LuIS cOSTA NeveS
Engenheiro Civil
PAuLO rIbeIrINhO SOAreS
sessão tÉCniCa paraLeLa – INfRAESTRUTURAS, CIDADES E TERRITóRIO
estes aspetos são hoje de grande impor- tância na europa e não só. euBim: taskgroup, apoiado pela Comissão.
LOD: level of development dos modelos,
estando definidos por diversos standards mundiais.
estas tecnologias são adaptáveis ao edifício e à cidade “smart city”.
têm papel fundamental nesta mudança o gestor de empreendimento e o gestor de informação/gestor Bim.
em portugal estas questões estão a ser de- senvolvidas pela comissão técnica Ct197 (Bim), e até ao final do ano prevê-se a pu- blicação do guia de contratação Bim. MESA-REDONDA / DEbATE
A CONTRIbuIçãO DA ENGENHARIA CIvIL NA REAbILITAçãO uRbANA
ENG. LUIS MACHADO
apresentou as conclusões das Jornadas da especialização em Direção e gestão da Construção da oe “reabilitação urbana – Da teoria à prática”.
painéis: projetar a reabilitação; executar com segurança; Controlar com eficiência, tendo realizado uma descrição das diversas apre- sentações.
Deu exemplos de levantamento com laser
scanning, projeto de demolições e con-
tenção de fachadas, contenção de edifícios adjacentes.
referiu-se a importância da reabilitação no mercado imobiliário, tendo sido fortemente realçada a necessidade e importância do gestor do empreendimento.
A quESTãO
DA SEGuRANçA SíSMICA NA REAbILITAçãO uRbANA
ENG. EDUARDO CANSADO CARvALHO Questão a que a especialização em estru- turas da oe tem dado grande ênfase. os sismos são inevitáveis, mas as suas con- sequências não.
Conceitos fundamentais: perigosidade: zo- namento sísmico h; vulnerabilidade v; ex- posição e.
risco sísmico, rs = f (h, v, e).
podemos atuar sobre a vulnerabilidade e sobre a exposição (limitação do uso).
reabilitação sísmica: proteger vidas humanas e limitar perdas económicas.
Quadro legislativo em portugal: resolução da ar n.º 102/2010: adoção de medidas para reduzir os riscos sísmicos. DL 53/2014 (art.º 9.º): muito vago e insuficiente. proposta para portugal: desencadear a ava- liação sísmica aquando de intervenções de reabilitação com alguma expressão econó- mica; Definir as condições em que seria obrigatório proceder à reabilitação sísmica; regulamentação técnica: eC8 que ainda não tem obrigatoriedade nacional.
SISTEMAS DE áGuAS E CIDADES DO fuTuRO
ENG.ª MARIA TERESA vISEU
Desafios futuros: a procura de água vai au- mentar e haverá uma maior percentagem da população com problemas de acesso à água. alterações climáticas.
impacto no ciclo da água: naturais e no sis- tema de abastecimento; enfoque na pro- blemática água e sociedade; tendências e soluções: uso eficiente da água.
gestão integrada de sistemas e economia circular; gestão em tempo real dos sistemas; uso eficiente da água e reaproveitamento; soluções de controlo na origem.
Foram dados exemplos de cidades onde se promove o uso eficiente da água: Cabo, nY.
O póS-CRISE
NAS CIDADES pORTuGuESAS – – REAbILITAçãO uRbANA
ENG. ANTóNIO LAMEIRAS
instrumentos: aru (área de reabilitação ur- bana), oru, peru.
apoios aos investimentos e benefícios: iva/ imt/imi/irs.
estes fatores têm contribuído para a reabi- litação urbana. elenco das principais alte- rações no âmbito do planeamento muni- cipal e os incentivos à reabilitação urbana. por outro lado, o turismo é um grande de- safio, que tem tido muitas vantagens óbvias e inconvenientes, como a descaracterização das cidades e o aumento desmesurado dos preços. Falou-se do exemplo da rua das
Flores, no porto, onde o m2 atinge 7.500 €.
o ordenamento enquanto ferramenta de planeamento pode servir para controlar o impacto do turismo. alterações legislativas.
O CONTRIbuTO DA GESTãO DE SEGuRANçA NO TRAbALHO DE CONSTRuçãO pARA AS CIDADES DO fuTuRO
ENG.ª ANA MATRENA
teceu considerações acerca das caracte- rísticas da cidade do futuro, com caracte- rísticas partilhadas com as construções. Defende-se uma estratégia de planeamento e gestão integrada de meios de transporte que assegurem segurança e fluidez de cir- culação.
