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Befolkningens deltakelse

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5 Kommuneinndelingens betydning for demokratiet

5.2 Befolkningens deltakelse

Segundo Engelhardt et ai. (1995,), após o nascimento, a maturação sexual é um dos mais marcantes acontecimentos do desenvolvimento físico da vida humana, é a linha divisória entre infância e a adolescência, e por outro lado entre a adolescência e a maturidade. Esse processo de maturação biológica sofre influência de determinantes genéticos e fatores ambientais.

Segundo Petroski et ai. (1999) a maturação sexual pode ser afetada por diversos fatores ambientais como: cultural, condições climáticas, atividade física, nível sócio económico, tamanho da família, estado nutricional etc. As contribuições relativas a cada fator não são devidamente compreendidas.

Entretanto, um balanço energético negativo decorrente de uma ingestão calórica inadequada ou devido a restrições energéticas associadas ao treinamento em determinados esportes pode inibir a produção de fatores de crescimento e desenvolvimento normais. Demonstrou-se que 6 dias de restrição energética (35 kcal/Kg/dia) em crianças de 8 a 11 anos resultaram em um balanço de nitrogénio negativo e diminuição dos níveis circulantes de IGF-I

e IGFBP3. Os autores sugerem que essas alterações hormonais podem indicar um estado de hormônio de crescimento resistente, o qual poderia impedir o crescimento e desenvolvimento normais a longo prazo (Thomposn, 1998).

Jovens atletas são particularmente afetados pelo desequilíbrio energético que pode resultar, caso se prolongue, em graves consequências para a saúde, tais como baixa estatura, atraso puberal, deficiência de nutrientes, desidratação, irregularidade menstrual, alterações ósseas, maior incidência de lesões (Thompson, 1998).

Puberdade significa o início da vida sexual adulta, e a menarca, o início da menstruação. O período da puberdade é causado por um aumento gradativo da secreção de hormônio gonadotrófico pela hipófise, começando em torno do oitavo ano de vida, e geralmente culminando na instalação da menstruação entre as idades de 11 a 16 anos (média 13 anos) (Guyton e Hall, 1997). Na mulher, a glândula hipofisária infantil e os ovários são capazes de pleno funcionamento se forem apropriadamente estimulados. No entanto, e por razões não compreendidas, o hipotálamo não secreta quantidades significativas de Gonadotropina (GnRH) durante a infância. Experimentos mostram que o próprio hipotálamo é capaz de secretar este hormônio, mas há uma falta do sinal apropriado de alguma área do cérebro para causar a secreção. Portanto, acredita-se que o início da puberdade seja resultado de algum processo de maturação que ocorre em alguma parte do cérebro, talvez em alguma região do sistema límbico (Guyton e Hall, 1997).

A menarca é um evento maturacipnal com padrão tardio. A menstruação não pode ocorrer ao menos que o hipotálamo, a glândula pituitária anterior e os

ovários estejam funcionando e os dutos genitais estejam amadurecidos. As informações disponíveis sobre as respostas hormonais de crianças e adolescentes envolvidas com treinamento, não mostram a associação do treinamento regular como um fator crítico no retardo da menarca; entretanto, o que é relevante para garotas pré-púberes é o possível efeito do treinamento regular sobre o eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano quando maduro (Malina e Bouchard,1991).

O mecanismo sugerido para associação entre treinamento e atraso na menarca é hormonal. Isto sugere que o treinamento intensivo influencia nos níveis de hormônios gonadotróficos e ovarianos circulantes, e no ciclo da menarca (Malina e Bouchard, 1991).

