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Avtaler mellom ektefeller/samboere om overføring av formuesgoder

O professor tradicional

O professor mediador

Diálogos, co-construção co-produção de significados Centrada no

professor Centrada nas interações

Estar junto

Professor como oDono da verdade Diferentes interpretações da realidade Currículo em ação Negociação significativa conteúdos e processos veiculador de todo o conhecimento

O professor, como todo profissional atuante, possui convicções epistemológicas e ontológicas que, de forma consciente ou não, influenciam diretamente a sua ação docente e, portanto, servem como base teórica para a escolha de metodologias e de estratégias de ensino, de tipos de avaliação e de interatividade que terão com os alunos e com os currículos. Por isso, é importante lembrar alguns desses construtos apresentados nos capítulos anteriores.

O conhecimento não é transmitido, mas construído por cada indivíduo que atribui sentido à sua realidade, de acordo com suas experiências; por conseguinte, não pode estar dissociado do antecedente histórico-cultural do aprendiz e do professor, sendo a representação da realidade feita em termos culturais variados.

Esse conhecimento deve ser compartilhado, pois a aprendizagem, embora se constitua um processo individual, é uma construção social que sofre influência de vários fatores externos, como interações interpessoais e grupais.

O facilitador/orientador/animador pedagógico precisa reconhecer seu papel como mediador, como incentivador da autonomia ampla do aluno. Para isso, deve saber utilizar, dentre outras, estratégias cognitivas e metacognitivas que estimulem a reflexão, a criatividade e a criticidade do aprendiz, assim como precisa orientá-lo a aprender a aprender. Pode incentivar a colaboração com os demais sujeitos, compartilhando objetivos, ideias e conhecimentos por meio da interatividade incessantemente realizada.

Não será possível criar ambientes ricos em experiências, inovadores e motivadores de autonomia e de criatividade para o aprendiz, se por trás do desenho instrucional não houver a escolha consciente, a confiança e o saber consistente sobre as teorias que possibilitam tal iniciativa. De forma alguma é possível criar ambientes complexos e coerentes com base em teorias comportamentalistas que não respeitam as diversidades culturais e individuais, os estilos de aprendizagem, as incertezas da realidade viva em constante transformação.

Spitzer (apud MUIRHEAD, 1999) observa que os profissionais envolvidos em educação a distância, em grande parte, subestimam as dificuldades em mudar hábitos de professores e alunos e, consequentemente, em mudar de uma sala de aula tradicional para o contexto da aprendizagem a distância.

Na formação inicial e continuada do professor, ele ainda é visto como aquele que sabe, que forma e que informa, e assim deixa de perceber o aluno como parte ativa desse processo. “A aceitação do não saber próprio e do saber de nossos alunos é uma dificuldade que se deve muito menos à nossa concordância teórica do que à nossa prática. Somos frutos de um processo que privilegia o conhecimento como forma de manipulação e de domínio [...]” (BRUNO, 2008, p. 84). É justamente essa nova abordagem teórica que será explorada a seguir.

De uma forma geral, e em particular no curso analisado nesta pesquisa, os alunos são professores constituintes da geração analógica, que, mesmo estando envolvidos com as novas tecnologias, ainda são imigrantes digitais, enquanto seus

alunos (pelo menos boa parte deles) já constituem a Geração Net, são os nativos digitais. Sem esquecer que alguns desses professores sequer despertaram ou

interessaram-se em aprender a utilizar essas tecnologias. Ao contrário, por vezes as rejeitam, as temem e as consideram inimigas.

Prensky (2001) denomina nativos digitais os indivíduos considerados falantes nativos da linguagem dos computadores, dos videogames e da internet. São aqueles

que nasceram imersos nas novas tecnologias. Os imigrantes digitais são aquelas

pessoas que, nascidas antes da disseminação ampla do computador e da internet, antes do mundo digital, em algum momento de sua vida ficaram fascinados pelas tecnologias e as incorporaram, amplamente ou de forma parcial.

Como todo imigrante, eles sempre manterão algum sotaque, ou seja, uma

base em seu passado, como ler um manual, por exemplo, ao invés de perceber que o próprio programa digital irá ensinar o manuseio. Essas pessoas foram socializadas de forma diferenciada dos jovens de hoje e precisam aprender uma nova linguagem. É importante lembrar que, por serem adultos, as linguagens aprendidas vão para uma parte diferente do cérebro. Esses professores educaram-se vendo TV, ouvindo rádio, ou lendo jornais e revistas. Ou seja, viveram lidando com meios pouco ou nada interativos, sobre os quais não possuíam nenhum controle, a não ser ligar e desligar, ou simplesmente não ler.

Hoje os computadores, aliados ao uso da internet, criaram uma nova cultura para o aprendizado. É a antítese da passividade resultante dos meios de comunicação de épocas anteriores, pois os atuais pressupõem e incentivam a co- autoria e a criticidade do usuário, que são habilidades e competências que o jovem atual tende a possuir naturalmente, enquanto o adulto ainda precisa aprender. “Em vez de ouvir algum professor regurgitar fatos e teorias, os alunos discutem e aprendem uns com os outros, tendo o professor como participante. Eles constroem narrativas, que fazem sentido, a partir de suas próprias experiências.” (TAPSCOTT, 1999, p 137).

Paralelamente, essa geração é mais independente e resiste ao controle de outros. “Para eles, e-mail é antiguidade”. (Ibid., 2009). Atualmente, por telefone, os alunos conversam, mandam mensagens; em aparelhos de moderna tecnologia, assistem a filmes, documentários, programações variadas, e pesquisam, simultaneamente e com atenção redobrada.

É esse o aluno “multitarefa” que o professor vai encontrar em sala de aula e que pode estar disperso diante de um quadro de giz e um professor orador. Em muito pouco tempo, é esse aluno que estará sendo formado nos cursos de pedagogia e de licenciatura. Mas estarão os professores desses futuros professores preparados para oferecer os conhecimentos e as experiências que eles realmente necessitam para dar conta da nova geração? No espaço virtual, em especial, os

professores e os alunos-professores estarão propensos a transformar seu fazer pedagógico, adaptando-se a esse espaço de aprendizagem tão diverso?

3.5. DO AMBIENTE REAL PARA O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: