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THE BELARUSIAN TRANSITION

In document No Compromise - No Democracy (sider 69-104)

qualquer sinal no corte mais periférico (Figura 34A). Os sinais tornam-se mais claros à medida que nos aproximamos da região central do tecido.

Na secção a 1280μm, foi observado um grande conjunto de núcleos cerebrais em que foi possível detectar transcritos de Cyp19B. Na Figura 35 encontram-se esquematizadas um conjunto de regiões onde foram representados a sombreado os locais específicos onde foram encontradas reacções positivas, sem consideração da intensidade do sinal. De entre as várias regiões, optou-se por não mostrar na imagem a posição assinalada com (A), uma vez que o sinal foi pouco expressivo e de baixa intensidade. Esta região é fundamentalmente celular, com um núcleo bastante bem individualizado de células no que parece ser a região do hipotálamo. Assinalados com as letras B e C no mesencéfalo, ventralmente em relação ao tecto óptico, podem também ser identificados núcleos que revelam sinal específico. As zonas assinaladas com as letras D e G localizam-se respectivamente na transição do tecto óptico para o cerebelo, na divisão lateral da válvula do cerebelo, e no telencéfalo. O lobo caudal do cerebelo, parece também reagir positivamente à sonda F3BR3 (Figura 35F). Os restantes sinais detectados com esta sonda e expressos na Figura 35 (E, H, I e J) encontram-se dispersos ao longo da medula oblongata estendendo-se desde a zona ventral ao cerebelo e estendendo-se ventralmente à crista do cerebelo, ao ventrículo rombencefálico e aos lobos facial e vagal.

Na Figura 36 são apresentadas as fotografias correspondentes às secções acima referidas. Estes sinais são particularmente evidentes na região ventral do tecto óptico com dois núcleos muito bem definidos (Figura 36B e C), no que aparenta serem núcleos de corpos celulares inseridos em regiões maioritariamente axoniais. Uma outra região com sinal bastante evidente é a região que medeia a fronteira entre o tecto óptico e o cerebelo, mais especificamente na divisão média da válvula do cerebelo (que é uma estrutura que se projecta rostralmente para a região mesencefálica) (Figura 36D) e que consiste num conjunto de células bem individualizado. Também no lobo caudal cerebelo (Figura 36F) conjuntos de corpos celulares parecem projectar-se horizontalmente para o exterior do tecido, revelando estes núcleos um sinal positivo embora não muito marcado. O lobo caudal do cerebelo individualiza-se da restante fracção por ser maioritariamente celular, em contraste com a sua envolvente axonial. Na área dorsal mediana do telencéfalo (Figura 36G), grupos de células apresentam uma coloração forte. Toda esta região é celular, embora não de forma muito densa. As restantes fotografias da Figura 36 (E, H e I) localizam-se na medula oblongata.

Figura 35 – Esquema do corte sagital do cérebro do macho a 1180μm da periferia. Neste corte encontram-se representados algumas das principais regiões. São ainda identificadas a sombreado as zonas que apresentam um sinal mais evidente e a azul encontram-se delimitadas as áreas correspondentes às fotografias apresentadas na Figura 36.

Telencéfalo

Bolbo Olfactivo

Tecto óptico Cerebelo

Diencéfalo Ventrículo tectal Crista cerebellaris Medula Oblongata Medula Espinal A B C D E F G H I Telencéfalo Bolbo Olfactivo

Tecto óptico Cerebelo

Diencéfalo Ventrículo tectal Crista cerebellaris Medula Oblongata Medula Espinal A B B C C D D E E FF G G H H II

Figura 36 – Hibridação in situ com a sonda F3BR3. A – O sinal aqui indicado localiza-se no diencéfalo em posição caudal ao bolbo olfactivo:Ampliação 100×; B – O sinal localiza-se imediatamente por baixo do início do tecto óptico provavelmente no tálamo ventral: Ampliação - 400×; C – sinal localizado na área telencefálica dorsal. Ampliação - 200×; D -divisão média da válvula do cerebelo: D – Ampliação 200×; D1 – Ampliação 400×; E – região anterior do rombencéfalo (medula oblongata): Ampliação 200×; F – lobo caudal do cerebelo: Ampliação - 400×; G – telencéfalo, região mediana da área dorsal telencefálica: Ampliação - 400×; H, I, J – diferentes regiões da medula oblongata que expressam núcleos específicos de células com sinal positivo (H, I). Ampliações: H - 200×; I - 40×; I1 – 200×; I2 - 400×; J - 100×

Figura 37 – Esquema de um corte sagital mediano do cérebro de um macho adulto correspondente a 1640μm a partir da periferia do tecido. Neste esquema são apresentadas as localizações dos sinais específicos para a sonda F3BR3.

Tele ncéfalo B olbo olfactivo Tecto óptico C erebelo P ituitária V entriculo tectal C rista cerebellaris Lobo facial Lobo vagal Medula oblonga ta Medula espinal Área preóptica C orpo mamilar

Núcleo difuso do lobo infe rior

V entrículo rombence fálico

A B D C E F G Tele ncéfalo B olbo olfactivo Tecto óptico C erebelo P ituitária V entriculo tectal C rista cerebellaris Lobo facial Lobo vagal Medula oblonga ta Medula espinal Área preóptica C orpo mamilar

Núcleo difuso do lobo infe rior

V entrículo rombence fálico Tele ncéfalo B olbo olfactivo Tecto óptico C erebelo P ituitária V entriculo tectal C rista cerebellaris Lobo facial Lobo vagal Medula oblonga ta Medula espinal Área preóptica C orpo mamilar

Núcleo difuso do lobo infe rior

V entrículo rombence fálico

A A B B D D C C E E FF G G

A região da medula oblongata é rica em diferentes núcleos celulares e tractos neuronais. As fotografias E, H e I focam alguns destes núcleos, que são perfeitamente individualizados e que são fundamentalmente celulares em relação às estruturas envolventes. Embora a localização precisa dos núcleos seja difícil de determinar, o que impede a sua identificação exacta, a Figura 36H parece corresponder à base sensorial do nervo facial (VIIs) que controla as brânquias.

