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3.4 Teori resesjon

3.4.2 Bedriftsegenskaper og sårbarhet under resesjon

Para que possamos distinguir as palavras preciosistas e os arcaísmos léxicos nos textos

que analisamos, elas foram submetidos a um corpus formado por textos jornalísticos. Tal

artifício tem como objetivo comprovar que as unidades lexicais que elencamos em nossos

corpora são raras, ou seja, apresentam baixa freqüência de uso no padrão corrente, aquele

situado junto aos amplos contingentes sociais, da Língua Portuguesa do Brasil no estágio

sincrônico contemporâneo.

A escolha do vocabulário jornalístico como instrumento de apreciação do corpus de

nossa pesquisa se deve ao fato de que

O jornalista e o publicitário experientes optam por uma variante que se

adapta a seu público-alvo; em geral, utilizam o nível comum tenso, ou seja, não

redigem textos em linguagem só compreensível pelos doutores, nem escrevem

textos utilizando uma variante lingüística em que sejam freqüentes agressões ao

padrão culto da linguagem, ou erros gramaticais. (MEDEIROS; TOMASI, 2004, p.

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O corpus jornalístico, a que vamos submeter o resultado de nossa pesquisa, é

constituído por:

1. um conjunto de textos de reportagens extraídas da revista Veja. Esse corpus faz

parte da base textual do Laboratório de Lexicografia da Faculdade de Ciências e

Letras da UNESP/Araraquara e contém os exemplares correspondentes da revista

ao seguinte período, de 03 de junho de 1992 a 30 de agosto de 1995. A esse corpus

chamaremos CJ-V. Podemos utilizar um recurso estatístico para prevermos a

quantidade de palavras contidas em tal corpus. Vejamos:

Tal base textual informatizada ocupa 37MB em disco. Utilizando a seguinte

fórmula: 1MB = 1.000.000 bytes = mais ou menos 166.000 palavras, chegamos à

conclusão de que nosso corpus CJ-V possui cerca de 6.142.000 palavras.

2. uma base textual constituída de 1.458.174 palavras do domínio jornalístico que

também faz parte do acervo do mesmo Laboratório de Lexicologia, no qual está

identificado como CP (Literatura Jornalística). Denominamos esse conjunto de

textos como CJ-CP.

Tal corpus, segundo Biderman (1998, p. 166):

[...] compreende qualquer tipo de texto jornalístico (noticiario em geral e editorial)

dos principais jornais brasileiros, bem como de semanários de grande circulação no

Brasil. Por exemplo: O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil,

O Globo, Correio Brasiliense, Zero Hora. Algumas revistas de grande circulação

que integram esse corpus: Veja, Isto É, Visão, Exame, Placar. Um volume

considerável de matérias da revista Veja constam nesse acervo.

O resultado quantitativo da pesquisa das unidades lexicais que nos interessam,

submetidas ao CJ-CP, poderá ser observado mais adiante.

Com tal procedimento, esperamos ter satisfeito a curiosidade acerca dos termos que

são raros em nossa língua. No entanto, esse método só nos satisfaz acerca dos termos

preciosistas, os quais são considerados simplesmente raros. Ele não atende os itens lexicais

arcaicos os quais, para além de raros, encontram-se em nítido desuso por nossa comunidade

lingüística.

Nossa pesquisa pretende separar os vocábulos arcaicos daqueles que estão “em vias de

arcaização”, os quais consideramos como sendo preciosismos.

Na bibliografia pesquisada, não pudemos identificar nenhum critério para detectar os

arcaísmos léxicos. Para que a unidade lexical encontrada no corpus possa ser considerada um

arcaísmo léxico, optamos por utilizar um critério para a avaliação. Idealizamos, desse modo, o

método que descrevemos a seguir.

Por meio do processo escolhido, vamos submeter a palavra considerada arcaica ao

Dicionário de usos do Português do Brasil (2002), de Francisco de S. Borba e colaboradores.

A escolha desse dicionário deve-se ao fato de que esta é uma obra lexicográfica

sincronicamente atual, a qual procura retratar os usos lingüísticos da contemporaneidade já

que, para sua feitura, foi utilizado especificamente um corpus da língua escrita no Brasil na

segunda metade do século XX. Tal fato é importante por evidenciar um uso lingüístico restrito

a uma forma, um período e um local bastante precisos, os quais coincidem com as mesmas

características de nosso corpus formado por petições jurídicas recentes.

Entretanto, acreditamos que o simples fato de não constar em um dicionário da

atualidade não torna a palavra estudada um arcaísmo. Sua omissão pode dever-se ao fato de a

palavra em questão ser um neologismo. Para dirimir essa dificuldade, a palavra foi submetida

a um dicionário mais antigo.

O Diccionario da lingua portuguesa, de Antonio Morais Silva, publicado fac-

similarmente a partir da 2ª edição de 1813 e publicado em 1922, foi o escolhido para a tarefa

de solucionar o impasse ao procurarmos nele coincidências entre o vocabulário do Direito

atual e o usado por escritos jurídicos mais antigos. Nele, fizemos a checagem de termos que,

quando encontrados, foram por nós considerados arcaísmos léxicos. Afinal, segundo a teoria,

se o termo é considerado hoje um arcaísmo léxico é porque já foi parte da linguagem corrente

e tal fato só poderia ser checado ao se consultar um dicionário antigo.

O Diccionario da lingua portuguesa, elaborado por Antônio Moraes Silva, é

considerado a primeira obra lexicológica de relevância da língua portuguesa. Morais, para

fazer este dicionário, baseou-se em um corpus como fonte de referência, composto por textos

datados dos séculos XVI a XVIII. De acordo com Biderman (s.d.): “Podemos considerar o

Morais como um dicionário de língua, registrando o vocabulário mais usual da língua escrita

e oral do seu tempo.”

Tendo, enfim, delimitado as categorias expressivas que vamos buscar em nossa

pesquisa, resta-nos demonstrar quais foram os textos a que as submetemos para realizar o

intuito de nossa análise.