5 Forklaringer på rusmiddelmisbruk
5.2 Migrasjonsspesifikke forklaringer
5.2.1 Barnesoldaten
Pode-se entender que a dinâmica da cooperativa Oficina e a inauguração do
CCVF são dois dos grandes pilares que originam e sustentam a candidatura de
25 «(…) Não demorámos muito tempo a perceber que tínhamos um espaço de trabalho muito importante,
nomeadamente na dança contemporânea, e começámos a apostar nela com uma programação regular – tentando trazer a Guimarães o público que já era fiel no Porto» (Anexo 7, 87-88), diz José Bastos.
26
Com o decorrer dos anos, a equipa passa de uma microestrutura de 6 empregados para mais de 50 trabalhadores (Anexo 7, 91).
27
A título de exemplo, um dos instrumentos utilizados foi a projecção da instituição na imprensa especializada, o que vem a firmar o projecto «com o crédito que deu» (Anexo 7, 95), diz José Bastos.
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Guimarães a Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2012. Com efeito, o Governo
Português propõe a candidatura de Guimarães CEC no ano seguinte ao da abertura
daquele centro cultural. O anúncio da candidatura ocorre em Outubro de 2006, e o
dossier final de candidatura é apresentado junto das entidades europeias em Janeiro de
2008. A confirmação oficial de Guimarães CEC chega apenas em Maio de 2009. A
programação da cooperativa Oficina, consubstanciada essencialmente por meio do
CCVF e do TO, reforça a sua linha de programação. Em 2008, Marcos Barbosa é
convidado para assumir as responsabilidades de director artístico da companhia Teatro
Oficina: «(…) era preciso pôr a companhia rapidamente a funcionar, ao nível do melhor
que se fazia no país, na Europa (isto foi o que me foi pedido)» (Anexo 9, 107).
Em 2009 são constituídos os órgãos responsáveis
28da CEC. Surge a Fundação
Cidade de Guimarães, presidida pela vereadora Francisca Abreu e tendo por vogais
Carlos Ferreira Silva e José Bastos. Até meados de 2011, a constituição do conselho de
administração virá a ser alterada em diversos momentos, sendo substituída a presidente
da fundação por José Serra, entre outras alterações verificadas nas equipas de trabalho.
A preparação da CEC é considerada um sucesso pelas próprias instituições
europeias, que decidem atribuir-lhe o prémio Melina Mercouri em Setembro de 2011
29.
Nos anos que antecedem o evento, a cidade aposta no reforço significativo da
programação cultural (Plano 2009), sendo exemplo a primeira edição do festival
internacional de dança GuiDance; as transformações estruturais ao nível dos espaços
urbanos e dos monumentos do Monte Latito; e a abertura do Centro para os Assuntos da
Arte e Arquitectura (CAAA). O programa completo da CEC é divulgado em Dezembro
de 2011. A Oficina terá à sua responsabilidade mais de 50% do orçamento da
programação. Associam-se-lhe no trabalho outras instituições e associações culturais da
cidade, previstas no modelo de gestão integrado apresentado em 2010, como sendo a
Sociedade Martins Sarmento, o Museu de Alberto Sampaio, o Paço dos Duques de
Bragança, a associação Convívio e o Círculo de Arte e Recreio, entre outros. É de
realçar a colaboração de programadores independentes associados ao evento. Também
28
As figuras de Jorge Sampaio (Conselho Geral) e de Gaspar Vieira de Castro (Conselho Fiscal) explicitam a dimensão nacional que implica a realização de uma CEC: a expressão do evento não se limita à escala local; o país faz-se presente no evento.
29 «The purpose of the Melina Mercouri International Prize (UNESCO-Greece) is to reward outstanding
examples of action to safeguard and enhance the world's major cultural landscapes», in [http://europa.eu/rapid/press-release_IP-13-514_en.htm] (consultado em 03/09/2016).
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os principais equipamentos culturais nacionais se fazem representar na programação da
CEC, que se constitui uma montra de afirmação nacional à escala internacional.
Guimarães CEC 2012 é um momento que, pela sua concentração de fundos
públicos e privados, motiva o investimento na construção e reabilitação de
equipamentos e infra-estruturas de utilidade para a cidade. No âmbito da CEC, destaca-
se a inauguração da Plataforma das Artes e da Criatividade (PAC), incluindo o CIAJG;
do CAAA; do Centro de Criação de Candoso (CCC); da blackbox da Fábrica ASA e do
Instituto do Design. Destacam-se ainda o conjunto de intervenções urbanísticas nas
principais praças da cidade e no Monte Latito (Castelo e Paço dos Duques). Alguns dos
equipamentos projectados para serem inaugurados no decorrer da CEC só vêm a surgir
no decorrer anos seguintes: o Centro de Formação Pós-Graduada (2013), a extensão do
Museu Alberto Sampaio (2014), o Laboratório da Paisagem (2014), o Centro de Ciência
Viva (2015) e a Casa da Memória (2016).
O primeiro equipamento a inaugurar no âmbito da CEC, ainda em 2011, é o
CAAA, um grupo de direito associativo. Ricardo Areias, um dos directores do espaço,
afirma que «[ao sermos] o primeiro espaço no âmbito da CEC a abrir, em Outubro de
2011 (…), tivemos a vantagem de termos sido usados como bandeira de alguns dos
eventos da CEC, precisamente pelo interesse da comunicação da CEC em não querer
mostrar coisas que já existiam» (Anexo 11, 120). O CAAA tem uma programação
intensa e regular durante o ano da CEC, e o ritmo de renovação expositiva abranda nos
anos seguintes.
Mas a maior inauguração no âmbito da CEC é a PAC. É implantada no espaço
do antigo mercado da cidade, reaproveitando parte das mesmas instalações. O projecto
pauta-se por um conjunto de equipamentos que deveriam complementar-se e dinamizar
sinergias culturais e criativas: sendo o seu principal equipamento o CIAJG, mas
contando também com a presença dos ateliers emergentes e os laboratórios criativos
30(A Competitividade 2012). Afirma o director artístico do CIAJG, Nuno Faria, que «a
PAC é (…) uma boa ideia, mas ainda não se consumou. O Centro é verdadeiramente a
única realidade palpável; e é o equipamento seguramente mais relevante,
30 «Os Ateliers Emergentes são espaços de trabalho vocacionados para jovens criadores que, em diversas
áreas de actividade, pretendam desenvolver projectos de carácter temporário, impulsionando uma dinâmica criativa contagiante em toda a Plataforma das Artes. Os Laboratórios Criativos são gabinetes de apoio empresarial destinados ao acolhimento e incubação de projectos relacionados com as indústrias criativas, apostando na inovação e no empreendedorismo». Fonte: [http://www.cm-
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