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In document Division of Clinical Neuroscience (sider 37-41)

Principalmente com o desenvolvimento da Internet e consequente IoT, novas soluc¸ ˜oes foram desenvolvidas dedicadas `a partilha de informac¸˜ao entre sistemas. As primeiras implementac¸ ˜oes apenas atingiam n´ıveis de interoperabilidade t´ecnica, disso ´e exemplo o envio de informac¸˜ao pelo correio eletr ´onico. O desenvolvimento de sistemas que permi- tam o envio e recec¸˜ao de mensagens em formato HL7 v2 foi sem d ´uvida um marco no que `a interoperabilidade sint´atica diz respeito. A t´ıtulo de exemplo nos Estados Unidos da Am´erica 90% das instituic¸ ˜oes utilizam estas diretivas estando por demais enraizadas em diversas instituic¸ ˜oes espalhadas pelo globo. A terceira vers˜ao para troca de mensagens n˜ao obteve a mesma aceitac¸˜ao por parte dos profissionais uma vez que n˜ao existe ponte poss´ıvel a vers˜ao anterior.

Embora a comunidade cient´ıfica tenda a avanc¸ar para utilizac¸˜ao de Cloud Computing

ainda em muitas unidades de sa ´ude n˜ao se atinge o n´ıvel de interoperabilidade semˆantica. Soluc¸ ˜oes como Ag´encia para a Integrac¸˜ao, Difus˜ao e Arquivo de Informac¸˜ao M´edica (AIDA) s˜ao formas de alcanc¸ar a partilha de informac¸˜ao sem necessidade de reformular todos os sis- temas implementados ao longo dos anos. Atualmente os sistemas informativos est˜ao a comec¸ar a utilizar sistemas multi agente com autonomia e capacidade de cooperac¸˜ao, resul- tando numa capacidade de trabalho bastante superior `as demais. Por outro lado, aborda- gens ao mHealth, possibilitam o acesso a informac¸˜ao utilizando apenas um telem ´ovel por exemplo.

Respondendo `a segunda parte da pergunta referente `a importˆancia da interoperabilidade, esta ´e vital. Na configurac¸˜ao dos SI modernos ´e essencial que exista interoperabilidade pelo menos do tipo sint´atica. Por outro lado, soluc¸ ˜oes verdadeiramente funcionais s ´o s˜ao alcanc¸´aveis quando existe interoperabilidade do tipo semˆantico. Com a Internet, soluc¸ ˜oes como web services ou sockets permitem a partilha de informac¸˜ao de forma r´apida e quase livre de erros. Por´em ainda hoje, nem todos os sistemas se percebem plenamente. Pela im- portˆancia para o presente projeto, a interoperabilidade ´e transversal a este, sendo a quest˜ao de certa forma respondida ao longo de todo o trabalho.

9.2 q u e s t˜ao 2: como melhorar a interoperabilidade existente nas unida- d e s d e s a´ude, nomeadamente no CHP?

Como abordado no cap´ıtulo2, existem diferentes n´ıveis de interoperabilidade segundo

diferentes ideologias. Como seria de esperar os n´ıveis mais avanc¸ados ser˜ao aqueles mais visados por trabalhos cient´ıficos. Nas unidades de sa ´ude em Portugal a interoperabilidade semˆantica ainda apresenta uma ramificac¸˜ao algo limitada (n´ıvel 2 ou interoperabilidade do tipo semˆantico). Motivada em parte por anos de desenvolvimento deSImodular onde n˜ao era necess´aria a partilha de dados e consequente percec¸˜ao dos mesmos. Em Portugal o Sistema Nacional de Sa ´ude, tem proposto diversas diretivas no sentido de aumentar

a interoperabilidade e quantidade de implementac¸ ˜oes relacionadas com mHealth (Plano Nacional de Sa ´ude 2009-2016).

A melhor forma de fomentar a interoperabilidade entre HIS ´e continuar a desenvolver soluc¸ ˜oes criativas, com baixo custo monet´ario e de processamento, que sejam capazes de ser implementadas a curto prazo nas unidades de sa ´ude. A utilizac¸˜ao do standard v.2 para troca de mensagens em formato Health Level Seven International (HL7) ´e amplamente utilizada, onde os principais trabalhos desenvolvidos atualmente est˜ao vocacionados para o envio de grandes quantidades de dados como acontece em imagiologia. Existe tamb´em o cont´ınuo melhoramento das interfaces j´a implementadas, este ponto serve assim de mote ao caso de estudo do cap´ıtulo4. A implementac¸˜ao de um sistema MAS, possibilita o aumento da in-

dependˆencia e fiabilidade da troca de informac¸˜ao. O cap´ıtulo6apresenta a implementac¸˜ao

de um sistema que utiliza c ´odigosInternational Classification Diseases 9 Revision Clinical Mo- dification (ICD-9-CM)para codificar resumos de alta, com vista `a posterior integrac¸˜ao num sistemaGrupo de Diagn´osticos Homogˆeneos (GDH), fomentando assim a utilizac¸˜ao de c ´odigos na normalizac¸˜ao dos processos de alta (interoperabilidade semˆantica).

