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6.2 Presentations given at the workshop

6.2.6 Baseline information on status of knowledge of effected

Um panorama despretensioso das manifestações artísticas de São Paulo sinaliza uma preferencial valoração estética dos locais fechados, legitimadas pelo merecimento de registro sistemático, o que deixa entrever uma relação acanhada com o espaço aberto.

Na Semana de 1922, o Teatro Municipal foi tomado pelos serões de Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, pelos concertos de Villa Lobos e mesmo pela exposição de esculturas de Brecheret e dos projetos marcados pelo ecletismo monumental dos arquitetos Antônio Moya e Georg Przyrembel.

No final dos anos 1940 e durante as duas décadas seguintes, um movimento intenso de importantes companhias teatrais, derivadas diretamente dos grupos universitários, ancoravam as principais vertentes de posicionamento estético-ideológico num quadro de tensão política crescente. Todos esses grupos se desenvolveram em espaços fechados.

8.a –Festival da Record, 1967 8.b – Teatro Oficina

Assim, ganharam notoriedade o TBC de Franco Zampari (1948-1964), com ambições de produção industrial, o que seria mote para a criação da Companhia Vera Cruz de cinema, inspirada em Hollywood, o Teatro de Arena (1953-1970) pautado pelo engajamento político, além do Teatro Oficina (1958 até hoje), com os grandes e arriscados saltos pro o ado esàdeà Oà‘eiàdaàVela à oàp p ioàTeat oàOfi i aàeà ‘odaàVi a à oàTeat oàGalp o.à Muito dessa rebeldia dionisíaca de José Celso Martinez Correa está até hoje presente em sua ágora, também enclausurada como palco-passarela na Bela Vista.

Na década de ,àosàg a desàfesti aisàdeàMPBàeàp og a asàdeàtele is oà OàFi oà daà ossa ,à Bossaudade à eà Jo e à Gua da à e a à g a adosà osà teat osà ‘e o dà eà Paramount, reforçando a imagem de São Paulo ao lado do Rio de Janeiro como polos difusores de cultura popular.

Naà d adaà deà ,à aà a gua daà paulista a ,à a tistasà o oà á igoà Ba a ,à Itamar Assumpção e grupos como Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo alternavam suas apresentações entre pequenos teatros de periferia com apresentações no Centro Cultural São Paulo ou gravações no programa Fábrica do Som (Teatro SESC Pompeia) e o Teatro Lira Paulistana. O recente documentário que celebra 25 anos do Lira Paulistana registra uma apresentação feita na Praça Benedito Calixto, com presença considerável de público.

O vão livre do MASP se tornou espaço de referência para shows semanais nas décadas de 1980 e 1990. Algumas incursões de linguagens estéticas mais experimentais ocorreram também no espaço aberto das ruas, mas ficaram no ostracismo dos meios alternativos e só passaram a receber tratamento documental mais recentemente, a partir da década de 1990, com a ampliação do acesso aos meios de produção e circulação de imagens através da internet.

Até a disseminação das redes digitais, muito pouco dessa produção alternativa estava documentado e a maior parte do acervo que se poderia tomar como referência, ainda sinalizava um predomínio das manifestações em ambiente fechado e privado. Entre os raros casos documentados de apropriação do espaço aberto, figuram festas populares ou religiosas, blocos de carnaval e alguns grupos de teatro.

É preciso desfazer a naturalidade como que são aceitas as formas de apropriação que encolheram os espaços públicos e fizeram atrelar arte de qualidade com arte em espaço fechado.

Contra esses instrumentos, surgem outras formas de apropriação que se constituem forma de resistência, inflexão.

intencionalmente no espaço público aberto, tais como o grafite, as performances de curta duração, encenações de rua e alguns grupos que constroem sentido a partir do próprio território.

Algumas delas estão distantes da região central, tais como o Grupo XIX, o Poesia Maloqueirista e o Dolores Bocaberta Mecatrônica de Artes.

