nordsjøtorsk
Boks 6.1. Fareklasser
7. Bærekraftig økonomisk og sosial utvikling
das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano. Por sua vez, formação é o modo como se constitui o caráter do homem. Educação e formação são integrantes de um mesmo processo que tem início no momento do nascimento e término por ocasião da morte do indivíduo.
A educação formal propicia o conhecimento de dados contidos em uma infinidade de disciplinas acadêmicas. Essa espécie de educação pode proporcionar uma base, mais, ou menos, adequada à formação humanística e profissional do indivíduo. No entanto, observamos que não é suficiente para proporcionar o desenvolvimento do caráter e da personalidade. É preciso acrescentar mais conteúdo, objetivando a consolidação dos valores éticos, morais e humanísticos.
Desde os primeiros anos da educação fundamental, as pessoas deveriam receber ensinamentos nos campos da psicologia, da comunicação, dos relacionamentos, dos valores éticos e morais. O talento de cada um deveria ser descoberto muito cedo, visando à devida preparação para a futura carreira profissional. No entanto, observamos um considerável despreparo para a vida, a nível filosófico, psicológico, espiritual e profissional.
Podemos prever que o homem do século XXI somente terá condições de ser bem sucedido se estiver muito bem aparelhado, portando em sua bagagem uma formação integral, no âmbito humanístico e profissional. Sem dúvida, deverá ser um ótimo comunicador, sabendo interagir com as pessoas de forma eficaz. Não bastará possuir competência técnica, será preciso desenvolver a competência comportamental, para lidar com as pessoas de forma empática, cordial, cooperativa.
Segundo especialistas europeus, nos próximos tempos deverá ocorrer uma mudança radical nos currículos profissionalizantes. Esses deverão conter quatro grandes ramos do saber: 1. Conhecimento tecnológico (por exemplo, domínio do computador); 2. Conhecimento de idiomas (o original e, no mínimo, mais dois); 3. Habilidade comportamental (áreas da comunicação e dos relacionamentos); 4. Conhecimento técnico no setor profissional específico. Essa mudança é realmente necessária; contribuirá decisivamente para a excelência da educação e da formação das pessoas.
A realidade está sempre em constante mutação. Por isto, é preciso manter-se preparado para enfrentá-la. A educação e a formação devem constituir-se em um processo permanente. O desenvolvimento pessoal e profissional é uma premissa que deve ser considerada como uma obrigação natural de cada um. Devemos expandir nossa zona de conforto, alargar horizontes, exercitar a criatividade, descobrir novas oportunidades e possibilidades, adaptar-se continuamente às situações reais da vida.
Elementos da Cultura
A
Cultura abrange todos os atos da vida humana, tudo que o homem possa cultivar: pensamentos, sentimentos, hábitos, padrões de comportamento, rituais, compreensão da existência, interpretação e expressão da realidade, apropriação e transformação dos recursos naturais. E muito mais. Assim, podemos afirmar que a Cultura é um processo dinâmico de transformação e de aprimoramento de um indivíduo, de um grupo, de um povo.
A Cultura compreende o conjunto das “criações do homem”, no decurso da História, em permanente tradição e transformação:
a) Artes plásticas, artes cênicas, música, literatura; ou seja, todas as formas materiais de expressão artística;
b) Crenças, mitos, filosofias, religiões, sistemas jurídicos; quer dizer, todo o patrimônio de idéias de uma época, de um povo.
Podemos afirmar que a Cultura tem por objetivos:
a) O aperfeiçoamento do ser humano, em todas as dimensões;
b) A satisfação pessoal das necessidades e das tendências;
c) A valorização do respeito e da dignidade nas relações humanas, inclusive a nível mundial, excluindo-se assim todas as formas de preconceito e escravidão;
d) A democratização das conquistas em todos os setores da atividade humana;
e) A expressão da totalidade das características e das condições de vida de um povo, permitindo a compreensão do passado (conhecimentos e experiências acumulados); a consciência do presente (através da apropriação e modificação deste legado); e a visão do futuro (objetivando a crescente conquista de uma melhor qualidade de vida).
