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4.3 Authentication subsystem

O vocábulo motivação deriva do latim motivus, que significa aquilo que movimenta, que faz andar. A palavra motivação indica as causas ou motivos que

produzem determinado comportamento, seja ele qual for. Em uma forma conceitual bem simples, a motivação é a energia ou força que movimenta o comportamento (MAXIMIANO, 2007).

Na visão de Chiavenato (2004), é difícil definir exatamente o conceito de motivação, mas, de um modo geral, motivação é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma, ou pelo menos, que dá origem a uma propensão a um comportamento específico. Esse impulso à ação pode ser provocado por um estímulo externo, provindo do ambiente, e pode também ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo.

Segundo Hunter (2006), a verdadeira motivação consiste em manter a pessoa entusiasmada, querendo agir e dar o melhor de si. Motivar é influenciar e inspirar à ação. Não se pode modificar ninguém, e sim influenciar suas futuras escolhas.

Maximiano (2007, p.250) ainda esclarece que a motivação tem três propriedades principais: “direção: o objetivo do comportamento motivado ou a direção para a qual a motivação leva o comportamento; intensidade: magnitude da motivação; e permanência: duração da motivação”.

Em seguida, no quadro 3, serão expostas as principais teorias motivacionais, destacando apenas as mais estudadas, com enfoque em suas características.

Teorias Características

Hierarquia das Necessidades de Abraham Maslow

Tem como premissa básica o fato de que os indivíduos possuem necessidades distintas conforme uma série de variáveis intrínsecas e/ou extrínsecas e somente passam a buscar a satisfação de uma necessidade de nível superior quando a imediatamente inferior já estiver satisfeita de modo pleno. A mais importante das explicações modernas sobre o conteúdo da motivação estabelece que as pessoas são motivadas essencialmente pelas necessidades humanas. Quanto mais forte a necessidade, mais intensa é a motivação. Uma vez satisfeita a necessidade, extingue-se o motivo que movimenta o comportamento e a motivação cessa (MAXIMIANO, 2007).

Teoria das Necessidades de David McClelland Como Abraham Maslow e outros pesquisadores da motivação humana, McClelland “além de apresentar pontos em comum com outras teorias, acrescentou três necessidades de caráter secundário e adquirido socialmente: o poder, a afiliação e a realização” (COELHO e SOARES, 2014, p.3).

A necessidade de realização, “que consiste em adquirir algum objeto de desejo com seus próprios méritos”; a necessidade de poder “que tem como base o desejo de controlar outras pessoas para influenciar seu comportamento e ser responsável por ela”; e a necessidade de afiliação “que é o desejo de estabelecer e manter um relacionamento amigável e caloroso com os outros” (COELHO e SOARES, 2014, p.3). Para McClelland, as pessoas adquirem ou aprendem certas necessidades “de acordo com sua cultura, isto é, influências como família, meios de comunicação e o próprio ambiente de trabalho podem contribuir decisivamente sobre as decisões”.

Teoria ERG de Clayton Alderfer Alderfer entende que há três grupos principais de necessidades, cujas iniciais formam a sigla ERG: 1. Existence, existência. Compreende as necessidades básicas, fisiológicas e de segurança, de Maslow.

2. Relatedness, relacionamento. Compreende as necessidades de relações pessoais significativas e as necessidades de estima, de Maslow

3. Growth, crescimento. É a necessidade ou desejo intrínseco de crescimento pessoal e autorrealização (MAXIMIANO, 2007, p.264). A teoria de Alderfer não revoga a de Maslow, mas acrescenta um aprimoramento à ideia das hierarquias das necessidades. De forma resumida, pode-se destacar que a Teoria ERG de Alderfer, assim como a hierarquia das necessidades de Maslow, expõe que as necessidades de nível mais baixo “levam a um

desejo de satisfazer as necessidades de nível mais alto”, no entanto, “múltiplas necessidades podem operar em conjunto como motivadoras, e a frustração em tentar satisfazer uma necessidade de nível alto pode resultar na regressão a uma necessidade de nível mais baixo” (COELHO e SOARES, 2014, p.5).

Douglas McGregor e a Teoria X e Y Ambas as teorias X e Y são modelos considerados psicossociológicos, e propõem os fatores extrínsecos e fatores intrínsecos, sendo os primeiros comparados às necessidades inferiores de Maslow, pois são controlados fora do indivíduo, tais como compensações, incentivos e privações, como algo que alguém tira ou dá para controlar situações. Por outro lado, os fatores intrínsecos são comparados às necessidades superiores também de Maslow, visto que, “são próprias do sistema humano e não se configuram mecanicamente, isto é, são fatores ligados ao sentido de êxito, reconhecimento e auto-realização” (COELHO e SOARES, 2014, p.4).

Teoria da Expectativa de Victor Vroom Propõe que as pessoas se esforçam para alcançar resultados ou recompensas, que para elas são importantes, ao mesmo tempo em que evitam os resultados indesejáveis. Trata-se de uma teoria hedonista, segundo a qual as pessoas escolhem os comportamentos em função da perspectiva de satisfação ou insatisfação que os resultados desses comportamentos proporcionam (MAXIMIANO, 2007).

A teoria da expectativa retrata a ideia intuitiva de que o esforço depende do resultado que se deseja alcançar. As pessoas, em geral, são motivadas pela crença de que seu esforço produz o desempenho que lhe permite alcançar os resultados que desejam. De acordo com a teoria da expectativa, a motivação é função da crença de que é possível alcançar um resultado,

multiplicada pelo valor atribuído ao resultado. A teoria da expectativa procura explicar a cadeia de causas e efeitos que liga o esforço inicial ao resultado ou recompensa final. Os componentes principais da teoria da expectativa são os seguintes: o valor dos resultados, a associação entre o desempenho e a recompensa e a associação entre o esforço e o desempenho (MAXIMIANO, 2007).

Teoria da Equidade O ponto central da teoria da equidade, ou teoria do equilíbrio, é a crença de que as recompensas devem ser proporcionais ao esforço e iguais para todos. Se duas pessoas realizam o mesmo esforço, a recompensa de uma deve ser igual à da outra. Idealmente, deve haver equidade ou equilíbrio. As premissas da teoria da equidade estabelecem que as pessoas sempre fazem comparações entre seus esforços e recompensas com os esforços e recompensas dos outros, especialmente quando há algum tipo de proximidade (MAXIMIANO, 2007).

A dissonância cognitiva é o que as pessoas sentem quando percebem a falta de equidade. Há desarmonia entre a expectativa de igualdade e o que acontece na realidade: alguns esforçam- se menos e conseguem mais, ou vice-versa. A teoria da equidade ajuda a entender a reação das pessoas à distribuição das recompensas no grupo de trabalho e sua influência sobre a motivação (MAXIMIANO, 2007).

Quadro 3 – Principais Teorias Motivacionais, compiladas pelo autor.

Sempre que se aborda sobre motivação, há o consenso da importância desse aspecto comportamental humano por todos os estudiosos que a consideram como elemento fundamental, seja no meio empresarial ou educacional. No contexto da EaD, foco do subitem subsequente, essa realidade não poderia ser diferente, principalmente pelo processo de ensino-aprendizagem, que é mediado pela tecnologia, demandando tanto do aluno, quanto do professor, uma adaptação de metodologia e postura que interfere diretamente no processo motivacional.