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Avhengige  mengder

In document Algebra i første klasse (sider 75-78)

How many marbles did he win?”

5 Algebra  i  første  klasse

5.1.4 Avhengige  mengder

Ao longo da parte III, será enquadrada a actividade turística e a componente científica no desenvolvimento de um plano desenhado particularmente para o Parque da Pena. Serão elencados objectivos para este plano, bem como públicos-alvo, meios de comunicação e conteúdos.

Pretende-se que, nesta parte, sejam lançadas as bases para a construção de um plano de comunicação sustentado e vocacionado para a promoção do Parque da Pena como espaço privilegiado para o turismo de conhecimento.

56 INTRODUÇÃO

Foi já referido na Parte I que a comunicação e divulgação de ciência têm um lugar próprio no campo da actividade turística. Isto é, através de uma promoção mais informal da identidade, cultura e conhecimento de um determinado destino, a ciência pode ser um elemento diferenciador quando devidamente enquadrado. A própria actividade na área do turismo caracteriza-se hoje em dia por ser cada vez mais específica e direccionada para o turista enquanto elemento activo num programa turístico.

As novas tendências de turismo procuram a valorização da experiência vivida pelo turista, numa mudança de paradigma: já não é só o destino que interessa, é também a vivência que se faz nesse destino. Nesse sentido, espera-se que os “novos” turistas sejam agentes cada vez mais participativos, o que exige progressivamente mais das instituições, museus e operadores - uma melhor fruição dos mesmos implica passar a divulgar conhecimento e património de forma activa. O público, por seu turno, já não se limita a ser um receptor passivo de conceitos, mas sente que é possível apreender novos conceitos e experienciar, de forma muito prática, essas aprendizagens proporcionadas.

É neste ponto que a comunicação de ciência entra, ao assumir que o turismo pode também ser uma forma de divulgar, se não também de veicular conhecimento científico, quer às comunidades locais, quer aos visitantes. A junção entre lazer e conhecimento pode ser feita, e disso são prova os inúmeros museus e centros de ciência espalhados por diversos países. Regra geral, os espaços museológicos partilham da actual visão que promove uma diversidade de práticas centradas no visitante. Todos os museus tentam diversificar as suas exposições, actividades e eventos que organizam, com vista à participação do público e à sua envolvência nas relações de comunicação (aprendizagem, entretenimento, reflexão, observação, emoção (Schiele, 2008). Estas práticas museológicas podem e devem ser aplicadas também no contexto do turismo de conhecimento, procurando aproximar e envolver os turistas, proporcionando-lhes experiências únicas e simultaneamente promovendo a disseminação do conhecimento científico.

57 CAPÍTULO 9.

DEFINIÇÃO DO OBJECTO: CONTRIBUTOS PARA UM PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA O

TURISMO DE CONHECIMENTO

Apesar das evidentes melhorias concretizadas pela PSML para a fruição do Parque da Pena nos últimos anos, é reconhecido ainda potencial por concretizar, uma vez que grande parte do público que acede à Pena, fá-lo apenas com o objectivo de visitar o Palácio.

Para tal, urge planear e implementar um plano de comunicação específico para o Parque da Pena, procurando sempre veicular a divulgação do conhecimento científico patente nas acções aí realizadas. Apesar da sua especificidade e da possibilidade de se posicionar num nicho turístico na área do conhecimento, o Parque da Pena inclui-se num conjunto monumental que recebe um elevado número de visitantes, necessariamente com motivações e interesses de visita distintos, pelo que a definição do público-alvo, realizada na Parte II deste trabalho, é da maior importância para evitar a dispersão de esforços de comunicação na área da divulgação de ciência.

