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Para a coleta dos dados foi realizada uma pesquisa de campo, utilizando-se da técnica de aplicação de questionário impresso sob a forma de survey com os alunos da organização em estudo a fim de compreender seu funcionamento e orientar a elaboração futura de Política de Segurança da Informação.

Para atender aos objetivos da pesquisa – no que tange aos motivos que poderiam influenciar no cumprimento de uma política de segurança – optou-se pela aplicação de um instrumento de pesquisa enfoque quantitativo, elaborado predominantemente a partir da tradução e adaptação do modelo de pesquisa desenvolvido por Herath e Rao em 2009, publicado no periódico científico Decision Support Systems, cujo qualis é A1 para a área de Administração, que corrobora seu forte fator de impacto (2.651) em relação à relevância das publicações quanto aos estudos relacionados a ferramentas de suporte à tomada de decisão.

As hipóteses do estudo original foram construídas através de aspectos existentes na norma NBR ISO/IEC 27002 de segurança da informação, mais precisamente a segurança de recursos humanos; as teorias da dissuasão e do comportamento pró-social, a motivação extrínseca e intrínseca e, por fim, o encorajamento dos usuários em adotar e seguir políticas de segurança da informação.

O instrumento de pesquisa foi em formato survey impresso aplicado junto aos alunos do CCSA da UFRN (usuários) e constaram perguntas referentes aos fatores comuns aos modelos de Herath e Rao (2009) e D’Arcy, Hovav e Galleta (2009), que foi publicado no

journal “Information Systems Research” e também tem um bom fator de impacto no meio acadêmico (2.322).

A pesquisa survey caracteriza-se como tal porque os dados ou informações (ações ou opiniões) de determinado grupo de pessoas são obtidos por meio de um instrumento de pesquisa, normalmente um questionário (PINSONNEAULT; KRAEMER, 1993 apud FREITAS et al.., 2000). Como principais características do método de pesquisa survey podem ser citadas: a) O interesse em produzir descrições quantitativas de uma população; b) Utiliza um instrumento pré-definido (FREITAS et al.., 2000).

A justificativa para a escolha de tal técnica de coleta de dados se dá pelo fato de ser um instrumento cientificamente desenvolvido para medir características importantes de indivíduos, empresas, eventos e outros fenômenos. Além disso, destaca-se a possibilidade de aplicação simultânea para um grande número de indivíduos de uma maneira relativamente rápida e conveniente (HAIR et al, 2005).

O instrumento de pesquisa aplicado (vide apêndice C) é formado por 32 perguntas fechadas, que estão divididas em três blocos, sendo eles: Predisposição em seguir uma política de segurança (primeira parte), Diagnóstico da Política de Segurança da Informação da UFRN (segunda parte) e Perfil do Entrevistado (terceira parte).

A aplicação dos questionários ocorreu no período de 11 a 16 de setembro de 2014 nos setores I e V da UFRN em três turnos interruptos (manhã, tarde e noite) no primeiro ano dos cursos de graduação do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

Para proceder com o plano de coleta, a pesquisadora foi à coordenação dos cursos e obteve os horários de aula e localização das salas do 1º e 2º período dos cursos, cuja quantidade de turmas e turnos de aplicação do instrumento estão representados no quadro 6.

Quadro 6: Plano de coleta de dados.

Curso Período Turno Horário de aula Turmas visitadas por curso Administração 1 Manhã 07h às 12h30 4 Noite 18h40 às 22h15 2 Manhã 07h às 12h30 Noite 18h40 às 22h15 Biblioteconomia 1 Tarde 13 às 18h10 2 2

Ciências Contábeis 1 Manhã 07h às 12h30 3 Noite 18h40 às 22h15 2 Noite 18h40 às 22h15 Ciências Econômicas 1 Noite 18h40 às 22h15 2

Direito 1 Manhã 07h às 12h30 4 Noite 2 Manhã 07h às 12h30 Noite Pedagogia 1 Tarde 13 às 18h10 2 2 Noite 18h40 às 22h15 Serviço Social 1 Tarde 13 às 18h10 2

2

Turismo 1 Tarde 13 às 18h10 2

2

Total de visitas 21

Fonte: elaborado pela autora.

O procedimento adotado para a coleta foi a pesquisadora abordar o professor no início de cada horário de aula a fim de obter a autorização para a aplicação. Em caso positivo, era explicada a finalidade da pesquisa e dadas as instruções aos respondentes, que recebiam um questionário impresso (modelo no apêndice B). Nele, estava contido um texto introdutório explicando as intenções e objetivos da pesquisa. Para uma melhor compreensão do aluno, estava disponível os “esclarecimentos prévios”, um texto com uma breve explanação dos conceitos explorados no questionário.

A fim de assegurar a confidencialidade e o anonimato do respondente, foram adotados alguns procedimentos éticos, detalhados na subseção seguinte.

4.5.1 Procedimentos éticos adotados durante a aplicação da pesquisa

As normas éticas para um pesquisador social que estuda o comportamento humano geralmente estão em conformidade com as existentes dentro da sociedade. Em adicional às normas éticas gerais da sociedade, também é esperado que esse pesquisador também conheça alguns padrões particulares da pesquisa (RAGIN; AMOROSO, 2011).

Para Hair et al (2005) os pesquisadores têm a obrigação de tratar com ética todos os participantes, servindo como defensores dos respondentes do estudo quando cumprem os seguintes princípios: 1. Não usar a coerção para participação (os sujeitos não devem ser forçados a participar do experimento); 2. Minimizar os danos físicos ou psicológicos em potencial (o participante deve voltar ao estado normal, anterior ao experimento); 3. Privacidade (os resultados devem ser utilizados somente para o propósito pretendido e mantidos em sigilo) e 4. Os sujeitos devem ser informados sobre a natureza da pesquisa.

Como premissas no cumprimento destes princípios, a fim de assegurar a privacidade do entrevistado, todas as perguntas do instrumento de pesquisa eram fechadas e não constavam campo de identificação do respondente. Encontrou-se somente um questionário assinado, que

foi descartado. Para que houvesse o anonimato dos estudantes os questionários foram enumerados na tabulação dos dados.

Na aplicação do instrumento desta pesquisa, além de apresentar o propósito do estudo, foi enfatizado no texto de apresentação do questionário ao respondente que os princípios éticos seriam respeitados sem riscos ou prejuízo para os participantes e que a participação era voluntária, pois quem não desejasse responder poderia devolver ou recusar receber o questionário entregue pela pesquisadora.

Essa participação voluntária por parte do respondente impede o uso da coerção e proporciona ao participante cumpra suas obrigações éticas. Além da participação voluntária, Hair et al (2005) também inclui outras questões que o participante deve estar ciente, a saber: 1. Participação interessada (o participante deve manter a atenção e seguir as instruções do pesquisador); 2. Respostas honestas (às vezes um participante pode responder a uma resposta que poderia agradar ao pesquisador e não traduzir sua opinião); 3. Privacidade (a fim de evitar espionagem empresarial ou que se contamine os outros sujeitos, os pesquisadores podem solicitar que o participante não discuta os procedimentos do estudo com ninguém durante algum tempo).

Ainda sobre procedimentos éticos na pesquisa, Damasceno et al (2014) enfatizam que os dados devem ser coletados sem cortes a fim de evitar tendenciosidade e armazenados de forma seguira para que não sofram alterações, invasões e modificações sem a devida autorização e comprometa o estudo em andamento.