Feitas essas considerações fundamentais, podemos agora tecer outras, para maior compreensão do significado de Cultura. Iniciamos com uma forma de expressão cultural, a música. As pessoas, mesmo não sendo compositoras ou intérpretes, são, com raras exceções, amantes da música. Cada uma tem suas preferências, seus próprios gostos. Umas preferem a música sertaneja, outras a popular, e ainda outras, a erudita; ou, então, são ecléticas. Certas pessoas aprofundam-se na compreensão do seu gênero preferido, outras simplesmente a consomem, sem qualquer consideração especial, pois lhes basta o simples prazer que a música proporciona. Enfim,
observamos que a música exerce um papel fundamental na formação cultural das pessoas.
Outro campo que se presta a profundas observações é o da gastronomia, onde é possível estudar as preferências de cada um e da comunidade inteira, seja local, regional ou nacional. No nosso imenso país, podemos constatar diferenças marcantes nos hábitos alimentares das pessoas, de norte a sul, de leste a oeste. Assim, os costumes gastronômicos são claramente uma questão de cultura. Pessoas há que se alimentam simplesmente para “matar” a fome. Outras procuram sentir o máximo prazer no ato de comer. Outras, ainda, se preocupam basicamente com a qualidade e com o poder nutritivo dos alimentos, optando muitas vezes por uma dieta especial. Mais um aspecto observável é o de que o ato de comer, para muitos, envolve sempre a família ou os amigos; para outros, é um ato isolado. Por sua vez, pessoas há que dedicam um tempo considerável à alimentação, observando uma rigorosa etiqueta, transformando o ato em um ritual sagrado. A seu turno, outras tantas comem às pressas; muitas vezes, em precárias condições, revelando hábitos grosseiros.
O campo dos relacionamentos humanos é fértil para nossas observações, no âmbito cultural. O grau de cultura das pessoas pode ser avaliado de conformidade com a qualidade dos relacionamentos desenvolvidos. Consoante a educação recebida desde a infância, as pessoas podem revelar-se polidas, cordatas, respeitosas, cativantes, simpáticas. Outras, por sua vez, apresentam condutas incompatíveis com a boa educação. Nessa área, é possível realizar pesquisas as mais diversas sobre hábitos de relacionamentos entre as pessoas,
na própria família ou no círculo de amigos. Por exemplo, reuniões para tomar chá ou chimarrão, jogar cartas, ou simplesmente para conversar. Reuniões exclusivas de homens, ou somente de mulheres. Encontros formais ou reuniões descontraídas. Outro aspecto, neste campo, é o do respeito devotado aos mais idosos. Na China, por exemplo, à medida que se avança em idade, mais respeito se conquista. Já no mundo ocidental, muitas vezes, observa-se o oposto: os idosos são relegados a um segundo plano, quase esquecidos, desvalidos. Mas já estão surgindo apreciáveis avanços no sentido de melhorar a qualidade de vida dos mais velhos, com programas de aproveitamento dessas pessoas em vários setores produtivos ou em programas de lazer, recreação e turismo. Mesmo assim, o respeito individual aos mais antigos deve ser enfatizado desde a infância, para que permaneça arraigado para sempre.
O setor das vestimentas é outro campo que se presta para observações importantes no estudo da questão cultural. Consoante o clima e a classe social, as roupas podem ser, mais, ou menos, formais, mais, ou menos, sofisticadas. De maneira geral, pode-se observar que o tipo de vestimenta mais prático, informal e confortável toma o lugar das roupas de caráter formal. Por sua vez, enquanto uns, para sentirem-se bem, com elevada auto-estima, precisam sempre estar de roupa nova, outros parecem andar bem com suas velhas roupagens. E, ainda, podemos citar a ausência completa de vestimenta; é claro, nos campos de nudismo, em clima quente. Tudo é uma questão de cultura...
Eros e Thánatos
a mitologia grega fomos buscar inspiração. Então, descobrimos Eros, o deus do amor e da sensualidade; também Thánatos, o deus da morte e de tudo o que lhe diz respeito.
N
Eros nos ensina a amar, a cultivar amizades autênticas, a apreciar as artes, as ciências e tudo de bom e belo que existe no mundo. Ele nos dá a energia necessária para sentirmo-nos motivados, cheios de entusiasmo e de alegria, para conduzir a vida com sentido, e para contribuir com nossa parcela de talento, tendo em vista o progresso da humanidade.