A definição de uma estratégia de comunicação comum a todos os âmbitos de uma mesma instituição é útil, na medida em que fortalece a imagem única e uniformiza a comunicação da mesma, além de que se aplica quaisquer que sejam os objectivos da entidade ou projecto (criar ou renovar o interesse, atrair financiamento, atrair novos públicos, divulgar um programa ou actividade específica (Community Tool

Box, cf Sequeira, 2017). É importante definir uma eficiente estratégia de

implementação, pois esta definirá a planificação atempada das acções de comunicação, melhorando a qualidade das mesmas, reduzindo o esforço exigido e aumentando os impactos desejados. Após a concepção de uma estratégia de comunicação, poder-se-á utilizar um conjunto diversificado de meios comunicacionais (p. ex. eventos, relações públicas, mecenato, mass media, merchandizing) que permitirão comunicar com um ou mais públicos-alvo (Brochand et al, 1999, in Valença, 2015). Para além disso, deve definir-se um plano de avaliação das acções que se pretendem implementar, identificando indicadores-chave de desempenho e balizas temporais bem definidas.

58 Para que um plano de comunicação seja eficaz, é fundamental ter em consideração as questões base, normalmente sumarizadas na sigla inglesa PACK e detalhadas mais à frente:

1. Porque é que se quer comunicar (Purpose)? 2. Para quem comunicar (Audience)?

3. Como comunicar (Channels)?

4. O que comunicar (Key messages)? (Godinho, 2017, in Sequeira, 2017)

PORQUE É QUE SE QUER COMUNICAR?

Para responder com sucesso a esta questão, há que definir claramente o motivo do plano de comunicação. No caso do presente trabalho, o desenho de um plano de comunicação para o turismo de conhecimento no Parque da Pena apresenta diversas potencialidades:

Localização numa zona de elevado valor patrimonial e paisagístico, classificado como Paisagem Cultural da Humanidade

Comporta no seu interior o Palácio Nacional da Pena - um dos monumentos mais visitados do país (em 2017, registaram-se 1 685 964 visitantes no Parque e Palácio Nacional da Pena) (PSML, 2017). Este facto, por si só, é diferenciador em relação a outros parques semelhantes, e favorece também a captação de novos públicos, pela já estatisticamente comprovada atractividade do espaço

Características identitárias fortes, conferidas pelo seu contexto histórico e paisagístico

PARA QUEM COMUNICAR?

A definição adequada do público-alvo, e mesmo sua segmentação, quando necessário, é um passo fundamental para o sucesso de um plano de comunicação. Assim, tendo por base a análise dos resultados obtidos, revelou-se como essencial a

59 importância de comunicar para 2 públicos-alvo, sendo um deles segmentado em 2 grupos mais específicos:

1. Turista ocasional. Indivíduos que visitam ocasionalmente o Parque da Pena, com objectivos recreacionais, normalmente acompanhados de familiares ou amigos, e que fazem visitas livres.

2. Público escolar. Inclui uma grande diversidade de grupos, por isso foram seleccionados 2 segmentos deste público:

a. Público de ensino secundário, maioritariamente residentes em Sintra e que se encontrem a frequentar escolas do município, com interesse em conhecer melhor o património natural do concelho, e professores com interesse em articular visitas ao Parque da Pena com os conteúdos programáticos da área das ciências naturais do ensino secundário.

b. Público de ensino superior. Público mais especializado, com particular interesse nas características naturais do Parque da Pena com relevância para os seus objectos de estudo e em adquirir experiência de terreno.

COMO COMUNICAR?

A promoção do Parque da Pena deve realçar o seu património natural e convidar o público-alvo (1. – ver secção anterior) a visitar um espaço de entretenimento, onde também pode usufruir do contacto próximo com a Natureza e ter a possibilidade de enriquecer o seu conhecimento na área das ciências naturais. Os meios de comunicação a utilizar devem favorecer o uso de imagens apelativas, tirando proveito da paisagem e biodiversidade do local.

60 CAMPANHA “OPARQUE DA PENA NA ROTA DO TURISMO DE CONHECIMENTO”

Propõe-se a realização de uma campanha de promoção do Parque da Pena, com elaboração de materiais de divulgação, maioritariamente em suporte digital, para divulgação online. Poderão ser criados banners publicitários para colocação em, por exemplo, sites de turismo ou viagens.

Os conteúdos deverão sempre ter por base a divulgação de ciência (fazendo referência a factos científicos elaborados por técnicos especializados).

PRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO RELATIVO AO PARQUE DA PENA E ENVOLVENTE

Propõe-se comunicar e divulgar conhecimentos relevantes na área científica, com abordagem a temas da actualidade relacionados com o Parque da Pena, direccionados ao público-alvo 1. (ver secção anterior).

A comunicação será feita através da concepção e publicação de uma

newsletter, em formato digital e papel (versão online disponível no site PSML,

versão física com distribuição gratuita nas bilheteiras e lojas PSML).

A newsletter deverá divulgar conteúdos científicos e propor determinadas actividades ou rotas, de forma a proporcionar aos visitantes um maior envolvimento e enquadramento no Parque da Pena, mas também a despertar o interesse pelos aspectos do Parque sob domínio da ciência. Deve incluir conteúdos de cariz científico relacionados com o Parque e com a actualidade (ex: “sabia que?...”), destacar um ponto de interesse do Parque com especial relevância consoante a época do ano, programação das actividades previstas para esse período e ainda incluir um “desafio” que o visitante poderão tentar resolver ao longo da sua visita.

Deve servir de orientação para quem visita o Parque de forma livre, e ser abrangente o suficiente para poder ser utilizado por diferentes públicos: desde turistas ocasionais, famílias, grupos escolares em visita sem acompanhamento, ou mesmo grupos séniores com interesses mais genéricos.

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CRIAÇÃO DE UM ROTEIRO EDUCATIVO DO CONHECIMENTO EM SINTRA

Esta é uma acção que procura complementar as potencialidades do Parque da Pena através de uma oferta turística e pedagógica mais completa, dirigida ao público-alvo 2.a. (ver secção anterior). Poderão estabelecer-se parcerias com agrupamentos de escolas do concelho de Sintra e museus e outros pólos de divulgação de ciência, para definir um plano de actividades adequadas aos conteúdos programáticos das disciplinas de ciências, por um lado, e por outro procurar a complementaridade entre programações educativas dos museus e centros de ciência locais.

Através da realização de um grupo focal entre o Serviço Educativo PSML, docentes de ciências e representantes de museus e centros interessados, aferir a possibilidade de criar sinergias entre as entidades, de modo a enriquecer os projectos pedagógicos das escolas na área das ciências, e a oferta dada nível de

CRIAÇÃO DE UM ROTEIRO DO TURISMO DE CONHECIMENTO EM SINTRA

Esta proposta é semelhante à anterior mas direcciona-se para o turista ocasional (público-alvo 1.), através do complemento das potencialidades do Parque da Pena com uma oferta turística mais completa e centrada no conhecimento. Poderão estabelecer-se parcerias com museus locais, agentes de dinamização turística e grupos locais para articular a realização de actividades turísticas fora do Parque da Pena servindo-se da oferta existente no Parque e criar programas integrados com várias actividades turísticas, por exemplo tendo também em conta opções de alojamento ou transporte.

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O QUE COMUNICAR?

A conceptualização proposta por Mao & Bourlon (2011) afigura-se como adequada à aplicação no Parque da Pena, com as adaptações devidas. O facto de haver uma grande flexibilidade na conjugação de factores e âmbitos, e a multiplicidade de actividades que se enquadram no turismo de conhecimento, permite uma diversificação da oferta do Parque da Pena. Assim, serão aqui utilizadas as dimensões definidas pelos autores para enquadrar um conjunto de tipologias de actividades possíveis de realizar no Parque da Pena, conforme a tabela seguinte:

PROTOCOLO PARA COLABORAÇÃO COM ENTIDADES DO ENSINO SUPERIOR

Pretende-se estabelecer protocolos para colaboração com entidades do Ensino Superior, com vista à realização de aulas de campo, trabalhos académicos e/ou estágios curriculares, tendo por base a divulgação de ciência relacionada com o Parque da Pena.

O protocolo pode definir áreas de trabalho, ou temas a desenvolver previamente, e deverá ser divulgado anualmente pelas instituições interessadas. Para tal, poderão ser desenvolvidos contactos directos com instituições, ou anunciadas a abertura de oportunidades de colaboração nos canais habituais de comunicação da PSML.

