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Município: Parnamirim

Localização: a 24Km do centro de Natal, em uma enseada de águas

tranqüilas, cortada pelo Rio Pirangi que a divide em Pirangi do Norte e Pirangi do Sul;

Situação: Trata-se de uma praia freqüentada predominantemente por

veranistas e famílias que vêm passar as férias. Não apresenta na sua orla equipamentos ou instalações destinadas a atividade turística, apesar de contar com uma infra-estrutura de bares, pousadas e restaurantes nas vias adjacentes à orla. A infra-estrutura de praia se resume a poucas barracas na faixa de areia que comercializam bebidas e alimentos; é uma praia de águas calmas, ideal para a prática de esportes náuticos e para relaxamento, possuindo uma larga faixa de areia, com encostas e pedras;

Caracterização da Orla: Enseada de águas tranqüilas, apresentando um

formato curvilíneo, pouca vegetação rasteira e pouca vegetação arbórea, areia grossa, média e fina e branca, dunas e pedras; em alguns pontos apresenta costões rochosos e falésias com praia aberta; orla exposta;

Configuração da Orla: com processo de urbanização consolidado; Forma urbana da orla: verticalizada baixa;

Uso da Orla: uso convencional normal, com a maioria das edificações

voltadas para habitação, sendo mais utilizadas pela população local de veranistas. Loteamentos estruturados com arruamento reticulado regular orgânico ou misto. Devido as piscinas naturais próximas a costa, é oferecido um passeio de barco por uma empresa local, fazendo com que haja uma maior presença de turistas, apesar de não possuir uma infra-estrutura de serviços de apoio voltados para esse setor;

Disposição: apresenta um formato côncavo, formando uma enseada com

mar de ondas fracas, pouca vegetação arbórea e cobertura vegetal rasteira. Algumas residências nas encostas possuem ajardinamento voltado para a praia com coqueiros, grama e plantas ornamentais;

Problemas ambientais: Esgoto a céu aberto em determinado trecho

(Marina Badaué), erosão, falta de acessibilidade a faixa de praia, ocupação das terras de marinha. O trapiche que dá acesso as embarcações cria uma barreira para

os freqüentadores da praia, impedindo a livre circulação, alterando significativamente a paisagem do local dividindo a praia em dois trechos distintos;

Marcos culturais: Maior Cajueiro do mundo, Marina Badaué, piscinas

naturais (parrachos);

Imagem: Cajueiro, praia, mar, barcos de pesca, trapiche;

Elementos encontrados na paisagem: Mar, praia de areia fina, falésias,

pedras, trapiche, barcos de pesca, balsas, barracas, mesas, cadeiras, edificações residenciais, vegetação arbórea (coqueiros), vegetação rasteira (salsa, grama), deques, terraços, escadarias, vias calçadas, dunas, estacionamento, postes de iluminação pública e de rede elétrica, coletores de lixo, guarda-sóis.

Pirangi conta com uma infra-estrutura voltada ao lazer e o turismo, possuindo hotéis, pousadas, bares e restaurantes, e uma feira de artesanato próxima ao maior Cajueiro do mundo, oferecendo os mais variados tipos de produtos, atraindo turistas durante todo o ano.

A partir de uma marina saem os barcos que fazem os passeios às piscinas naturais à 800 metros da costa, conhecidas como Parrachos que abrigam uma biodiversidade de espécies de peixes, corais, recifes e algas. Esses passeios são uma das atrações dessa praia, sendo oferecidos por uma empresa local especializada que presta o serviço, disponibilizando uma infra-estrutura de bar, restaurante e loja destinada principalmente ao turista que visita aquela região.

A empresa construiu um trapiche que destaca-se na paisagem e já se tornou parte dela, dividindo a praia em dois trechos distintos. Apesar de oferecer um passeio ecológico próximo à costa, o descuido com o ambiente ainda é um aspecto negativo encontrado na praia, prejudicando a imagem do lugar perante seus freqüentadores.

Fig. 36: orla de Pirangi do Norte

A falta de sinalização, abrigos, quiosques, assentos e lixeiras dificulta o uso do local, pois não oferece instalações adequadas ao desenvolvimento de atividades de relaxamento, contemplação e lazer.

A B

Fig. 37: A - o trapiche dá acesso aos barcos; B – esgoto a céu aberto nas areias da praia de Pirangi Fotos: Glielson Montenegro - janeiro 2005

Na beira-mar de Pirangi encontramos edificações que começam a substituir gradativamente as antigas casas de veraneio remanescentes no local. Algumas casas aproveitam as encostas para construírem deques que oferecem uma bela visão da paisagem local e que possuem acesso direto à praia, facilitado por escadarias. As construções à beira-mar ocupam irregularmente os terrenos da marinha e da União.

A falta de infra-estrutura básica provoca erosões nas encostas devido aos sistemas precários de drenagem, além da acumulação de resíduos sólidos no local e a falta de acesso direto à praia, já que as residências funcionam como barreiras físicas e visuais para os visitantes. A falta de vias de acesso à praia e estacionamento para veículos, principalmente ônibus turísticos, acaba sobrecarregando as vias próximas, provocando congestionamento em dias de grande fluxo.

A paisagem de Pirangi, começa a sofrer alterações através da construção de empreendimentos como condomínios fechados particulares e edificações verticalizadas, em contraste às residências existentes na praia.

Mobiliário Urbano

Em relação ao mobiliário urbano disponível em Pirangi, os elementos detectados resumem-se a algumas barracas na praia, de estrutura construtiva simples, porém funcional, com mesas e cadeiras de PVC e guarda- sóis, que atendem os banhistas e visitantes. Existem apenas três dessas estruturas dispostas na praia.

Tonéis metálicos adaptados como coletores de resíduos, sem tampas, identificação ou especificação, nem tratamento cromático que defina o tipo de resíduo a ser ali depositado estão dispostos ao longo da praia. Apesar de tratar-se de uma solução paliativa, desempenha sua função já que o lixo produzido pelos freqüentadores é ali depositado, deixando o ambiente limpo. Entretanto, não podemos classifica-los como um produto resultante de um Desenho específico, por se tratar da adaptação de um objeto com uma função e uso pré-determinados.

Não foram observadas estruturas de sinalização ou identificação de atrativos, localização, direção, assentos ou qualquer outro tipo de elemento urbano, nem mesmo no local de onde partem os barcos.

Fig. 38: barracas instaladas na praia Fig. 39: tonéis de óleo ao longo da faixa de areia

Fotos: Glielson Montenegro – janeiro 2005

A iluminação pública é feita através de postes de concreto com uma luminária posicionados ao longo das calçadas da orla, observando-se apenas o aspecto funcional do produto em detrimento dos aspectos compositivos da paisagem, dos trechos de praia e seus usos.

Projeto de Reordenamento Urbanístico das