Dou início aos trabalhos me apresentando ao grupo com um discurso mais ou menos assim: “olá, sou Paula Mastroberti, escritora, artista plástica, Peter Pan é o meu personagem favorito desde a infância e por isso eu o escolhi para tema dessa oficina e da minha pesquisa.” Um a um, todos vão se apresentando, dizendo seus nomes e o que acharam do livro Peter Pan. Estão ansiosos, e a mais ansiosa dentre eles é Lúcia, tão maluquinha quanto Luna Lovegood, a personagem de Harry Potter, uma das leituras preferidas entre eles. Que pena: alegre, espirituosa e participativa, Lúcia deixará a oficina após o terceiro encontro, sem atravessar todas as etapas. As conversas iniciam tímidas: todos, com exceção de Lúcia, falam baixo. Pergunto a eles o que acharam da leitura e do livro, e quais as leituras de sua preferência.
Em relação a Peter Pan, a maioria afirma ter achado “legal” e “interessante13”; dois meninos e uma menina (Juliano, Geraldo e Andréia14) foram categóricos em afirmar não terem gostado do livro15; por outro lado, duas meninas e um menino (Lúcia, Luíza e Sérgio) declararam ter gostado “muito”. Nos comentários sobre a obra, emergiram referências provindas das versões cinematográficas (do ponto de vista diegético, prevalecia o filme de P. J. Hogan e, do ponto de vista figurativo, a configuração sintética do desenho animado da Disney); essas referências, veremos, repercutirão ao longo das atividades práticas realizadas na oficina. Em comparação com suas leituras preferidas, percebi muito mais entusiasmo em relação a livros como os da série Harry Potter, Crônicas de Nárnia ou O Senhor dos Anéis, obras citadas pelos meninos, enquanto as meninas nomeiam os títulos da Série Fala Sério, da brasileira Thalita Rebouças, ou de Judy Moody, da estadunidense Meg McDonald. No grupo de meninos, prevaleceu o gosto por aventura e ação, com alguns toques de fantasia preferencialmente mítica; nas meninas percebe-se o gosto por leituras mais próximas do comportamento cultural contemporâneo e de socialização (amor e sexualidade, amizade, relações familiares, consumo, moda, beleza, etc.)16; uma delas menciona também histórias de mistério ou terror (Sílvia, ao citar Coraline, do britânico Neil Gaiman). Mais adiante, retomarei esses interesses de leitura, procurando esclarecer compreensivamente a reação do grupo ante a narrativa Peter Pan.
Após a manifestação de todos, distribuo a eles o primeiro questionário, contendo as seguintes propostas reflexivas:
1. Se você já conhecia a história de Peter Pan antes de ler esse livro, me diga: seu
13 A identidade das crianças foi preservada sob nomes ficcionais. As reproduções feitas entre aspas das suas falas
são derivadas dos registros feitos por escrito de suas considerações a partir de um grupo de questões propostas (conforme questionários do anexo B). Também documentei em áudio digital o segundo e o terceiro encontros. Outras informações foram retiradas do diário de notas cujos registros eram feitos, senão no interior da própria oficina, enquanto elas realizavam as atividades práticas, pelo menos assim que o encontro se encerrava. Esse esforço teve por objetivo o aquecimento dos registros e a captação das abduções surgidas durante as operações e agenciamentos realizados.
14 Como a maioria das crianças tem 11 anos, enunciarei a idade apenas daqueles que são exceção, como é o caso
já citado de Geraldo, de 13 anos.
15
Juliano confessou ter parado no meio, porque a história o entediou. Perguntou se poderia permanecer na oficina mesmo assim. Curiosa em relação às suas impressões, mantive-o na amostra, incluindo-o nesse relato. Sua operação leitora e a de Andréia desencadearam o insight que me permitiu desenvolver uma concepção de operação legens bem-sucedida, independente de negativa ou positiva.
16 Essas constatações estão, por enquanto, de acordo com os estudos de gênero relativos às preferências de
leitura entre meninos e meninas, conforme mostrarei mais adiante. Contudo, nas produções textuais geradas por eles para a Oficina, encontrei resultados surpreendentes em termos de articulação narrativa, sobre os quais igualmente discorrerei.
primeiro contato com a obra Peter Pan foi através de ( ) livro ( ) filme, e você tinha ___ anos. Conte o que você sentiu, o que você lembra...
2. Que diferenças você percebeu entre a história e as imagens de Peter Pan que você conhecia e a do livro traduzido por Ana Maria Machado e as ilustrações de Fernando Vicente?
