Namodelagememo eanograautiliza-se,basi amente,trêstiposdemodelosnoque
diz respeito a representação das oordenadas verti ais. O formalismo mais antigo
usa oordenadas artesianas de profundidade
z
. O segundo utiliza oordenadassigma, onde ada amada orresponde a uma por entagem da profundidade lo al,
D
(σ = z/D
). A utilizaçãoda oordenadasigma emmodelagemfun ionabempararesolver problemas em regiões om fortes gradientes batimétri os, omo é o aso
da plataforma Continental. O ter eiro tipo sã oordenadas isop nais, em que as
superfí ies de oordenadas são superfí ies de igual densidade. Esse ter eiro tipo de
abordageméparti ularmenteapropriadoparaoo eanoprofundo,ondeospro essos
físi osdegrandees alao orrempredominantementeaolongodesuperfí iesisopi nais.
Cadaumdessetrêstiposdemodelotemsuasvantagensedesvantagens,dependendo
do problema e da região sendo modelada. Com base nessa premissa, nos últimos
anos um modelo baseado nessas três formas de representação da estrutura verti al
vemsendodesenvolvido. Essemodelo,HYCOM(HybridCoordinateO eanModel),
ombina os três tipos de oordenadas e por isso é bastante promissor no estudo
de regiões envolvendo a plataforma ontinental e o o eano profundo adja ente. É
tambémbastante adequado na resolução da dinâmi ada amada de mistura,onde
utiliza oordenadas
z
.OHYCOMé um modelo o eâni ode ir ulação geralde oordenadas isopi nais
deequaçõesprimitivas,oqualevoluiudoMiamiIsopy ni -CoordinateO eanModel
(MICOM). O MICOM utiliza oordenadas isopi nais, que apesar de forne erem
uma boa resolução no interior do o eano, já que a maioria dos pro essos de larga
es alaa ompanhaisolinhasde densidade, forne empou aounenhumaresolução na
amadademisturaenaplataforma ontinental. Aestratégiaalternativaempregada
noHYCOMéousodeumaseleçãodemodelosdemisturaverti alparaqueomelhor
modelo de mistura verti al para um determinado ambiente o eâni o seja utilizado
(Halliwell,2004). Assim, oHYCOMretémasvantagensdas oordenadasisopi nais
noo eanoabertoestrati ado,etransforma-asem oordenadasdenível(pressão)em
grade"("grid generator") que mantém as oordenadas verti ais híbridas podem ser
en ontrados nomanualdousuário doHYCOM (Ble k, 2002).
O HYCOM ontém in o equações prognósti as - duas para as omponentes
de velo idade horizontal, uma equação da tendên ia da largura da amada ou
ontinuidade de massa, e duas equações de onservação para um par de variáveis
termodinâmi as, omo salinidade e temperatura ou salinidade e densidade. As
equaçõesdomodelopodemservistasemBle k (2002). Asequaçõesprognósti assão
omplementadaspordiversasequaçõesdiagnósti as,in luindoaequaçãohidrostáti a,
umaequaçãodeestado, ligandoatemperatura,salinidadeepressão, eumaequação
que pres reve o uxo verti al de massa através de uma superfí ie, sendo que essa
última equação ontrola o movimento e o espaçamento na interfa e das amadas,
abrangendo, assim, a essên ia de modelos em oordenadas híbridas. As equações
prognósti assão integradas notempo atravésde um tratamentoexplí itode modos
barotrópi ose baro líni osdesenvolvidos previamente noMICOM.
Uma medidado su esso de um modelo de ir ulação o eâni aé sua apa idade
emreproduzirosistemade orrentes equatoriais(Ble k,2002). Dea ordo omChen
et al. (1994), o melhoramento mais importante onseguido a partir do esquema de
misturaverti alhíbridanummodelotridimensionalparaoO eanoPa í oTropi al
é a melhor simulação da ir ulação equatorial de larga es ala. Comparado om os
outrosdoisesquemasmais omumentementeutilizados, oesquemahíbridoajudou a
produzirpersde velo idademaisrealísti osnoPa í oEquatorialLeste eCentral.
Para gerar as saídas utilizadas no presente trabalho, o modelo HYCOM foi
primeiramente, implementado em uma região estendendo-se de 62
◦
S a 60
◦
N, om
extensão latitudinal abrangendo todo o eano Atlânti o. A resolução longitudinal
foide 1/3
◦
ea resolução latitudinalfoi de 1/3
◦
vezes o osseno dalatitudeem ada
pontode grade. Atopograa de fundo foibaseada nos dados doEarth Topography
-5 Minute (ETOPO5), om 5' de resolução emlongitude e latitude.
O modelo foi ongurado om 22 amadas isopi nais, om resoluções variáveis.
Os valores da densidade poten ial (
σθ
) do topo de ada amada são mostrados natabela3.1.
Camada 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
σθ
19,50 20,25 21 21,25 22,5 23,25 24 24,70 25,28 25,77 26,18Camada 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22
σθ
26,52 26,80 27,03 27,22 27,38 27,52 27,64 27,72 27,82 27,88 27,94Tabela3.1: Densidadepoten ial(
σθ
)no topode ada amadanoHYCOM.limatologiamensal Levitus (Levitus and Boyer (1994) e Levitus et al. (1994)), o
modelofoiforçado omventos,uxosde alor,evaporaçãoedemaisuxostermodinâmi os
da limatologiaComprehensive O ean-Atmosphere Data Set (COADS). O modelo
atingiu um estado de equilíbrio após 23 anos. Em seguida pro edeu-se om um
pro essodeaninhamentounidire ional,noqualasub-regiãodoAtlânti o,entre10
◦
Se40
◦
S,limitadaalestepelomeridiano30
◦
W,foiutilizadaparaumaversãodomodelo
om resolução de 1/12 de graus. Essa versão de maiorresolução horizontalutilizou
a mesma distribuição de níveis isopi nais e foi ini ializada om ondições obtidas
da simulação de menor resolução. Forçado om os mesmos uxos da limatologia
COADS, o modelo foi exe utado por mais dois anos, até a obtenção de um novo
estadode equilíbrio. Aonal desse dois anos, osexperimentosaqui des ritos foram
Dis ussão dos resultados