8.c – Montagem de Hygiene, do Grupo XIX 8.d – Encenação de BR-3,

do Teatro da Vertigem

O G upoàXIX ,à ueàseàapoiaà aàVilaàope iaàMa iaà) liaàpa aàaàpes uisaàteat alàeà que já montou um ciclo de textos com reflexão sobre a problemática do século XIX, dese ol eà u aà li guage à i aà si gula ,à ul i a doà e à espet ulosà o oà H gie e ,à

H ste ia àeà á ufos .

Oà o i e toà Poesiaà Malo uei ista ,à su gidoà e à ,à eà ueà o taà o à pu li aç esà o oà aà e istaà "N oà Fu io a"à eà oà Ce t oà deà áç oà I -fo al à C.á.I-MAL) evento itinerante, com base na interação da poesia com outras vertentes artísticas como a úsi a,à oà audio isual,à asà a tesà pl sti asà eà aà pe fo a e,à al à doà I te fe iaà Modulada ,à ueà ap ese taà g uposà deà pe fo a eà e t eà aà poesiaà eà úsi a.à Nessesà a ast esàpo ti os ,àpode -se ver grandes públicos, até então pouco habituados ao hábito da leitura, entusiasmados com um sarau literário em praça pública na distante periferia de São Paulo.

8.e - Sarau de Poesia Maloqueirista 8.f - Dolores Bocaberta Mecatrônica de Artes

Oàg upoà Dolo esàBo a e taàMe at i aàdeàá tes àdese ol eà aà Zona Leste um consistente e prolongado trabalho de teatro com a comunidade, suportado pelo conceito deà á e aàá ea :

á e aà á eaà à u à espaçoà iadoà o à o esà e à semicírculo defronte ao barranco. A arena traz em si proposições estéticas e a propriedade de relacionar-se como arte e natureza. Gerando possibilidades de movimento cultural fora dos eixos centrais e materiais proposto pela so iedadeà apitalista.

Vertigem e Arte/Cidade

Voltando à região central, o G upoà Teat oà daà Ve tige ,à o à espet ulo de alta densidade, encenados em locais atípicos como hospitais, presídios ou matadouros e as emblemáticas montagens de B‘- ,àe àplatafo asàso eàoà‘ioàTiet ,à ueàle aàaoàe t e oà a experiência sensorial e áàúlti aàpala aà àaàpe últi a à aàGale iaàso a Rua Xavier de Toledo, com encenação que incluía personagens anônimos da metrópole e revertia a posição espectador e plateia.

O projeto Arte/Cidade foi desenvolvido em três edições:

Oà p i ei oà lo oà deà á te/Cidadeà – Cidadeà se à ja elas ,à ealizadoà em 1994, ocupou o antigo Matadouro Municipal da Vila Mariana, em São

Paulo. Havia aí um espaço murado, uma estrutura arquitetônica pesada e isolada do resto da cidade. Ela recebeu artistas voltados para um corpo a corpo com a matéria, a inércia e o peso das coisas.

E à áà idadeàeàseusàflu os ,à ueào upouàoàtopoàdeàt sàedifí iosà aà região central de São Paulo, a questão era: numa área urbana sem limites precisos, cortada por inúmeras vias de trânsito, tinha-se três prédios, com obras que tratavam do movimento, da luz, da leveza e da escala desmedida do lugar.

E à áà idadeà eà suasà hist ias ,à ealizadoà e à ,à ti ha-se uma estação de trens (Estação da Luz) e um trecho ferroviário que atravessa os locais significativos do período fabril da cidade de São Paulo: os silos do antigo Moinho Central, e os galpões e chaminés que restam das Indústrias Matarazzo. O público percorreu de trem esses diversos lugares, em uma composição especialmente configurada para o projeto. As intervenções voltaram-se para a grande escala deste recorte, com suas áreas inacessíveis à observação ocular e desconectadas da organização urbana da metrópole atual. 41

O interesse do projeto Arte/Cidade está em provocar um olhar atento à metrópole em movimento, a partir de uma ação pontual e efêmera:

T ata-se de lidar com o indeterminado, o que escapa, o que não tem medida. Toda intervenção na cidade existente deve levar em conta esse imponderável. Não se detém por completo o controle das condições nem as consequências das ações ali realizadas. [...]