3. O que é que você achou desse livro, das ilustrações e da história, do jeito como está contada? Faça uma crítica séria: diga o que você gostou e o que não gostou, explicando por quê.
4. E, por fim: você indicaria esse livro para seus amigos? ( )sim ( )não.
Na primeira questão, salta aos olhos o impacto que o filme de P. J. Hogan teve sobre eles17, citado por 11 crianças como o primeiro contato com a história. Seis delas, em virtude da idade revelada (de 5 a 7 anos) devem tê-lo assistido em seu lançamento, por volta de 2003. Algumas, como os mais velhos, Laura (12) e Geraldo (13), se não tiveram a oportunidade de assisti-lo no cinema, podem tê-lo assistido em casa, em DVD ou nos canais de televisão — ele faz parte da programação com relativa frequência. Em segundo lugar, contrariando minhas expectativas, não está propriamente o desenho animado da Disney, mas apenas os produtos culturais de consumo a ele relacionados, como versões impressas, brinquedos e objetos de uso ou decorativos: quatro crianças afirmaram ter tido o primeiro contato com Peter Pan através de um livro da Disney; suas idades variavam entre 4 a 8 anos, na época. A influência do desenho animado produzido pelo estúdio estadunidense em 1953 — assistido apenas por Geraldo, o mais velho — se dará, portanto e como constataremos, muito mais na configuração de padrões gráfico-visuais. É importante acrescentar que o formato livro em adaptação Disney é citado somente por meninas (Diana, aos 8, Flávia, aos 6, Lúcia, aos 7, e Alice, aos 4). Esse dado parece confirmar a crença em uma maior facilidade de aproximação entre o sexo feminino e os livros, talvez ainda com base numa cultura de classe-média que, desde o século XIX e a criação do romance de folhetim, relaciona a atividade de leitura à mulher18.
17
“Eu senti uma emoção imensa, naquela época [...]. Foi inesquecível!” (Luíza); “Eu me senti alegre [...]. (Laura); [...] quando eu vi o filme pela primeira vez eu fiquei emocionado [...] (Airton); [...] depois de um tempo a história (do desenho animado da Disney) ficou sem graça, mas então eles produziram o filme normal, então voltei a gostar da história e até hoje eu gosto.” (Geraldo, 13.)
18
Embora tenhamos estudos sobre a escritura e a leitura feminina, eles se referem principalmente à mulher adulta. Diferenças entre comportamentos de leitura infantil e juvenil, bem como entre preferências estéticas conforme o gênero da criança, ainda estão por merecer um estudo mais aprofundado, pelo menos no Brasil. Até o momento, encontrei apenas um trabalho a respeito, de Márcia A. Gobbi, na área de Arte-educação (GOBBI, 1999), onde são investigadas as escolhas de configurações gráfico-visuais em meninos e meninas. Para análise da Oficina, estou me apoiando num trabalho publicado nos Estados Unidos, dos autores e pesquisadores Gail Lynn Goldberg e Barbara Sherr Roswell (GOLDBERG; ROSWELL, 2002), realizado a partir de uma pesquisa feita com crianças estadunidenses da pré-escola até o oitavo ano, em que eles procuram depurar as preferências, modos de leitura e respostas verbais de ambos os sexos. Será preciso, entretanto, levar em consideração as especificidades locais desta minha pesquisa; além disso, o trabalho parte de um viés positivo de leitura, ou seja, desconsidera aquele que não gosta de ler literatura. Ainda não encontrei uma análise no Brasil ou uma estatística
No bate-papo inicial da oficina e nos depoimentos por escrito, os meninos, em média, manifestaram o gosto por uma literatura de mais fôlego (em termos de extensão) priorizando a argumentação racional (ressaltando as ações e o encadeamento de eventos) em detrimento de um juízo baseado em aspectos mais emocionais ou sensíveis; na fala e nos depoimentos escritos das meninas, ao contrário, prevaleceu uma argumentação mais centrada nos aspectos emocionais e semânticos do texto de Barrie19. Infelizmente, os depoimentos por escrito apresentam apenas uma faceta de tudo o que foi aos poucos se revelando durante os encontros. Por ora, as respostas do questionário com relação às lembranças mais marcantes da versão de contato refletem os mais diferentes modos e níveis exegéticos: Andréia (aos 6 anos) e Élida (aos 7) foram as únicas a destacarem em primeiro lugar a figura de Wendy; as demais referiram-se principalmente a Sininho20 e, em segundo lugar, a Peter, que foi destacado por Sílvia (aos 5, mencionando também outros personagens, como Capitão Gancho e Barrica), por Laura (aos 8) e, de maneira especial, pelas lembranças de Lúcia (“queria que ele existisse”, aos 7). Já os meninos oscilaram entre Peter Pan e o Capitão Gancho, com exceção
de ordem quantitativa acerca de qual o sexo mais leitor na infância, embora muitos estudos estadunidenses confirmem a noção de que “overall, boys spend less time reading than girls do and may perceive reading itself
as a girl’s activity” [“em geral, meninos passam menos tempo lendo do que meninas e podem perceber a leitura
em si como uma atividade de meninas” (GOLDBERG; ROSWELL, 2002:17, tradução minha.)]. Uma visada puramente pessoal e empírica (em família, grupo de amigos e seus filhos, clube, livrarias) me sugere que meninas leem mais — independente do tipo de texto ou de sua qualidade — do que meninos, ou são mais estimuladas a isso; tal visada é convergente com o excerto de um episódio em quadrinhos reproduzido no anexo C a partir de uma edição de Turma da Mônica jovem, de Maurício de Souza [Fig 1].
