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1. Introduction and background

1.2 Background

O interesse pela fabricação desses veículos em países como Estados Unidos e Japão partiu da indústria automobilística devido ao avanço do preço e dependência dos derivados de petróleo. No Brasil, os primeiros passos foram dados pela Itaipu Binacional, que apresentou o protótipo do Palio elétrico, em junho de 2006. Desde então, mantém parcerias para o desenvolvimento de veículos e equipamentos de energia limpa.

Outra iniciativa, embora mais recente, é da empresa EDP Bandeirante que desenvolveu o projeto denominado InovCity, na cidade de Aparecida, estado de São Paulo. Na cidade, além de ações de instalação de medidores inteligentes, iluminação inteligente, eficiência energética e geração distribuída, há também iniciativa de mobilidade elétrica para que a emissão de CO2 seja minimizada. Tudo isso é possível mediante o incentivo de utilização de veículos elétricos e pela instalação de pontos de recarga de baterias.

A empresa CPFL Energia também participa de iniciativa semelhante com a realização de testes para recarga de veículos elétricos e plug-in, que são veículos híbridos com motor elétrico predominante ao motor à combustão.

Embora sejam realizadas iniciativas no sentido de viabilizar a utilização dos veículos elétricos, de acordo com levantamento realizado pelo canal de notícias G17, no Brasil existem apenas 70 veículos elétricos emplacados em Departamentos de Trânsito Estaduais, sendo:

 Modelo Fiat Palio Elétrico com motor de 20 CV, bateria de sais e níquel e autonomia de 120 Km (Figura 25);

Figura 25 - Veículo Elétrico - Modelo Fiat Palio Fonte: Canal Notícias G1

 Modelo Mahindra Reva i (Indiano) com motor de 18 CV, bateria de chumbo ácido e autonomia de 80 Km (Figura 26);

Figura 26 - Veículo Elétrico - Modelo Mahindra Reva i Fonte: Canal Notícias G1

 Modelo Think City (Norueguês) com motor de 50 CV, bateria de íon-lítio e autonomia de 160 Km (Figura 27);

Figura 27- Veículo Elétrico - Modelo Think City Fonte: Canal Notícias G1

 Modelo Mitsubishi i-Miev (Japonês) com motor de 107 CV, bateria de íon-lítio e autonomia de 160 Km (Figura 28);

Figura 28 - Veículo Elétrico - Modelo Mitsubishi i-Miev Fonte: Canal Notícias G1

Para viabilizar o veículo elétrico é fundamental a disponibilidade de pontos de recarga, sendo que, na cidade de São Paulo, iniciativa interessante é a realizada no Shopping Iguatemi que possui pontos de recarga de baterias, denominadas vagas verdes, com disponibilidade de tomadas individuais para recarga.

Atualmente, o custo do veículos elétricos no Brasil é da ordem de R$ 100.000,00 para modelos como o Nissan Leaf ou o Mitsubishi MiEV. A tecnologia e os tributos encarecem demasiadamente o preço final e não há incentivo governamental para diminuir o valor uma vez que o IPI é da ordem de 25% para veículos híbridos.

Os modelos importados possuem taxa de importação entre 25% e 35%. Caso haja incentivos com a redução de IPI e isenção dos tributos de importação, os veículos acima citados podem ser comercializados entre R$ 50.000,00 e R$ 60.000,00, valor atrativo para o consumidor, se considerados os custos associados de propriedade, manutenção e redução de gastos com combustível.

Alguns modelos híbridos, movidos por motor de combustão e elétrico, como o modelo Ford Fusion são comercializados a, aproximadamente, R$ 120.000,00, valor próximo ao praticado para aquisição de veículos de luxo, sendo que, desta maneira, não são atrativos para a maioria dos consumidores.

Atualmente, não há estudos para reavaliação da tributação incidente sobre veículos elétricos, ao contrário de sinais dados pelo governo para redução de impostos sobre veículos movidos a etanol e/ou gasolina, principalmente os modelos 1.0.

O Brasil é um país que utiliza combustível renovável de forma alternativa em sua frota, com veículos tipo flex8. Este fato pode ser apontado, em parte, como fator inibidor para

a inserção dos veículos elétricos no mercado brasileiro. No entanto, é possível que o

8 Veículos Tipo Flex é um veículo equipado com um motor de combustão interna em quatro tempos

(Ciclo Otto) que tem a capacidade de ser reabastecido e funcionar com mais de um tipo de combustível, sendo misturados no mesmo tanque e queimados na câmara de combustão, simultaneamente.

veículo híbrido venha a ganhar espaço no mercado, não afetando o uso do etanol e, desta forma, o veículo elétrico pode ser inserido de forma mais abrangente no Brasil.

É possível realizar cálculo de preço ao comparar veículos movidos a gasolina com automóveis híbridos.

Considerando a seguinte situação:

40 Km/dia x 30 dias = 1.200 Km/mês x 12 meses = 14.400 Km/ano

Comparativo:

Modelo Civic movido a gasolina, que faz 8 Km/litro x Prius Híbrido, que faz 19 km/litro, têm-se:

Civic = 14.400km / 8km = 1.800 litros x 2,60 (gasolina) = R$ 4.680,00/ano Prius = 14.400km / 19km = 758 litros x 2,60 (gasolina) = R$ 1.970,00/ano

A economia, neste caso, é de R$ 2.710,00. Ao considerar a utilização do veículo por quatro anos, seria economizado o valor total de R$ 10.840,00 em combustível.

Com esta economia de combustível, considerando a utilização do veículo híbrido por quatro anos, seria possível reaver o valor da diferença quando da aquisição do veículo.

Uma vez que a adoção das REI’s pode alavancar a utilização dos veículos elétricos ou híbridos no Brasil, é necessário prover acesso aos pontos de recarga, realizar a identificação de veículo/proprietário, criar tarifa específica para este tipo de consumo e tornar o preço dos veículos mais atrativos para aquisição, utilização e manutenção.

Ainda que não seja a principal motivação para a definição dos projetos de REI’s no setor elétrico brasileiro, a integração da mobilidade elétrica é possível, desejável e,

para isso, precisa estar integrada de forma a permitir a devolução de energia para as redes de distribuição. Como ponto de atenção, é importante criar a infraestrutura de modo a permitir o tratamento dos dados em tempo real e atribuir os montantes de energia recebida/fornecida para um determinado proprietário de veículo que poderá, então, conectar-se em qualquer ponto da rede de distribuição de energia elétrica.