Cada gesto provoca continuas rearticulações, dando novas funções e sentidos para locais e serviços. A intervenção é uma inscrição num fluxo mais amplo e complexo que é a dinâmica urbana. Implica entender a cidade como algo em movimento. Não na forma de vetor progressivo, orientado, mas em várias direções. Intervir: um gesto sobre o que já está

em movimento. [...]

Isso sintetiza a natureza atual da metrópole: um universo onde só se pode interferir indiretamente, por reverberação. Uma ação, necessariamente local, ecoa em outros pontos, como por ondas. Não há mais como pretender uma ordenação planificada do espaço urbano. Daí sua condição relativamente superficial e efêmera, embora buscando escavar mais além da superfície da cidade. à B‘I““áC,à , p. 13)

Nessaà situaç o,à oà espe tado à passaà deà u aà o te plaç oà deambulatória de objetos autônomos, apresentados num contexto neutro, para viver uma experiência estética, proporcionada pelo lugar investido artisticamente.. [...] Uma radical alteração na questão da percepção, que passa a pressupor um observador inserido no espaço engendrado pela o a. à ibidem)

Coletivos

Outras formas de apropriações ganharam projeção e transbordaram a potência do gesto efêmero e fugidio para o território físico, de forma decisiva para um recente movimento de inflexão, manejado por alguns coletivos que atuam no centro, como o Mapa Xilográfico, Festival Baixo Centro, Casa Fora do Eixo, Matilha Cultural, entre outros.

O Coletivo Mapa Xilográfico, além de projeto de mapeamento de árvores e impressão xilográfica como testemunho das implicações do processo de urbanização, p o o eàaç esàd a ti asàdeàse si ilizaç o,à o oàoàp ojetoà âà â De i aàMet poleà“ oà Paulo ,à ueà i luià I te e ç es,à pe fo a es,à i p ess es,à e o t os,à hist ia,à psi ogeog afia,àjogos,àa te,à ida...u aà idadeào ultaàso àosàutilita is osà et opolita os.

O BaixoCentro é um movimento i depe de teàeà ola o ati o.à É um movimento de ocupação civil que pretende fissurar, hackear e disputar as ruas. Todos os passos da produção são feitos de formaàasso iati a,àa e taàeàli e. àE t eàasào upaç esà e e tes,àest à

o Festival Baixo Centro, tendo como centro o Elevado Costa e Silva.

8.g – Festa junina no Elevado 8.h– Matilha Cultural

A Casa Fora do Eixo é uma edeà i teg adaà deà t a alhosà [...]à com 72 pontos espalhados pelo Brasil que gostam de produzir eventos culturais, debater comunicação colaborativa, pensar sustentabilidade, pensar políticas públicas da cultura.

Em entrevista concedida para a pesquisa, Luis Felipe Marques, explica como a Casa Fora do Eixo atua na ocupação da região central:

ásàpessoasàhackeiam o centro naturalmente, se colocam a ocupar o espaço e fazem brotar do concreto perspectivas de vida, do camelô ao pasteleiro, do morador de rua às novas mobilizações que surgem como intervenções estético-políticas na região.

Hoje, associações de moradores falam como donos de praças e junto a PM e Guarda Civil tentam impedir ocupações coletivas no espaço público, ao mesmo tempo em que alguns gestores públicos entram no front defendendo os direitos dos cidadãos.

Oàatoàdeào upa àest à aisàpa aà desap op ia àdoà ueà ap op ia .àNoà u doàe à ueà i e osà oàfalta à do os ,àeàfa il e teàestesà i a àseusà olhos gananciosos ao espaço de todos, que, distorcido, ig aà deà euà ta para so e teà eu . Nos diálogos do movimento cada vez mais se discute (e pratica) a mediação entre ocupações de grande porte periódicas e ocupações de menor porte permanentes. Criando também

uma frequência no diálogo com os moradores que habitam as imediações das áreas desapropriadas simbolicamente, tirando um peso histórico de velhas praticas contra o cidadão e possibilitando vivenciar a cidade a partir de outra ótica.