Um estudo prospectivo realizado por Theintz et ai. (1993), teve como objetivo avaliar se o treinamento físico intensivo durante a puberdade poderia alterar o crescimento potencial de atletas femininas adolescentes. Sendo assim, foram observadas a estatura, altura tronco cefálica, altura acromial, peso, gordura corporal e estágio puberal de 22 ginastas com idade entre 12.3+0.2 anos com um período médio de treinamento de 22 h/semana e 21 nadadoras com idade de 12.3+0.3 anos com período de treinamento médio de 8 h/semana, as atletas foram avaliadas semestralmente por um período de 2.35 anos. Os resultados demonstraram que a velocidade de crescimento das ginastas foi significativamente menor do que o das nadadoras de 11 a 13 anos de idade óssea (p<0,05), com um pico médio de velocidade de estatura de 5.48+0.32 cm/ano versus 8.0+ 0.50 cm/ano para as nadadoras. O escore de desvio padrão da altura diminuiu significativamente nas ginastas com o tempo

(R= 0.747; p<0.001); esta observação não foi associada com a alteração significativa da relação entre a idade cronológica e a idade óssea. Em contraste, o escore de desvio padrão de estatura permaneceu inalterado em nadadoras (R= -0.165; p=0.1). Um forte retardo do crescimento da altura acromial foi observado em ginastas com 12 anos de idade óssea, resultando numa diferença marcante na relação total entre altura tronco cefálica/altura acromial (ginastas: 1.054+0.005 versus nadadoras 1.100+0.005; p<0.001). Os autores concluíram que o treinamento em ginastas (+ que 18h/semana) iniciando antes da puberdade e se mantendo durante a puberdade, pode alterar a velocidade de crescimento, influenciando no padrão esperado para a altura total adulta. Os autores sugerem ainda que a inibição prolongada do eixo hipotalâmico-pituitário-gonadal pelo exercício, junto com ou por causa do efeito metabólico da dieta, é responsável por estes.

Efeitos do treinamento regular sobre os níveis basais de hormônios em crianças e adolescentes não são conclusivos; porém, em pequenas amostras com nadadoras pré-púberes não se observou diferenças nos níveis basais de estradiol, no início e após vinte e quatro semanas de treinamento, entretanto o nível basal de estradiol mais baixo foi encontrado em nadadoras pós-púberes após os períodos de treinamento (Malina e Bouchard, 1991).

A simples presença do hormônio não implica necessariamente numa resposta biológica. Existe, provavelmente uma variação na resposta dos receptores hormonais ao nível dos tecidos. É possível que o treinamento possa ter alguma influência nos receptores hormonais dos indivíduos em desenvolvimento, porém este assunto não está devidamente esclarecido. Além

do mais, efeitos agudos como resposta do exercício e efeitos crónicos associados com o treinamento intensivo e regular devem ser distinguidos.

A assertiva que sugere que o treinamento atrasa a menarca, é que mudanças no peso ou composição corporal associadas com o treinamento intensivo podem funcionar como fatores que influenciam no surgimento da menarca. Isto é relatado nas hipóteses a cerca do peso e gordura críticos sugeridas por Frisch (1974), onde um determinado valor de peso (cerca de 48 kg) ou gordura (cerca de 17%) é necessário para que a menarca ocorra. Estes autores advogam que estas características morfológicas provocam alterações em seu índice metabólico, sobretudo no que se refere ao feedback hipotalâmico-ovariano, reduzindo desse modo a sensibilidade do hipotálamo, a circulação dos níveis de estrógenos e por sua vez, propiciando maiores facilidades à ocorrência da menarca, auxiliando na manutenção da

regularidade dos ciclos menstruais.

No entanto, alguns pesquisadores relutam em aceitar esta hipótese e acreditam que as alterações observadas nas variáveis da composição corporal é que são produto do processo de maturação biológica, e não o inverso (Malina,1978; Stajeretal., 1990).

Malina (1997), relata que a ocorrência da menarca em idades tardias observada em atletas podem ser devido em parte ao aumento do tamanho familiar.

