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5 H ISTORISK KONTEKST

6.3 Avsluttande merknader

Finalmente, com vista a traçar o caminho que permitirá alcançar a visão desejada para o sistema, é necessário desenvolver os planos que guiarão as actividades de Desenvolvimento do Sistema de Informação e de Utilização do Sistema de Informação, incluindo as formas de supervisionar, rever e controlar as estratégias seguidas e os resultados obtidos.

Nesta perspectiva, foi adoptado, para orientar o processo de desenvolvimento do “Portal dos Catraios”, o Modelo em Espiral Adaptado tal como descrito no capítulo III, uma vez que apresenta o carácter iterativo, incremental e evolutivo necessário, ao centrar-se no utilizador e basear-se numa abordagem de Prototipagem evolutiva, para além de permitir recorrer a abordagens sequenciais em Cascata, caso seja conveniente.

175 Primeiramente, será necessário reconhecer os riscos e definir actividades a jusante para os eliminar ou atenuar. Dependendo das características do projecto e, mais concretamente, da Análise de Riscos e restrições de custos e prazos, poderá ser despoletado o Desenvolvimento em Espiral do Sistema optando por um Modelo Iterativo e Incremental ou, eventualmente, por um Modelo em Cascata.

O objectivo de um modelo do processo de desenvolvimento é proporcionar ao projecto uma estrutura que reduza os riscos. [Miguel 2002]

Por conseguinte, antes de iniciar o Desenvolvimento do Sistema, impõe-se identificar os principais factores de risco. No âmbito do desenvolvimento do “Portal dos Catraios”, a tabela 10 resume os principais factores de risco detectados pela análise de riscos.

Principais factores de riscos

Alteração constante nos utilizadores (alunos, professores, representantes) Falta de motivação e envolvimento dos utilizadores

Falta de comprometimento das Direcções dos Estabelecimentos de Ensino Alteração e incompreensão dos requisitos

Recursos insuficientes para o projecto

Incompreensão do âmbito e objectivos do sistema Barreiras tecnológicas de acesso ao Portal Formação dos utilizadores actuais e potenciais Alterações ao âmbito e objectivos do sistema

Metodologia inadequada no desenvolvimento de alguns subsistemas

Tabela 10 – Factores de risco do projecto

Dos dez factores de risco listados, destacam-se os cinco primeiros, uma vez que os restantes cinco contribuíram para a ocorrência dos primeiros.

Alteração constante nos utilizadores (alunos, professores, representantes)

O factor que acarretou maior risco para o projecto de desenvolvimento do “Portal dos Catraios” foi a alteração nos utilizadores. Esta alteração pode ser vista a vários níveis consoante o tipo de utilizador (alunos, professores, representantes e colaboradores). Os utilizadores cuja mutação implica maiores riscos são os representantes de escola e os colaboradores na produção de conteúdos. Fruto das colocações anuais de professores e educadores, os representantes de muitas escolas (responsáveis pela dinamização de alguns serviços e pela actualização dos dados da Escola) mudam todos os anos. Este facto pode originar não só a falta de motivação e envolvimento dos mesmos, mas também a desactualização dos dados de escola e a diminuição da dinamização dos serviços. Quanto

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aos professores, e fruto dos concursos anuais de professores e educadores, podem vir a ser detectadas mudanças nos requisitos uma vez que a colocação numa nova escola pode implicar alterações nas necessidades de informação. Os educadores de infância têm, num dado momento, requisitos que apontam para a educação de crianças até aos dois anos e, noutro momento, para crianças dos três aos quatro anos ou dos quatro aos cinco anos. Da mesma forma, os professores do 1.º Ciclo têm requisitos diferentes consoante a escola e o ano de escolaridade que leccionam. No caso dos alunos, a mutação é fruto essencialmente da idade. Por um lado, uma criança de 4 anos não pode estar no mesmo grupo que uma criança de 8 anos uma vez que a forma de ambas interagirem com o sistema é diferente. Por outro lado, os requisitos de uma criança de 4 anos variam muito de mês para mês. Quanto aos professores, podem ser divididos em duas classes: educadores de infância e professores do 1.º Ciclo. Nesta perspectiva, as estratégias a adoptar foram: 1) em vez de uma divisão em miúdos e graúdos, optou-se por uma divisão mais específica do público-alvo: Crianças do Jardim de infância (JI), Crianças do 1.º Ciclo do ensino Básico (EB1), Crianças das Actividades de Tempos Livres (ATL), Professores, Pais e Escolas; 2) focar o desenvolvimento nos professores responsáveis pelos Agrupamentos de Escolas e pelas Instituições particulares, dado que a sua mutação é menor que a mutação dos representantes de escola no projecto. A atenuação deste risco só foi possível com recurso à Prototipagem. • Falta de motivação e envolvimento dos utilizadores

Se bem que, quando questionadas para participar no projecto, a grande maioria das escolas tenha respondido afirmativamente, a falta de motivação e envolvimento dos seus professores e alunos assumiu-se como outro factor de elevado risco para o sucesso do projecto, uma vez que a participação dos potenciais utilizadores do Portal nem sempre correspondeu às expectativas, influenciando não só o desenvolvimento do projecto, mas também a dinamização dos serviços. Esta falta de motivação e envolvimento de alguns utilizadores foi provocada essencialmente pelas constantes mudanças de escola por parte do pessoal docente e pelas barreiras de acesso ao Portal (fracas ou inexistentes condições tecnológicas de acesso ao Portal e fraca formação dos professores na utilização das TICs). No caso dos pais ou encarregados de educação, esta falta de envolvimento e motivação foi notória essencialmente devido a barreiras tecnológicas e culturais de acesso ao Portal, para além de assumirem que o Portal não constituía uma das suas prioridades. Assim, uma das estratégias que permitiram melhorar o grau de envolvimento e de motivação dos utilizadores baseou-se na adopção de abordagens de Prototipagem evolutiva que permitiram aproximar as funcionalidades desenvolvidas dos requisitos dos utilizadores.