Um dos principais exemplos é o novo batismo da Praça Roosevelt como Praça Rosa pelo Existe Amor em SP,àouàai daàde ruas com nomes de militares torturadores que assumem nomes de vítimas da ditadura. A Casa Fora do Eixo está inserida nessa disputa simbólica, construindo relações para fora do espaço físico da casa e trazendo a rua para dentro de

asaàto a doàaàpú li a.

A Matilha Cultural, que começou as atividades de doação de animais de estimação, àhojeà u à e t oà ultu alài depe de teàeàse àfi sàlu ati osàlo alizadoà aà egi oà e t alà de São Paulo. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, o espaço Matilha é preparado para apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas socioambientais do Brasil e do mundo

A articulação desses quatro projetos foi decisiva para a reocupação recente da Praça Roosevelt e mantém debates prolongados sobre ações no território e ocupação de espaço público.

Justamente por não virem do repertório da arquitetura, essas práticas atuam no despertar outro modo de fruição do espaço, e lançam a hipótese de que na cidade contemporânea, essas recentes formas de apropriação vindas dos campos da arte e da cultura ou de novas dinâmicas sociais, possam ter feito mais pelo espaço público do que a arquitetura e o urbanismo.

PARTE IV – Considerações

A última parte extrai o aprendizado dos objetos e conceitos estudados, sintetizados em uma reflexão crítica que insinue caminhos possíveis para uma articulação entre arquitetura e cidade a partir do projeto para seus espaços públicos.

Considerações finais

A arquitetura dos principais edifícios do centro histórico de São Paulo foi construída sob a égide dos postulados modernos, com obras de Rino Levi, Vital Brazil, Jacques Pilon, Elisiário Bahiana e vários outros protagonistas da modernização paulistana.

Simultaneamente, pela via desenvolvimentista dos grandes planos urbanísticos, as concepções de articulação entre edifício e cidade se caracterizaram pelo mesmo ideário, a lógica da ordenação, disciplina e eficiência, inclusive nos grandes eixos radiais de circulação, na pretendida organização do zoneamento e consequente geração da cidade dispersa.

Co oàe pli aà“e hi,àaàe pe i iaà ode aà aà idadeàfoià a adaà pela preocupação em se distanciar e separar os seus elementos constitutivos, o que se traduziu na noção de zoneamento e na obsessão higienista por eficiência e funcionalidade. Separando os espaços de moradia e trabalho, o urbanismo substituiu a afetividade difusa da cidade pela intimidade da família, elevando, ao mesmo tempo, a fábrica a local da sociabilidade cotidiana, em substituiç oà à uaà eà aoà e ado. à WI“NIK,à 2009, p. 111)

Esse ideário perdura como referência para o conceito de modernidade que aderiu ao centro histórico da cidade, inclusive na forma como se concebe o espaço público, sem paralelos na produção da cidade de São Paulo contemporânea, ainda que outras dinâmicas sociais, culturais e urbanas tenham surgido.

O o eà ueàj àh àalgu àte poàaàe pe i iaàu a aàseàdese ol eà em um espaço absolutamente distinto e mais dilatado, cuja tônica é dada pela dispersão espacial e pela mescla de pessoas e serviços. Instável por definição, a cidade contemporânea vive da obsolescência e desativação de edifícios históricos, portos, leitos e pátios ferroviários – desterritorializando atividades e criando centralidades que desfazem as antigas hierarquias espa iais. à op.à it.,àp.à

abertas do que por convicções.