As interferências de uma prática regular de exercícios físicos em relação aos aspectos maturacionais são observadas em meninas atletas que, em sua grande maioria, menstruam mais tardiamente que a média das meninas da

população em que vivem. Isto se deve ao fato das mulheres atletas serem mais magras e mais altas, com quadril mais estreito e com pouca gordura corporal, fatores que estão relacionados a menarca tardia. Meninas que praticam esportes produzem muita prolactina o que pode retardar a maturação dos ovários .

Apesar de algumas atletas e treinadores acreditarem que a suspensão da menstruação indica ótimo conteúdo de gordura corporal ou nível de treinamento, na verdade tal situação é deletéria para a saúde óssea e pode, a longo prazo, levar à infertilidade e outros problemas de reprodução, alteração da função imunológica e um maior risco de doenças cardiovasculares (Thompson, 1998).

Geithner (1998), em um estudo com garotas envolvidas ativamente em treinamento esportivo (n=23) e sedentárias (n=26), comparou-as em ternos de idades no pico de velocidade de altura (PVA) e menarca, o intervalo entre idades no PVA e menarca, e idades nos estágios alcançados de pilosidade pubiana, mama e a duração estimada desses estágios. Os sujeitos foram observados longitudinalmente dos 11 aos 18 anos de idade. Foram medidos estatura e peso, e os estágios de desenvolvimento de pelos pubianos e mama que foram avaliados em intervalos de três em três meses até os 14 anos, e em intervalos semi anuais até os 16 anos e em intervalos irregulares subsequentemente. A idade de menarca foi obtida prospectivamente. Garotas ativas em treinamento de 12 h/s, em desportos de corrida, trilha e natação para uma média de 3.9+1.2 anos durante a puberdade e o surto de crescimento. Observou-se que o PVA e menarca ocorreram em média ligeiramente mais

tarde em garotas ativas em esporte, porém estas diferenças não são significativas .O intervalo entre o PVA e menarca, PVA (cm/ano), idade de alcance dos estágio 3,4 e 5 de pêlos pubianos e mama, e intervalos estimados entre os estágios adjacentes também não diferiram significativamente entre os grupo ativos e sedentárias. Assim o treinamento regular em esporte durante a puberdade e o surto adolescente, aparentemente não têm influência na duração e progressão da maturação somática e sexual em garotas.

3. METODOLOGIA

3.1. Característica da Pesquisa

O presente estudo caracteriza-se como descritivo do tipo analítico transversal comparativo, pois tem como objetivo comparar quais as diferenças provocadas pelo treinamento da natação sobre a idade de menarca, composição corporal, massa corporal magra e massa gorda de meninas sedentárias e atletas de natação.

3.2. Caracterização da Amostra

A população deste estudo foi composta apenas por indivíduos do sexo feminino divididos em dois grupos amostrais: um formado por meninas sedentárias e o outro por atletas de natação, participantes de clubes filiados à "Federação Pernambucana de Natação" (FPN), da cidade do Recife-PE, onde foram selecionados os seguintes clubes: "Clube Português do Recife", "Associação Atlética Banco do Brasil", "Associação Atlética do Colégio Santa Maria" e Nunage", em uma faixa etária compreendida entre 9 e 17 anos. A escolha destes clubes deveu-se ao fato de os mesmos terem em suas atividades o treinamento de natação para participação de atletas em competições do calendário estadual e nacional. Na definição da faixa etária, considerou-se a idade em anos do indivíduo, arredondada para o número inteiro mais baixo, um indivíduo com dez anos e onze meses, foi incluído no

escalão etário dos dez anos (Léger et ai.,1988). Além da faixa etária os indivíduos foram divididos de acordo com estágio maturacional baseados na identificação das características sexuais secundárias proposta por Tanner (1962).

A amostra foi composta por 166 meninas, sendo 82 do grupo de sedentárias e 84 para o grupo de atletas (GRÁFICO 1 ). Para efeito de análise, os grupos foram subdivididos de acordo com o estágio maturacional (TABELA 1 e GRÁFICO 2). Foi determinado que participariam da amostra apenas meninas que atendessem aos critérios de inclusão estabelecidos para participação na pesquisa, tanto no grupo de atletas como de sedentárias.

