Chapter 3 – Ibsen’s Translation in America
3.2 Authority and Individual Freedom of Expression in An Enemy of the
No corpo da aprendizagem cognitivista sobressai também a aprendizagem significativa de Ausubel Para ele a aprendizagem é um “...processo no qual uma nova informação é
relacionada a um aspecto relevante já existente, da estrutura de conhecimento de um indivíduo.” Apesar de não conhecermos ainda completamente os mecanismos da memória, ou armazenagem de conhecimento, sabemos que as informações são armazenadas em regiões do cérebro e muitas células cerebrais são envolvidas nesse processo. A cada nova aprendizagem ocorrem mudanças nas células cerebrais, mas algumas delas, afetadas durante a aprendizagem significativa, são as mesmas que já armazenavam informações anteriores e similares àquela que está sendo adquirida. Isto é: as células estão sendo modificadas a cada nova aprendizagem significativa formando sinapses neurais. Com a contínua aprendizagem significativa, relevante às informações anteriores, a natureza e a extensão das associações neurais também aumentam (NOVAK, 1981).
A base biológica da aprendizagem significativa envolve mudanças no número ou tipo dos neurônios participantes, ou no conjunto celular envolvido; o fenômeno psicológico envolve a assimilação de novas informações dentro de uma estrutura de conhecimento especifica existente na estrutura cognitiva do individuo. Ausubel (1968) define essas entidades psicológicas como conceitos subsunçores, ou existentes na estrutura cognitiva. Assim durante a aprendizagem significativa, a nova informação é assimilada por subsunçores relevantes existentes na estrutura cognitiva. Uma nova aprendizagem significativa provoca crescimento e modificação adicionadas de um subsunçor2 já existente. Dependendo da existência prévia do indivíduo, os subsunçores podem ser relativamente grandes e bem desenvolvidos, ou podem ser limitados na variedade e quantidade de elementos (conjuntos celulares) que contem.
O sintagma “teoria da aprendizagem verbal significativa” identifica as propostas sobre a aprendizagem formuladas pelo psicólogo norte-americano David P. Ausubel. Suas ideias são da década de 60, e encontram-se entre as primeiras propostas psicoeducativas.
Novak (1981) diz que Ausubel explica a aprendizagem a partir de um marco distanciado dos princípios condutivistas, tendo uma perspectiva cognitiva, em um sentido amplo, sobre esses processos. Entre outros aspectos, essa perspectiva cognitiva significa entender a aprendizagem como um processo de modificação do conhecimento, em vez de
2 Ausubel chama de "conceito subsunçor" ou, simplesmente "subsunçor", o existente na estrutura cognitiva de
quem aprende. O "subsunçor" é, portanto, um conceito, uma ideia, uma proposição já existente na estrutura cognitiva, capaz de servir de "ancoradouro" a uma nova informação de modo que ela adquira, assim, significado para o indivíduo (i.e., que ele tenha condições de atribuir significados a essa informação).
comportamento em um sentido externo e observável, e reconhecer a importância que os processos mentais têm nesse desenvolvimento.
Com esse marco de referência, as proposições de Ausubel (1968) partem da consideração de que os indivíduos apresentam uma organização cognitiva interna baseada em conhecimentos de caráter conceitual, sendo que a sua complexidade depende do número de conceitos presentes, das relações que têm um caráter hierárquico, da maneira como a estrutura cognitiva é compreendida. Essa organização cognitiva é fundamentalmente uma rede de conceitos organizados de modo hierárquico de acordo com o grau de abstração e de generalização.
Para esclarecer como é produzida a aprendizagem, Ausubel (1963, 1968) propõe distinguir dois eixos ou dimensões diferentes que originarão, a partir dos diversos valores que possam tomar em cada caso, classes diferentes de aprendizagem.
O primeiro é o eixo relativo à maneira de organizar o processo de aprendizagem e a estrutura em torno da dimensão aprendizagem por descoberta/aprendizagem receptiva. Essa dimensão refere-se à maneira como a criança recebe os conteúdos que deve aprender: Quanto mais nos aproximamos do polo de aprendizagem por descoberta, mais esses conteúdos são recebidos de maneira não completamente acabada e a criança deve defini-los ou “descobri-los” antes de assimilá-los; inversamente, quanto mais nos aproximamos do polo da aprendizagem receptiva, mais os conteúdos a serem aprendidos são dados em forma final, já acabada.
Por outro lado, o segundo eixo remete ao tipo de processos que intervêm na aprendizagem e origina um continuum delimitado pela aprendizagem significativa, por um lado, e pela aprendizagem mecânica ou repetitiva, por outro. Nesse caso, a distinção estabelece relações substanciais entre os conceitos que estão presentes na sua estrutura cognitiva e o novo material que é preciso aprender. Quanto mais o aspecto da estrutura cognitiva prévia for relevante, mais próximo se está da aprendizagem significativa. Quanto menos se estabelece esse tipo de relação, mais próximo se está da aprendizagem mecânica ou repetitiva.
A noção de aprendizagem significativa, definida dessa maneira, torna-se nesse momento o eixo central da teoria de Ausubel (1968). Efetivamente, a aprendizagem significativa tem vantagens notáveis, tanto do ponto de vista do enriquecimento da estrutura da criança como do ponto de vista da lembrança posterior, e da experimentação de novas aprendizagens,
fatores que delimitam como a aprendizagem mais adequada pode ser promovida entre os alunos. Além do mais, e de acordo com Ausubel (1968), pode-se conseguir a aprendizagem significativa tanto por meio da descoberta como por meio da recepção, já que essa dimensão não constitui uma distinção tão crucial como dimensão de aprendizagem significativa/aprendizagem receptiva, do ponto de vista da explicação da aprendizagem escolar e do delineamento do ensino. Contudo, com relação a essa segunda dimensão, Ausubel (1968) destaca como é importante, pelo tipo peculiar de corpo de conhecimento que pretende transmitir, a educação escolar e, pelas próprias finalidades que possui, a aprendizagem significativa, por percepção verbal.
Segundo a teoria de Ausubel, na aprendizagem significativa3 há três vantagens essenciais em relação à aprendizagem memorística4. Em primeiro lugar, o conhecimento que se adquire de maneira significativa é retido e lembrado por mais tempo. Em segundo lugar, aumenta a capacidade de aprender outros materiais ou conteúdos relacionados de uma maneira mais fácil, mesmo se a informação original for esquecida. Em terceiro lugar, uma vez esquecida, é facilitada a aprendizagem seguinte, a “reaprendizagem”, para dizê-lo de outra maneira. A explicação dessas vantagens está nos processos específicos por meio dos quais se produz a aprendizagem significativa. (NOVAK, 1981).
De acordo com Novak (1981), Ausubel não tenta relacionar elementos de sua teoria à neurobiologia; na verdade, ele rejeita estas associações como especulativas e enganadoras. No entanto, muitos querem saber quais as possíveis relações que podem existir entre fenômenos de aprendizagem psicologicamente descritos e suas bases neurobiológicas. Jacques Barbizet (1970), entre outros, tentou mostrar como o comportamento psicológico pode ser relacionado ao funcionamento do cérebro.
Neste ponto parece oportuno aos propósitos deste trabalho abordar a aprendizagem por processamento de informações, pois esta também constitui o corpo teórico conhecido como cognitivista.
3 Aprendizagem significativa = aprendizagem de conceitos. Não envolve uma mera cópia literal dos fatos; é
atingida pela compreensão; esquecida de forma bem mais lenta e envolve um esforço para relacionar os novos conhecimentos com os prévios. (Material de aula da Profª Drª Nelma Regina Segnini Bossolan, Universidade de São Paulo - Instituto de Física de São Carlos).
4 Aprendizagem Memorística= aprendizagem de fatos. Envolve uma cópia literal dos fatos; é atingida por
meio da repetição, isto é, por meio da memorização Não envolve esforço no sentido de incorporar os novos conhecimentos aos previamente existentes.