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4. Results

4.1. Aggregate Survey Results

4.1.1. Barriers ranked by overall impact

queria. “(...) Eu tinha minha mãe que é auxiliar, então eu já tinha muito orgulho, se alguém ficava doente, ligava em casa pra saber, então eu via que ajudava bastante mais por esse lado. Mas não que eu falasse “nossa eu sonho isso”, mais pelo orgulho mesmo de estar podendo ajudar. Mas achei que não fosse passar. Aí uma amiga minha falou: “ah! vamos prestar, eu vou junto”. Eu não tinha feito cursinho e falei: “ah! eu vou prestar pra ver como é a prova”. Prestei , passei e aqui estou. Mas não tinha certeza, mas sei que tinha orgulho porque minha mãe estava na área.(...)” (GF2, 1º Encontro)

Estudante 12 – tem 27 anos, é de Botucatú (interior do Estado de São Paulo).

“(...)Busquei realmente saber o que era Enfermagem, dias antes...meses antes de prestar o vestibular e o que encontrei por definição é que era um profissional que prestava os cuidados pros

pacientes. Eu relacionei muito com hospital e de que era um profissional que ficava entre a equipe médica e a equipe de auxiliares de enfermagem.(...)” (GF2, 1º Encontro)

Todas as participantes são do sexo feminino, sendo que no total dos 39 alunos da série em estudo há somente um aluno do sexo masculino.

Ao iniciarmos o trabalho de campo, apresentamos a dinâmica da coleta do material empírico através do grupo focal, a ser realizado em três encontros. Explicamos que as atividades seriam acompanhadas por um observador que realizaria os registros do comportamento dos integrantes em um diário de campo e que as discussões seriam gravadas. Apresentamos o termo de consentimento livre e esclarecido (apêndice C), o qual foi lido por todos os integrantes do grupo e, sanadas as dúvidas de cada aluno sobre sua adesão ou desistência durante a coleta dos dados, assinado pelos mesmos.

De forma geral, a organização das atividades no grupo desenvolveu-se com o coordenador iniciando as atividades, apresentando aos componentes do grupo o eixo de discussão do dia. Em seguida eram realizadas as discussões e no final, para concluirmos, era apresentada uma síntese do que havia sido discutido naquele dia. Durante esse momento, abria-se a possibilidade para que todos os participantes (incluindo o observador) pudessem completar alguma opinião sobre o tema abordado. Além da síntese, já antecipávamos qual seria o eixo a ser abordado no próximo encontro. Ao iniciarmos o próximo encontro, retomávamos a síntese do encontro anterior como gancho para iniciarmos a discussão do dia em questão.

As discussões foram gravadas em fitas cassete, em dois gravadores, sendo que o segundo foi acionado após dois minutos do início da gravação do primeiro. Este procedimento foi adotado para facilitar a transcrição do material empírico para análise, para que não houvesse perda do registro das falas justamente no momento em que a fita casseteTP

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deveria ser mudada após seu término.

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Como há uma recomendação para que o tempo de duração, em média, de cada encontro seja de 60 a 90 minutos, foram utilizadas fitas de 90 minutos de duração para que houvesse menos interrupções por interferência técnica.

Realizamos as atividades em uma sala com mesasTP

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dispostas de forma que os alunos, o coordenador e o observador ficaram em círculo, propiciando um clima de interação.

Com relação à dinâmica do grupo, Morgan (1998b) destaca que devemos considerar três questões para o cálculo de quanto tempo os diversos integrantes terão para falar sobre as questões a serem abordadas: o número de participantes (geralmente de 06 a 10), o número de questões a serem abordadas (geralmente de 08 a 12) e o tempo de duração da atividade do grupo (geralmente de 01 a 02 horas).

Essas questões merecem atenção para que haja um bom aproveitamento das atividades e a oportunidade de participação de todos os integrantes nas discussões sobre os diversos temas a serem abordados. Os grupos 1 e 2 desta pesquisa tiveram dois e três encontros, respectivamente, com duração de uma hora e meia, em média, de atividades em cada encontro.

Seguindo o relato de Westphal et al. (1996), cada sessão teve um coordenador/facilitador que conduziu as atividades do grupo realizando as questões disparadoras para as discussões, mantendo o foco no objetivo da pesquisa.

O coordenador deve buscar manter a continuidade das atividades através da manutenção do foco nos objetivos do trabalho, chamando o grupo para a questão em foco quando houver dispersão do assunto que está sendo abordado, articulando o que já havia sido discutido anteriormente e retomando o tema/questão em foco no momento.

Krueger (1998a) destaca que nas pesquisas acadêmicas, utiliza-se mais frequentemente questões ao invés de um guia com tópicos a serem abordados. As questões devem ser breves e com linguagem clara. O autor sugere ainda que para a construção do instrumento haja uma seqüência de questões, sendo essas: para abrir a atividade, introdutória do tema, de transição, questões-chave (centro da coleta do material empírico) e para concluir.