Por sua vez, Thánatos nos atrai para a morte. Ele extrai do nosso ser toda a energia, toda a vitalidade. Vivemos nossa existência sem propósito; sentimo-nos apáticos, carentes de motivação. Não achamos graça em nada. Tudo é fastio, tristeza, insatisfação, constrangimento. Experimentamos uma existência de cor cinza, vendo os dias e as noites passar, sentindo o final inevitável se aproximar.
Eros nos convida a festas, para dançar, encontrar pessoas alegres, beber um bom vinho, comer gostosas comidas. E, depois, quem sabe, em companhia de alguém muito especial, passar o resto da noite, com muito amor, sensualidade e aconchego.
Thánatos nos induz à solidão e à tristeza. Por que motivo haveríamos de sair de casa, de ir ao
cinema, ao teatro, ou a um jogo de futebol? Para ele, nada disso faz sentido. Em sua ótica, é preferível permanecer impassível, remoendo ressentimentos ou preocupando-se com o futuro e suas vicissitudes; ou com a provável chegada da morte, a qualquer momento.
Eros estimula-nos a encontrar os amigos, a desfrutar seus talentos, a compartilhar a vida, em toda sua plenitude. Ele incentiva-nos a buscar o prazer, a alegria, a felicidade. Proporciona-nos a inspiração para compor versos, para escrever contos ou romances, para cantar alegres melodias ou para tocar algum instrumento musical.
Quem devemos procurar? Eros? Thánatos? Cada um, de acordo com a própria inclinação, saberá decidir, com livre arbítrio.
Eutanásia E
utanásia significa “boa morte”. O termo deriva do grego: “eu” = boa; “tanathos” = morte. Assim: boa morte, morte suave, morte calma, sem sofrimento, sem dor. Morte digna, com nobreza. Na verdade, é aquela morte que alguém proporciona a alguma pessoa que sofre de enfermidade incurável, a seu próprio pedido, com o objetivo de abreviar agonia muito intensa e dolorosa, em obediência ao espírito de humanidade e piedade, de conformidade com prévia regulamentação legal.
A história nos revela os primórdios dessa prática. Muitos povos, como os celtas, mantinham em sua cultura o hábito de os filhos matarem os pais quando esses estivessem muito velhos e doentes. Por sua vez, os doentes incuráveis na Índia eram conduzidos até a beira do rio Ganges, onde suas narinas e bocas eram obstruídas com lama sagrada, sendo, de imediato, lançados ao fundo do rio. Em Esparta, os deformados, os monstros, os doentes incuráveis de toda a sorte eram lançados com ímpeto do alto do monte Taijeto.
Da Grécia ainda temos notícia de Platão, Sócrates e Epicuro, que defendiam o princípio segundo o qual o sofrimento advindo de uma doença dolorosa justificava o suicídio. Ao contrário, Aristóteles, Pitágoras e Hipócrates condenavam decisivamente o suicídio. No juramento de Hipócrates consta: eu não darei qualquer droga fatal
a uma pessoa, se me for solicitado, nem sugerirei o uso de qualquer uma deste tipo. Aqui no Brasil,
nossos índios abandonam à própria sorte os filhos enfermos e incuráveis, como também os recém- nascidos desgraçados.
A discussão a respeito de tão polêmico tema prosseguiu através da história da humanidade. Aí constatamos a participação de ilustres personalidades, como Martinho Lutero, Thomas Morus (Utopia), David Hume (On suicide), Karl Marx (Medical Euthanasia) e Schopenhauer. No século XX, esta discussão viveu momentos mais intensos no período de 1920 a 1940. Na Europa, em especial, a eutanásia foi associada à eugenia, surgindo uma proposta que procurava justificar a eliminação de deficientes, pacientes terminais e portadores de doenças consideradas indesejáveis. Enfim, nessa hipótese, a eutanásia constituía-se em um instrumento de “higienização social”, com o objetivo básico de buscar a perfeição ou o aprimoramento de uma raça. Neste contexto, não havia compaixão, piedade ou o direito de acabar com a própria vida.