19
Observe as leituras de preferência citadas por cada menina e menino: Senhor dos anéis e Crônicas de Nárnia se apresentam como mais poderosas em simbologia e ricas em eventos e elementos atuantes, certamente, do que a literatura fácil e ligeira de Thalita Rebouças. Essas escolhas, contudo, representam mais do que um fôlego para ler textos grandes ou complexos; elas significam escolhas temáticas típicas da idade e do sexo, algo que
retomarei sempre que necessário. A prova de que é a temática e não a quantidade de páginas que define as escolhas de leitura em termos de gênero viria um ano após, com o sucesso da saga vampiresca Crepúsculo, de Stefanie Meyer, junto a mesma faixa etária de meninas. Em relação a um juízo ora mais crítico-racional, ora mais crítico-sensível, dizem Goldberg e Roswell: “boys were more likely than girls to focus on the literal
elements of action and plot, the more material problems in the stories they read, and the observable consequences of decisions, whereas girls were more likely to go beyond surface details to comment on the relational and emotional implications of these problems or decisions”. [“meninos, mais que as meninas,
procuram focar os elementos literais da ação e do tema, bem como os problemas materiais nas histórias que eles leem, além das consequências observáveis a partir das decisões tomadas, enquanto que as meninas são mais propensas a ir além da superfície e seus detalhes para comentar as implicações emocionais e relacionais dos problemas ou decisões.” (Idem. Ibidem: 8. Trad. minha).] É preciso ressaltar, entretanto, que as diferenças em termos de gênero não se devem exclusivamente às diferenças biopsíquicas, mas muito mais às práticas culturais nas quais as crianças vão paulatinamente sendo iniciadas desde o seu nascimento, conforme defende a Professora de Educação da Universidade de Londres, Carrie Paechter (PAECHTER, 2009.)
20 Nesse capítulo, manterei os nomes das personagens tal como traduzidas pela edição brasileira selecionada para
de Sérgio (aos 6 anos), que disse ter-se identificado com Miguel21. Para os meninos, as lembranças do primeiro contato se concentraram mais na ação, na aventura; para as meninas, na relação entre Peter e Sininho, nos sentimentos da fada em relação ao seu companheiro. Muitos, na verdade, não se referiram diretamente a um ou outro personagem, mas a impressões gerais causadas pela experiência emocional motivada pela história, e que podem ser agrupadas em torno de felicidade e emoção intensa (“inesquecível”, como dirá Luíza, que só assistiu ao filme recentemente, aos 10) ou de uma sensação de tristeza, conforme duas meninas (ambas aos 8 anos), produzidas através do livro ou do filme; tal sensação de tristeza pode conotar comoção ou melancolia, sentimentos que a obra não raro desperta nos mais sensíveis. Também houve aqueles a quem o primeiro contato afetou de modo deliberadamente negativo, como em Juliano (“não suportei nem mais um minuto e troquei de canal”, aos 5) ou não afetaram de modo algum, aparentemente, como Sílvia (“Eu não senti nada de especial...”), muito embora ela tenha recordado de um grande número de personagens. Esses depoimentos demonstram que, apesar da popularidade do herói e sua história, a versão literária integral – já na sua 4ª tradução no Brasil, desde meados da década de 80 –, prossegue praticamente desconhecida, enquanto a versão para o cinema segue sendo a referência maior.
