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Avledninger om bruk og forvaltning av Hallingskarvet

Os riscos estão presentes nas atividades onde se espera um retorno futuro, pois as

probabilidades estão fortemente presentes neste contexto.

A figura abaixo demonstra um aumento sensível nos últimos anos em relação a inadimplência das companhias, o que reforça os temores de bancos e companhias e justifica o investimento no desenvolvimento de mecanismos que permitam identificar com antecedência adequada um risco de crédito, ou seja, risco do não recebimento.

Figura 6 – Indicador de Inadimplência das Empresas (média 2009 = 100)

Os riscos relacionados ao crédito não estão apenas no âmbito microeconômico, ou seja, relacionados às perdas nos créditos mercantis em que, por exemplo, um fabricante de insumos pode incorrer ou nas dificuldades que uma pessoa física tem em quitar o seu cartão de crédito na data de vencimento de sua fatura. Temos aspectos macroeconômicos ligados ao risco de crédito e que afetam toda a economia, nesta questão, não há como deixar de citar novamente a recente crise imobiliária norte-americana, que afetou grandemente a economia mundial.

Caouette, Altman e Narayanan (1999) definem simplesmente o crédito como nada mais do que a expectativa de recebimento de uma quantia de dinheiro em um determinado tempo. Então a partir daí conclui-se que o risco de crédito é a chance desta expectativa não se realizar.

De acordo com Silva (2003, p. 75), é descrito o seguinte acerca do risco de crédito: “Enquanto promessa de pagamento, há um risco da mesma (sic) não ser cumprida. Desse modo, o risco de crédito é a probabilidade de que o recebimento não ocorra".

Complementando-se a ideia acima apresentada, Culp (2002) cita que o risco de crédito usualmente se apresenta em quatro formas: (1) Risco de crédito pré-liquidação, em que o mesmo surge da possibilidade de um devedor dar calote em uma transação antes do início da liquidação dessa operação. (2) Risco de liquidação é especificamente associada com a falha de uma empresa durante a janela de liquidação, ou o tempo entre a confirmação de uma transação e a liquidação final da mesma. (3) Migração ou rebaixamento é o risco de que o aumento da percepção do mercado em relação ao default de determinada empresa provoque uma queda no valor dos créditos emitidos por essa empresa e por fim, (4) Risco de spread, que se configuraria na deterioração geral da qualidade do crédito corporativo e como este afetaria o crédito de determinada companhia.

Conforme já sugerido anteriormente, sabe-se que a importância do crédito no cenário econômico mundial reflete-se na maioria das transações comerciais, realizadas mediante a utilização do crédito, sendo por vontade do credor ou não, tornado-se inviável no mundo competitivo de hoje não dar esta opção ao cliente, sendo que a concessão do crédito gera inevitavelmente o risco do não-recebimento, ou seja, o risco de crédito. Segundo Caouette, Altman e Narayanan (1999), as companhias necessitam estar preparadas para decidir o quanto de risco estarão dispostas a correr, pois todos os tipos de negócio estão vinculados a algum grau de risco. Sabendo-se que uma das atividades principais dos CEOs e CFOs, a fim de maximizar

a riqueza do acionista, é o de encontrar melhores formas de financiamento, os mesmos são muito bem remunerados para encontrar dinheiro de terceiros para alavancarem suas empresas.

Securato (2007), falando a respeito do risco de crédito, esclarece que mesmo após análise criteriosa do crédito, somente teremos conhecimento do resultado da operação em seu vencimento, quando recebermos ou não. Sendo assim, esta falta de clareza quanto aos resultados do processo gera a condição de risco na operação de crédito.

Nas indústrias, setor da economia ao qual este trabalho se propõe a estudar, o risco de crédito é uma constante, pois o objetivo de vender os produtos que a indústria produziu são, sem dúvida alguma, o alvo principal a ser atingido pelas estratégias da organização e em muitos casos a verificação ou a análise para constatar se o comprador realmente tem a capacidade de pagar por aquela compra, não recebe o tratamento adequado.

Conforme mencionam Caouette, Altman e Narayanan (1999, p. 54), “Em outras palavras, o departamento de vendas é normalmente muito mais poderoso do que o de crédito. Ultimamente, no entanto, todo empresário aprende que crédito é assunto importante“.

Devido a fatores como os anteriormente mencionados, as indústrias não costumam ter uma cultura de crédito tão bem elaborada, pois não a vêem como parte de grande importância ao negócio, como mencionam Caouette, Altman e Narayanan (1999, p. 55) a respeito das indústrias “Por não se sentirem confortáveis com o risco de crédito e não o verem como parte integral de seus negócios, as indústrias tendem a ser conservadoras em suas políticas de crédito”.

Este conservadorismo se reflete nas alçadas estipuladas aos analistas e limites de crédito estipulados aos clientes, sendo que ao serem ultrapassados os limites de crédito concedidos aos clientes são solicitadas garantias, como, por exemplo, pagamento antecipado de algum percentual, sempre no intuito de diminuir o risco de crédito.

O simples conservadorismo ou uma análise de crédito inadequada podem levar as organizações a tomadas de decisão incorretas em relação à concessão de crédito. No entanto, a cada dia os negócios se tornam mais complexos, a necessidade de crescimento leva as organizações a mercados anteriormente não conhecidos e consequentemente a novos clientes e novos negócios, sendo que o crédito passa a ter cada vez maior importância, pois é o intermediador nestas negociações e ferramenta fundamental para que as mesmas se concretizem. Sendo assim, as empresas deverão dar maior ênfase a questão do crédito, tão

necessário à sua própria sobrevivência num mercado globalizado e competitivo. Como citam Caouette, Altman e Narayanan (1999, p. 56):

A competição global será mais intensa nas próximas décadas, e os assuntos relativos a crédito inevitavelmente se tornarão um elemento cada vez mais importante na tomada de decisões. Se forem excessivamente conservadores neste aspecto, as empresas colocar-se-ão em desvantagem competitiva. […] As indústrias, portanto, deverão criar novas ferramentas para avaliar o risco de crédito e determinar como fazer melhor o hedge contra ele.