GRÁFICO 1 - Distribuição da amostra entre meninas atletas e sedentárias

Distribuição da amostra atletas e sedentárias

51%

□ Atletas ■ Sedentárias

TABELA 1 - Valores descritivos dos sujeitos do presente estudo, classificados de acordo com a fase maturacional.

Nível Maturacional Atletas Sedentárias Total

Pré- Púbere 26 14 40

Púbere 42 44 86

Pós- Púbere 16 24 40

Total 84 86 166

GRÁFICO 2 - Distribuição da amostra de acordo com a fase maturacional

Distribuição da amostra

^í^í^^gvfi

Pré-Púbere Púbere Pós-Pubere

| Atletas l Sedentárias

Devido ao caráter experimental deste estudo, o mesmo foi previamente submetido aos critérios do comité de ética em pesquisa da Universidade de Pernambuco (UPE). (Anexo 1).

A formação dos grupos foi realizada de forma aleatória e intencional. Aleatória, porque os indivíduos foram selecionados voluntariamente, sendo convidados através de comunicação verbal nos clubes e colégios, a participarem da pesquisa e intencional pela necessidade em se ter um grupo

3.3. Procedimentos operacionais

Inicialmente, era contatado o responsável pelo Departamento de natação de cada uma das instituições selecionadas e após sua permissão na realização da pesquisa era enviado aos pais ou responsáveis o termo de consentimento livre e esclarecido (Anexo 1) previamente aprovado pelo Comité de Ética e Pesquisa da Universidade de Pemambuco(UPE), (Anexo 2). Só fizeram parte do experimento aquelas meninas que apresentassem o consentimento assinado, constituindo-se este ato um dos requisitos principais para participação na pesquisa, assim como a aceitação da própria atleta como está especificado nos critérios de inclusão desta pesquisa, anteriormente citados no capítulo 1. O mesmo procedimento foi realizado quanto as manobras nas meninas sedentárias, modificando-se apenas o contato inicial que era feito diretamente com os pais e com a própria menina a ser avaliada.

Para este estudo, além da idade, sexo e estágio maturacional, foram realizadas mensurações antropométricas de peso, estatura e dobras cutâneas, sendo estas mensurações realizadas pelo próprio pesquisador. A análise da maturação sexual foi feita por uma auxiliar do sexo feminino devidamente treinada para este fim. Todos os dados relacionados a antropometria e medidas de dobras cutâneas eram devidamente anotados numa ficha clínica (anexo 3) pelo próprio pesquisador, sendo aqueles relacionados às informações pessoais (nome, idade, ocorrência da menarca, etc) e estágio maturacional anotados pela auxiliar calibrada para estes fins, de forma a impor um melhor dinamismo à coleta. As informações foram obtidas de acordo com

os procedimentos e na sequência descrita a seguir:

3.3.1 Estatura (EST)

Trata-se do comprimento linear vertical entre o apoio dos pés e o vertex (ponto mais alto da cabeça). Para obter-se a medida de estatura, foi utilizado um estadiômetro de madeira, adaptado por meio de um cursor a uma escala métrica vertical com precisão de 0,1 cm. Para sua determinação, o avaliado, sem calçado, era posicionado sobre a base do estadiômetro, de forma ereta, com o corpo na posição anatómica, estando em contato com o estadiômetro ao nível do occipital, das costas, da cintura escapular e dos calcanhares, e os membros superiores deveriam se encontrar pendentes ao longo de todo o corpo, devendo os pés estarem unidos. Com o auxílio do cursor de madeira construído para este fim, foi determinada a medida correspondente à distância entre a região plantar e o vertex, estando o avaliado no momento de inspiração máxima e com a cabeça orientada no plano de

Frankfurt paralelo ao solo, (Gordon, et ai. 1988).