Ainda durante o primeiro encontro, outras observações se destacam, valendo a pena reproduzi-las aqui. A primeira delas é a comparação da obra com os contos de fadas. Seria Peter Pan um conto de fadas? Para muitos deles, sim, ou seja, a fantasia em geral prevalece sobre o aspecto de aventura (não nos esqueçamos de que a maioria dos participantes nesse momento era do sexo feminino, de 11 para 522). No geral, as meninas tendem a privilegiar em suas lembranças os elementos femininos e afetivos, como a Fada Sininho, Wendy e as Sereias (estas últimas em escala muito menor, sem menção à índia Lírio Selvagem), enquanto os meninos preferem falar dos piratas e do Capitão Gancho, do Crocodilo, das lutas e perigos da Terra do Nunca. Uma segunda observação foi feita com relação a Peter. No livro, ressaltam
21
No questionário, Sérgio refere-se a um menino chamado “Pedro”. Por email, ele me esclarece que na verdade quis dizer “Miguel”. Esse ato falho (“Pedro”, em inglês, é “Peter”) pode indicar a identificação com Peter Pan, mais tarde refletida em sua escolha da personagem para as atividades, transparecendo nos dados significativos (produção verbal e ilustrações) apresentados.
22 O número de meninas se reduziria, a partir do terceiro encontro, para 5, empatando com os meninos. É curiosa
essa desistência exclusiva do sexo feminino. Das que abandonaram as atividades, a menina de 14 anos não havia lido o livro; por ausência total de ação leitora em relação ao objeto de avaliação, desconsiderei os resultados e registros de sua participação; as outras alegaram colisão de horários com outros compromissos (catequese e trabalhos escolares) ou dificuldade de comparecer em turno inverso, devido à dependência dos pais ou responsáveis. Os meninos, além de demonstrarem maior interesse, também pareceram mais independentes em relação ao leva e busca dos pais, o que pode ter facilitado o comparecimento.
os participantes, ele parece ter idades variadas — comporta-se às vezes de um jeito muito infantil (conforme acusou o depoimento de Andréia). A terceira e a mais ressaltada observação — causa de aborrecimento, inclusive, durante a leitura para a maioria deles, independentemente do sexo — é a ausência de “ação”, principalmente em comparação à versão fílmica de Hogan. Outra observação de efeito comparativo e muito perspicaz foi a relação entre Peter Pan e Harry Potter: justificam sua preferência pelo menino-bruxo, porque este cresce e a personagem de Barrie não. Instintivamente, essa relação, levantada por uma das meninas, e confirmada por todos, afina-se à tese de Isabelle Cani, que apresenta Harry Potter como o anti-Peter Pan, em sua demonstração de como ambos os personagens transparecem respectivamente, em sua configuração, uma visão de infância pós-moderna e de infância romântico-modernista23. Outras impressões, a partir das minhas provocações, surgem: Lúcia, ao modo de Peter Hollindale, constata que Peter Pan é “trágico”24, quando explico por que Peter parece ter várias idades e por que ele não pode crescer. Andréia parece centrar-se bem na família Darling25; dá a impressão de ter compreendido o papel de Wendy, confirmada em seus comentários por escrito e sua produção textual. E, contudo, ao final, ela escolherá, como as demais, a Fada Sininho como personagem de exploração gráfica.
Em relação às ilustrações da edição indicada, expressões como “fracas”, “apagadas” e “poucas” surgem, além de novas comparações com a configuração gráfica da Disney e do filme de Hogan. Um dos meninos chega a salientar que se é para ter ilustrações ruins, é melhor não ter nenhuma. Sobre a função das ilustrações nos livros, ora acham que ajuda, ora que atrapalha a imaginação. A esses comentários informais, agrego os seguintes depoimentos
23 O estudo comparativo de Isabelle Cani já foi mencionado no capítulo 2. 24
Sobre o estudo de Peter Hollindale, verificar o capítulo 2.