Verificando os anais históricos do ano de 1934, descobrimos que no Uruguai foi incluída, no Código Penal, a possibilidade do “homicídio piedoso”, legislação que continua em vigor até hoje. E em 1939 foi iniciado o “Programa Nazista de Eutanásia”. O real objetivo desse programa era eliminar todas as pessoas que tinham “uma vida que não merecia ser vivida”. (E quem decidia isto?) Esse famigerado programa materializou a anterior proposta de “higienização social”.
A Igreja Católica, no ano de 1956, posicionou- se categoricamente contra a eutanásia, por violar a
“Lei de Deus”. No entanto, em 1957, o Papa Pio XII, num discurso dirigido a médicos, aceitou a possibilidade de que a vida possa ser abreviada como efeito secundário à utilização de drogas para diminuir a angústia de pacientes com dores insuportáveis. Em resumo, temos que, com a utilização do “princípio de duplo efeito”, a intenção é diminuir a dor, porém o efeito, excluído o vínculo causal, pode vir a ser a morte do paciente. No entanto, em 1968, a Associação Mundial de Medicina adotou uma resolução contrária à eutanásia. Ao chegar o ano de 1980, o Vaticano divulgou uma “Declaração sobre eutanásia”. Aí existe a proposta do “duplo efeito” e o abandono de tratamento considerado inócuo ou fútil.
A Holanda tornou-se, em maio de 2003, o primeiro país a legalizar a eutanásia. Por 46 votos a favor e 28 contra, o Senado aprovou a lei que permite aos médicos abreviar a vida de doentes terminais. No entanto, os médicos deverão obedecer a regras rigorosas para praticar a eutanásia. Cada caso deve ser submetido ao controle de comissões regionais encarregadas de fiscalizar o cumprimento de requisitos essenciais. Essas comissões são integradas por um médico, um jurista e um especialista em ética. Os requisitos são os seguintes: 1) o paciente é portador de uma doença incurável e sofre de dores insuportáveis; 2) o paciente deve pedir, voluntariamente, para morrer; 3) um segundo médico deve emitir sua opinião sobre o caso.
Após essa sucinta passagem pelos principais pontos da história, vamos agora abordar mais de perto a questão da ética e da moral que envolve a eutanásia. Já vimos que essa prática abrange a provocação da morte com o objetivo de atenuar os
sofrimentos do enfermo e de seus familiares, tendo em conta seu inexorável falecimento, em virtude de uma situação incurável sob o ponto de vista médico.
Precisamos neste momento definir mais acuradamente acerca da diferença entre eutanásia ativa, eutanásia passiva e eutanásia de duplo efeito. A primeira significa o ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins humanitários. A segunda ocorre numa situação terminal quando não se inicia uma ação médica ou se interrompe uma medida extraordinária, com o objetivo de diminuir o terrível sofrimento. Por sua vez, a última hipótese ocorre quando a morte é acelerada por via de conseqüência indireta de ações médicas que são postas em prática visando o alívio do sofrimento de um doente terminal, como a administração de doses elevadas de morfina.
As principais justificativas para a prática da eutanásia são:
a) Dores e sofrimentos insuportáveis. Sabe-se que a Medicina não dispõe de remédios eficazes para eliminar, razoavelmente, as dores e sofrimentos.
b) Doenças incuráveis. Considerando a inexistência de possibilidades de cura de certas doenças, quando no estágio terminal, o argumento parece justificável.
c) Vontade do paciente. É importante considerar a vontade do enfermo que solicita o encurtamento da vida cujo fim próximo é inevitável. Seu desejo deve ser manifesto de forma consciente e real.
A questão da ética e da moral no tocante à eutanásia pode ser discutida “ad infinitum”. Mesmo assim, podemos apreciar alguns depoimentos:
Caio Rosenthal, infectologista e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo conta que os familiares dizem: “Doutor, deixe nas mãos de Deus. Só não queremos que ele sofra. É um eufemismo que equivale a pedir que não se prolongue sua vida desnecessariamente. Já quando é um plano de saúde que está bancando a internação, o que ouvimos é: Doutor, faça tudo o que estiver ao seu alcance para mantê-lo vivo. Não dá para levar em conta esse pedido. O que eu aceito é deixar de investir em um tratamento que está sendo fútil, que não está trazendo benefício ao paciente que jamais vai se recuperar... É correto diminuir ou interromper um tratamento que está prolongando a vida inutilmente. O difícil é estabelecer o critério”.
