4.2 Det første principatet
4.2.1 Augustus’ religionspolitikk
Caracterizando a pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, tivemos a preocupação com o significado que as ações e as experiências tiveram para os envolvidos no processo. Com a adoção dessa abordagem, para gerar os dados e para sua triangulação, utilizamos os seguintes instrumentos:
Questionário inicial– Para responder às perguntas formuladas no questionário inicial (ver apêndice A) de Avaliação Diagnóstica, foi apresentado, na aula anterior ao início das atividades do PA, um formulárioonline aos alunos participantes da pesquisa, que responderam a ele no Laboratório de Informática da escola coparticipante. As respostas dos alunos foram processadas pela ferramenta utilizada (Google Formas) e foram gerados os dados. Esse primeiro questionário era composto por questões semiestruturadas, que visavam a levantar o perfil dos alunos participantes, bem como dados que nos permitiram perceber os hábitos de uso da internet deles. Previamente a essa atividade, os pais ou responsáveis de todos os alunos da turma envolvida foram convidados para participar de esclarecimentos do projeto de pesquisa, independente da idade do (a) aluno (a). Estando os pais ou responsáveis de acordo com a participação de seus filhos ou daqueles por quem são responsáveis, eles assinaram o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Ver Apêndice D) e os participantes da pesquisa assinaram o Termo de Assentimento do Menor (Ver Apêndice E).No questionário inicial, temos respostas de 33 dos 35 participantes. Dois deles faltaram no dia em que fomos ao Laboratório de Informática responder aos questionários online.As respostas foram processadas pela ferramenta utilizada (Google Formas) e foram gerados os dados.
Questionários aplicados durante e ao final do PA - Foram aplicados dois questionários, com características e em momentos distintos. O primeiro questionário online (Ver Apêndice B), respondido pelos alunos no Laboratório de Informática e com os dados gerados pela ferramenta Google Formas, foi aplicado após o uso da ferramenta Padlet pela primeira vez, para detectar como fora o uso da ferramenta em si, as dificuldades encontradas e sobre o impacto nas produções escritas. Obtivemos respostas de 35 alunos, ou seja, de todos os participantes. Esse questionário foi aplicado após a primeira atividade usando a ferramenta digital Padlet. O segundo questionário online (Ver Apêndice C), também respondido pelos alunos no Laboratório de Informática e com os dados gerados pela ferramenta Google Formas, visava a detectar a percepção dos alunos participantes sobre o uso das TDICs, especificamente da ferramenta Padlet, como material de apoio para a produção de textos e para detectar os pontos de vista deles quanto à questão da criticidade e também sobre pontos positivos e negativos da ferramenta proposta.Neste questionário, obtivemos respostas de 35 alunos, ou seja, de todos os participantes.
Anotações de campo- As anotações de campo feitas por mim, como professora-pesquisadora em um diário reflexivo, contendo tanto as impressões de como a pesquisa estava se desenvolvendo como os sentimentos em relação ao processo, observando a adequação ou não da ferramenta digital Padlet para o fim a que foi proposto. Algumas anotações ocorreram simultaneamente e outras após as atividades desenvolvidas. De acordo com Bogdan e Biklen (1982, apud LÜDKE; ANDRÉ, 2015, p. 35), “o conteúdo das observações deve envolver uma parte descritiva e uma parte mais reflexiva”. Nas observações, segundo as autoras, devem-se utilizar as próprias palavras na reconstrução dos diálogos com os participantes, embora as citações sejam muito úteis para a apresentação, interpretação e análise de dados. O comportamento do observador também deve ser incluído nas observações, revelando suas atitudes, ações e conversas com os participantes da pesquisa. Cabem também, nas anotações, segundo as autoras, reflexões do pesquisador acerca do conteúdo que está sendo abordado, dos procedimentos e estratégias metodológicas, dilemas enfrentados durante o trabalho,
mudanças na perspectivas e esclarecimentos que se julgarem necessários. Em todo o processo, houve minha observação participante, como professora-pesquisadora, e fiz registros e anotações quanto à recepção dos alunos e ao desenvolvimento das atividades.As anotações de campo foram feitasem três momentos distintos: (i) durante a realização da primeira atividade; (ii) no momento de proposição de um tema para os alunos, antes da realização das atividades, para identificar os conhecimentos prévios deles sobre o tema dado, baseando-me em questionamentos feitos a eles; (iii) durante a produção de um dos textos alusivos a um dos temas propostos, revelando minhas percepções sobre o trabalho e envolvendo os diálogos estabelecidos com os alunos participantes; (iv) no momento final, após a realização das atividades.
Textos dissertativo-argumentativos produzidos pelos alunos – os textos enquadram-se na análise documental. Segundo Holsti (1969, apud LÜDKE E ANDRÉ, 2015, p. 46), uma das situações básicas em que é apropriado o uso da análise documental é “quando o interesse do pesquisador é estudar o problema a partir da própria expressão dos indivíduos, ou seja, quando a linguagem dos sujeitos é crucial para a investigação”. Nessa situação, encaixam-se as produções escritas dos participantes, incluindo “redações, dissertações, testes projetivos, diários pessoais, cartas, etc”. Coletamos textos dos alunos, redigidos após as intervenções feitas pela professora-pesquisadora, no caso o uso da ferramenta Padlet como mediadora no processo, para observar a formulação dos argumentos após o trabalho realizado com esse recurso. A partir dos temas trabalhados, temos: (i) 35 textos abordando o tema: “Aborto em caso de microcefalia: prática aceitável ou não?”; (ii) 35 textos sobre o tema: “Política versus ciência: a pílula do câncer”; (iii) 34 textos abordando o tema: “ „ Bela, recatada e do lar‟: protótipo para a mulher do século XXI?” ; e 34 textos sobre o tema: “Estupro: como acabar com esse crime?”
Padlets confeccionados pelos alunos– enquadramos os Padlets confeccionados pelos alunos
também na análise documental, uma vez que a seleção do material ali reproduzido e indicado para leitura, bem como os posicionamentos por eles expressos constituem uma parte do processo da produção escrita. Os Padlets foram analisados para cruzar informações, ou seja, para percebermos se houve o aproveitamento das ideias lá expostas, de forma crítica e reflexiva, ou se houve somente a transcrição de informações e palavras de outrem. Tornam-se, portanto, relevantes na nossa análise. Fizemos a impressão dos Padlets produzidos pelos alunos e também usamos os próprios murais no ambiente virtual para comparar os dados lá
colocados e as ideias expressas nos textos. Para confecção dos Padlets, a turma foi dividida em seis equipes; cinco delas constituídas por seis alunos e uma por cinco. Dessa forma, temos seis Padlets confeccionados a cada tema, totalizando 24 (vinte e quatro), ao final dos trabalhos.