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5.3 Irrigation and Livelihoods

5.3.1 Households’ Characteristics

5.3.1.2 Assets by villages

A coleta de dados para esta pesquisa foi realizada por meio de três instrumentos, que são descritos nessa seção. Esses instrumentos objetivaram alcançar o máximo possível de informações sobre os procedimentos realizados pelos participantes durante a leitura, de modo que se pudesse analisar esses processos.

3.2.1 Teste de compreensão leitora (TCL)

No teste de compreensão leitora, cada participante é convidado a ler um texto narrativo (anexo A), cujos parágrafos estão desordenados, para então ordená-los. O texto utilizado nesse teste foi escrito por Luan Vieira (2010), aluno de uma escola municipal de Campina Grande, na Paraíba, que foi finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa de 2008. Esse texto encontra-se publicado na revista Na ponta do Lápis, distribuída pela Fundação Itaú Social a professores de escolas públicas. Optou-se pela escolha desse texto pelo fato de ter sido escrito por um adolescente, cujo universo cognitivo assemelha-se ao dos participantes desta pesquisa.

O teste de compreensão leitora é realizado em computador e a ordenação é feita a partir da enumeração dos devidos parágrafos em um quadrinho branco localizado em frente a cada parágrafo (anexo B). O texto ocupa a extensão de uma tela inteira do microcomputador, de modo que não é necessário fazer a rolagem de páginas, tampouco seguir para a página seguinte ou ter que regressar à página anterior. A escolha por esse modelo motivou-se pelo fato de exigir menos habilidades de informática, tendo em vista que se trata de crianças de 10 e 11 anos.

Busca-se, com esse teste, mensurar a capacidade de o leitor reconhecer e ordenar a sequência narrativa, identificando os episódios e ordenando-os em parágrafos, conforme os acontecimentos da história. Parte-se do pressuposto de que o leitor que é capaz de reconhecer a organização das macroproposições da narrativa – situação inicial, nó desencadeador, reação, desenlace, situação final – proposta por Adam (2008), tende a apresentar um bom desempenho na compreensão da trama narrada.

3.2.2 Instrumento de análise do tempo e das estratégias de leitura (ITEL)

O teste de monitoramento do tempo e das estratégias de leitura utilizadas pelo leitor durante a leitura e o ordenamento dos parágrafos consiste na gravação efetuada pelo software de captura Snagit 8 de todo o percurso realizado pelo participante durante o teste de compreensão leitora. Trata-se de uma ferramenta da informática que permite registrar todo e qualquer movimento que o usuário faça no computador, desde que seja observável na tela do monitor (através da movimentação do cursor), durante sua utilização, podendo ser cronometrado o momento e o tempo de execução de cada um desses movimentos.

A partir desses vídeos gerados pelo software, foi feito o levantamento da quantidade e do tempo de cada movimento realizado pelo leitor e, então, buscou-se identificar a que estratégia de leitura cada um desses movimentos se referia (anexo C).

Esse instrumento é importante no trabalho, pois mostra precisamente o comportamento do leitor durante o processamento da leitura. Entretanto, é necessário salientar que, apesar dos avanços da tecnologia, que possibilita aos pesquisadores a criação desse tipo de ferramentas para o mapeamento do percurso realizado pelo leitor, os processos de leitura ocorrem a portas

fechadas e não são completamente acessíveis, de modo que se tem acesso à parte das informações acerca desse processamento.

3.2.3 Teste de consciência das estratégias metacognitivas de leitura (TCEL)

O teste de consciências das estratégias metacognitivas de leitura refere-se a um protocolo verbal de recordação, através do qual é pedido ao leitor que explicite seu procedimento de leitura para a ordenação dos parágrafos do texto, imediatamente após a conclusão da tarefa do teste de compreensão leitora. Solicita-se ao participante que tente explicar o porquê de sua escolha na ordenação de cada parágrafo do texto. A instrução dada aos participantes para a realização dessa atividade é: “Tente explicar por que você deu esta sequência ao texto”.

Essa atividade é registrada em áudio, para posterior transcrição e análise das informações (anexo D). As respostas obtidas através desse relato são analisadas (anexo E), a partir de uma adaptação, feita pela pesquisadora, da classificação de estratégias metacognitivas de leitura proposta por Joly (2007), buscando-se verificar quais foram utilizadas e relatadas pelos participantes. Estruturou-se uma relação de 12 estratégias, que aparecem arroladas abaixo.

E1 – Organiza um roteiro para ler.

E2 – Opina sobre as informações do texto.

E3 – Pergunta para a pesquisadora o significado de palavras novas.

E5 – Relaciona as informações do texto com o que já conhece sobre o assunto/a estrutura.

E6 – Deduz informações do texto para compreendê-lo.

E7 – Analisa se as informações são lógicas e fazem sentido.

E 8 - Lê com atenção e devagar para ter certeza de que está entendendo o texto.

E9 – Relê trechos para relacionar as informações do texto.

E10 – Diferencia a fala das personagens dos comentários do narrador.

E11 – Pensa/avalia se as suposições que fez sobre o texto estão corretas ou erradas.

E12 – Avalia a dificuldade da tarefa de leitura.

Optou-se pela utilização de relato livre e posterior comparação à escala de estratégias acima citadas, ao invés de simplesmente apresentar a relação das estratégias e pedir que o participante indicasse aquelas que usou, na tentativa de que não houvesse nenhuma indução nas respostas dadas.

Os dados coletados, a partir desse instrumento, permitem avaliar o nível de consciência que o indivíduo apresenta acerca de seus processos metacognitivos na realização da tarefa, ou seja, o nível de consciência das estratégias metacognitivas de leitura por ele utilizadas em seu processamento de leitura e alcance da compreensão.