Oàfi àdaà ode idade,à o oàta àoàfoiàpa aàaà idadeàa tiga é, ao mesmo tempo, obsolescência e desativação, transformação e reutilização. [...] Mescla, diversificação e obsolescência, sucedendo-se, destroem valores posicionais e continuamente propõem novos problemas culturais: quer digam respeito aos graus de tolerância, compatibilidade e incompatibilidade em relação ao outro, a suas práticas a seus usos e atividades, aos ruídos, aos odores, quer refiram às temporalidades so epostasàeàe t e uzadas. à “ECCHI,à ,àp.à

A partir da tomada de pulso dos espaços públicos estudados e suas articulações com edifícios e equipamentos observados na região central, depreende-se que a cidade confirma uma condição de descompasso ou crise em relação a essa nova lógica.

Essa crise é protagonizada por diversas formas de ação que se projetam sobre o território.

No vetor social, cristalizam-se formas de segregação operada pelos agentes que manejam o espaço na cidade. Do ponto de vista político-administrativo, persiste o privilégio para as medidas com verniz ideológico-partidário em detrimento das soluções técnicas e com um compasso de gestão periódica em função da permanência no poder em um novo pleito. O poder público mostra considerável recrudescimento ao negociar de forma ode adaà o àosàage tesà itadi osà aisà o g i os ,àos seus cidadãos, e ceder de forma tão escancarada aos vorazes consumidores de espaço, sobretudo pela lógica da especulação imobiliária.

Culturalmente, embora a cidade formal contemporânea absorva de forma predadora o discurso da diversidade, nota-se a desconsideração da complexa capilaridade, de onde podem também brotar soluções criativas para a cidade.

A arquitetura correspondeu a esse recrudescimento com a crescente privatização de espaços públicos já existentes, adoção de estratégias de intimidação, isolamento ou insegurança, além da redução da geração de novos espaços dedicados aos pontos de

encontro e convívio na cidade.

Diante desse recuo da cidade contemporânea, que opera de forma acanhada ou paliativa, sem coragem para os grandes enfrentamentos, é que se pronunciam e contrastam as inflexões que respondem pela persistente vitalidade desses espaços públicos, trazidas por gestos reativos de ocupação da cidade que passam a ser considerados como uma via possível.

São práticas que se caracterizam pela diluição ou fragmentação das formas tradicionais de ação política, cultural, na esfera das sociabilidades e nos gestos políticos, artísticos e culturais.

Essas inflexões estão postas inicialmente nas micropolíticas ou pequenas narrativas, depois na aglutinação dessas forças em formas incipientes de ação, tais como associações de moradores, coletivos, pontos de cultura, entre outros. Por fim, até mesmo os mecanismos formais de construir cidades parecem atentos aos sinais dessas práticas.

O refluxo das crises e inflexões pode conduzir a uma reflexão crítica que aponte caminhos possíveis para uma articulação entre arquitetura e cidade.

Pa aà al à doà e ateà e t eà oà ode o ,à pa tid ioà deà u aà is oà holísti aà daà so iedadeà totalidade àeàdoà p s- ode o ,àfa o elà àdissoluç oàdaàhist iaàe à últiplasà histórias (fragmentação), o que está em questão na cidade é outro modo de pensar a história e a política, para além da dicotomia historiográfica.

É com esse raciocínio que a pesquisa se inclina com interesse pela cidade híbrida, não-binária, em que soluções hierarquicamente formais e outras de capilaridade mais

rizom ti a se impliquem mutuamente.

Nesse cenário entre os grandes agentes e o pequeno cidadão, coloca-se a necessidade do pensamento de projeto manejado por um arquiteto como agente formulador com leitura focada da realidade, que leve em conta a diversidade de públicos comuns, diluídos em termos de espaço e sem base de operação, que parece, segundo a pesquisa, uma potência desprezada.

Desse arquiteto espera-se interesse nas pré-existências e permeabilidade às hipóteses das futuras e sucessivas interações do público em sua singular e desconhecida fruição do espaço.

Essa proposição demanda redução da ambição provedora ou assistencialista, ao fo ula àu àespaçoàa e toàaoài p e isto,àesp ieàdeà topos àpa aàu aà o aàa e ta ,à ueà se prolonga e refaz na presença do público.

A expressão-síntese da vontade desse trabalho é que esse sensível agente mediador não seja uma mera abstração.

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