqui você só fica no bar. A única obrigação é cuidar dele e você o deixa fugir, se vira. (Indignada com o marido desliga na cara dele)
Volta pro primeiro quadro - 1ª cena
Christi:- OBRIGADA por aguardar. (raiva)
Paulinha: - Agora você vai poder cancelar meu plano?!
Christi: - Mas você acha que é só você que tem problemas?! Estou lotada de problemas e você vem reclamar comigo sobre o plano de sua conta, quer saber de uma coisa vai reclamar com outra pessoa.
Paulinha: - Que absurdo sua grossa! (desliga o telefone)
Enquanto isso o subgerente (Adilton) escuta toda a conversa entre a atendente e a cliente e fica assustado.
Adilton: - Christi você está xingando o cliente? Qual a norma da nossa empresa? O cliente sempre tem razão. E ainda depois fala ao telefone coisas pessoais, vou ter que falar com o gerente Bruno.
Adilton: - Chefe a funcionária Christi está procedendo de maneira inadequada. Estava falando no telefone coisas pessoais e xingando a cliente. Temos que tomar providência.
Bruno: - Então chame a funcionária para termos uma conversa séria! Adilton: - ATENDENTE Christi venha aqui agora. O chefe está chamando.
Bruno:- Por que você estava maltratando os clientes? E ainda por cima conversando coisas pessoais. Você está despedida!!!.
Christi: - Não chefe, por favor, me desculpe não farei isso mais!
Bruno:- Não, foi uma coisa muito séria. É contra as regras da empresa. Pegue suas coisas e vai embora!
Christi sai chorando e falando no telefone com a amiga Cristiany que a convidou pra ir ao bar do Alemão.
Christi: - Alô amiga. Cristiany: - Oi, jóia?
Christi: - NÃO tô jóia. (choro)
Christiany: - Porque, o que aconteceu!
Christi: - Meu chefe me despediu, estou desempregada! Chrisstiany: - Por quê? O que você estava fazendo, hein? Christi: - Estava resolvendo problemas de família.
Christiany: - E agora como você vai sustentar seu filho e o vagabundo do seu marido?
Christi: - Não sei amiga.
Christiany :- Mas vamos ali ao bar do Alemão para você me contar essa história direitinho e aproveitar e tomar umas.
Mudança de quadro. Cena na empresa de telefonia. Diálogos entre o patrão, Bruno e a esposa Ana Carolina.
Ana Carolina: - Amor vim te convidar para almoçarmos juntos aqui no restaurante do Alemão. Acabei de ver uma pessoa saindo daqui chorando, o que aconteceu?
Bruno: - Ela desrespeitou as normas da empresa e foi mandada embora. Ana Carolina: - Coitada amor ela deve ter tido problemas para cuidar, família, Coitadinha, podemos almoçar agora?
Bruno: - Sim amor, vamos almoçar!
Mudança de quadro. Cena da gangue.-Cena de rua. (Eles estão cheirando cola) Felipe: - Nossa o bagulho tá acabando, manu! E agora??
Dafiny: - Vamos ter que arrumar grana de qualquer jeito pra comprar mais, né? Zé? Olha lá aquele restaurante ali?
Arthur: - Vamos lá, tem muita gente, deve ter muita grana e coisa de valor! Felipe: - Borá Lá! E agora!
Mudança de cena. Volta para o 2º quadro. No interior da casa, pai Henry e filho Gustavo.
Henry: - Ahh Você voltou? Seu espertinho....
Gabriel: - Não pai, só fui ali com uns amigos você sabe!!!
Henry: - A coisa vai ficar mais divertida ainda, vem aqui comigo, agora! Tá Mudança de quadro. Christi com a amiga Cristiany no restaurante.
Cristiany:- Amiga me conta o que aconteceu com você? Que barbaridade!
Crhisty: - Um Mané, subgerente lá da empresa me pegou falando com o traste do meu marido, aí você já viu? Me dedurou pro chefão e daí pra rua foi um instante. Cristiany:- Nossa, agora vai ficar difícil. Como que você vai fazer com filho
estudando e marido desempregado? Mudança de quadro. Cena do restaurante. No escritório Alemão abraçando a amante Bya.
Alemão: - Que saudades de você aqui no escritório, venha aqui me dar um abraço e um beijo.
Bya: - Não. Só depois que você se separar da sua esposa! Temos que resolver nossa situação. (ela vai pras mesas atender os clientes)
Bya: - Senhoras em que posso ajudar? Gostariam de um suco? Refrigerante, água! Amiga 1- Um suco de maracujá, por favor.
A garçonete sai pra fazer o pedido e atende a outra mesa. Bya: - Olá senhores, bom dia! Em que posso ajudar?
Bruno: - Sim, uma porção de fritas com filé e dois refrigerantes, light, limão e gelo. Ana Carolina: - Não amor não posso tomar refrigerante, você não tem algo menos calórico e bom pra saúde?
Bya: - Temos água.
Alemão sai do escritório e encontra Flávia (esposa). Essa passagem é sem muitos detalhes.
Flávia: - Oi amor, o restaurante está cheio né?! Que bom! Alemão: - Sim as coisas estão indo bem amor…
Dáfiny: -‘Todo mundo com a mão na cabeça que isso é um assalto!’