O corte correspondente à região mediana (1640μm) do cérebro do macho está esquematizado na Figura 37 e as respectivas imagens dos sinais positivos encontrados, na Figura 38. Na Figura 37, observa-se também a pituitária que, como referido, será abordada na secção 4.3.4, pelo que a sua representação no esquema é meramente orientadora. A maioria das estruturas representadas neste corte foram já identificadas e descritas nos cortes anteriores. São exemplos o telencéfalo, o tecto óptico, o cerebelo, os bolbos olfactivos e as medulas oblongata e espinal. Por esta razão, apenas as estruturas ainda não descritas serão aqui referidas. O corpo mamilar e o núcleo difuso do lobo inferior situam-se na porção mais caudal do hipotálamo. O núcleo difuso do lobo inferior resulta da migração das células periventriculares que circundam os recessos do ventrículo diencefálico e é constituído por

células de pequenas dimensões. A porção caudal do lobo inferior situa-se ventralmente ao tegumento e inclui o corpo mamilar, que integra a informação oriunda dos núcleos sensoriais e motores.

A área pré-óptica do hipotálamo situa-se na porção mais rostral do diencéfalo, imediatamente por cima do nervo óptico. Pode ser dividida num núcleo ventral pré-óptico parvocelular e um núcleo dorsal pré-óptico magnocelular, que no entanto não foram aqui identificados. A área pré-óptica desenvolve um tracto de fibras nervosas que atravessam o tracto óptico e se projectam maioritariamente para a hipófise. Os neurónios que constituem

Figura 38 – Hibridação in situ com a sonda F3BR3 ao corte sagital mediano de um cérebro de macho (1760μm). B – Sinal entre a parte ventral do telencéfalo e a região anterior do diencéfalo: Ampliação - 400×; C – recesso posterior do ventrículo diencefálico: Ampliação C - 400×; D, E – diferentes núcleos de células dispersos ao longo da medula oblongata. D parece corresponder ao núcleo facial motor (NVIIm) onde se insere o núcleo sónico motor (SMN): D - 40×, D1 - 200×, E - 100×, E1 - 400×; F – tálamo dorsal ventralmente situado em relação ao ventrículo tectal: Ampliação F - 200×, F1 - 400×; G – telencéfalo, região mediana da área dorsal telencefálica: Ampliação 400×. As setas indicam alguns exemplos de alguns sinais específicos.

a área pré-óptica são de grandes dimensões. De forma geral, a pericária das células da área pré-óptica encontra-se nos peixes geralmente associada a vasos sanguíneos, sendo esta região normalmente rica em fluxo sanguíneo. Os lobos facial e vagal situam-se em posição posterior à crista do cerebelo e situam-se em posição central a um conjunto de tractos que da região dorsal para a ventral são identificados como o griseu central, fundamentalmente celular; o fascículo longitudinal mediano (MLF) que se estende ao longo de uma grande porção da medula oblongata e que é fundamentalmente axonial; a comissura ventral telencefálica (Cven) cuja estrutura é composta por núcleos celulares mais ou menos bem individualizados; e de novo pelo fascículo longitudinal mediano. Ainda ventralmente colocado em relação ao lobo vagal encontra-se o núcleo vagal motor (NXm) que apresenta um conjunto de células extremamente grande e que se individualiza perfeitamente (Figura 37).

Na Figura 38 os destaques situam-se fundamentalmente na região mediana da área dorsal telencefálica (Figura 38G), no tálamo dorsal imediatamente por baixo do ventrículo tectal e do tecto óptico (Figura 38F) e que parece projectar-se em diferentes núcleos celulares ao longo da medula oblongata, particularmente em dois núcleos específicos (Figura 38D, E, E1, E2). Os núcleos representados em D e F desta figura são característicos por serem compostos por células de grandes dimensões, o que caracteriza os núcleos motores. Embora neste caso a sua identificação não possa ser precisa, o núcleo apresentado na Figura 38F parece corresponder ao núcleo oculomotor (NIII), e o núcleo presente na Figura 38D parece corresponder ao núcleo facial motor (NVIIm), onde se encontra inserido o núcleo sónico motor. A Figura 38E apresenta a visão geral (E) e em detalhe (E1) a comissura ventral rombencefálica. Foi também localizado um sinal em posição rostral à área pré-óptica, que embora bem definido, é extremamente localizado e restrito a um conjunto muito reduzido de células, inseridas numa região fundamentalmente axonial. Por último, pode também identificar-se um núcleo celular que apresenta uma reacção positiva clara à sonda F3BR3, que se localiza em torno do recesso lateral do ventrículo diencefálico, possivelmente no núcleo tuberal posterior e na zona dorsal do hipotálamo periventricular (Figura 38C). No geral, e após analisadas estas três secções de tecido, as reacções específicas do

cérebro dos machos à sonda F3BR3 distribuem-se no telencéfalo, em algumas regiões do diencéfalo, mais especificamente no hipotálamo e no tálamo dorsal, no rombencéfalo, com alguma expressão no cerebelo, mas sobretudo ao longo da medula oblongata.

4.3.2.2 distribuição dos transcritos do gene Cyp19A no cérebro do macho

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