• No results found

Backtesting with Two Risky Assets

O Curso de Administração prevê práticas pedagógicas que incorporam elementos didáticos que favoreçam o desenvolvimento de uma postura pró-ativa por parte dos aprendentes, fazendo com que eles reconheçam no professor um parceiro e orientador do processo de ensino-aprendizagem. Neste sentido, o professor deverá assumir o papel de facilitador do aprendizado e adotar uma postura de diálogo permanente, procurando evidenciar a importância de seu componente curricular no conjunto de conteúdos integrados da Composição curricular do curso. Lévy (1999) legitima esse novo papel do professor no contexto educacional mediado por tecnologias digitais, quando destaca com muita propriedade o papel do professor no que diz respeito à mediação das inteligências coletivas como um dos propulsores mais importantes da cibercultura.

A estrutura pedagógica do curso de Administração prevê a utilização de procedimentos didáticos que favoreçam a articulação entre os conteúdos programáticos e a realidade imediata de atuação dos aprendentes e das organizações onde atuam, como estudos de caso e exemplos. Além disso, contempla a dinâmica de aulas com metodologias de ensino diversificadas, com a utilização de técnicas que os motivam para o aprendizado e a utilização de recursos instrucionais variados, como multimídia, teleconferência, internet, visitas técnicas, entre outros.

A realização de outras ações, tais como palestras e a participação de conferencistas convidados pelos professores, também está contemplada na concepção pedagógica do curso, com a finalidade de agregar conteúdos que enriqueçam, do ponto de vista acadêmico, as atividades rotineiras inerentes ao curso. Outras ações previstas se referem ao estimulo à crítica, aos estudos de caso, à leitura adicional, à elaboração e à participação em projetos, entre outras.

As avaliações, por sua vez, deverão ser contínuas e cumulativas, privilegiando aspectos qualitativos sobre os quantitativos, buscando referenciar os aprendentes quanto ao seu desempenho e esforço pessoal, além de procurar fazer com que eles ultrapassem suas limitações e adquiram uma postura de curiosidade intelectual permanente.

Nesta perspectiva, as práticas pedagógicas do curso de Administração estão de acordo com a literatura acadêmica acerca da Psicologia Cognitiva, na visão de Fialho (2001). Esse autor afirma que o processo de ensino-aprendizagem não representa a transmissão de informações, demonstrações e modelos, mas a pesquisa, a investigação, a solução de problemas pelo próprio aprendente, destacando assim o papel predominante dos processos pelos quais a aprendizagem se realiza. Assim, as concepções pedagógicas no curso de administração levam em conta uma metodologia que promove a investigação, a pesquisa, a experimentação e a solução de problemas. As estratégias adotadas respeitam o ritmo de trabalho individual e/ou do grupo, com atividades e materiais educacionais suficientemente diversificados para atender aos diferentes estilos de aprendizagem.

Em relação às mídias utilizadas no curso de Administração, nota-se que, no contexto da EaD, inédito para muitos professores, é natural que surjam alguns entraves, como se pode perceber nas falas da coordenadora e de alguns professores do Curso:

“Todo material do 1º ao 4º período foi desenvolvido pela UFSC. A partir do 4º período, instalou-se uma Comissão Editorial do curso Piloto, com 8 integrantes. Atualmente apenas duas integrantes continuam na Comissão. A comissão editorial foi desfeita a partir do 9º período [quando o trabalho foi concluído]. [...] O material didático do curso piloto é superficial e precisa ser complementado com outro material disponível e guias de estudo.[...] O Banco do Brasil participou financeiramente com 50% do investimento necessário para o início do curso [no caso da UFES] e envia um representante para os fóruns para discutir a gestão do curso e não para discutir questões pedagógicos advindas da execução do curso” (COORDENADORA). “O material é muito ruim, tão ruim que abandonei o material recebido na metade do semestre e adotei outros livros disponíveis. O material recebido é muito mal escrito, erros de matemática, mal adaptado. A troca do material didático foi percebida pelos alunos com bons olhos, mas atrapalhou as aulas. Este troca foi uma decisão coletiva da coordenação do Curso, os professores e os alunos” (PROFESSORA).

“O conteúdo não atende à necessidade do aluno. A integração com os demais conhecimentos dentro dos seminários temáticos não

atende às expectativas dos alunos. Papel fundamental foi a postura do tutor presencial do curso” (PROFESSORA).

“O material utilizado é muito resumido e assim, superficial em relação ao conteúdo” (PROFESSOR).

Da análise dos depoimentos da coordenadora e de alguns professores do curso, emerge uma interessante comparação entre a mídia impressa elaborada e enviada por outra Instituição de Ensino Superior e sua utilização no decorrer do curso, no que tange às possibilidades observadas na atuação pedagógica:

“Cada Universidade Federal tem autonomia de desenvolver material complementar e recebe recursos financeiros para este desenvolvimento; UFES, como a UFSC, optou por fazer videoconferências como material didático complementar” (COORDENADORA).

“Não vejo problema, pois é realidade também nas aulas presenciais. Uso livros de autores diferentes e não percebi diferença nenhuma no contexto de EaD. Como autora do livro Administração Pública percebi um entendimento fácil pelos alunos, uma linguagem acessível, material genérico, sem ser raso. Os alunos gostaram, acharam um entendimento bom e o elemento clareza foi elogiado. No geral, o material didático atendeu às expectativas. Não causou nenhum problema pedagógico. Além do mais, sou autora do livro de Administração Pública.Complementei com textos, livros, artigos e periódicos. Estimulei o aluno a pesquisar material didático disponível” (PROFESSORA)

“O fato em si não é problemático. O professor tem autonomia total para adaptar, cortar, etc. O material recebido, não é uma estrutura pedagógica rígida. Assim, usei um livro comercial que já usei nas aulas presenciais. Uma parte do livro foi xerocada, transformada em um documento PDF e postada no MOODLE no 3º e 4º período” (PROFESSORA)

“Participei de duas oficinas na UFSC para elaboração de material didático e depois juntei alguns capítulos do material impresso, inseri capítulos novos e as atividades propostas foram modificadas. Elaborei seis provas diferentes para aplicação aos alunos e quatro webconferências” (PROFESSORA).

“Elaborar material didático é um processo caro, e demorado. Elaborei material didático para as disciplinas Operações Logísticas e Administração de Projetos, e tive muito apoio da UFPA e UFSC. UFES dá 100% de autonomia para o corpo docente adaptar o material didático recebido, acrescentar e/ou modificar o material. Acrescentei lista de exercícios para os alunos, inseri no Moodle para postar. Determinei as competências necessárias de um administrador. Baseado nisso, escolhi e adaptei e elaborei o material didático. Uso a apostila básica ou livro e elaborei um guia para os alunos, que é postado no MOODLE” (PROFESSOR).