O instrumento para a coleta do material empírico (apêndice D) foi construído considerando os três encontros a serem realizados. Inicialmente, os temas foram planejados de forma a abordar a entrada e a adaptação dos alunos no Curso no

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O fato de estarmos realizando as atividades em mesas e com a disposição em círculo facilitou o posicionamento do gravador para que as falas fossem captadas de forma clara para posterior transcrição das fitas magnéticas.

primeiro encontro, o transcorrer do processo de formação no segundo encontro e as perspectivas que os alunos tinham de si seriam tratadas no último. Dessa forma, tentamos problematizar o processo de formação através da reflexão no grupo de alunos.

Todavia, os encontros nem sempre se mantêm tão vinculados às questões feitas no dia. Há um entrelaçamento de lembranças que vão re-construindo as situações vividas, entrando muitas vezes em temas que já haviam sido abordados ou que ainda seriam discutidos nos próximos encontros.

Quando as questões disparadoras são feitas, o coordenador também tem o cuidado de garantir a continuidade das atividades, utilizando para isto sínteses breves do tema abordado, que podem também servir de gancho para introduzir novas questões. Além disso, o coordenador deve manter o grupo ativo incentivando a participação dos que não estão emitindo sua opinião, ou intervindo quando há alguém monopolizando as falas, dificultando a manifestação dos demais integrantes do grupo.

Krueger (1998b) chama a atenção para que o coordenador tenha conhecimentos sobre o processo grupal, seja o moderador e não um participante das discussões, envolvendo-se com o debate. Destaca ainda que deverá ter habilidades de comunicação como clareza ao apresentar as questões, saber escutar as opiniões e não ser o centro do grupo, ele deverá ainda solicitar que o grupo complemente ou esclareça os pontos que não foram bem explorados, gerando dúvidas, ou quando há alguma polêmica nas opiniões, solicitar que os integrantes detalhem suas opiniões.

Trabalhando com o coordenador tivemos dois observadores, um para cada grupo focal. Estes foram capacitados anteriormente e tiveram como atribuições registrar sistematicamente as impressões não-verbais e a dinâmica de interação entre os participantes em um diário de campo, de acordo com um roteiro inicialmente elaborado (apêndice D).

O observador deve ter disciplina para realizar uma anotação sistemática do que foi observado sobre o comportamento dos integrantes do grupo, das reações verbais e não-verbais durante o transcorrer das atividades no grupo, ajuda a controlar os gravadores para registro dos discursos, arrumar o ambiente de forma adequada

para a realização do grupo e participa do grupo quando solicitado pelo coordenador (KRUEGER, 1998b).

Após o término de cada período de atividade discutíamos o andamento do grupo, identificando os pontos a serem melhorados na dinâmica grupal, o comportamento dos integrantes do grupo com relação aos dados coletados e a adequação das questões disparadoras.

Ao encerrarmos a coleta do material empírico nos dois grupos, o que ocorreu no período de setembro a outubro de 2001, identificamos que já havia uma certa repetição dos discursos entre os grupos.

No entanto, por considerarmos que havia uma motivação por parte dos alunos em participar da pesquisa e que a adesão estava sendo voluntária, mas que alguns alunos manifestaram impedimentos para que pudessem participar dos grupos focais como a disponibilidade de horário, o acúmulo de atividades no período da coleta nos grupos e a preferência pela entrevista individual, realizamos também a coleta do material empírico através de entrevista com 04 alunos.

Haguette (2000, p. 86) define a entrevista como “um processo de interação social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador, tem por objetivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado”. Trabalha-se com um roteiro previamente elaborado de acordo com o que se quer abordar.

Optamos por aplicar a entrevista semi-estruturada, pois segundo Minayo (1993, p.108) “combina perguntas fechadas e abertas, onde o entrevistado tem a possibilidade de discorrer o tema proposto, sem respostas ou condições pré-fixadas pelo pesquisador”.

Novamente, tomamos como critério para resguardar o rigor científico, a realização da coleta do material empírico através das entrevistas, após o esclarecimento e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (apêndice E), a qual foi realizada pelas duas assistentes/observadoras dos grupos focais.

A escolha das observadoras do grupo focal para coletar o material nas entrevistas ocorreu para que não houvesse constrangimento por parte dos alunos ao responderem as questões da pesquisa, pelo fato da pesquisadora ter ocupado o cargo de coordenação no Curso.

Triviños (1987) recomenda que as entrevistas não durem além de 30 minutos, correndo o risco de se tornarem repetitivas. Além disso, recomenda também que sejam preferencialmente gravadas, pois quando isto não ocorre há uma maior possibilidade de fragmentação da fala.

Aplicamos durante as entrevistas o mesmo instrumento utilizado para a coleta do material empírico no grupo focal (apêndice D).

Assim como o material do grupo focal as entrevistas, que tiveram em média 40 minutos de duração, e que foram coletadas no mês de novembro de 2001, foram gravadas em fitas cassete e transcritas para análise posterior.

A seguir apresentaremos a caracterização dos alunos que participaram das entrevistas:

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