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Um dos temas importantes definidos no Plano de Gerenciamento de Enchentes é a localização dos 37 abrigos nas sete Áreas de Defesa Civil (ARDEC), e para cada uma das delas levou-se em conta as cotas de enchente (9, 11, 13 e 15 m). Para a população estimada de desabrigados e quando suplantada a capacidade de abrigamento é previsto qual a região irá abrigar o excedente. Tudo isso é controlado pelo Centro de Operações da Defesa Civil (CODEC), que tem um responsável pelo abrigo.

Cada abrigo está relacionado à determinada cota de enchente, o que permite que o administrador tome decisões de quando deve abrir um determinado abrigo. Os abrigos possuem, no plano de acionamento, uma descrição da estrutura (quantidades de banheiros, áreas de espaço físico, cozinha etc.), quando será aberto o abrigo, responsável, coordenação, pessoal de apoio, logística, rede de saúde no entorno, comunicações, imagens, abrangência e coordenadas.

O cadastramento dos abrigos deve conter as seguintes informações: Estrutura (endereço, telefone, abrangência, coordenadas); abertura do abrigo; responsáveis pela instalação dos abrigos (pessoal, alimentação, alojamento, guarda de pertences, higiene e limpeza e transporte); Pessoal (líder comunitário, voluntários); Logísticos (capacidade de abrigamento - Projeto Esfera20); Saúde (hospital, outras unidades de saúde, farmácias, profissionais de saúde); sepultamento; comunicações; energia elétrica; prescrições diversas; e foto/imagens.

20 O Projeto Esfera estabelece um conjunto de princípios e normas comuns ou universais mínimas e

aplicáveis a todos os setores básicos da resposta humanitária: água, abrigo, alimentação e saúde. Atender e apoiar as repostas locais aos desastres é uma prioridade, e isso se reflete em todo o Manual, que também destaca a necessidade de reforçar todas as capacidades dos atores locais. O Manual Esfera foi criado por um grupo de organizações não governamentais de ajuda humanitária e pela Cruz Vermelha Internacional e Crescente Vermelho. Desde a publicação da edição preliminar em 1998, foi traduzido para mais de 40 idiomas, tornando o conjunto de regras a resposta humanitária conhecido e reconhecido internacionalmente. O norte do manual é a Carta Humanitária, que descreve os princípios fundamentais que regem a ação humanitária e reconhece o direito das populações afetadas por desastres à vida com dignidade, a proteção e assistência. As normas básicas e mínimas refletem as melhores práticas do setor. As regras básicas ser referem ao planejamento e implementação da resposta humanitária. Cobrem quatro conjuntos de atividades relativas a setores cruciais: água e saneamento; segurança alimentar e nutrição; abrigo e artigos não- alimentários; e saúde. Fonte: www.sphereproject.org.

Figura 18 – Ficha de Cadastramento de Abrigo

A tabela 24 apresenta a lista de abrigos que devem ser acionados por cota de enchente. Inclusive há uma relação de abrigos alternativos e abrigos de apoio, além dessa informação há uma breve descrição por nível, sobre o remanejamento de excedentes do abrigo.

Tabela 24 – Lista de acionamento de abrigos por nível de enchente. ABRIGOS

7 metros 8 metros

B1 – Igreja Evangélica Bela Aliança B2 – Igreja Católica Bela Aliança F2 – Obra Kolping Canta Galo P1 – Pavilhão Gado Leiteiro P6 – C.E.I. Egídio Dalmarco R1 – C.E Ricardo Marchi S5 – C.E.I. Ilse Soldatelli S6 – C.E.I. Maria Stramoski

C3 - SENAC

F3 – Escola Altamiro Wagner L3 – CSU Boa Vista

L4 – Igreja São José L5 – C.E.I. Raio de Luz

P7 – Associação dos Servidores Municipais. R2 – Assoc. de Bairros Santa Rita

S1 – Centro Evangélico Ruy Barbosa S2 – Igreja Menonita

9 metros 10 metros

B4 – C.E. Ulrich Hubsch B5 – C.E. Willy Schleumer C1 – Instituto Maria Auxiliadora F1 – DNIT

P2 – Lions Clube Bela Aliança P4 – Associação do Pamplona R3 – Igreja Católica Santa Rita S3 – CSU Budag

B3 – Associação Atiradores Bela Aliança C4 – C.E. Shirley Dolores Sedrez F4 – Associação Fundo Canoas L1 – Associação Albertinense

L2 – Assoc. Moradores Pref. Eugênio Schneider P3 – C.E. Roberto Machado

P5 – Câmara Junior

R3 – Salão Igreja Santa Rita

S4 – C.E. Matheus Alves Conceição.

Abrigos de Apoio Observação

F1 – DNIT

P7 – Associação dos Servidores Públicos C2 - 13º Batalhão da Polícia Militar L4 – Igreja São José

A ativação com a consequente ocupação dos Abrigos deverá ser efetuada, por terra, no máximo até a cota 9,00 metros, pois após esse nível as vias de acesso ficarão bloqueadas; Abrigos Alternativos ( B/A1 - B/A2 - B/A3 - C/A1 - R/A1 - R/A2 - S/A1 )

Deverão ser ativados em ocasiões especiais, onde os abrigos tradicionais não suportarem a demanda. Segundo estudos da Secretaria de Planejamento do Município envolvendo técnicas de geoprocessamento, além de dados do IBGE e da própria Defesa Civil (dados reais de ocorrências), foram estudados diversos cenários de risco (níveis de enchente de 9, 11, 13 e 15m), com o objetivo de prever o número de usuários de abrigos por áreas isoladas.

Breve Descrição por Níveis: - 9m: capacidade dos abrigos suporta a demanda.

- 11m: deslocamento do excedente de desabrigados do Setor C para vagas restantes do Setor L e abertura do R/A1, para o excedente do Setor R.

- 13m: deslocamento do excedente de desabrigados do Setor C para vagas restantes do Setor L e para o C/A1. Abertura do R/A1 e do RA/2, para o excedente do Setor R.

- 15m: Para o excesso de desabrigados do Setor B, usar os B/A1, B/A2 e B/A3. Deslocamento do excedente de desabrigados do Setor C para vagas restantes do Setor L, do B/A2 e do B/A3; usar também o C/A1. Abertura do R/A1 e do RA/2, para o excedente do Setor R. Usar S/A1 para excedente do Setor S.

Fonte: Defesa Civil de Rio do Sul

Para cada abrigo foi aferido sua capacidade e dimensionamento, apresentando as necessidades mínimas para os desabrigados, em caso de desastres. Nesse levantamento foi levado em conta o Projeto Esfera, (ONU, 2011).

Foi desenvolvida, também, uma versão da tabela em Planilha Eletrônica dos padrões mínimos de abrigamento, para que sejam calculadas automaticamente as

estimativas de consumo diário de cloro, sabonete, sabão, pasta de dente e xampu. Ao inserir apenas a quantidade de usuários é calculada, estimativa de produção diária de lixo e área necessária para abrigamento, conforme dados consubstanciados na tabela 25.

Tabela 25 – Consumo diário no abrigo

Fonte: Defesa Civil de Rio do Sul, 2010

A tabela 26 apresenta a estimativa de usuários de abrigo por área de Defesa Civil, em diferentes níveis de enchente.

Tabela 26 – Estimativa de Usuários de Abrigo por Área de Defesa Civil em Diferentes Níveis de Enchente