63 Exploração e aventura Investigação científica Aprendizagem e educação Interpretação e cultura Participação do público vs Aplicação de processos científicos

Viagens educativas e culturais

Observação de grupos faunísticos e florísticos específicos; visitas interpretativas, visitas orientadas

temáticas

<Participação <Processos

Explorações desportivas e culturais

Actividades orientadas de caminhada/hiking, com acompanhamento de especialista e interpretação do espaço. <Participação <Processos

Eco voluntariado científico

Acções periódicas de voluntariado para estudantes, com realização de

acções de conservação do Parque, trabalho de campo ou recolha de

dados.

>Participação >Processos

Ecoturismo com dimensão científica

Acções de divulgação científica com componente lúdica:

Workshops; peddy papers, visitas

temáticas orientadas

>Participação <Processos Investigações científicas e educativas

Estágios; trabalhos académicos; trabalho de campo orientado. Requer parceria com instituições de ensino e de

investigação científica.

>Participação >Processos Viagens educativas e de aprendizagem

Acções de divulgação científica com componente interpretativa e cultural: workshops, peddy papers, oficinas,

conferências, palestras, congressos

<Participação >Processos Viagem de turismo científico integral

Possibilitada apenas através de parcerias com instituições de investigação científica, ensino e cultura, que assegurem a presença de todas as dimensões do turismo de

conhecimento.

>Participação >Processos

64 É certo, então, que dadas as características do espaço, o Parque da Pena pode vir a atrair públicos mais vocacionados para visitar espaços naturais, e mesmo públicos especializados em determinadas áreas relacionadas com as ciências naturais – o Parque é um espaço por excelência para a divulgação de ciência, além de que o plano de gestão e missão da entidade responsável pela sua gestão – PSML - procura antes de mais a salvaguarda do património, mas incentiva também a investigação, requalificação e divulgação dos espaços.

Assim, sugerem-se ainda acções que incluem nos seus conteúdos temáticas adequadas à divulgação do conhecimento científico existente na Pena:

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO NO PARQUE DA PENA

Propõe-se aprofundar e desenvolver, numa vertente formativa, o programa de voluntariado existente na PSML, direccionando-o aqui para o público-alvo 2.b. (ver secção (Para Quem Comunicar?”).

O programa foi lançado em 2015 com o propósito de agendar acções de voluntariado para conservação do património natural nos parques e tapadas geridos pela empresa. Tem sido mais direccionado para o sector empresarial, e ocasionalmente com acções abertas ao público em geral.

Esta actividade prevê a programação de acções de voluntariado especificamente destinadas a estudantes de ensino superior a serem realizadas preferencialmente em períodos de férias escolares.

As acções de voluntariado deverão ser precedidas de uma formação na área específica em que os voluntários vão actuar, podendo estes participar em trabalhos florestais, na recolha de dados para estudos em curso, ou outros.

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FORMAÇÃO E ENVOLVIMENTO DOS AGENTES LOCAIS

Realização de acções de formação, na forma de visita guiada, no Parque da Pena, com enfoque nas vertentes histórica, cultural e científica, com passagem em todos os pontos de interesse e locais específicos do Parque.

Esta formação é direccionada a agentes locais interessados na promoção do turismo de conhecimento em Sintra e deverá dar a conhecer, em particular, a riqueza do património natural e conhecimento científico relacionado com as características naturais do Parque da Pena. Assim, pretende-se formar agentes locais com intervenção directa na actividade turística em Sintra, de modo a que possam, com maior conhecimento de causa, direccionar e aconselhar os turistas ocasionais (público-alvo 1.) para a visita ao Parque da Pena (sempre que esta opção seja adequada e do interesse do turista), apontar e sugerir actividades mais relacionadas com o património natural do Parque e conhecimento científico ali produzido.