Concluiu referindo que o planeamento es- tratégico tem que ser a base de todos os desenvolvimentos esperados.
as intervenções foram seguidas de uma mesa-redonda, em que intervieram alguns dos colegas presentes, com questões de in- teresse relacionadas com as apresentações. o eng. paulo ribeirinho soares levantou a questão, a propósito da intervenção do eng. Cansado de Carvalho, do interesse/perspe- tiva de uma certificação sísmica. a esse pro- pósito o eng. Cansado de Carvalho referiu as incertezas da construção existente, so- bretudo no caso da construção/reabilitação. o eng. alfeu sá marques interveio acerca do uso eficiente da água e das políticas que deveriam ser seguidas para o promover. Foi igualmente referida por outros colegas a importância da monitorização topográfica dos edifícios existentes aquando de inter- venções vizinhas, tendo os engenheiros paulo ribeirinho soares, Luís machado e Cansado de Carvalho prestado esclarecimentos acerca da prática corrente neste campo.
a engenharia Civil enfrenta problemas cada vez mais complexos e exigentes, num mundo ambientalmente sensível e em rápida mu- dança, nomeadamente:
› as alterações climáticas – Condições cada vez mais adversas que minam o desen- volvimento sustentado;
› a rápida inovação tecnológica e a difícil integração de novas tecnologias nos pro- cessos estabelecidos;
› os novos materiais, a maior capacidade de processamento de informação e co- municação, e melhores processos cons- trutivos, exigem cada vez mais, mais com- petências dos engenheiros.
O
bservam-se nos mercados em geral, e de forma transversal, uma apetência e uma focagem intensas nas novas tecnologias de base digital, que potenciam novas possibilidades e capacidades de desenvolvimento de negócios e aumentos de produtividade, com resultados económicos importantes, generali- zando-se a ideia de que estamos no dealbar de uma nova “revolução industrial”, conhecida por indústria 4.0.a CuF – Químicos industriais produz commo-
dities, no setor da química e petroquímica, isto
é, grande volume de produtos (várias centenas de milhar de tone- ladas por ano), fundamentalmente para exportação, exigindo-se- -lhe um alto nível de competitividade no mercado europeu, o que se tem traduzido numa política consistente de investimento em tecnologias modernas e em formação específica dos colabora- dores, podendo considerar-se que já encetou há algum tempo o caminho da indústria 4.0, particularmente ao nível dos processos operacionais internos.
a CuF-Qi desenvolveu uma arquitetura de controlo de processos industriais que integra a automação de processos, o seu controlo digital e respetivo sistema de segurança das operações fabris e de pessoas, com recolha de dados e seu tratamento, numa plataforma digital de suporte à gestão operacional e interligação ao sistema erp da sap.
no campo da automação e controlo a CuF-Qi tem instalada uma extensa rede de instrumentos diversos, com sensores que reco- lhem dados físicos e químicos dos fluidos de processo e equipa-
mentos e que os transmitem por protocolos de comunicação modernos a um sistema compu- torizado de controlo distribuído (DCs). De um conjunto aproximado de 10 mil sensores obtêm- -se na ordem de 17 mil sinais, que são tratados em diferentes processadores, em salas técnicas dedicadas, com ligação entre componentes por redes de fibras óticas redundantes. todos estes sistemas estão integrados no DCs para alarmes e informações processuais, em painéis sinóp- ticos, possibilitando uma interface direta com operadores e supervisores das fábricas. tipicamente a estratégia de controlo das operações é desenhada para uma interação humana reduzida durante a operação normal, usando os sistemas piD (Proportional, Integral, Derivative) de oti- mização de parâmetros de forma a alcançar níveis de produção altamente estáveis e eficientes.
a informação relevante é registada em base de dados rtDB (Real
Time Data Base), permitindo o acesso a valores históricos e ten-
dências de variáveis de processo.
a CuF-Qi desenvolveu, igualmente, um sof-
tware em plataforma integrada, designada
siap – sistema integrado de apoio à pro- dução – destinada ao acesso às bases de dados em tempo real para análise, tratamento automático e disponibilização de informação relevante. É uma ferramenta digital pode- rosa, consistindo em diversos módulos fa- cilmente configuráveis e escaláveis, adap- táveis a diferentes unidades industriais, em ambiente de interface gráfica, e acessível na organização.
esta infraestrutura digital, em rede partilha- da colaborativa, tem permitido o aumento do conhecimento tecnológico e das com- petências internas, com ganhos reconhe- cidos em otimização e eficiência dos pro- cessos.