3.3.2 Peso corporal ou Massa Corporal (MC)

Corresponde a quantidade de matéria da estrutura corporal expressa em kilogramas (kg). As medidas de peso corporal foram realizadas através de uma balança Filizola, com precisão de 100 gramas, seguindo a padronização proposta por Gordon et ai. (1988). Para sua determinação, o avaliado, com o

mínimo de roupa possível, e sem calçados, colocou-se em pé sobre a plataforma, no centro, de costas para a escala de medidas da balança, ereto e com os braços ao longo do corpo. Foi estabelecido que o avaliado fixasse o olhar em um ponto à frente, a fim de evitar oscilações na leitura da medida.

3.3.3 Composição Corporal

Para análise da composição corporal, optou-se pela mensuração nas espessuras das dobras cutâneas, que foram medidas utilizando-se um adipômetro LANGE, de precisão de 0,1 mm, seguindo a padronização proposta por Harrison et ai. (1988).

As medidas das dobras cutâneas foram realizadas no hemicorpo direito do avaliado, e o tecido celular subcutâneo foi definido do tecido muscular utilizando o auxílio do polegar e do indicador. Foram realizadas três medidas no mesmo local, considerando-se a média das medidas como valor representativo. Para realização das medidas das dobras cutâneas, o avaliado colocou-se em posição ortostática, em repouso, sem qualquer tipo de vestimenta sobre a região a ser mensurada. Foram coletadas para este estudo duas dobras cutâneas sendo: Triciptal e Subescapular (Harrison et ai. 1988).

3.3.3.1 Dobra cutânea Triciptal

Na região triciptal, o local de mensuração é localizado na linha média do bordo posterior do braço, sobre o músculo triceps, no ponto médio entre a

projeção lateral do processo acromial da escápula e a margem inferior do oleocrâno da ulna (Harrison, et al. 1988).

3.3.3.2 Dobra cutânea Subescapular

A região subescapular é mensurada imediatamente abaixo do ângulo inferior da escapula. O ponto é determinado através da apalpação do ângulo inferior da escápula, com os dedos indicador e médio e o adipômetro é colocado no sentido natural da dobra, obliquamente para baixo e lateralmente ao eixo longitudinal do corpo (Harrison et ai. 1988 ).

3.3.4 Avaliação do estágio maturacional

Para avaliação do estágio maturacional, foram utilizados a análise da pilosidade pubiana e desenvolvimento da mama através do método de auto- avaliação segundo os critérios de Tanner (1962). O sujeito tinha a seu dispor as fotografias com os estágios devidamente numerados, devendo, portanto, indicá-los conforme sua situação. A idade de menarca foi determinada através do método recordatório, onde foi registrada a idade de ocorrência do primeiro fluxo menstrual.

A idade esquelética tem sido apontada como o principal indicador de maturação biológica, mas em função da complexidade e altos custos, tem sido preterida principalmente na área de Ciência do Esporte pela análise da maturação sexual. Assim, os pêlos axilares, pêlos púbicos e a idade de

menarca têm sido utilizados largamente em nosso meio (França, 1990; Matsudo, 1992). As avaliações das características sexuais secundárias parecem ser o melhor método para predição da maturação sexual, uma vez que a idade de menarca se apresenta como um evento mais tardio (Matsudo e Matsudo, 1993).

A validação da técnica de auto-avaliação das características sexuais secundárias (desenvolvimento das glândulas mamárias, pêlos púbicos e genitais) proposta por Matsudo e Matsudo (1994) tem se mostrado um poderoso instrumento de análise dessa variável, indispensável para prescrição de exercícios (TABELA 2).

TABELA 2 - Validade e reprodutibilidade da técnica de auto-avaliação da maturação sexual (Matsudo e Matsudo, 1994).