Uma aplicac¸˜ao/plataforma que muito tem contribu´ıdo para aumento da interoperabili- dade no Centro Hospitalar do Porto ´e a AIDA, conforme abordado no cap´ıtulo 2, repre-

senta uma forma criativa e inovadora de circundar os problemas provocados pelas “‘ilhas de informac¸˜ao.”

S ´o atrav´es de sistemas constru´ıdos de raiz a pensar na interoperabilidade se pode melho- rar significativamente esta.

9.3 q u e s t˜ao 3: ´e vi ´avel estruturar um mas de forma a utilizar padr ˜oes

HL7 p o s s i b i l i ta n d o a s s i m a i n t e r o p e r a b i l i d a d e s i n t´atica e qual ´e a m e l h o r l i n g ua g e m pa r a o f a z e r?

A estrutura de um sistema MAS est´a intimamente ligada ao meio onde est´a inserida e qual func¸˜ao a func¸˜ao dos agentes a ser implementados. Como demonstrado no cap´ıtulo4,

existe naturalmente um agente respons´avel pelo envio de mensagens e outro que as recebe e encaminha para seu destino final. Estes dois tipos v˜ao apresentar uma estrutura ligeira- mente diferente visto o cliente ter de coletar a mensagem num determinado diret ´orio, fazer um processamento para retirar informac¸ ˜oes relevantes (ID, tipo de ACK) e no final fazer o envio para o agente de destino. Por seu turno este deve receber a mensagem enviada em segmentos, voltar a colocar em formato original, retirar informac¸ ˜oes e caso seja necess´ario elaborar mensagem ACK notificando assim o agente de origem.

Os socket implementados desempenham um papel vital na comunicac¸˜ao de determinado agente com os demais. O t ´opico da comunicac¸˜ao ´e vital num sistema MAS, devendo os agentes acordar no formato e no tipo de estruturas para tal. No caso de estudo do cap´ıtulo4,

9.3. Quest˜ao 3: ´E vi´avel estruturar um MAS de forma a utilizar padr ˜oesHL7possibilitando assim a interoperabilidade sint´atica e qual ´e a melhor linguagem para o fazer? 149

optou-se pelo JavaScript Object Notation (JSON) para codificac¸˜ao e listas ordenadas para efeitos de percec¸˜ao de conte ´udo. Mais detalhes sobre este tema em especifico podem ser observados na figura13.

Os agentes devem tamb´em apresentar propriedades como capacidade de recuperar do erro, elevada disponibilidade e ainda registar as transac¸ ˜oes efetuadas e poss´ıveis erros no desenrolar do seu trabalho. Por ´ultimo, de referir que implementar agentes sem capaci- dades de multi-processamento ´e poss´ıvel mas resultaria num processamento lento quando um volume de mensagens consider´avel fosse atingido, utilizou-se assim threadinge multi- processing.

Em suma, ´e vi´avel implementar um MAS direcionado `a troca de mensagens em formato HL7 v2. Este agentes devem ser vocacionados para ir de encontro `as propriedades descritas anteriormente, com especial atenc¸˜ao na comunicac¸˜ao entre agentes e na recuperac¸˜ao ap ´os o erro. Como n˜ao poderia deixar de ser deve existir um profundo conhecimento das diretrizes

HL7dotando assim os agentes do conhecimento necess´ario.

Em relac¸˜ao `a quest˜ao da linguagem, existem algumas passiveis de serem utilizadas neste cen´ario. Naturalmente Java ´e um candidato a ter em considerac¸˜ao, utilizando a framework Jade. Existem no entanto algumas limitac¸ ˜oes de implementac¸˜ao que s ´o a simplicidade pro- porcionada pelo Python consegue superar. A rapidez de desenvolvimento e facilidade de manutenc¸˜ao de umscripts˜ao sem d ´uvida duas das principais propriedades da linguagem. Por outro lado, existe a necessidade de que dois agentes comuniquem, da´ı que o Python networking ´e um dos melhores entre as diversas linguagens identificadas para poss´ıvel utilizac¸˜ao. Outro ponto de relevo, prende-se com a facilidade com que novas expans ˜oes ao c ´odigo fonte podem ser realizadas dotando o c ´odigo de funcionalidades ´ımpares. Um exemplo disso mesmo ´e o HL7 que permite transformar a mensagemHL7numa lista, sendo os diversos segmentos acedidos atrav´es do seu ´ındice posicional. O psutil por outro lado consegue obter valores de performance de um programa em espec´ıfico atrav´es do seu pro- gramm id (PID). A principal desvantagem identificada na linguagem Python em relac¸˜ao

`as demais (Java e C++), ´e a maior lentid˜ao de processamento, motivado em parte pela n˜ao declarac¸˜ao inicial dos tipos de vari´aveis. Esta desvantagem n˜ao se revelou um impedimento ao longo do presente trabalho, sendo superada pelas caracter´ısticas acima mencionadas.

