4.1 Driftsroller
4.1.1 Balansere stabilitet og endring
Capítulo 9
CONTRACEPÇÃO
NA ADOLESCÊNCIA
A adolescência marca a transição entre a infância e a idade adulta e inclui a faixa etária dos 10 aos 19 anos (OMS).
A actividade sexual, sem protecção, expõe as adolescentes à gravidez não desejada e às infecções de transmissão sexual1,5,9.
É fundamental na adolescente sexualmente activa a utilização de métodos contraceptivos eficazes de forma correcta e consistente, sempre em associação com o preservativo para prevenção simultânea das infecções de transmissão sexual.
A idade por si só não constitui contra-indicação à utilização de qualquer método contraceptivo1,3,4,5,6,9.
A maioria dos métodos pode ser usada sem restrições (classe 1)1,2,3,4.
Condição Adolescência CHC (O/T/V) 1 PO 1 Implante 1 Progestativo Injectável 2 SIU- LNG 2 DIU-Cu 2 Met. Barreira 2 CE 1
COMENTÁRIOS
A contracepção hormonal combinada (oral, transdérmica, anel vaginal) associa, à elevada eficácia con-
traceptiva, benefícios não contraceptivos importantes como a regularização dos ciclos menstruais, diminui- ção da dismenorreia, melhoria da acne e prevenção dos quistos funcionais do ovário1,5,6,9.
Nas adolescentes mais jovens devemos dar preferência às pílulas com 30 mcg de etinilestradiol por terem menor impacto sobre a densidade mineral óssea5,6,13.
Os regimes contínuos melhoram a adesão. A CHC não protege das IST.
A contracepção com progestativo oral é adequada na adolescente a amamentar e na contra-indicação
ou intolerância aos estrogénios1,6. Tem elevada eficácia contraceptiva dependente da utilizadora. Padrão
O implante contraceptivo pela elevada eficácia, associada à comodidade posológica, representa uma al-
ternativa viável, particularmente nas adolescentes que pretendem uma contracepção eficaz de longa dura- ção e/ou que têm dificuldade na utilização de outros métodos1,4,5,6,9. Padrão hemorrágico imprevisível. Sem
interferência na densidade mineral óssea. Não protege das IST.
O progestativo injectável não é aconselhado antes dos 18 anos pela diminuição da densidade mineral
óssea associada1,5,6,12,13,14,15. A sua utilização por períodos superiores a 2 anos deve limitar-se às situações
em que os outros métodos não podem ser utilizados ou não estão disponíveis1,5,6,9,12,13. Elevada eficácia
contraceptiva independente da colaboração da utilizadora. Padrão hemorrágico imprevisível. Considerar a sua utilização nas situações de depranocitose e epilepsia. Não protege das IST.
O DIU de cobre ou o SIU com levonorgestrel pode ser uma alternativa contraceptiva a considerar, par-
ticularmente nas mães adolescentes1,3,4,5,6,16,18. Elevada eficácia contracptiva independente da colaboração
da utilizadora. Contracpção de longa duração. Nas nulíparas pode existir maior dificuldade de colocação e, dada a maior taxa de expulsão, a indicação deve ser individualizada1,5,6,16,17,18. O SIU-LNG melhora a disme-
norreia e associa-se a um padrão hemorrágico imprevisível. O DIU-Cu pode aumentar a dismenorreia e o fluxo menstrual. Os dispositivos intra-uterinos não protegem das IST.
O preservativo como único método de protecção contra as ITS deve ser sempre considerado em associa-
ção com outro método1,5,9.
Os métodos naturais não são recomendados nas adolescentes, pela sua baixa eficácia agravada, nesta
fase, pelas irregularidades do ciclo.
A contracepção de emergência é segura e bem tolerada nas adolescentes1,6,9,17. Devemos dar preferência
aos métodos de progestativo e ao acetato de ulipristal, por serem mais eficazes e apresentarem menos efeitos secundários6,9,21,22. Deve constituir uma oportunidade para iniciar uma contracpção regular. Não
protege das IST.
A contracepção definitiva deve ser considerada em situações especiais quando outros métodos não são
aceitáveis e existe uma contra-indicação absoluta à gravidez.
A “dupla protecção”, ou seja, o uso simultâneo de um método contraceptivo eficaz associado ao preser-
vativo masculino é a melhor forma de evitar a gravidez indesejada e as infecções de transmissão sexual entre as adolescentes1,5,9.
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