Seios (F) Pêlos (F) Genital (M) Pêlos (M) Validade 0,89* 0,92* 0,80* 0,84* Reprodutibilidade Avaliado Avaliador 0,97* 0,98 0,97* 0,97* 0,93* 0,76* 0,99* 0,89* *P < 0,01 (F): sexo feminino (M): sexo masculino

Madureira (1996), apresenta e avalia os dados do estudo realizado por Matsudo e Matsudo (1993), que analisaram a validade da técnica de auto- avaliação na determinação do padrão sexual, e concluíram que a técnica projetiva de maturação sexual apresenta índices de validade moderado a alto (60% a 70%). Os resultados mostraram ser independentes do sexo e da idade,

mas dependentes do tipo de características e estágio maturacional. Os dados evidenciaram que o erro dos sujeitos foi menor que um estágio clínico sexual. Estes autores sugerem a auto-avaliação pela simplicidade, aplicabilidade, economia, alto índice de reprodutibilidade e privacidade individual.

Matsudo e Matsudo (1993), observaram que a análise do desenvolvimento mamário apresenta o melhor coeficiente de associação nos estágios I (92,8%) e V (100%) e o pior coeficiente de associação no estágio IV (23%). Segundo os autores, isto ocorreu provavelmente por que os estágios I e V são mais fáceis de avaliar. Para o total do grupo foi encontrada uma associação de 60,9% e quando a variação de um estágio foi considerado como uma reposta positiva o coeficiente de associação alcançou 94,8%. A pilosidade pubiana das meninas foi bem similar. As melhores associações foram observadas nos estágios I (93,7%) e V (80,0%) e a mais baixa no estágio III (43,7%). O coeficiente de associação para todo o grupo foi de 72,3% e quando um estágio de variação foi assumido como coeficiente de associação, 96,0% foi observado. Para melhor ilustração os dados são apresentados no QUADRO 3.

QUADRO 3 - Coeficiente de associação entre auto-avaliação e exame médico de acordo com sexo, características sexuais secundárias e nível de maturação.

SEXO FEMININO MASCULINO

Estágio Desenvolvimento Pilosidade Desenvolvimento Pilosidade

Maturacional Mamário Pubiana de órgãos

genitais Pubiana 1 92.8 93.7 85.4 94.1 II 41.9 65.8 33.3 36.5 III 60.0 43.7 23.1 61.5 IV 23.0 45.0 83.7 85.7 V 100.0 80.0 78.9 TOTAL 60.9 71.3 60.0 69.7 + 1 estágio 94.8 96.0 91.0 99.4

Fonte: Matsudo e Matsudo (1993)

3.3.5. Percentual de Gordura (%G)

Para estimativa do percentual de gordura corporal (%G), foram utilizadas as equações propostas por Slaughter et ai. (1988) para estimar a gordura corporal em crianças e jovens, considerando o sexo, raça e nível maturacional.

* Moças brancas e negras de qualquer nível maturacional com somatório das dobras cutâneas triciptal e subescapular menor que 35mm:

* Moças brancas e negras de qualquer nível maturacional com somatório das dobras cutâneas triciptal e subescapular maior que 35mm:

% Gord = 0,546*(I2) + 9,7

Quando o somatório das pregas cutâneas apresenta valores maiores que 35mm, existe uma modificação nas equações, ou seja, se for considerada a expressão quadrática (x, x2), pode haver uma sub-estimação da percentagem de gordura dos sujeitos. Desta forma, é recomendado o uso de equações lineares (x) para todas as crianças que apresentam o somatório das pregas superior a 35mm (Lohman, 1992).

3.3.6 Massa Gorda (MG) e Massa Corporal Magra

A massa gorda foi calculada através da multiplicação da massa corporal pela fração do percentual de gordura. Assim teremos:

MG = MC(%G/100).

Para a Massa Corporal Magra (MCM)

3.3.7 Tratamento estatístico

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