Flávio Monteiro de Barros Maciel, médico da UTI de um hospital municipal de São Paulo, declarou que: “Há hospitais em que os pacientes são levados a uma situação de sofrido prolongamento da vida por motivos econômicos. O paciente fica parecendo uma árvore de Natal, tantos são os penduricalhos tecnológicos que são colocados. Eu acho correto tirar alguns suportes de vida, desde que haja um consenso da equipe médica e da família de que isto deve ser feito, quando o paciente não tem condições de opinar. O médico tem de estar com a consciência tranqüila no momento de decidir tirar um tratamento que não está sendo eficaz e só está prolongando a vida do doente”.
Mariza D’Agostino Dias, chefe de UTI em dois hospitais, disse o seguinte: “Em medicina, usamos índices baseados em estatísticas para saber se um paciente vai morrer ou se tem chance de recuperação. Só que você não pode simplesmente encaixar a vida de uma pessoa em estatísticas. Por isso, analiso cada caso e decido, sempre junto com outros médicos da equipe, quando interromper um tratamento que está sustentando a vida de um paciente de forma artificial”.
Muitos outros depoimentos poderíamos descobrir sobre tão importante e polêmico assunto. No entanto, vamos deixar que cada leitor reflita sobre essa questão, coloque-se no tenebroso lugar de um paciente terminal, sofrendo dores insuportáveis. Ou então, na posição de parentes de uma pessoa nessas circunstâncias. Cada um, certamente, haverá de concluir de uma forma ou outra, a favor ou contra a prática da eutanásia. Enfim, o bom senso é que deve imperar, caso a caso. (Fontes de consulta: Internet – Prof. José Roberto Goldim, Emerson Wendt e Carlos Éffori).
Filosofia de vida
F
ilosofia de vida, ou cosmovisão, significa um “sistema pessoal de idéias e sentimentos a respeito do universo e do mundo”. Cada ser humano, em maior ou menor grau, tenha ou não consciência desse fato, possui uma concepção própria acerca da vida, do mundo, do universo.
O fato é que todos revelam sua filosofia de vida através de manifestações, atitudes, maneiras de enfrentar as circunstâncias, de forma trivial, no dia- a-dia. Outros, em maior profundidade, o fazem através de artigos ou livros.
Cada pessoa, com suas características extremamente individuais, já nos primeiros anos de vida, elabora uma escala de valores, embasada na família e na sociedade. Com o passar do tempo, muitos vão construindo seu sistema de valores de forma mais personalizada, muitas vezes em conflito com sua família de origem e com a comunidade na qual se desenvolveu.
Infinitos são os critérios a serem utilizados na estrutura da cosmovisão. De início, é necessário definir-se qual o sentido da vida, seu real propósito, seu significado maior. E, seguindo essa trilha, são ilimitadas as questões de elevada importância. Entre elas: Existe vida após a morte? O que é mais importante: concentrar-se em si mesmo, ou
contribuir mais intensamente em favor da sociedade, sem, contudo, descuidar-se de seus próprios interesses? Os preconceitos de toda ordem, em especial os de raça e cor, devem ser cultivados ou erradicados de vez da face da terra? Os bens disponíveis devem ser distribuídos a toda a humanidade, de forma justa e equilibrada, ou apenas usufruídos pelos detentores do poder e da riqueza? A liberdade deve ser compreendida, acalentada, defendida e desfrutada por todos, ou somente por uma minoria afortunada?
Bem, poderíamos seguir adiante nessas considerações, “ad infinitum”. Porém, nosso maior propósito ao escrever sobre este tema é o de despertar a questão no espírito das pessoas, para que reflitam sobre sua vida, seus valores, suas concepções mais profundas. Cada um, aprimorando sua filosofia de vida, sua cosmovisão, com certeza haverá de melhorar a qualidade da própria vida e, por via de consequência, a vida da família, da comunidade, do país, do mundo inteiro, mesmo que, para tanto, sejam necessários alguns séculos.