Em suma o caso de estudo que responde em maior detalhe situa-se no cap´ıtulo 4, prin-

cipalmente na secc¸˜ao de metodologia onde em detalhe ´e apresenta a estrutura e func¸˜ao de cada agente.

Ao n´ıvel da interoperabilidade, os motores deinterface HL7 trabalham com interopera- bilidade sint´atica contribuindo posteriormente para a semˆantica. Ao n´ıvel da comunicac¸˜ao entre agentes, ´e vital um definic¸˜ao `a priori das diversas etapas e qual a ordem pela qual toda a comunicac¸˜ao se deve processar.

9.4 q u e s t˜ao 4: qual ´e o papel de um sistema de monitorizac¸ ˜ao da perfor- m a n c e h o s p i ta l a r?

Antes de elaborar uma resposta precisa e concreta ´e necess´ario referir que monitorizar a performance neste caso refere-se a averiguar o estado atual de agentes AIDAe HL7 j´a im- plementados na unidade de sa ´ude, assim como o sistema MAS desenvolvido no cap´ıtulo4.

Ao monitorizar estes agentes, ´e garantida de forma indireta que a interoperabilidade conti- nua a existir entreSI. Embora na literatura n˜ao existam muitos trabalhos sobre este tipo de sistemas de monitorizac¸˜ao relacionados com a performance de sistemas hospitalares ´e uma tem´atica que pode ser relacionada com a nova revoluc¸˜ao industrial (ind ´ustria 4.0). O facto de agentes ou scripts capazes de recolher informac¸ ˜oes e transmitir para unidades centrais conduz `a cric¸˜ao de um Cyber-physical System onde as informac¸ ˜oes devem ser apresentadas aos utilizadores na forma de Computerized Maintenance Monitoring System. O objetivo ´e a an´alise do estado atual dos agentes implementados assim como dos processos de partilha de informac¸˜ao utilizando diretrizes v2. HL7. Um sistema de monitorizac¸˜ao deve ser ca- paz de renovar a informac¸˜ao apresentada ao minuto ou at´e em espac¸os temporais menores. Para o profissional identificar erros e corrigir o mais rapidamente poss´ıvel.

De acordo com a literatura, sistemas semelhantes (Iguana, HealthPoint) e artigos de opini˜ao, algumas das informac¸ ˜oes que devem estar presentes prendem-se com poss´ıveis erros em agentes ou mensagens; erros nas diretrizesHL7; estat´ıstica de mensagens envia- das, recebidas e integradas; diferenciais de tempos entre envio e ACK; recec¸˜ao e integrac¸˜ao e ainda tempos de atividade de agentes (datas de inicio e final).

As possibilidades e func¸ ˜oes de um sistema desta natureza s˜ao in ´umeras desde o controlo de agentes `a distˆancia, agendamentos e bloco de notas, enviar mails ou notificac¸ ˜oes, receber avisos e apresentar ao utilizador, apresentar indicadores deBusiness Intelligence (BI)ou at´e servir de calend´ario. Para esta diversidade e elasticidade uma propriedade ´e fundamental, a modularizac¸˜ao do sistema, sendo assim poss´ıvel acrescentar novas funcionalidades ou rever outras sem rever ou alterar todo o c ´odigo.

Neste tipo de sistemas o utilizador ´e quem dita o que ´e ou n˜ao relevante. O sistema at´e pode apresentar informac¸˜ao correta mas se for demasiado lento ou visualmente pouco atra- tivo leva ao desinteresse e `a n˜ao utilizac¸˜ao. A melhor forma de saber se o sistema satisfaz o utilizador ´e atrav´es de um question´ario, onde no futuro alterac¸ ˜oes podem conduzir a novos m ´odulos ou alterac¸ ˜oes de func¸ ˜oes.

Em suma, a importˆancia deste tipo de sistemas depende em muito do conte ´udo e do formato da informac¸˜ao apresentada. S ´o atrav´es de medic¸ ˜oes `a posteriori ´e poss´ıvel chegar a conclus ˜oes definitivas (an´alise SWOT e question´ario), por outro lado, na literatura existem diversos casos de sucesso nesta ´area. No presente projeto, o caso de estudo que possibilita uma resposta a esta quest˜ao ´e aquele do cap´ıtulo5.

In document Division of Clinical Neuroscience (sider 37-41)