66

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo deste trabalho de projecto, foi possível aplicar conceitos adquiridos na frequência do mestrado em Comunicação de Ciência. O tema de fundo deste projecto – o turismo de conhecimento – pode ser hoje em dia considerado uma de entre as mais variadas formas de comunicar ciência. Este tipo de actividade encontra-se em franco desenvolvimento, se bem que ainda pouco cimentado, quer a nível nacional, quer internacional. No desenvolvimento deste projecto, procurou-se aplicar este conceito à promoção do Parque da Pena, em Sintra. Este Parque integra um conjunto monumental mandado edificar pelo Rei D. Fernando II, no séc. XIX. As influências estéticas, filosóficas e científicas da época fizeram dele um espaço privilegiado para, hoje, aliar a divulgação de ciência à cultura e lazer. Assim, propôs-se delinear um projecto de comunicação de ciência que conseguisse fomentar a promoção integrada do Parque da Pena, valorizando a componente de divulgação científica do seu património natural, numa lógica de oferta turística centrada no turismo de conhecimento.

Foi necessário, em primeiro lugar, rever a literatura existente sobre o tema. Verificou-se que começa a existir uma base de conhecimento, que precisa no entanto de se tornar mais sólida e abordar alguns aspectos menos explorados – o impacto deste tipo de actividade turística é um exemplo. A partir desta revisão de literatura, foi possível enquadrar o turismo de conhecimento na história e relacionar este conceito com alguns nichos turísticos existentes na actualidade. Percebeu-se que a evolução do turismo de conhecimento sempre esteve muito próxima da exploração científica e que, de um tipo de viagem acessível apenas a cientistas e interessados, foi alargando o seu âmbito, existindo hoje em dia programas de exploração científica, investigação e aventura em que a divulgação de ciência a públicos “não especialistas” se encontra fortemente presente. Além disto, podem ser enumeradas uma série de diferentes tipologias de actividades, consoante o nível de participação e envolvimento que é dado ao público, à maior ou menor presença de processos científicos de aquisição de

67 conhecimento (como o método científico), e ao peso dado às componentes investigativas, educacionais, culturais e de aventura em cada tipologia.

Estando o quadro conceptual do turismo de conhecimento mais definido e delimitado, procedeu-se então a uma breve caracterização do público visitante do Parque da Pena, com o objectivo de se definir um ou mais públicos-alvo para este projecto de promoção do Parque. A realização de um inquérito e entrevistas permitiram reconhecer duas grandes vertentes de público a considerar: um público mais alargado, que dá primazia à componente de lazer e entretenimento numa visita ao Parque, e o público da área da educação – escolar e ensino superior.

Após a selecção dos públicos-alvo, foi possível elaborar um conjunto de sugestões e contributos para a construção de um plano de comunicação para o turismo de conhecimento no Parque da Pena. Recomenda-se, pois, a promoção do Parque recorrendo a várias actividades que deverão proporcionar uma experiência de turismo de conhecimento aos seus visitantes. Por um lado, propõe-se acções que deem a conhecer a um público mais alargado as potencialidades e características únicas, no panorama português, do seu património natural. A este nível, propõe-se também que sejam realizadas actividades que potenciem a divulgação do conhecimento científico, sobretudo na área das ciências naturais, que o Parque aliás já possui. Assim, a experiência do visitante no local será valorizada e a troca de experiências, cultura e conhecimento adquiridos uma mais-valia que facilmente se poderá proporcionar. Por outro lado, os resultados obtidos com este trabalho de projecto mostram que é muito relevante o desenvolvimento de uma vertente educativa desta actividade turística. Assim, propõe-se para este tipo de público a realização de actividades de índole prática, proporcionando assim um conhecimento mais profundo do património do Parque e abrindo espaço para um aumento da realização de investigações e trabalhos académicos de índole científica. É também de referir que se considera desejável consolidar parcerias e protocolos de colaboração entre a PSML, entidade gestora do Parque, e escolas, instituições de ensino superior de investigação científica ou mesmo com espaços museológicos, para que estas práticas não sejam dispersas e aleatórias, mas sim que derivem de uma estratégia conjunta, estruturada e planeada de actividades de divulgação de ciência.

68 A experiência pessoal prévia da autora, como colaboradora da bolsa de guias PSML, está de certa forma presente ao longo de todo o trabalho de projecto, uma vez que o conhecimento do espaço, do seu enquadramento e localização, a relação directa

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