177 • Falta de comprometimento da Direcção dos Estabelecimentos de Ensino

A falta de comprometimento da Direcção dos Estabelecimentos de Ensino foi mais notória no âmbito dos estabelecimentos de ensino públicos do que no âmbito dos estabelecimentos de ensino particulares. Para colmatar a falta de comprometimento dos estabelecimentos de ensino público, por um lado, foram implicados os agrupamentos e delegações escolares e estabelecidos protocolos e parcerias com o CAE-Bragança. Por outro, o facto de disponibilizar on-line os protótipos, que foram lançados incrementalmente desde o início do projecto, permitiu atenuar este risco, uma vez que os responsáveis sentiam-se motivados e implicados no projecto pelo simples facto de verificarem que a sua instituição se encontrava nas listagens do Portal.

Alteração e incompreensão dos requisitos

A alteração dos requisitos (ou em algumas das ocasiões a incompreensão dos requisitos) foi mais notória no contexto dos conteúdos para crianças, uma vez que os requisitos variavam muito de criança para criança e de momento para momento. Para diminuir o risco da constante alteração dos requisitos, recorreu-se a vários ciclos de Prototipagem. No contexto dos conteúdos para professores e pais ou encarregados de educação, notou-se uma incompreensão dos requisitos motivada por incompreensão ou alteração no âmbito e objectivos do sistema. No entanto, a identificação de requisitos funcionais e não-funcionais, através de modelos gráficos e, posteriormente, da prototipagem, permitiram atenuar estes problemas.

Recursos insuficientes para o projecto

Nem sempre os recursos financeiros, tecnológicos e humanos disponíveis para o processo de desenvolvimento, desde a Análise à Instalação e Manutenção do Sistema, foram suficientes e adequados para o projecto. O número de elementos da equipa de projecto, a sua disponibilidade e experiência e o equipamento que tinham ao seu dispor, influenciaram o sucesso do projecto. Algumas das estratégias para reduzir os factores de risco relacionados com a escassez de recursos humanos podem ser: 1) proporcionar estágios profissionais a alunos do IPB; 2) envolver alunos (estagiários ou não) na concepção e construção de conteúdos para o “Portal dos Catraios” no âmbito das suas disciplinas; (3) envolver docentes da ESEB enquanto produtores de conteúdos da área científica a que pertencem. Quanto à insuficiência de recursos financeiros e tecnológicos, a estratégia adoptada foi candidatar o projecto ao IV Concurso Nacional de Projectos de Informação sobre Educação (para a Internet) promovido pelo Programa Nónio-Século XXI.

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Incompreensão do âmbito e objectivos do “Portal dos Catraios”:

Com vista a eliminar este factor de risco, a especificação de requisitos deve orientar o projecto do sistema. A apresentação de protótipos permitirá melhorar o entendimento dos objectivos e área de aplicação do Portal. Com vista a esclarecer os utilizadores na sua primeira visita, devem também ser disponibilizadas respostas a questões frequentes. A disponibilização de um Centro de Apoio Técnico no Portal poderá contribui para esclarecer as dúvidas da comunidade educativa, para além de fornecer informações sobre acções de formação, publicação de páginas Web e outras informações sobre a Internet e o Portal. De referir que a existência de projectos similares, focando o mesmo público-alvo também influenciou a condução do projecto de desenvolvimento. Constatou-se que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) estava a promover um projecto (Espiguinha - http://aquinta.espigueiro.pt/espiguinha/) em que alguns dos objectivos eram muito parecidos aos do “Portal dos Catraios”. Por conseguinte, o público-alvo deste projecto foi limitado ao distrito de Bragança, em vez de abarcar toda a região de Trás-os-Montes e Alto Douro. • Barreiras tecnológicas de acesso ao Portal

O Centro de Apoio Técnico pode fornecer respostas de como contornar este factor de risco, explicitando formas alternativas de apetrechar a sala de aula e modos de resolver problemas inerentes à manutenção do computador multimédia e respectiva ligação à Internet instalada nas escolas, para além de planos especiais para adquirir equipamento informático para uso pessoal. • Formação dos utilizadores actuais e potenciais

A principal estratégia será informar sobre as formas de formação e educação multimédia para os professores e educadores com vista a contribuir directamente para a info-alfabetização do pessoal docente e, indirectamente, para a info-alfabetização do pessoal discente e, eventualmente, dos seus pais, contribuindo para a diminuição do fenómeno da info-exclusão. • Metodologia inadequada no desenvolvimento de alguns subsistemas

Tal como já foi referido, a resolução deste risco baseia-se na adopção de um modelo híbrido, ou seja, um modelo que permite que, nos primeiros ciclos da espiral, sejam detectados iterativa e incrementalmente os requisitos e, posteriormente, nos seguintes ciclos da espiral, sejam resolvidos de forma controlada os aspectos funcionais das partes do sistema onde não se prevêem mudanças nos requisitos dos utilizadores. Por exemplo, num dado ciclo da espiral, pode ser escolhida a Prototipagem com vista a reduzir riscos associados aos requisitos e, posteriormente, recorrer ao desenvolvimento em cascata com o intuito de reduzir o risco inerente à implementação de algumas partes críticas do sistema.

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