25
Seu resumo por escrito da história, feito a partir da primeira questão (primeiro contato), mostra sua
identificação com a personagem Wendy: “[...] a Wendy e seus irmãos vão para a Terra do Nunca, eles conhecem os índios, as sereias. Depois Gancho sequestra os Meninos Perdidos. Peter luta com o Gancho, salva os meninos, a Wendy volta pra casa.” O destaque dado à filha dos Darling seria negado posteriormente, na atividade de ressignificação visual, mas confirmada na atividade escrita que, apesar do esforço em tornar Sininho a protagonista, destaca o comportamento de Wendy. Na segunda questão (diferenças entre a história que se conhece e a da edição escolhida), ela manifesta seu desagrado pela personagem Peter Pan, tanto em relação à ilustração — “O Peter se veste diferente”, quanto nas suas atitudes e intenções, mais discriminadas na obra literária — “O Peter é muito convencido”. Essa atitude negativa em relação ao comportamento da personagem pode implicar também uma identificação, não impossível e até frequente nas meninas, embora dificilmente assumida por elas.
em resposta à segunda e à terceira questão por escrito, referentes à comparação do livro com outras mídias e aos seus aspectos gráfico-visuais26:
[Na questão 2:] As diferenças para mim é que as imagens são muito diferentes. Não sei como explicar. A história também é diferente mas é bem melhor. Gostei muito desse livro, mas não gostei das ilustrações [Na questão 3:] Eu achei esse livro muito mais parecido com o filme, mas também algumas modificações. Não gostei muito das ilustrações pois as figuras não tem lógica do que o filme está mostrando. E desse jeito a história está um pouco sem aventura, pois um livro que li era menor mas tem mais aventuras e mais figuras. Não gostei porque as figuras não têm muitas cores. Mas gostei que nesse livro tem mais coisas e as ilustrações parecem ser feitas de tinta. (Flávia.)
[Questão 2:] São totalmente diferentes, quer dizer, algumas partes do filme e/ou desenho não tem algumas partes da história original. [Questão 3:]A narrativa é muito ‘tri’, a Terra do Nunca, os Meninos Perdidos... Tudo, menos as ilustrações, que são muito... infantis. (Sérgio.)
[Questão 2:] A diferença que eu percebi as imagens são diferentes porque aparecem imagens a toda hora e na outra não! [Questão 3:] O livro mostra como era a vida de Wendy! Essa parte é bem interessante! Eu acho legal a parte da Nana que é “babá das crianças”! Eu não gosto muito da reação da Sininho com Wendy! (Élida.) [Q 2:] A história que eu conhecia tinha mais ação e aventura que este livro, e as ilustrações não eram tão boas quanto a do filme e a do livro original [ao ser
indagada, disse que se referiu a um livro Disney]. [Q. 3:] Este livro é muito bom,
tem ótimas intenção, mas falta algo nele. O livro é muito parado, muito devagar, enquanto que no original [quis dizer da Disney] era muita ação e aventura. Se o livro fosse um pouco mais rápido com várias sequências de luta e aventuras e o autor mostrasse os personagens menos infantis, não as crianças, mas os pais das crianças, eu certamente diria que é um livro quase perfeito. (Geraldo, 13.)
[Q. 2:] São totalmente diferentes do filme [sobre a história e as ilustrações]. Ele fala algumas coisas do filme. Os desenhos não têm figuras iguais ao filme. [Q. 3:] Eu gostei do livro traduzido. É mais explicativo e a narração é legal. Eu não gostei dos desenhos. (Airton.)
[Q. 2:] Percebi uma diferença que não gostei muito. No filme que vi tinha bastante ação e no livro não tem muita, é meio parado. Eu prefiro que tenha luta, aventura, etc... Já nas ilustrações eu achei Peter Pan meio esquisito. [Q. 3:] Não gostei muito porque ele é muito parado, por exemplo Harry Potter já tem mais ação como magia, luta. Não gostei muito das ilustrações porque são meio infantis. (Fernando.)
[Q. 2:] Eu não achei as imagens muito iguais, achei só parecidas [com o padrão
Disney]. As que eram parecidas foram as do Peter Pan, a da Sininho e outras duas
imagens. [Q. 3:] Eu não consegui ler todo o livro, mas até a parte que eu li gostei do
livro, não gostei muito, porque a história é muito parada. As ilustrações foram o que
eu mais gostei, são muito lindas, mesmo não conseguindo ler todo o livro olhei todas as imagens. (Laíza.)
[Q. 2:] Eu percebi que o livro é bem modificado, e mostra a história desde que o Senhor e a Senhora Darling saíram e etc... As ilustrações são mais descontagiantes. [Q. 3:]Não gostei que têm poucas ilustrações e não nos dão vontade de ler, mas eu gostei bastante do livro. (Lúcia.)
[Q. 2:] Eu acho que as ilustrações são boas mas ela não é muito forte as cores são